11 outubro, 2008

A Palavra


QUEM É QUE VAI PARTICIPAR NO BANQUETE?


Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus, na sua própria casa, vai oferecer a todos os Povos. Acolher o convite de Deus e participar nesse “banquete” é aceitar viver em comunhão com Deus. O que é viver em comunhão com Deus?
Na segunda leitura, Paulo apresenta-nos um exemplo concreto de uma comunidade que aceitou o convite do Senhor e vive na dinâmica do Reino: a comunidade cristã de Filipos. É uma comunidade generosa e solidária.
O Evangelho sugere que é preciso “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus. A opção que fizemos no dia do nosso baptismo não é “conversa fiada”; mas é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.
O texto da primeira leitura constrói-se à volta da imagem do “banquete”. O “banquete” é, no ambiente sócio-cultural do mundo bíblico, o momento da partilha, da comunhão, da constituição de uma comunidade de mesa, do estabelecimento de laços familiares entre os convivas.
Ao homem basta-lhe aceitar o convite de Deus para ter acesso a essa festa de vida eterna. Aceitar o convite de Deus significa renunciar ao egoísmo, ao orgulho e à auto-suficiência e conduzir a existência de acordo com os valores de Deus; aceitar o convite de Deus implica dar prioridade ao amor, testemunhar os valores do Reino e construir, já aqui, uma nova terra de justiça, de solidariedade, de partilha, de amor. No dia do nosso Baptismo, aceitamos o convite de Deus e comprometemo-nos com Ele… A nossa vida tem sido coerente com essa opção?
Mais uma vez, a segunda leitura oferece-nos um excerto de uma carta de Paulo aos cristãos da cidade grega de Filipos. Estamos nos anos 56/57. Paulo está na prisão (em Éfeso?) por causa do Evangelho. Nesse momento difícil da sua vida apostólica, Paulo recebeu ajuda económica e, mais importante do que isso, a presença solidária e o cuidado de Epafrodito, um membro da comunidade, enviado para ajudar Paulo e para lhe manifestar a solicitude dos seus “filhos” de Filipos. O nosso texto é tirado do capítulo final da Carta aos Filipenses. Aí, num tom emocionado, Paulo agradece pelos dons recebidos e pela solidariedade que os cristãos de Filipos lhe manifestaram.
Paulo está manifestamente satisfeito pela ajuda recebida da comunidade cristã de Filipos. A alegria de Paulo resulta, não tanto da resolução das suas próprias necessidades materiais mas, sobretudo, do significado do gesto dos filipenses. O donativo enviado é sinal, não só da amizade que os cristãos da comunidade alimentam em relação a Paulo, mas também da solidariedade dos filipenses com o anúncio do Evangelho de Jesus. E isso, evidentemente, alegra o coração de Paulo.
Antes de mais, o nosso texto apela a que os cristãos tenham o coração aberto à partilha e ao dom. Ser cristão implica a renúncia a uma vida de egoísmo e de fechamento em si próprio… Implica abrir o coração às necessidades dos irmãos carentes e desfavorecidos e uma partilha efectiva da vida e dos bens. Numa época em que os valores dominantes convidam continuamente ao egoísmo, à auto-suficiência, à preocupação exclusiva com os próprios interesses, o gesto dos filipenses constitui uma poderosa interpelação.
A parábola do Evangelho explicita bem o cenário em que o próprio Jesus se move… Ele aparece, com frequência, a participar em “banquetes” ao lado de gente duvidosa e desclassificada, ao ponto de os seus inimigos o acusarem de “comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e de pecadores”. Porque é que Jesus participa nesses “banquetes”, correndo o risco de adquirir uma fama tão desagradável? Porque no Antigo Testamento – como vimos na primeira leitura – os tempos messiânicos são descritos com a imagem de um “banquete” que Deus prepara para todos os povos. Ora, Jesus tem consciência de que, com Ele, esses tempos chegaram; e utiliza o cenário do “banquete” para expressar a realidade do Reino (a mesa da festa, do amor, da comunhão com Deus, para a qual todos os homens e mulheres, sem excepção, são convidados). Para Ele, o sentar-se à mesa com os pecadores é uma forma privilegiada de lhes dizer que Deus os acolhe com amor e que quer estabelecer com eles relações de comunhão e de familiaridade, sem excluir ninguém do seu convívio ou da sua comunidade.

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar





O Regresso do soldado


Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa, após a terrível guerra do Vietname. Ele ligou para seus pais, em São Francisco, e disse-lhes: Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir-lhes. - Claro meu filho ( emocionados), pede o que quiseres! - Eu tenho um amigo que eu gostaria de levar comigo. - Claro meu filho, nos adoraríamos conhecê-lo!!!! - Entretanto, há algo que vocês precisam saber, ele foi terrivelmente ferido na última batalha, ele pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. O pior é que ele não tem nenhum lugar para onde ir e, por isso, eu quero que ele vá morar connosco.
- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar onde ele possa morar e viver tranquilamente!. - Não, mãe não pai, eu quero que ele vá morar connosco! (emocionado e muito nervoso) - Filho, disse o pai, tu não sabes o que estás nos pedindo. Alguém com tanta dificuldade, seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que deverias voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo. Neste momento, o filho desligou o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, ele receberam um telefonema da polícia de São Francisco. O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio. Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para a morgue a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam:
O filho deles tinha apenas um braço e uma perna. Os pais, nesta história são como muitos de nós. Achamos fácil amar aqueles que são bonitos ou divertidos, mas, não gostamos das pessoas que nos incomodam ou nos fazem sentir desconfortáveis. De preferência, ficamos longe destas e de outras que não são saudáveis, bonitas ou "espertas" como "nós acreditamos que somos".

27 setembro, 2008

A Mensagem nº 42 de 28 de Setembro de 2008


Mt 21,28-32

Jesus continuou: -

E o que é que vocês acham disto? Certo homem tinha dois filhos. Ele foi falar com o mais velho e disse: "Filho, hoje você vai trabalhar na minha plantação de uvas." - Ele respondeu: "Eu não quero ir." Mas depois mudou de idéia e foi. - O pai foi e deu ao outro filho a mesma ordem. E este disse: "Sim, senhor." Mas depois não foi. - Qual deles fez o que o pai queria? - perguntou Jesus. E eles responderam: - O filho mais velho. Então Jesus disse a eles: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus antes de vocês. Pois João Batista veio para mostrar a vocês o caminho certo, e vocês não creram nele; mas os cobradores de impostos e as prostitutas creram. Porém, mesmo tendo visto isso, vocês não se arrependeram e não creram nele.

A Palavra


Ou sim ou sopas!
Diante da Palavra de Deus que nos questiona somos convidados a responder um SIM generoso,
assumindo um compromisso coerente ou evitando qualquer compromisso.
Na 1ª Leitura,

Ezequiel convida os israelitas exilados na Babilônia a viverem com coerência o seu Sim ao Senhor e à Aliança.
Na 2ª Leitura,

São Paulo apresenta o exemplo de Jesus: despoja-se da condição divina, assume a condição humana e diz "SIM" ao Pai até a morte de Cruz.
O Evangelho

fala de dois tipos de SIM. Continuamos a refletir sobre a Igreja, "Vinha do Senhor". Vimos já que todos somos chamados a trabalhar na vinha do Senhor... Hoje veremos qual pode ser a nossa resposta a esse chamamento...
Com a Parábola, Jesus ilustra duas atitudes opostas: Ao Pai que convida os dois filhos a trabalharem na Vinha o primeiro nega-se a ir no princípio, mas depois acaba por ir...o segundo responde Sim, mas depois não vai.
E a parábola questiona: "Qual dos dois fez a vontade do Pai?" A resposta é clara: Não quem DISSE "Sim", mas quem FEZ a vontade do Pai.
O que a PARÁBOLA nos diz HOJE?
Também em nossos dias, Deus continua a ter dois filhos:
Alguns, no Batismo, dizem "Sim", mas depois, na vida concreta, transformam o "Sim" em muitos "Não".
Outros nunca disseram um "Sim" explícito para Deus, mas, na prática de cada dia, amam o irmão, e sacrificam-se pelos outros, fazendo muitas obras de caridade.
Estes, ainda que não batizados, são verdadeiros Filhos de Deus...
"Nisto conhecerão que sois meus discípulos,
se vos amardes uns aos outros como eu vos amei..."
É inútil ter dito "Sim" a Deus no dia do Baptismo, se em seguida, durante a vida vão sendo quebradas, uma a uma, todas as promessas.
A Vida inteira deve ser um "Sim" permanente ao Senhor.
A que grupo pertencemos?
Ao primeiro, ao segundo? Ou um pouco de cada? Ou seria melhor que fôssemos como o terceiro filho, do qual a parábola não fala: aquele que diz "Sim" e vai mesmo!
Todos são chamados a trabalhar na vinha do Pai.
Ninguém está dispensado de colaborar com Deus na construção de um mundo mais humano, mais justo, mais verdadeiro, mais fraterno. Os chamamentos de Deus, nós os conhecemos pela sua Palavra,
contida na BÍBLIA, cujo dia hoje comemoramos.
Qual é a nossa resposta à Palavra de Deus?
SIM, nós compramos a Bíblia e colocamo-la num lugar nobre da casa, mas NÃO a lemos, nem a estudamos, muito menos nos esforçamos em vivê-la …
"Felizes os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática..."
Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar


Oração pelas Mulheres


Aqui, agora e a sós Quero pedir-te por todas nósPor aquelas que foram escolhidas para dar a vida, mulheres de todas as espécies de todos os credos, raças e nacionalidadesTodas aquelas nas quais a vidaEstá envolvida em sorrisos, lágrimas, tristezas e felicidades aquelas que sofrem por filhos que geraram e perderam, as que trabalham o dia inteiro em casa ou em qualquer empregoQuero pedir pelas mães que penam por seus filhos doentes quero pedir pela criança carentee pelas que ainda estão dentro de um ventre.Pela adolescente inexperiente, pelas velhinhas esquecidas em asilos sem abrigo, sem família, carinho e amigos.Peço também pelas mulheres enfermas que num qualquer hospital aguardam pela sua hora fatalQuero pedir pelas mulheres ricas, aquelas que apesar da fortuna vivem aflitas e na amarguraPeço por almas femininas mesquinhas, pequenas e sozinhas.Pelas que não têm como dar a seus filhos o pão e a educaçãoPeço pelas mulheres deficientes, e pelas inconsequentes, rogo pelas condenadas, aquelas que vivem enclausuradas.Por todas que foram obrigadas a crescer antes do tempo, pelas que mendigando nas ruas esobrevivem apesar dessa tortura, pelas revoltadas, as excluídas e as sexualmente reprimidasPeço pela mulher dominadora e pela traidora, peço por aquela que matou os sonhos dentro de si, por todas que eu já conheciPeço por mulheres solitárias e pelas ordinárias, as mulheres de vida difícil e que fazem disso um ofício e pelas que se tornaram voluntárias por serem solidáriasRogo por aquelas que vivem acompanhadas, embora tristes e amarguradas e por todas que foram abandonadasPeço pelas amigas, pelas companheiras, pelas inimigas, pelas irmãs e pelas freirasSuplico por aquelas que perderam a fé que se distanciaram da esperança, quero pedir por todas que clamam por vingança, e com isso se perdem em sua inútil andançaRogo pelas que correm atrás de justiça, que a boa vontade dos homens as assistaPeço pelas que lutam por causas perdidas, pelas escritoras e as doutoras, pelas artistas e professoras, pelas governantes e pelas menos importantes.Quero pedir também pelas ignorantes, e por todas que no momento estão gestantesPela mulher triste dentro do coração, que vive com a alma mergulhada na solidão.Por todas a quem a droga destruiu, por tantas que o vício denegriuSuplico por aquela que foi traída, por várias que são humilhadas, e pelas que foram contaminadasMãe, quero pedir por todas nósQue somos o sorriso e a vozQue temos o sentimento mais profundo, porque fomos escolhidas como vós para gerar e Amar os filhos que colocamos no mundo Independente de serem, feios ou bonitos, amáveis ou rebeldes, perfeitos ou deficientesTristes ou contentesMãe, ajuda-nos a continuar nessa batalhaNessa guerra diária, nessa luta sem fimAjuda-nos a ser feliz como a gente sempre quisDai-nos coragem para continuar, dai-nos saúde para ao menos tentar, e resignação para tudo aceitarDai-nos força para suportar nossas amarguras, e apesar de tudo continuarmos a ser sinonimo de ternuraPerdoa-nos por nossos erros, e por nossos insistentes apelosPerdoa-nos também por nossas revoltas, nossas lágrimas e nossas derrotasE não nos deixe nunca mãe, perdermos a féE sempre que puderes, pede por nós ao Pai, e lembra-lhe que quando ele criou EVANão deixou com ela nenhum mapa de orientação, nenhum manual com indicação, nenhuma seta indicando o caminho certo, nenhuma instrução de como viver, de como, tudo vencerE mesmo assim.....

conseguimos aprender.

Com Interesse


Obrigado emocionado de reitor cessante

Foi um momento emotivo, o presenciado por dezenas de pessoas na Capelinha das Aparições, aquando do agradecimento a Nossa Senhora
Mãe! Neste momento, já terminada a missão que me entregaste há 35 anos, sinto um grande desejo de Vos dizer uma palavra em público”, frisou monsenhor Luciano Guerra, na Capelinha. O reitor que cessou funções deixou um obrigado por “tantos irmãos e irmãs que sempre estiveram ao nosso lado, e a quem devo muito mais do que talvez eles pensem”.Além dos capelães, sacerdotes, religiosos e religiosas, os 250 trabalhadores, as diversas associações de voluntários, como os Servitas, o homem que foi o sexto reitor deste santuário agradeceu o apoio aos comerciantes, hoteleiros e autoridades, “de todos os que velam pelo ambiente desta cidade – que quer merecer o nome de 'Cidade da paz'”.Uma palavra especial para Nossa Senhora “pelo dom das lágrimas que tantas vezes pude contemplar, no meio da multidão e no oásis desta Capelinha: lágrimas de alegria, nas promessas cumpridas; muitas e muitas lágrimas de solidão, clamando por sinais de fraternidade; lágrimas de arrependimento, que proclamam a alegria do perdão”.

Lucília Oliveira FÁTIMA MISSIONÁRIA

Sondagem
Países mais desenvolvidos e ricos dão menos valor à religião
Os indonésios são o povo mais religioso do mundo, segundo uma sondagem da Pew Research Institute, adianta a Rádio Renascença
“importante”, ou “muito importante” nas suas vidas. Seguem-se na lista: Tanzânia, Jordânia, Paquistão e Nigéria, todos com uma taxa elevada de população muçulmana. No fim da lista encontra-se a França. 60 por cento dos inquiridos afirmaram nunca rezar e, apenas, dez por cento considera que a religião tem muita importância na sua vida. E apenas 13 por cento dos japoneses, 18 por cento dos britânicos e 22 por cento dos alemães consideram a religião importante.A sondagem comprova a tese que países mais desenvolvidos e ricos tendem a dar menos importância à religião. A excepção são os Estados Unidos da América com 55 por cento da população a dar muita importância à religião nas suas vidas. Apenas 11 por cento revelam que nunca rezam
.
Lucília Oliveira FÁTIMA MISSIONÁRIA

Santo do mês

Santa Teresa de Lisieux"No coração da Igreja serei o amor" O mês de Outubro é na Igreja o mês missionário, por excelência. No dia 1 celebra-se a festa de Santa Teresa do Menino Jesus, que a Igreja proclamou padroeira dos missionários

21 setembro, 2008

A Mensagem nº 41 de 21 de Setembro de 2008

Mt 20,1-16
Jesus disse:
O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. Então disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo." - E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores. Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: "Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?" - "É porque ninguém nos contratou!" - responderam eles. - Então ele disse: "Vão vocês também trabalhar na minha plantação." - No fim do dia, ele disse ao administrador: "Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros." - Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, dizendo: "Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós agüentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!" - Aí o dono disse a um deles: "Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?" E Jesus terminou, dizendo: - Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros.

A Palavra

Na Vinha
A Liturgia nos leva a refletir novamente sobre a Igreja (O que é a Igreja?), na qual somos convidados a trabalhar. Qual será o critério de Deus no "pagamento" pelo trabalho nela realizado.
As leituras bíblicas dão pistas para a resposta.
Na 1ª Leitura, Isaías lembra que os pensamentos e os caminhos de Deus nem sempre coincidem com os nossos. Deus não julga pela eficiência, mas pela necessidade...Deus mede muito mais pelo amor, do que pelo produto realizado.
A 2ª Leitura apresenta o testemunho de Paulo, que fez de Cristo o centro de sua vida.
"Para mim o viver é Cristo, e o morrer um lucro".
O Evangelho destaca que Deus oferece a Salvação a todos, sem considerar os anos de serviço,
ou os créditos pelo trabalho realizado.
O que é que a PARÁBOLA quer dizer?
Para Jesus, que era criticado porque acolhia os pecadores e os publicanos, o Reino de Deus é para todos; não há excluídos, indignos, desclassificados. Para Deus há pessoas a quem ele ama, a quem ele oferece a salvação e a quem ele convida para trabalhar na sua vinha. A única coisa realmente decisiva é se os convidados aceitam ou não trabalhar na sua vinha.
Para Mateus, que escrevia para judeus convertidos ao cristianismo, os primeiros trabalhadores chamados eram os cristãos oriundos do judaísmo; os últimos eram os não-judeus, isto é, todos os homens.
Para Deus, não há Judeus ou gregos, escravos ou livres, cristãos da primeira hora ou da última hora. Não há graus de antiguidade, de raça, de classe social, de merecimento…
Todos são filhos amados do mesmo Pai.
Para nós, Cristo continua a convidar: "Ide também vós para a minha vinha".
Muitos ouviram o chamamento de Deus logo no alvorecer de sua existência; outros escutaram este apelo no vigor da juventude; outros apenas na idade madura ou bastante avançada...
Deus não pensa como nós, Deus não olha o tempo... mas a atitude pronta e generosa de nossa resposta... Não paga pela eficiência, mas pela necessidade... Mede muito mais pelo amor, do que pelo produto do mesmo.
- Diante da recompensa gratuita e universal de Deus, qual a nossa atitude?
Alegramo-nos com o amor de Deus que acolhe a todos? ou deixamo-nos levar por sentimentos de inveja ou ciúmes? ou consideramo-nos merecedores de direitos, ou "privilégios"?
- Como explicar essa aparente injustiça de Deus?
Humanamente é difícil entender... só entenderemos numa visão de fé, numa visão segundo os critérios do Evangelho. Quem trabalha para o Reino de Deus, deve fazê-lo por amor.
E quando alguém faz por amor não se interessa pela recompensa... pelos elogios... pelo pagamento... A fidelidade ao Senhor já é uma recompensa....
Que pensar dos que se sentem "donos" da Comunidade, porque estão há mais tempo do que os outros, ou porque contribuíram para a Comunidade mais do que os outros?
Na Comunidade de Jesus, a idade, o tempo de serviço, a posição hierárquica, não servem para garantir direitos, privilégios ou superioridade. Embora com funções diferentes, todos são iguais em dignidade e todos devem ser acolhidos, amados e considerados de igual forma.
Se na Vinha do Senhor há lugar para todos, por que muitas pessoas continuam "desempregadas"?
Será que não há trabalho para elas?
Será que não tiveram oportunidade, "porque ninguém as contratou"?
Não será antes que elas se acomodaram, não querendo comprometer-se, satisfeitas com uma vivência cristã de alguma prática religiosa mas sem querer sujar as mãos com os problemas dos irmãos?


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Amigo...
É difícil definir a palavra amigo.
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão.
Quando é de terra firme que precisas.
Ou te dá um pedacinho do céu.
Se é o sonho que te faz falta.Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração palpitante, costas largas.
Amigo é quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que tu.
É a compreensão para o teu cansaço e a insatisfação para a tua reticência.É aquele que entende teu desejo de voar , a angústia pela compreensão dos acontecimentos.
É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre tuas águas agitadas.
É quem fica enfurecido por ver teu erro, querer tanto o teu bem e saber que a perfeição é utopia.
É o sol que seca tuas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais teu sorriso.Amigo é aquele que toca na tua ferida numa mesa de bar, acompanha tuas vitórias, . É quem tem medo, dor, náusea, cólica, igualzinho a ti. É quem sabe que viver é ter história para contar.
É quem sorri para ti sem motivo aparente, é quem sofre com teu sofrimento, é o padrinho filosófico dos teus filhos. Amigo é quem fala e ouve com o olhar, o teu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em teus olhos teus desejos, teus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no teu olhar, e é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão mostrando tristeza interior.
É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama "e ponto". É verdade e razão, sonho e sentimento.

Amigo é para sempre, mesmo que o sempre não exista

Com Interesse

25 de Setembro: Entrada em funções do novo Reitor do Santuário
Nomeações: Novo Reitor e novo Administrador do Santuário entram em funções emSetembro
D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, procedeu a nomeações para diversos serviços e paróquias da Diocese e algumas delas estão relacionadas directamente com o Santuário de Fátima.
Assim, o Padre Virgílio Antunes, já apresentado (em Abril deste ano) como o próximo Reitor da instituição, foi agora nomeado para esse cargo, com a entrada em funções agendada para o dia 25 de Setembro.
Mons. Cón. Dr. Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima desde 1973, terminado o mandato para o qual foi nomeado, cessa as suas funções no Santuário de Fátima
.

Junta de Freguesia de Fátima entrega Medalha de Ouro da Cidade a Monsenhor Luciano Guerra
No dia 22 de Setembro, três dias antes da cessar funções como Reitor do Santuário de Fátima, Mons. Luciano Guerra será homenageado pela Junta de Freguesia de Fátima, que na ocasião lhe entregará a Medalha de Ouro da Cidade de Fátima


Cardeal lituano preside à Peregrinação de Outubro
O Santuário de Fátima acolhe durante a Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro 2008 o Senhor Cardeal Audrys Backis, Arcebispo de Vilnius, Lituânia, que presidirá às celebrações.
O tema a propor pelo Santuário aos peregrinos desta peregrinação é: “Glória a Deus, Trindade excelsa nossa alegria e encanto” (do hino de Vésperas II).


Santuários da Diocese do Porto
Menino Jesus de Praga - Responsável: Comunidade dos Padres Carmelitas - Descalços - Apartado 141 - Avessadas - 4634-909 MARCO DE CANAVESES - Tels.: 255538150 – Fax: 255538151
Monte da Virgem - Capelão: Pe David Adélio de Oliveira e Silva - 4430- 146 OLIVEIRA DO DOURO VNG - Tel.: 227820510
Nossa Senhora da Assunção - Responsável: Pároco de Monte Córdova - 4780 SANTO TIRSO - Tel.: 252858262
Nossa Senhora de La- Salette - Responsável: Pároco de Oliveira de Azeméis - 3720–227 OLIVEIRA DE AZEMÉIS - Tel.: 256682773
Nossa Senhora da Natividade do Castelinho - Responsável: Pe Agostinho - Gonçalves de Castro - 4630 AVESSADAS - Tel.: 255531365
Nossa Senhora da Piedade (Sameiro) - Responsável: Pe. Gabriel da Costa - Maia - Rua Direita 104 - 4560-462 PENAFIEL - Tel./Fax.: 255212619
Nossa Senhora da Saúde (Vila Nova de Gaia) - Responsável: Pe Marçal da Silva Pereira (C.M.F.) - Irmandade de Nossa Senhora da Saúde - 4415–375 CARVALHOS - Tel.: 227842083
Nossa Senhora da Saúde (Vale de Cambra) - Responsável: Pároco de Castelões - Paróquia de S. Pedro de Castelões - 3730 CASTELÕES VLC - Tel.: 256462203
Santa Quitéria - Reitor: Pe António da Fonseca Soares (C.M.) - Margaride - 4610 FELGUEIRAS - Tel.: 255922683
Santa Rita - Responsável: Cón. Sebastião Martins Luís Brás - Quinta da Formiga - (Colégio de Ermesinde) - 4445-382 ERMESINDE - Tel.: 229732003
Schoenstatt - Responsável: Irmãs de Maria de Schoenstatt - R. do Meiral, 465 - Canidelo - 4400-501 Vila Nova de Gaia - Tel. e Fax.: 227723900

19 setembro, 2008

13 setembro, 2008


"Exaltação da Santa Cruz"


Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado nem teria atraído todos a si
A festa da Exaltação da Santa Cruz é a festa da Exaltação do Cristo vencedor da morte e do pecado por seu corpo dado e sangue derramado no alto da cruz. Para o cristianismo a cruz é o símbolo maior de fé, com cujos traços todos nós nos persignamos desde o momento do levantar até o deitar a cada dia. Na cerimónia baptismal o primeiro sinal de acolhida à criança recém-nascida é o sinal-da-cruz traçado em sua fronte pelo Padre, Pais e Padrinhos, sinalando-a para sempre com a marca de Cristo.

A cruz recorda o Cristo crucificado, o sacrifício de sua Paixão, o seu martírio que nos deu a salvação. Por isso é que, desde tempos antiquíssimos, a Igreja passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive, como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, e símbolo mais perfeito da serpente de bronze que Moisés levantou no deserto para curar os israelitas picados pelas cobras porque O Filho do Homem nela levantado cura o homem todo e todos os homens, o corpo e a alma dos que nEle crêem e lhes dá a vida eterna.

A serpente do paraíso trouxe a infelicidade a este mundo com o engodo da igualdade divina com que incitou os pais da humanidade a comerem o fruto da árvore proibida (Gn 3,17-19), e as do deserto provocaram a morte dos filhos de Israel que reclamavam contra Deus e contra Moisés (Nm 21, 4-6). Arrependendo-se do seu pecado, o povo pediu a Moisés que rogasse ao Senhor para livrá-los das serpentes. O Senhor, que é bom e misericordioso, sempre pronto a perdoar, ordenou a Moisés que erguesse no centro do acampamento um poste de madeira com uma serpente de bronze pendurada no alto, dizendo que todo aquele que dirigisse seu olhar para a serpente de bronze se curaria (Nm 21,8-9).

Jesus retoma esses símbolos do passado bem conhecidos pelo povo (serpente, árvore, pecado, morte) para dizer no Evangelho da Liturgia da festa (Jo 3,13-17) que no lugar da serpente de bronze pendurada no alto de um poste de madeira Ele mesmo é quem seria levantado no lenho da cruz. Se o pecado e a morte advieram da insídia e veneno do demónio, nos símbolos da árvore proibida e da serpente do paraíso e do deserto, a bênção, a salvação e a vida eterna advêm do Cristo levantado no alto da cruz de onde Ele atrai a si os olhares de toda a humanidade. Eis porque a Igreja canta na Liturgia Eucarística da festa: “Santa Cruz adorável, de onde a vida brotou, nós, por ti redimidos, te cantamos louvor!” e na Liturgia das Horas: “Mais altaneira do que os cedros, ergue-se a Cruz triunfal: não traz um fruto de morte, traz a vida a todo mortal”







A Mensagem nº 40 de 14-09-08


Evangelho Jo 3,13-17


Deus enviou seu Filho ao mundo



Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu. - Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem tem de ser levantado, para que todos os que crerem nele tenham a vida eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Pois Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo.

A Palavra

A Liturgia convida-nos hoje a contemplar a Cruz de Jesus.Alguém poderia estranhar o nome dessa festa: EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ

Como pode a Igreja propor aos cristãos a exaltação daquilo que foi o instrumento de tortura e morte de Jesus ? O que se exalta na cruz não é a dor, mas a salvação, que ela trouxe. Assim a cruz não é símbolo de morte, mas símbolo de nossa redenção, símbolo de nossa fé cristã.
É a expressão suprema do amor de Deus por nós.
As Leituras são um convite a contemplar esse Deus crucificado
e a deixar-se envolver numa resposta de amor.…
A 1ª Leitura introduz o tema com o episódio da SERPENTE DE BRONZE levantada por Moisés no deserto.
O Povo, em marcha pelo deserto, cansado da longa marcha e enfastiado com um alimento sempre igual (o maná), expressa o seu desagrado contra Deus e contra Moisés. Deus castiga os revoltosos com serpentes venenosas.
Arrependidos, os israelitas pedem perdão. Deus manda Moisés construir uma serpente de bronze e colocá-la num poste. Os que dirigiam o olhar para ela ficavam salvos.
Deus usa o mesmo instrumento que causa morte para salvar a vida do Povo.
Essa serpente é figura da CRUZ, em que CRISTO foi levantado para dar vida a todos.
A 2ª leitura, é um Hino cristológico, que narra a história de Jesus. Jesus, Filho de Deus, despojou-se da grandeza divina e assumiu a condição humana: "Esvaziou-se, humilhou-se, se fez obediente até a morte de CRUZ. Mas Deus o exaltou... tornando-o 'Senhor' do universo
O Evangelho apresenta Jesus, exaltado na Cruz, como fonte de vida e salvação para a humanidade.
Cristo interpreta o episódio da serpente de bronze. Como a serpente erguida por Moisés no deserto, foi sinal de salvação, assim Cristo levantado na cruz será Sinal de salvação
a todos os que nele crerem.
A Cruz não é um amuleto que se carrega ao pescoço para proteção nas doenças ou desventuras;
não é um símbolo colocado no cimo das montanhas para mostrar a conquista do território,
ou nas casas para indicar a sacralidade do ambiente.
É um Sinal: o ponto de referência dos que têm fé e vêem nela a proposta de vida, feita por Cristo ressuscitado.
O olhar a Cristo crucificado revela-nos o verdadeiro rosto de Deus e convida-nos a nos deixar envolver por seu amor. Descobriremos que Deus não é forte e poderoso, mas frágil;
não é vencedor, mas derrotado; não é rico, mas despojado de tudo; não é servido, mas servidor dos homens; não faz o que quer, deixa que os homens façam dele o que querem.
É fraco, vencido, pobre, servo, humilhado... por amor...
E para mim, o que significa a Cruz ?
- Um amuleto para dar sorte ou afastar desgraças?
- Uma jóia que carregamos ao pescoço?
- Um enfeite que penduramos na parede fria de nossas casas?
- Um monumento em lugar turístico?
FIXAR OS OLHOS NO CRUCIFICADO e orientar as nossas escolhas:
Nesta semana, encontra um momento e um local adequado para permanecer sozinho, olhando para o crucificado...


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Eu posso fazer mais do que isso
Uma mãe, com apenas 26 anos, parou ao lado do leito de seu filho de 6 anos, que estava a morrer de leucemia. Embora o coração dela estivesse pleno de tristeza e angústia, ela também tinha um forte sentimento de determinação. Como qualquer outra mãe, ela gostaria que seu filho crescesse e realizasse seus sonhos.
Isso não seria possível, por causa da leucemia terminal. Mas, mesmo assim, ela ainda queria que o sonho de seu filho se transformasse realidade. Ela pegou a mão de seu filho e perguntou-lhe:
"Billy, Já alguma vez já pensas-te o que gostarias de ser quando cresceres? já sonhas-te o que gostarias de fazer com tua vida?"
"Mãe, eu sempre quis ser um bombeiro quando crescer."
A mãe sorriu e disse: Vamos ver se podemos transformar esse sonho em realidade."
Mais tarde, naquele mesmo dia, ela foi ao corpo de bombeiros local, na cidade de Phoenix, Arizona, onde se encontrou com um bombeiro de enorme coração, chamado Bob. Ela explicou a situação de seu filho, seu último desejo e perguntou se seria possível dar ao seu filhinho de seis anos uma volta no carro dos bombeiros em torno do quarteirão.
O bombeiro Bob disse: "Sim, NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO!
Se você estiver com seu filho pronto às sete horas da manhã, na próxima quarta-feira, nós o faremos um bombeiro honorário por um dia . Ele poderá vir para o quartel, comer connosco,e até sair para atender as chamadas de incêndio!"
"E se você nos der as medidas dele, nós conseguiremos um uniforme verdadeiro para ele, com chapéu, com o emblema de nosso batalhão, um casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também. Eles são todos confeccionados aqui mesmo na cidade e conseguiremos isso rapidamente."
Três dias depois, o bombeiro Bob pegou o garoto, vestiu-o com o uniforme de bombeiro e escoltou-o do leito do hospital até o camião dos bombeiros. Billy ficou sentado na parte de trás do camião, e foi levado até o quartel central. Ocorreram três chamados naquele dia na cidade de Phoenix e Billy acompanhou todos os três. Em cada chamada ele foi em veículos diferentes: no camião tanque, na carrinha dos paramédicos e até no carro especial do chefe do corpo de bombeiros. Ele também foi filmado pelo programa de televisão local. Tendo seu sonho realizado, todo o amor e atenção que lhe foram dispensadas acabaram por tocar Billy, tão profundamente que ele viveu três meses mais que todos os médicos haviam previsto
Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a enfermeira-chefe, que acreditava no conceito de que ninguém deveria morrer sozinho, começou a chamar ao hospital toda a família. Então, ela lembrou-se do dia que Billy tinha passado como um bombeiro, e ligou para o chefe e perguntou se seria possível enviar algum bombeiro para o hospital naquele momento de passagem, para ficar com Billy. O chefe dos bombeiros respondeu:
"NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Nós estaremos aí em cinco minutos. E faça-me um favor? Quando ouvir as sirenes e vir as luzes de nossos carros, avise no sistema de som que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros vindo visitar, mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes. E você poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado!"
Cinco minutos depois, uma carrinha e um camião com escada Magirus chegaram ao hospital, estenderam a escada até o andar onde estava o garoto e 16 bombeiros subiram pela escada até o quarto de Billy. Com a permissão da mãe, eles o abraçaram e seguraram e falaram para ele o quanto eles o amavam. Com um sopro final, Billy olhou para o chefe e perguntou:
"Chefe, eu sou mesmo um bombeiro?"
"Billy, Tu és um dos melhores"- disse o chefe.
Com estas palavras, Billy sorriu e fechou seus olhos pela última vez.

E você, diante do pedido de seus amigos, filhos e parentes, tem respondido "EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!" ? Reflicta se sua vida tem sido em serviço ao próximo, e tome uma decisão hoje mesmo.
(Esta história é verídica)

06 setembro, 2008








A Mensagem nº 39 de 7 de Setembro 2008


Mt 18,15-20-

Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: "Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas." Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos. - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu. - E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.

Em Honra de Madre Teresa

O dia mais belo ?--------Hoje
A coisa mais fácil ?---------Errar
O maior obstáculo -----O medo
O maior erro ?---------Abandono
A raiz de todos os males ?-----O egoísmo
A distração mais bela ?-----O trabalho
A pior derrota ?---------O desânimo
Os melhores professores ?---As crianças
A primeira necessidade ?----Comunicar-se
O que mais lhe faz feliz ---Ser util aos demais
O maior mistério ?-------A morte
O pior defeito ?------O mau humor
A pessoa mais perigosa ?---A mentirosa
O sentimento mais ruim ?----O rancor
O presente mais belo ?-----O perdão
O mais imprescindível ?-----O lar
A rota mais rápida ?-----O caminho certo
A sensação mais agradável ?-A paz interior
A proteção efetiva ?--------O sorriso
O melhor remédio?------O Otimismo
A maior satisfação ?--------O dever cumprido
A força mais potente do mundo ?-A fé
As pessoas mais necessárias ?------Os pais
A mais bela de todas as coisas ?---O amor
MADRE TEREZA DE CALCUTÁ

Para Meditar

As Bem- Aventuranças do Casamento

Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um com o outros depois que os primeiros anos passaram
Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro como o são com seus amigos.
Bem-aventurados são aqueles que tem senso de humor, pois este atributo é um grande "amortecedor de choques".
Bem-aventurados são aqueles que amam seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.
Bem-aventurados são aqueles que alcançam a paternidade, pois os filhos são herança do Senhor.
Bem-aventurados os que se lembram de agradecer a Deus pela comida antes de a comer, e que arranjam tempo para a leitura de Bíblia e oração diariamente.
Bem-aventurados os cônjuges que nunca levantam a voz para o outro e que fazem de seu lar um lugar onde palavras desencorajadoras são pouco ouvidas.
Bem-aventurado o casal que fielmente vai a igreja e que trabalha junto para a expansão do reino de Deus.
Bem-aventurado o marido e a esposa que sabem lidar com suas diferenças e se ajustam sem a interferência dos parentes.
Bem-aventurado é o casal que tem um completo entendimento das finanças e que conseguiu uma parceria perfeita onde todo o dinheiro está sob o controle dos dois.
Bem-aventurados são o esposo e a esposa que humildemente dedicam suas vidas e seu lar a Deus e que praticam seus ensinamentos .

Com Interesse

Bispo do Porto preocupado com professores sem colocação
O Estado não pode passar ao lado e alhear-se das suas responsabilidades em relação aos professores que não foram colocados este ano, afirma o Bispo do Porto.
A preocupação foi expressa à Rádio Renascença por D. Manuel Clemente, que escreveu uma mensagem à Diocese a propósito da abertura do novo ano lectivo.
O prelado olha para a situação dos professores não colocados com “muita preocupação”, uma vez que “são muitas e muitas pessoas, e as suas famílias, que ficam em grandes dificuldades”.

D. Manuel Quintas: «Bispos têm de assumir a missão»
D. Manuel Quintas afirma que os bispos portugueses têm de assumir a missão. O Bispo do Algarve acolhe positivamente o desafio de desafio de criar nas dioceses entidades que coordene e dinamize a acção missionária.
“Mas não basta criar, ele tem de ser dinamizador e coordenar as acções. A começar por nós bispos, com todas as limitações das diocese, com limitações de sacerdotes, tem de ser uma opção nossa para criar mais espaços”,

D. Manuel Clemente pede leigos na missão
D. Manuel Clemente apela ao protagonismo dos leigos na missão. “Grande parte da nossa realidade é secular e laical”, afirma o Bispo do Porto presente no Congresso Missionário Nacional. O mundo profissional, cultural, os tempos livres, o desporto, solidariedade e mundo associativo, são palcos laicais.
O Bispo do Porto sublinha que os leigos são maioritariamente os protagonistas da missão. Em muitos casos já o são e de uma forma muito bonita, acrescenta. “É preciso continuar a dar impulso”, pois, indica, “parece que em determinada altura a força da evangelização pára e quando pára, morre”.

660 portugueses e 18 estrangeiros disponíveis para missão
678 pessoas estão presentes no Congresso Missionário Nacional. Uma participação que se poderia dizer nacional, pois quase todas as dioceses portuguesas estão representadas, com excepção do Ordinariato Castrense.
Destaque para a diocese de Lisboa que está representada por 185 pessoas e a diocese do Porto, representada por 124. Braga e Fátima são, logo depois, as dioceses com maior representação, 56 e 68 respectivamente
A diocese de Angra enviou três pessoas e da diocese do Funchal estão seis. Da diocese de Lamego estão dois representantes.
Aos portugueses, somam-se 18 estrangeiros. Angola enviou três pessoas, da Guiné-Bissau chegaram dois. Cinco pessoas estão a representar Moçambique, uma de São Tomé e Príncipe e outra pessoa representa Madagáscar.
Do Brasil chegou um representante e de Timor Leste chegaram dois.
Também Itália e Espanha têm representantes. Cada um destes países europeus tem um participante.
A tarde de Sexta-feira vai ser preenchida pela partilha das experiências missionárias nas Igrejas diocesanas e locais. Em jeito de provocação, o Pe. Durães Barbosa afirmou aos participantes “vamos ver o que as dioceses fazem”. Os números foram avançados pela organização como sendo provisórios, pois espera-se uma maior participação durante o fim-de-semana

30 agosto, 2008








<

A Mensagem nº 38 de 31 Agosto 2008


Evangelho Mt 16,21-27

Daí em diante, Jesus começou a dizer claramente aos discípulos: - Eu preciso ir para Jerusalém, e ali os líderes judeus, os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei farão com que eu sofra muito. Eu serei morto e, no terceiro dia, serei ressuscitado. Então Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo, dizendo: - Que Deus não permita! Isso nunca vai acontecer com o senhor! Jesus virou-se e disse a Pedro: - Saia da minha frente, Satanás! Você é como uma pedra no meu caminho para fazer com que eu tropece, pois está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa. E Jesus disse aos discípulos: - Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida. Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai com os seus anjos e então recompensará cada um de acordo com o que fez

A Palavra

O caminho da Cruz
A Liturgia convida-nos a descobrir a "loucura da CRUZ" e apresenta dois exemplos: JEREMIAS e PEDRO.
Na 1a Leitura, JEREMIAS descreve sua experiência de Cruz. "Seduzido" pelo Senhor, colocou toda a sua vida a serviço de Deus. Nesse caminho conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição. Teve a tentação de largar tudo, mas não desistiu: "Senti dentro de mim um fogo ardente a consumir-me!..."
É o grito humano de um coração dolorido, marcado pela incompreensão e pelo aparente fracasso na Missão... Diante do sofrimento desanima, mas logo se reanima, movido por uma grande paixão por Deus.
Na 2ª Leitura, São Paulo convida os cristãos a oferecerem a Deus a própria vida. Esse é o verdadeiro culto, a melhor oração, que agrada a Deus. (Rm 12,1-2)
No Evangelho, Jesus anuncia aos discípulos a sua Paixão e Cruz e avisa que o caminho dos discípulos é semelhante ao dele. Pedro não concorda e começa a "repreendê-lo". Jesus rejeita energicamente as insinuações de Pedro e responde:
"Afasta-se de mim, Satanás... não pensas as coisas de Deus...”
E acrescenta: "Se alguém me quiser seguir, renuncie a si mesmo,tome a sua CRUZ e siga-me".
Nós temos facilidade em aceitar a Cruz de Jesus, mas temos dificuldade, mesmo com fé, em aceitar a nossa cruz no nosso dia a dia.
Jeremias e Pedro deixam-se "agarrar" por Deus e aceitam cumprir essa grande missão apesar dos inevitáveis sofrimentos, dificuldades e perseguições. Não obstante tudo isso, no final estão convencidas que valeu a pena.

Frente a frente, o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e passo… Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Observe o Girassol
Nossos olhos são seletivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!
Você já reparou como é fácil tristonho e acabrunhadol?
Triste porque está chovendo, porque há contas para pagar, porque não tem exatamente o dinheiro ou a aparência que gostaria de ter, porque ainda não encontrou o amor da sua vida, porque a pessoa que você quer não a quer, porque...
É claro que há horas em que a gente não está bem.
Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo pegar o lado bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que é assim: o girassol.
O girassol volta-se para onde o sol estiver.
Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem.
Nós temos de aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.
Temos de treinar para ser girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem?
Apreciar o amor que alguém num determinado momento lhe dedica.
Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.
Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante e reanimadora.
Apreciar a festa, a alegria, o sorriso.
E se o mau humor voltar que a volte também a lembrança dos girassóis.
Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom haja nele e retenha isto dentro de você.

É este o segredo de uma vida melhor.

Com Interesse

31 de Agosto (São Raimundo Nonato )
Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, quando tinha, apenas, quarenta anos de idade. Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras.

23 agosto, 2008








A Mensagem nº 37 de 27 de Agosto de 2008


Evangelho (Is 22,19-23)
Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesaréia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos: - Quem o povo diz que o Filho do Homem é? Eles responderam: - Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta. - E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus. Simão Pedro respondeu: - O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus afirmou: - Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu. Portanto, eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu. Então Jesus ordenou que os discípulos não contassem a ninguém que ele era o Messias.

A Palavra

A Liturgia nos propõe hoje dois temas fundamentais da fé cristã: CRISTO e a IGREJA.
A 1ª leitura mostra que quem exerce o serviço da autoridade deve fazê-lo como um Pai, que procura o bem de seus filhos, com solicitude, com bondade mas com firmeza.
Essa imagem nos ajuda-nos a entender melhor o Evangelho de hoje.
A 2ª Leitura é um convite a contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus, que realiza o seu projeto de Salvação do homem.
No Evangelho, vemos Jesus que se dedica à formação do grupo dos discípulos. Da adesão deles a Jesus, como "o Messias, Filho de Deus" nasce a IGREJA: a comunidade dos discípulos de Jesus,
convocada e organizada ao redor de Pedro.
O texto responde a duas perguntas:- A primeira: Quem é Jesus Cristo?
- A segunda: O que é a Igreja? 1. Jesus interroga os discípulos: O que as pessoas dizem dele e o que os discípulos pensam?Para os "homens" Jesus é um homem extraordinário, bom e justo, como tantos outros homens antes dele. Para Pedro e os discípulos, Jesus é muito mais: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo"
2. Jesus responde à confissão de fé: A fé da comunidade dos discípulos, apresentada pela voz de Pedro, é o fundamento sobre o qual Jesus vai assentar a Igreja que é a comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o Messias, o Filho de Deus".
Ela existe para testemunhar Cristo e para levar a todos os homens a proposta de salvação que ele veio oferecer. Para isso, é confiado a Pedro e à Comunidade o "Poder das Chaves".
+ QUEM É CRISTO Hoje?
Apesar do secularismo cada vez mais difundido e de um abandono da prática e das tradições cristãs cada vez mais generalizado: é interessante notar como a pergunta continua atual:
Para os JOVENS, Jesus representa a novidade, a contestação de uma sociedade e de um sistema envelhecido, árido, privado de fantasia e criatividade...
Para as MASSAS OPRIMIDAS, Jesus aparece como o Libertador, o símbolo de uma esperança, que não está somente num futuro misterioso...
Até as pinturas apresentam hoje Jesus Cristo em vestes extravagantes e coloridas de um Hippie, ou de um barbudo guerrilheiro "procurado".
E NÓS também fazemos questão de ter uma IMAGEM de Cristo: de pedra, madeira, ferro, ouro, às vezes como peça preciosa de arte... o Seu NOME é cantado em festas, em momentos de alegria e até de boemia, e é recordado nos momentos de apuros, como último recurso...
Tudo isso revela uma realidade positiva: O nosso mundo não pode prescindir de Cristo.
A nossa História está tão marcada por ele, que não se pode ignorá-lo.
+ Quem é Jesus Cristo para mim?
Para responder, não basta procurar na memória alguma fórmula que aprendemos no catecismo, ou ouvimos de outros ou lemos nos livros. É preciso procurar no coração, em nossa fé vivida e testemunhada. Assim descobriremos o que Jesus representa, de fato, em nossa vida.
Cristo não é um personagem histórico morto do PASSADO.
Ele ressuscitou e está vivo. Ele vive ainda hoje no menor dos irmãos: vive no mendigo, no migrante, no bêbado, no revoltado, no pecador, no ladrão...
Ele vive dentro de nosso coração. Ele vive em seus familiares, em seus irmãos. Ele vive no coração de todos. Ele nos fala ainda HOJE no seu Evangelho: que devemos conhecer com fidelidade, que devemos viver com autenticidade, que devemos anunciar com renovado ardor missionário...Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

SE EU MORRER ANTES DE TI
Se eu morrer antes de ti, faz-me um favor:
Chora o que quiseres, mas não brigues com Deus por Ele me ter levado.
Se não quiseres chorar, não chores.
Se não conseguires chorar, não te preocupes.
Se tiveres vontade de rir, ri. Se alguns amigos contarem algum facto
a meu respeito, ouve e acrescenta a tua versão.
Se me elogiarem demais, corrige-lhes o exagero.
Se me criticarem demais, defende-me.
Se me quiserem descrever como santo, só porque morri,
mostra que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe de ser a santo que descrevem.
Se me quiserem retractar como um demónio,
mostra que eu talvez tivesse um pouco de demónio, sim,
mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Se falarem mais de mim do que de Jesus.
Chama-lhes a atenção.
Se sentires saudade e quiseres falar comigo,
fala com Jesus, pois eu ouvirei.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar a ser útil
a ti e a quem mais precisar, lá onde quer que eu esteja.E se tiveres vontade de escrever alguma coisa sobre mim,
diz apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e quis-me
mais perto de Deus,
sempre que quis a minha felicidade e me deu o seu amor!"
Aí, então solta uma lágrima.
Eu não estarei presente para a enxugar, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso por mim.
E, vendo-te assim bem amparada,
irei cuidar de minha nova tarefa lá onde estiver.
Mas, de vez em quando, lança um olhar na direcção de Deus.
Não me verás, mas eu ficaria muito feliz
se te visse a olhar para Ele.
E, quando chegar a tua vez de ires para junto do Pai,
aí, sem nenhum véu a separar-nos, vamos viver, em Deus,
a amizade que aqui preparamos na terra.
Acreditas nestas coisas?
Então reza para que nós dois vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver plenamente.
A amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto de nós,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.Mas, se eu morrer antes de ti, acho que não vou estranhar o céu
...Ser teu amigo já é um pedaço dele.

Com Interesse

Brasil vai construir réplica da Capelinha das Aparições
A associação Tarde com Maria, da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, no Brasil, está a envidar esforços para a construção naquela arquidiocese de uma réplica da Capelinha das Aparições. A obra inclui inclusive a construção de uma cópia da cobertura que protege a Capela. Em paralelo a este projecto será construído o Centro de Estudos Mariano. De acordo com carta enviada no final de Junho ao Reitor do Santuário de Fátima em Portugal pelo Cardeal D. Eusébio Óscar Scheid, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, os dinamizadores da construção já contam com o terreno e com a conclamação dos fiéis devotos de Nossa Senhora de Fátima, muitos deles de origem portuguesa.

Bento XVI indica Maria como caminho
Na solenidade da Assunção de Maria, Bento XVI convidou os crentes a aprenderem com Maria a “ser sinais de esperança e de consolação”, anunciando com a vida a ressurreição de Cristo. “Perante o triste espectáculo de tantas falsas alegrias e ao mesmo tempo de tantas angústias e sofrimentos”, o Papa indicou que a solenidade da Assunção de Maria é uma ocasião para com ela “ascender às alturas do espírito, onde se respira o ar puro da vida sobrenatural e se contempla a beleza mais autêntica, que é a santidade”.

Igreja da Santíssima Trindade pede «contemplação»
Director do Secretariado Nacional de Liturgia aponta importância de catequese contrariando as «visitas-museuNove meses depois de inaugurada, a igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, foi ainda uma surpresa para os participantes no 34ª edição Encontro Nacional de Liturgia. A catequese mistagógica desenvolvida num dos painel do encontro “foi um reviver o dia da dedicação, pois demorámo-nos em todas as peças”, explica à Agência ECCLESIA o director do Secretariado Nacional de Liturgia, o Pe. Pedro Ferreira

Pedido de desculpa

Por problemas técnicos as Mensagens Nºs 35 e 36 não foram publicadas neste blog, pelo facto pedimos desculpa.
A redacção de a Mensagem

02 agosto, 2008

A Mensagem 34 de 03 Agosto 2008


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21. Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos.

Reflexão

Jesus convida-nos hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário,A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não têm dinheiro para comprar. Essa Leitura faz-nos, ainda, entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães. O Divino Mestre reparte o pão entre os seus. Essa é uma missão fundamental da Santa Igreja Católica, e como é lógico de todos os católicos. Naquele tempo, a maioria do povo comia pão de cevada. O pão de trigo era luxo. Ao escolher o pão como matéria do sacramental central do Novo Testamento, Jesus escolheu o alimento mais comum entre o povo. Mas também o alimento mais rico de significados sociais e espirituais. “Comer o pão com alguém” significava fazer com ele uma aliança. Daí a exclamação de um convidado a um banquete, numa parábola de Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus”, isto é, feliz aquele que participa da aliança com Deus, da amizade, da intimidade de Deus!Antes da última Ceia, Jesus dissera o “pão descido do céu”, o “pão da vida” e ensinara seus Apóstolos a pedir o pão a Deus, isto é, pedir-lhe o sustento do corpo e do espírito.Ao meditarmos a Multiplicação dos Pães podemos concluí-lo, também, como uma prefiguração da Santa Eucaristia. Foi um milagre estupendo multiplicar cinco pães e dois peixes de tal forma que fossem alimentados mais de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, narra-nos o Evangelista. Jesus o fez por misericórdia; teve pena daquele povo que viera de longe para ouvi-lo.A instituição da Sagrada Eucaristia também foi por misericórdia. “Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos tempos”. Sim, alimentando todos que o seguem, que o ouvem, presente no Sacramento do Altar, no Sacramento de Amor, renovando sua imolação para resgatar-nos dos grilhões do pecado. Na Segunda Leitura de hoje, a exposição sobre a salvação pela graça de Deus e a fé em Jesus Cristo é evidenciada e compreendemos bem essa manifestação ao Santo Bispo de Hipona. Paulo, o apóstolo das gentes, termina sua exposição com uma efusiva proclamação de fé e confiança na obra de Deus em Jesus Cristo. “Se Deus é connosco quem será contra nós? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo?”A liturgia de hoje convida-nos a ler no sinal do pão uma revelação da compaixão, do terno amor de Deus para connosco, que se revelou piedosamente no dom de seu Filho, do qual o pão também se tornou o sinal sacramental.Na sua contemplação, São Ruperto diz-nos que, desta forma, pela Eucaristia, “nós nos tornamos pela graça o que Jesus é pela natureza, isto é, santos e agradáveis a Deus”. Procuremos então, a nossa santificação por meio da prática dos sacramentos, principalmente participando com frequência, devidamente preparados, da Sagrada Comunhão. Desta forma, além de nos unirmos intimamente com Jesus, seremos também como frascos de perfume de onde vai saindo o cheiro agradável das virtudes, com nossa conduta, em nossa convivência familiar, na comunidade, no trabalho, como verdadeiros cristãos. Assim, estaremos partilhando o Pão da Palavra, orientados e alimentados pelos Evangelhos, indicando o caminho do Pão Eucarístico a tantos que se encontram desnorteados neste mundo de tantas opções, de muitos atractivos, de inúmeras seduções..

Para Meditar

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.Um era sacerdote e o outro, taxista.Quis o destino que morressem no mesmo dia.Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.O teu nome? «« Joaquim Gonçalves.És o sacerdote? «« Não, o taxista.São Pedro consulta as suas notas e diz:Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este troféu de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.O teu nome? «« Joaquim Gonçalves.És o sacerdote? «« Sim, sou eu mesmo.Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este troféu de ferro.O sacerdote diz:Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre!Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto? ?Não é nenhum engano - diz São Pedro.Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.Não entendo!Eu explico.Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados !!!

Percebeste?
Gestão por Objectivos!

Notícias com interesse

Capacete de Szczecin recorda luta contra a opressão
Em Novembro de 2007, o Santuário de Fátima em Portugal acolheu um grupo de peregrinos
de Szczecin, Polónia. Recebidos pelo Reitor Mons.Luciano Guerra, os peregrinos
ofereceram ao Santuário um capacete de trabalhador de construção naval.
Mais recentemente, o Pároco da Paróquia de Imaculado Coração de Maria e Reitor do Santuário local de Nossa Senhora de Fátima, P. Henryk Silko, um dos peregrinos, escreveu uma carta a Mons. Luciano Guerra.
Considera o P. Henryk Silko que o norte da Polónia “é verdadeiramente território de ‘missão’ especialmente a nossa cidade de Szczecin, durante longos anos predominantemente comunista”.
“O nosso santuário é relativamente novo, tendo sido erigido em 1985. O nosso Santo Padre João Paulo II coroou, em 1987, a nossa Imagem de Nossa Senhora, oferecida pelo Apostolado (Mundial) de Fátima.
Esta Imagem visitou todas as paróquias da nossa diocese antes de ser entronizada aqui na sua casa, em Osiedle Sloneczne (‘Complexo Habitacional Luz do Sol’)”, relata o sacerdote.
A propósito do capacete oferecido ao Santuário de Fátima, um texto anexo a esta carta do Padre Silko explica o simbolismo da oferta.
“Este capacete de trabalhador de construção naval de Szczecin, Polónia, data do ano 1980, aquando das greves contra o regime comunista.
O Estaleiro Naval de Szczecin, cidade portuária no Noroeste da Polónia, testemunhou, pela primeira vez em Dezembro de 1970, um grande levantamento da classe operária que começara por toda a Polónia contra a opressão do povo pelas autoridades comunistas.
Em Szczecin, nos dias 17 e 18 de Dezembro, 16 pessoas morreram durante os protestos e a sua morte está assinalada num monumento colocado em frente do portão principal do Estaleiro.
Em 1980 tem lugar a próxima revolta da classe operária polaca. O Estaleiro de Szczecin
esteve em greve de 18 a 30 de Agosto.Os operários permaneceram dia e noite fechados dentro do Estaleiro. Membros de suas famílias entregavam-lhes comida por debaixo dos portões e uma padaria ao lado lançava-lhes pão pelas janelas para dentro do Estaleiro.

29 julho, 2008

A Mensagem nº33 de 27 de Julho de 2008


EVANGELHO – Mt 13,44-52

Naquele tempo, disse Jesus às multidões:“O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo.O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente.Aí haverá choro e ranger de dentes.Entendestes tudo isto?”Eles responderam-Lhe: “Entendemos”.Disse-lhes então Jesus:“Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

A Palavra

A Liturgia deste domingo nos convida a refletir nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. As leituras ajudam-nos a aprofundar essa realidade...
A 1ª Leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. É um homem "sábio" que percebe e escolhe o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores passageiros.
O jovem rei não pediu a Deus poder, nem riquezas, nem prestígio político. Pelo contrário, pede um coração "sábio" para governar bem seu povo.
- A ESCOLHA agradou plenamente a Deus:
E Deus lhe concedeu uma sabedoria inigualável e acrescentou ainda outros três valores não solicitados: riqueza, glória e vida longa. Salomão soube escolher o melhor: a SABEDORIA
com a qual soube discernir entre o bem e o mal e conseguiu perceber a Missão que lhe foi confiada...
A 2ª Leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve se sobrepor a todos os outros valores e propostas.
O Evangelho apresenta a prioridade fundamental: o REINO. É a conclusão do 3º Discurso de Jesus, com as últimas três "Parábolas":
o Tesouro, a Pérola e a Rede.
+ O Reino de Deus é um TESOURO escondido...
uma PÉROLA que se procura...
A descoberta desse tesouro e dessa pérola provoca em quem os encontrou DUAS ATITUDES: Renúncia e Alegria.
1. RENÚNCIA a tudo para adquiri-los... O Reino proposto por Jesus é um "tesouro" precioso
pelo qual se renuncia a tudo e pelo qual os seguidores de Cristo devem estar dispostos a pagar qualquer preço.
* Desde que descobrimos Cristo, o que mudou em nossa vida? O que nós já renunciamos por esse tesouro? Onde gastamos mais tempo na nossa vida diária? Ao serviço da comunidade, em leituras sérias, na Oração, ou no futebol, na TV, no dinheiro, nas conversas banais?
2. ALEGRIA muito grande pelo bem encontrado... Qualquer comerciante que realiza um bom negócio sente-se feliz... mesmo tendo de se desfazer de muitos bens...
O Reino de Deus é um tesouro pelo qual compensa a renúncia de todos os bens deste mundo.
* Demonstramos alegria e felicidade por termos achado o nosso tesouro? Se temos consciência desse tesouro, como podemos permanecer acabrunhados, tristes e desanimados?
+ Mas ficam ainda umas perguntas inquietantes:
Se o Reino de Deus é tão precioso,
- Por que há tantos homens que o ignoram ou até o desprezam?
- Por que vemos tantos males entre os bons?
- Será que, no final, todos teremos a mesma sorte?
+ Na 3a Parábola, Jesus nos dá a resposta:
O Reino de Deus é uma REDE:
A Igreja é comparada a uma rede de arrastão, lançada ao lago, que apanha peixes de todos os tipos e qualidades... O Pescador, depois de ter puxado lentamente a rede à terra, recolhe os peixes, separando os bons e os maus, os aproveitáveis e os inúteis. Recolhe os bons e joga fora os maus... Deus não tem pressa em condenar e destruir... sabe esperar...
- Qual a nossa situação: dentro da Igreja, diante do divino Pescador?
Somos um membro vivo, atuante, útil à vida da Igreja, ou um peixe inútil, que se auto-despreza?
Tudo depende de nossa escolha, devemos SABER ESCOLHER ...

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Havia um rapaz, filho único de uma viúva.
Ele era apaixonado pela rapariga mais bonita que havia no colégio em que andava.
Por ser considerada a mais bonita, esta menina era orgulhosa e fazia do rapaz seu submisso.
Ele não se cansava de ser explorado por ela e pensava que assim ela lhe dava mais atenção.Certo dia, a rapariga que já não aguentava mais a presença de seu admirador e na intenção de afastá-lo, disse: que só namoraria com ele, se ele lhe desse de presente o coração de sua mãe.Ele ficou preocupado e pensativo.
Mas para lhe fazer a vontade fez o que a rapariga pediu, matou sua Mãe e arrancou-lhe o coração.
No caminho até a escola, o rapaz levava o coração da Mãe nas suas mãos.
De repente apareceu, um carro desgovernado a alta velocidade que vinha direito a ele, e para evitar o acidente, o rapaz atirou-se ao chão.
O coração de sua Mãe que levava na mão rolou para longe.
Ele foi buscá-lo para o ir entregar a sua amada.
Porém, no momento em que pegou o coração nas mãos, uma última e estranha batida ele sentiu.
E ouviu uma voz em seu coração:


_(Filho, Magoas-te-te) ?

Notícias com interesse

«Eluana é como um bebê que precisa ser alimentado»

Fala o presidente mundial dos médicos católicos
Por Miriam Diez i Bosch

BARCELONA, sexta-feira, 25 de julho de 2008 (
ZENIT.org).- Amor! Esta é a resposta que o presidente mundial dos médicos católicos oferece no caso de Eluana Englaro, a jovem italiana em coma há 16 anos.
O caso adquiriu vulto mundial, recordando o acontecido nos Estados Unidos com Terry Schiavo, quando um juiz italiano autorizou o pai da jovem a provocar sua morte, interrompendo a alimentação e a hidratação.
O doutor Josep María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), em declaração a Zenit, começa reconhecendo que este caso é «duro» para a família, «menos duro» para ela (já que não sofre), «Muito suportável» para os que cuidam (eles mesmos esclareceram isso com muito carinho) e «desconcertante» para a opinião pública.
«À família só daria a mão, transmitiria meu afeto e não diria nada», sugere este médico.
Contudo, adverte Simón: «Não podemos deixar Eluana morrer por inanição ou desidratada!».
«Aos que cuidam dela diríamos: ânimo, sigam em frente, cuidem do rosto sofredor da humanidade e de Cristo».
«À opinião pública, aos meios de comunicação, a juízes e políticos, a Federação que presido pode lhes dizer que não se pode matar, ainda que seja pelo fato de deixar de nutrir alguém», afirma.
a FIAMC ajudou a organizar em 2004 um congresso mundial sobre o estado vegetativo no qual João Paulo II e numerosos cientistas reforçaram que «se deve alimentar os enfermos quando eles não possam fazer isso por si mesmos».
«A partir de uma realidade espanhola, só recodarei que o terrorista do ETA, De Juana Chaos, o governo socialista da Espanha o alimentou à força em sua greve de fome», recorda Simón, e o fez «por razões humanitárias».
«A qualidade de vida, em uma chave cristã, é fazer uns aos outros felizes e mais humanos», conclui o médico. «Eluana é como um bebê que precisa ser alimentado».

28 junho, 2008

A Mensagem nº 31 de 29 de Junho de 2008


Evangelho (Mateus 16,13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".

A Palavra

A Liturgia de hoje celebra a festa solene de dois apóstolos, que tiveram uma presença marcante na Igreja primitiva: São Pedro e São Paulo.
PEDRO, DISCÍPULO de Jesus, escolhido por ele como o primeiro Papa e PAULO, o primeiro MISSIONÁRIO, que construiu tantas comunidades cristãs no mundo conhecido de então.
Os dois personificaram a identidade da Igreja, como discípulo e missionário.
A celebração de hoje é muito antiga, anterior até a própria festa do Natal.
Na 1a Leitura, aparece PEDRO: preso pelas autoridades... para agradar os judeus... com data marcada para morrer.
- Vemos o Testemunho, que gera oposição e perseguição.
- Vemos a atitude da Igreja, que unida e solidária reza por Pedro.
- Vemos a presença de Deus na comunidade da Igreja, que liberta...
Na 2a Leitura, PAULO: (também preso, prestes a morrer, ano 67), escreve um Testamento espiritual de sua vida a serviço do Evangelho... "Estou pronto... chegou a minha hora... combati o bom combate... terminei a corrida... conservei a fé... E agora aguardo o prêmio dos justos.
O Senhor esteve comigo... a ele GLÓRIA..."
No Evangelho, Cristo confere a PEDRO o Primado sobre a Igreja.
O texto tem duas partes:
1ª. Define a identidade de Jesus: "Quem sou eu"?
- Na perspectiva dos homens, Jesus é apenas um HOMEM bom, justo, generoso como tantos outros. Na opinião dos discípulos: "Jesus é o CRISTO (Messias),o Filho de DEUS".
2ª. A IGREJA é reunida à volta de Pedro:
"Pedro, és a Rocha (pedra) sobre a qual edificarei a minha Igreja". Essa "Rocha" é a fé que Pedro e a comunidade dos discípulos professaram: A fé em Jesus como Messias, Filho de Deus vivo. "O Poder da morte nunca poderá vencê-la". Nada poderá impedir a Igreja, que acredita firmemente em Cristo, de realizar sua missão de salvação.
+ A Bíblia fala-nos da vocação e da atividade destes dois apóstolos:
São Pedro: Simão era um pescador de Betsaida, estabelecido em Cafarnaum. Cristo lhe muda o nome e o chama "Pedra", porque teria a missão de ser a "pedra fundamental" da futura comunidade que chamaria de Igreja. Simão Pedro é uma das primeiras testemunhas que vê o sepulcro vazio e merece uma aparição especial de Jesus ressuscitado.
Depois da ascensão, ele coordenou a comunidade cristã e é o primeiro a tomar consciência da necessidade de abrir a Igreja aos pagãos. Essa missão espiritual não o livra das deficiências do seu temperamento.
Paulo não hesita em contradizê-lo na famosa discussão de Antioquia, para convidá-lo a libertar-se das práticas judaicas. Quando Pedro vai a Roma torna-se o apóstolo de todos. Cumpre, então, plenamente, sua missão de "pedra angular", reunindo num só "edifício" os judeus e os pagãos e derrama o seu sangue como testemunho eloquente do seu amor por Cristo, seu mestre.
São Paulo chega a Jesus por um caminho diferente. Conhece-o como um adversário, que deve ser combatido, como aquele que anuncia um deus diferente dos mestres de Israel......
Um dia no caminho de Damasco é iluminado por uma luz do alto e compreende que Jesus crucificado é o Messias de Deus. A partir daquele momento torna-se um Discípulo fiel e um ardoroso Missionário que percorre, em quatro ou cinco viagens, o mundo conhecido de então, pregando o Evangelho e fundando novas comunidades cristãs.
O Papa Bento XVI anunciou um ano "jubilar” dedicado ao Apóstolo Paulo, para recordar os 2000 anos do seu nascimento.
O Ano Paulino irá prolongar-se de 28 de Junho de 2008 a 29 de Junho de 2009.


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Qual o valor?
Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota
De 20 Euros na mão.
Numa sala com 200 pessoas, ele perguntou: "quem quer essa nota de
20 Euros?
Muitas mãos começaram a levantar-se.
Então ele disse "Eu darei esta nota a um de vocês,
mas primeiro deixai-me fazer isto!"
Ele continuou e amarrotou a nota toda.
Então perguntou "Quem ainda quer esta nota?"
As mãos continuaram levantadas.
"Bom," disse ele "e se eu fizer isto?"
Ele deixou cair a nota no chão e começou a pisa-la com o sapato, e
a esfregá-la no chão.
Ele voltou a pegar a nota, agora imunda e amassada e perguntou.
"E agora? Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuaram levantadas.
"Meus amigos, vamos tentar aprender uma valiosa lição.
Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês continuarão a
querer a nota,
porque ela não perde o valor, ela continuará a valer 20 Euros.
Muitas vezes nas nossas vidas, somos amassados, pisados, e
ficamos imundos, por decisões que tomamos, por comportamentos
menos dignos, por atitudes que não deveria-mos ter tido etc.etc.
Então sentimo-nos sem valor, sem importância, inúteis.
Mas não importa o que aconteceu ou o que acontecerá,
nunca perderás o valor para os olhos de Deus.
Para Ele.
Sujo ou limpo, amassado ou finamente ajeitado, Serás sempre muito
valioso para Ele.
O preço de nossas vidas não é pelo que nós fazemos ou sabemos.

Mas pelo que SOMOS!

Com Interesse para a Comunidade

Como praticar a devoção dos Cinco Primeiros Sábados

Na terceira aparição, em Fátima, a 13/7/1917, a SSma. Virgem anunciou que viria pedir a comunhão reparadora nos primeiros sábados”. Mais tarde, a 10/12/1925, quando a Irmã Lúcia já estava na Casa das Dorotéias, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe de novo. A Seu lado via-se o Menino Jesus, em cima de uma nuvem luminosa
Olha, minha filha – disse-lhe a Virgem Maria – o meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam com blasfêmias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar, e dize que todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado,
se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem um terço e Me fizerem quinze minutos de companhia meditando nos mistérios do Rosário com o fim de Me desagravar
Eu prometo assisti-los na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas

A Confissão
No dia 15 de fevereiro de 1926, apareceu-lhe de novo o Menino Jesus. Perguntou-lhe se já tinha espalhado a devoção à sua Santíssima Mãe. A Irmã Lúcia apresentou a dificuldade que algumas almas tinham de se confessar ao sábado, e pediu para ser válida a confissão de oito dias
Sim, pode ser de muitos mais ainda, contanto que, quando Me receberem, estejam em graça, e que tenham a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria
Por que cinco sábados
Esta pergunta, levantada por muitos, também a fez a Irmã Lúcia a Nosso Senhor, que assim lhe respondeu:
Minha filha, o motivo é simples: são cinco as espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Imaculado Coração de Maria.

1ª. As blasfêmias contra a Imaculada Conceição;
2ª. Contra a sua virgindade;
3ª. Contra a maternidade divina, recusando, ao mesmo tempo, recebê-La como Mãe dos homens;

4ª. Os que procuram publicamente infundir, nos corações das crianças, a indiferença, o desprezo, e até o ódio para com esta Imaculada Mãe;
5ª. Os que A ultrajam diretamente nas Suas sagradas imagens”.
(Cfr. Memórias e Cartas da Irmã Lúcia, Porto, 1973).