17 abril, 2010

A Mensagem nº 123 de 18 de Abril de 2010




EVANGELHO Jo 21, 1-14






Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto ao mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam -lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada.
Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele.
Disse-lhes Jesus:
«Rapazes, tendes alguma coisa de comer?» Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor».
Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar.
Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus:
«Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra
cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede.
Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar: «Quem és Tu?»,
porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 3º DOMINGO DA PÁSCOA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.



Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo da Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
O RITO DE ASPERSÃO E A LEITURA DO EVANGELHO.
Privilegiar o rito de aspersão… Durante todo o tempo pascal, que é um tempo baptismal, procurar privilegiar o rito da aspersão: bênção da água, aspersão para lembrar o nosso baptismo, pedindo a Deus que nos mantenha fiéis ao Espírito que recebemos… O Evangelho dialogado… A cena descrita no Evangelho de hoje presta-se a uma leitura dialogada: narrador, Jesus, Pedro, os discípulos, o discípulo que Jesus amava.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Deus de nossos Pais, Tu que ressuscitaste o teu Filho Jesus, nós Te damos graças pelo testemunho do teu Espírito Santo e dos Apóstolos, que são os fundamentos da nossa fé em Jesus, nosso Salvador. Nós Te pedimos: pelo teu Espírito, fortalece a nossa consciência para que tenhamos «sempre a coragem de Te obedecer mais a Ti do que aos homens.
No final da segunda leitura:
Pai, nós Te damos graças com as multidões que estão junto de Ti: àquele que está sentado no Trono e ao Cordeiro, poder, sabedoria e força, bênção, honra, glória e louvor para sempre.
Nós Te pedimos pelos nossos irmãos e irmãs que sofrem e perdem a coragem, nas provações e nas perseguições. Que a visão do Cordeiro vencedor lhes permita erguer a cabeça.
No final do Evangelho:
Jesus ressuscitado, nós Te damos graças pelo perdão concedido a Pedro, pela continuação da pesca que confias à tua Igreja e pela refeição que nos preparas na outra margem, junto de Ti.
Quando Te declaramos «vamos contigo», mantém-nos firmes na nossa fé e fiéis a seguir-Te, nos caminhos onde Tu nos precedeste.
BILHETE DE EVANGELHO.
A vida retomou o seu ritmo para os apóstolos: reencontram a sua profissão, o seu barcos e as redes, mesmo se a vida já não é como antes. Viram o Ressuscitado, Ele apareceu-lhes, reconheceram-n’O, o Espírito foi derramado sobre eles, mas a passagem do ver ao reconhecer não é evidente. João, já diante do túmulo vazio, viu e acreditou. É necessário o seu acto de fé proclamado – “É o Senhor!” – para que Pedro se lance à água para a pesca. Encontramos a espontaneidade tão humana de Pedro e, ao mesmo tempo, a sua espontaneidade de crente. Os discípulos fazem, nesse dia, a experiência da prodigalidade do amor de Deus: não conseguem arrastar as redes, dada a quantidade de peixe. Fazem também a experiência da universalidade da
salvação: havia 153 grandes peixes, número que evoca, segundo S. Jerónimo, todas as espécies de peixes enumerados na época. É, então, graças a um sinal que os discípulos reconhecem o Ressuscitado. Jesus Cristo não tem mais necessidade de dizer quem Ele é… Eles sabem que Ele é o Senhor.

(fonte: Página dos Dehonianos)













Jesus chorou!


Já te perguntaste por quê?


Jesus chorou!E tu Sabes a razão?


Chorou o Rei dos reis!


Não foi por raiva, como nós algumas vezes choramos.


Também não foi por alegria, como já vi muitos chorarem.


Nem tampouco por derrota, Pois jamais foi derrotado.


Nem mesmo a morte o derrotou, Ele sim derrotou a morte .


Lágrimas verteram de seus olhos.


Olhos que sempre se voltaram para pobre necessitado,para o sofredor, injustiçado,
Para o desesperado que o buscava talvez como última esperança.


Olhos que transmitiam verdade e amor.


Porque é que esses olhos agora choravam.


Algum motivo deveria existir.


E para mim existe!


Jesus chorou, pelos pecados que cometo sem me arrepender.


Pelas injustiças que vejo e não denuncio.


Pela dor do irmão que deixo de aliviar.


Pela porta que fecho aos que me pedem não só pão, mas amor.


Ele chorou...


Ensinou-me o significado,o valor da pequenina lágrima


que lava a alma,que tem o poder de aliviar a mágoa
E dar consolo ao coração inflamado de dor,


Que faz bem a quem a deixa cair livremente.


Ele Chorou.
Para que eu também possa chorar sem me envergonhar.


Chorar por alguém que parte para o além,


Juntar minhas lágrimas ás do próximo que está a gemer só em sua aflição.


O Mestre chorou
Por se ter tornado pessoa como eu, por me ter amado , e ver que muitas vezes sou tão infiel.



O Mestre ressuscitou.


E deseja que nós também tenhamos ressuscitado com Ele...




(Não sei a fonte)

Com Interesse


Santo Expedito



Alguns acham que Santo Expedito não existiu. Na verdade existiu, mas teria outro nome. Um santo foi martirizado e morto em Roma, e após seus seguidores coloca-lo em um caixão resolveram despacha-lo para um Mosteiro na Espanha onde teria um enterro mais condizente e seguro, e assim um caixão contendo o corpo do santo foi despachado com urgência e com o nome "spedito" escrito, do lado de fora, significando "urgência" no despacho. Mas aqueles que receberam o caixão, confundiram o nome como sendo o nome do mártir (Expedito é um nome muito comum na Espanha) e com grande vigor e energia propagaram o seu culto como sendo o santo das causas expeditas ou seja das causas urgentes. Já havia na antiga Alemanha, por volta do século 18, a existência de uma devoção ao Santo Expedito como sendo o santo das causas urgentes é tão antiga quanto em 1781 onde já era invocado como padroeiro da cidade de Acireale na Sicília. Na Espanha ele tem muitos devotos e varias capelas dedicadas a ele em especial principalmente na Catalunha.
Sua festa é celebrada no dia 19 de abril
Cumpre observar que existe outra versão também aceita por muitos que diz que Santo Expedito teria sido soldado junto com Hermógenes e Caio, possivelmente no principio do século IV e que foi martirizado como nos indica a palma – a palma do laurel do martírio-que segura na mão esquerda, e teria sofrido o martírio na cidade de Metilene, situada na republica Armênia região conhecida com Capadócia. Segundo esta versão a origem do nome é porque os soldados romanos de ataque rápido-tipo os comandos de hoje- tinham armas leves e pouca armadura-e eram chamados"expeditus". O motivo do seu martírio foi porque ele não quis render culto aos deuses pagãos e o próprio imperador Diocleciano foi quem ordenou o seu martírio para que cedesse. Em alguns livros de santos se narra os martírio que sofreu junto com outros soldados para renunciar a sua fé cristã.Os atos dos martírios na época narram o martírio com grandes prensas de madeira que esmagavam os ossos dos joelhos e pés, a roda que esticava o corpo até arrancar os braços e finalmente queimaduras com óleos e brasas, até a morte. Assim só não cedia quem tivesse a fé de um santo, o que foi o caso de Santo Expedito.
( Fonte: Cadê meu Santo)

09 abril, 2010

A Mensagem nº 122 de 11 de Abril de 2010







EVANGELHO .lo 20. 19-3




Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos;
aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos
para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.






ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 2º DOMINGO DO TEMPO PASCAL
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo do Tempo Pascal, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
2. O RESSUSCITADO ESTÁ CONNOSCO! ALELUIA!
Ele estava lá… O Ressuscitado está presente na sua Palavra, no seu Corpo e Sangue, na pessoa do presidente da assembleia… e na própria assembleia. «Jesus veio e colocou-se no meio deles…», diz o Evangelho deste domingo. Na assembleia do domingo, o Ressuscitado manifesta a sua presença. O presidente poderá recordar
tudo isso antes da saudação inicial. Aleluia! Temos muitas músicas de Aleluias solenes. Uma sugestão para criar uma unidade durante os cinquenta dias do Tempo Pascal: cantar o mesmo Aleluia até à solenidade do Pentecostes.
3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Deus nosso Pai, nós Te damos graças pela obra começada pelo teu Filho Jesus, continuada pelos Apóstolos e seus sucessores até ao nosso tempo, no dinamismo do teu Espírito. Nós Te confiamos todos os nossos irmãos e irmãs doentes ou atormentados pelas provas da existência, na nossa comunidade e fora dela.
No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, nós Te bendizemos e Te aclamamos: Tu és o Primeiro e o Último, Tu és o vivo, estavas morto mas eis-Te vivo pelos séculos sem fim. Tu deténs a chave da morada dos mortos, para nos abrir as portas da vida.
Nós Te pedimos pelos nossos irmãos e irmãs atingidos pela inquietude. Ajuda-os a sair dos medos e inseguranças da vida.
No final do Evangelho:
Deus fiel, nós Te damos graças pelo Espírito de ressurreição, que Jesus insuflou nos teus Apóstolos e que também nos é dado pelo baptismo e pela confirmação, para que tenhamos a vida. Nós Te pedimos por todo o Povo dos cristãos: fortifica a nossa fé em Jesus. Que pelas nossas palavras e actos saibamos testemunhar que Ele está vivo no meio de nós.
4. BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus deixa-Se ver aos seus discípulos, o que os enche de alegria. Envia sobre eles o seu Espírito para que respirem do mesmo sopro e espalhem, por sua vez, o sopro da misericórdia de Deus. Tomé não está lá nessa tarde de Páscoa, o testemunho dos apóstolos não consegue convencê-los; ele quer ver, quer tocar, recusa reconhecer o Ressuscitado num fantasma. Jesus respeita a sua caminhada, e é Ele próprio que lhe propõe para ver e tocar. Tomé, então, proclama o primeiro acto de fé da Igreja: “Meu Senhor e meu Deus!” Ele reconhece não somente Jesus ressuscitado, marcado pelas chagas da Paixão, mas adora-O como seu Deus. Então, Jesus anuncia que não Se apresentará mais à vista dos homens, mas será necessário reconhecê-l’O unicamente
com os olhos da fé. E faz desta fé uma bem-aventurança: “felizes os que acreditam sem terem visto!” Também nós, hoje, somos convidados a viver esta bem aventurança. Oxalá possam as nossas dúvidas e as nossas questões ser, como para Tomé, caminho de fé!
(In página dos Dehonianos)














Destino


O príncipe Oleg era um poderoso nobre russo, e sua fama, coragem e justiça eram conhecidas por todo o reino. Ao mesmo tempo, Oleg tinha um misticismo muito forte, não combatia seus inimigos antes de ouvir seu profeta, Agal.Numa fria manhã de inverno, o príncipe Oleg estava ansioso, pois, naquele dia, comandaria um imenso exército contra um país hostil vizinho. Antes de partir, foi falar com Agal:- Meu venerável profeta, quem vencerá essa guerra?O profeta de longa barba grisalha pegou uma vasilha de metal, despejou-lhe água e algumas ervas, fez orações com palavras incompreensíveis e respondeu:- Não temas nada. Com certeza sairás vitorioso.O espírito do príncipe inflou-se, seus olhos ganharam vitalidade; agora restava apenas uma pergunta:- E quando e quem me vai matar?Oleg sempre fazia essa pergunta e o profeta sempre evitava a resposta. Mas, desta vez, Agal agarrou os braços e respondeu: - Meu querido Oleg, tua morte está ligada ao cavalo que montas.Ao ouvir aquilo, Oleg desvencilhou-se abruptamente dos braços do profeta e disse:- Não pode ser! Eu amo meu cavalo, somos parceiros inseparáveis, ele é o melhor corcel de toda a Rússia.- Nada posso fazer contra o destino. Será teu corcel que porá fim a tua vida – disse Agal.Antes de ir para guerra, Oleg tomou uma decisão que partiu seu coração. Mandou que seu cavalo fosse levado para um campo distante do seu castelo, ordenou que lá fosse alimentado e cuidado como jamais outro animal o fora. Também deixou ordens expressas para que o cavalo nunca mais se aproximasse dele.O príncipe foi para guerra e, como predissera Agal, foi o vencedor. Depois de muitos anos de paz e justiça, Oleg continuava vigoroso, mas a idade já lhe mordia os tornozelos, os fios de cabelo branco dominavam toda a paisagem da cabeça principesca.Um dia, almoçando com seu filho Igor, Oleg lembrou-se da profecia de Agal sobre seu cavalo. Depois de contar a história ao filho, chamou um empregado e disse:- Faz muito tempo que não recebo notícias do meu antigo cavalo, quero saber sobre seu paradeiro.O empregado fez uma reverência, afastou-se e depois de alguns minutos retornou com a resposta:- O palafreneiro informou que seu antigo cavalo morreu há mais de dois anos.Oleg, ao ouvir tal notícia, levantou-se da mesa, amparou-se nos ombros do filho e disse:- Levem-me até o lugar onde meu animal tombou.Oleg, Igor e o cavalariço viajaram até o campo em que o animal tinha morrido.O empregado mostrou a carcaça do cavalo.- Estás vendo, Igor? Este cavalo foi meu grande companheiro. O falecido Agal errou a sua profecia, estou aqui vivo olhando meu animal morto.O príncipe, com os olhos marejados de légrimas, agachou-se para fazer um carinho na caveira branca do antigo companheiro.
Mas ele não sabia que aquela ossada se tinha transformado na habitação de uma perigosa serpente, e, assim que pousou a mão no esqueleto, levou uma picada e morreu.

Fonte: BRENMAN, Illan. Contador de Histórias de Bolso: Rússia. São Paulo: Moderna, 2009

Com Interesse




São Tomé


Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação.
São três as grandes passagens do apóstolo Tomé no livro sagrado. A primeira é quando Jesus é chamado para voltar à Judéia e acudir Lázaro. Seu grupo tenta impedir que se arrisque, pois havia ameaças dos inimigos e Jesus poderia ser apedrejado. Mas ele disse que iria assim mesmo e, aflito, Tomé intima os demais: "Então vamos também e morramos com ele!"
Na segunda passagem, demonstra melancolia e incerteza. Jesus reuniu os discípulos no cenáculo e os avisou de que era chegada a hora do cumprimento das determinações de seu Pai. Falou com eles em tom de despedida, conclamando-os a segui-lo: "Para onde eu vou vocês sabem. E também sabem o caminho". Tomé queria mais detalhes, talvez até tentando convencer Jesus a evitar o sacrifício: "Se não sabemos para onde vais, como poderemos conhecer o caminho?". A resposta de Jesus passou para a história: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim".
E a terceira e definitiva passagem foi a que mais marcou a trajetória do apóstolo. Foi justamente quando todos lhe contaram que o Cristo havia ressuscitado, pois ele era o único que não estava presente ao evento. Tomé disse que só acreditaria se visse nas mãos do Cristo o lugar dos cravos e tocasse-lhe o peito dilacerado. A dúvida em pessoa, como se vê. Mas ele pôde comprovar tanto quanto quis, pois Jesus lhe apareceu e disse: "Põe o teu dedo aqui e vê minhas mãos!... Não sejas incrédulo, acredita!" Dessa forma, sua incredulidade tornou-se apenas mais uma prova dos fatos que mudaram a história da humanidade.
O apóstolo Tomé ou Tomás, como também é chamado, tinha o apelido de Dídimo, que quer dizer "gêmeo e natural da Galiléia". Era pescador quando Jesus o encontrou e o admitiu entre seus discípulos.
Após a crucificação e a ressurreição, pregou entre os medos e os partas, povos que habitavam a Pérsia. Há também indícios de que tenha levado o Evangelho à Índia, segundo as pistas encontradas por são Francisco Xavier no século XVI. Morreu martirizado com uma lança, segundo a antiga tradição cristã. Sua festa é comemorada em 3 de julho.

Fonte: Paulinas.org.br

02 abril, 2010

Que Jesus Nosso Cristo Redentor, cubra de Benções todos quantos pertencem a nossa comunidade e a todos os visitantes e amigos deste blogue



A Redacção de ( A Mensagem = Caminhar em Comunidade), deseja a todos uma Santa Páscoa

A Mensagem nº 121 de 04 de Abril de 2010







EVANGELHO – Jo 20,1-9








No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.







ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DA PÁSCOA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)





A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
CELEBRAR A FÉ BAPTISMAL.
Reunir-se à volta do baptistério… Se a assembleia não for muito numerosa, poderá reunir-se (à volta do baptistério) no fundo da igreja para o rito de aspersão, depois ir em procissão atrás do círio pascal, cantando o Hino do Glória. Profissão de fé baptismal… Para solenizar a celebração, no momento do credo poder-se-á retomar a renovação da fé baptismal da vigília pascal, nas suas duas partes: a renúncia (sim, renuncio!) e a profissão de fé (sim, creio!).
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Aleluia! Pai, nós Te damos graças pelo grande mistério da Páscoa. Nós Te louvamos e Te bendizemos pelo teu Filho Jesus, que os homens levaram à morte, mas que Tu ressuscitaste ao terceiro dia. Nós Te pedimos por todas as Igrejas, fundadas na fé dos Apóstolos, para que testemunhem no mundo inteiro que Jesus está vivo.
No final da segunda leitura:
Ressuscitados com Cristo, nós Te louvamos, Pai, pelo Cordeiro pascal, teu Filho, que renova a nossa velha terra numa primavera de vida e de luz e que nos renova a nós mesmos pela sua Páscoa. Nós Te pedimos pelos baptizados e pelos jovens que, nestes tempos, renovam a sua
profissão de fé.
No final do Evangelho:
Deus nosso Pai, nós Te damos graças pela Ressurreição: a força do teu Espírito abriu o túmulo, o teu Filho levantou-se na luz deste dia eterno de Páscoa. Nós Te pedimos: abre os olhos do nosso coração, como fizeste ao discípulo que viu e acreditou, abre os nossos espíritos à compreensão das Escrituras.
BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus era plenamente homem e sabia o que era o homem. Sabia que os homens têm necessidade de sinais para crer. Não será por isso que, durante os seus três anos de vida pública, Ele fez muitas vezes sinais curando os doentes, multiplicando os pães e ressuscitando os mortos?! Aliás, é através de um sinal que Ele inicia a sua vida pública, em Caná da Galileia onde, segundo acrescenta o evangelista João,“manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele”. Ele deixa dois sinais às
mulheres e aos discípulos que vieram prestar-lhe uma última homenagem: o túmulo vazio e o lençol. Diante de um sinal, somos livres de o interpretar e de o ler, de lhe procurar o significado. Face a uma prova, não somos livres, estamos diante de uma evidência. O acto de fé exprime-se em presença de sinais e não de provas. Assim, João vê estes sinais e acredita neles. Sem dúvida porque se recorda das palavras do Mestre anunciando várias vezes a sua morte e a sua ressurreição. Os seus olhos de carne viram, os seus olhos da fé acreditaram. Então, como os discípulos em Emaús, ele não tem mais necessidade de ver Jesus de Nazaré com quem ele comeu e bebeu: ele reconhecia o Ressuscitado através dos sinais.

(In Página dos Dehonianos)



Pote rachado



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e chegava sempre cheio de água ao fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim durante dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido destinado a fazer.Após perceber que durante os dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."- "Por quê?" Perguntou o homem. "De que estás envergonhado?"- "Nestes dois anos eu só fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:- "Quando voltarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou o flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.Disse o homem ao pote:- "Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado. Eu ao conhecer o teu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, tu as regavas. E durante dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem seres da maneira que és ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Se os reconhecermos, podemos usá-los ao nosso favor e das nossas fraquezas, podemos tirar forças e impulso para o nosso próprio desenvolvimento.

26 março, 2010

A Mensagem nº 120 de 28 de Março de 2010










ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DE RAMOS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)




A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo de Ramos, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
O EVANGELHO DA PAIXÃO… PROCLAMADO E ACOLHIDO.
Neste Domingo de Ramos temos a leitura da Paixão, na sua forma longa ou na forma breve. O leccionário propõe uma leitura dialogada. Procurar que os vários leitores a preparem com afinco para que a Palavra seja bem proclamada (e bem acolhida!) e não apenas recitada (e mal percebida!). A proclamação por vários leitores deve ajudar à concentração na Palavra e à sua interiorização profunda e não à dispersão e a um acolhimento superficial. Se tal ajudar, pode-se prever um breve tempo de silêncio (ou um refrão apropriado) entre cada sequência da Paixão.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Pai, nós Te damos graças pelo testemunho de não-violência dado e ensinado pelos teus profetas e, sobretudo, pelo teu Filho Jesus. Nós Te pedimos: vem em nosso auxílio, desperta-nos em cada manhã para a escuta
da tua Palavra, ensina-nos com o teu Espírito de paciência. Que nós saibamos reconfortar aqueles que não aguentam mais viver.
No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, nós Te adoramos e bendizemos: Tu, que és de condição divina, despojaste-Te e fizeste-Te servidor. Pai, nós Te glorificamos, porque o teu Filho humilhado até ao extremo pelos homens, Tu O revelaste acima de tudo. Nós Te pedimos pela nossa humanidade que continua a sofrer e a fazer sofrer: levanta-a e cura-a com o teu Espírito de ressurreição.
No final do Evangelho:
Jesus, Filho do Deus vivo, nós Te bendizemos por esta revelação admirável que Tu fizeste ao bom ladrão, pela qual fortificas a nossa esperança: «hoje mesmo estarás comigo no paraíso». Em nome de todos os nossos irmãos e irmãs mergulhados na dor e na infelicidade, nós Te pedimos: «No teu Reino, lembra-te de nós, Senhor».
BILHETE DE EVANGELHO.
É difícil fazer calar uma multidão. Na descida do monte das Oliveiras, a multidão de Jerusalém aclama Jesus: “Bendito o que vem, o nosso rei, em nome do Senhor!” Mas uma multidão pode ser manipulada e acabar por dizer o contrário. Assim, alguns dias mais tarde, ela gritará: “Morte a este homem! Crucifica-o!” Jesus não quer calar a multidão que O aclama, porque, se eles se calam, as pedras falarão! Será um malfeitor, crucificado junto d’Ele, que O reconhecerá como rei: “Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza”. Será um centurião, um pagão do exército romano, a fazer um acto de fé: “Realmente este homem era justo!” As pedras não terão necessidade de gritar, porque estes dois homens recusaram calar-se: já o Espírito os animava e fazia-lhes dizer a verdade. Quanto a Jesus, é por ter dito a verdade que é levado à morte. De facto, a verdade desarranja… O trono que espera este rei é a cruz e a sua coroa será de espinhos: na fraqueza manifestar-se-á o poder de Deus, o poder do Amor!




( In página dos Dehonianos)



AS TRÊS ÁRVORES

Havia, no alto De uma montanha, três pequenas árvores que sonhavam com o que seriam depois de crescerem...A primeira, olhando as estrelas, disse: - Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.A segunda olhou para o riacho e suspirou: - Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.A terceira árvore olhou o vale e disse: - Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que, as pessoas ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.Muitos anos se passaram, e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas muito ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam.Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos! Que pena!A primeira árvore acabou sendo transformada numa manjedoura de animais, coberta de feno.A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado num Armazém.E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: porque nos aconteceu isto ?Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu bébérecém-nascido naquela manjedoura de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo!A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: "PAZ"! E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra.Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, se sentiu horrível e cruel.Mas no Domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.




As árvores tinham tido sonhos...Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.É importante compreendermos que tudo vem de Deus, acreditarmos,termos fé, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós...




Por Roseli Busmair


Com Interesse


Do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa
Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa.


DOMINGO DE RAMOS: JESUS ENTRA EM JERUSALÉM


Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Escreve São Lucas. «Ao aproximar-se a Betfagé e a Betânia, junto ao monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos dizendo-lhes: "Ide a essa aldeia que está em frente e, ao entrar, encontrareis um burrito atado que nunca ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar porque o soltais, dir-lhe-eis: o Senhor tem necessidade dele". Foram e encontraram tudo como o Senhor lhes tinha dito».Que pobre montada escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, presunçosos, tivéssemos escolhido um brioso corcel. Mas Jesus não se guia por razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Isto sucedeu – anota São Mateus – para que se cumprissem as palavras do profeta: "Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado sobre um burro, num burrito, filho da que leva o jugo"».Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho. Dizia de si mesmo que era um burrito sarnoso, que não valia nada; mas como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários.Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.».Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado dos vivas e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros. Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e obedeceu ao projecto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001).O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradoiro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, demos-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o poder mostrar aos outros.

19 março, 2010

A Mensagem nº 119 de 21 de Março de 2010







EVANGELHO Jo 8,1-11













Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d'Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério,
colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?».
Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar.
Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão.
Como persistiam em interrogá-l'O, ergueu-Se e disse-lhes:
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra».
Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras,
foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos,e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.
Jesus ergueu-Se e disse-lhe:
«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor».
Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno.
Vai e não tornes a pecar»



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 5º DOMINGO DA QUARESMA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.



Ao longo dos dias da semana anterior ao 5º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
O APELO A PORMO-NOS DE PÉ.
Depois do apelo à paciência (3º domingo) e o apelo à misericórdia (4º domingo), eis, neste 5º domingo da Quaresma, o apelo a pormo-nos de pé e a viver de maneira diferente: “vai e não tornes a pecar”. O momento penitencial pode realçar este dinamismo de conversão.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Pai do teu Povo, nós Te damos graças pela tua obra criadora, renovada sem cessar, e pelos germes do mundo novo que o mistério da Páscoa nos revela. Nós Te pedimos pelos candidatos ao baptismo, adultos, jovens e crianças, e pelas comunidades, os padrinhos/madrinhas e os pais que os preparam.
No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, Tu que Te deste a conhecer ao apóstolo Paulo e o agarraste a ponto de ele Te preferir a todas as riquezas da terra e Te reconheceu como a única vantagem válida, nós Te bendizemos. Nós Te pedimos pelos doentes e pelas vítimas de todas as espécies de sofrimentos.
Que a revelação da tua Paixão os mantenha na esperança da ressurreição e da vida do mundo que há-de vir.
No final do Evangelho:
Pai, bendito sejas pela mensagem de perdão, a palavra de reconciliação e o apelo à esperança que nos fizeste ouvir enviando-nos o teu Filho. Nós Te pedimos por todas as nossas comunidades que celebram a reconciliação nestes dias. Que o teu perdão nos renove e nos reconcilie entre nós.
BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus é posto face à Lei e, ao mesmo tempo, face a uma mulher. A Lei é clara: esta mulher, apanhada em flagrante delito de adultério, deve ser delapidada. Jesus não rejeita a Lei, pede somente aos escribas e fariseus para a colocar em prática, com a condição de começarem a ter um olhar sobre a própria vida antes de olhar a mulher e de a condenar. Os detractores acabam por se condenar a si mesmos e retiram-se, reconhecendo-se pecadores, a começar pelos mais velhos… Quanto a Jesus, que não tem pecado, podia lançar a pedra. Não o faz. Ele veio para salvar, não para condenar. Pedindo à mulher para não voltar a pecar, dá-lhe nova oportunidade. Para Jesus, ela não é apenas uma mulher adúltera, ela é capaz de outra coisa. Oferecendo-lhe a sua graça, agraciou também os escribas e os fariseus, colocando-os num caminho de conversão, eles que tinham aberto os olhos não somente sobre a mulher, mas sobre si próprios.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Sugere-se a Oração Eucarística I das Missas da Reconciliação.
PALAVRA PARA O CAMINHO…
A mulher adúltera… “Esta mulher foi apanhada em flagrante delito de adultério…”“Aquela martirizou o seu filho…” “Aquela deixou-o morrer de fome…” “Aquela outra…”…e as nossas mãos já estão cheias de pedras para a lapidar. Esta semana, a convite de Jesus, comecemos por olhar onde se situa o nosso pecado… De seguida, em relação a todas estas mulheres de hoje condenadas sem apelo, abramos o nosso coração à compreensão… à misericórdia… e talvez ao apoio na sua angústia.




(In Página dos Dehonianos)



O MONGE E A PROSTITUTA

Vivia um monge num lugar distante
Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e reflectir sobre a sua vida depois da morte?
A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento rezou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.
Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.
O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo: "A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora."
E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: e por cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.
Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e disse-lhe:
Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!
A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, rezando:
Ó Senhor, quando Vossa misericórdia me irá livrar desta miserável vida que levo?
Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e levou-a. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.
A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demónios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem-se no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:
Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!
Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:
São sempre justos os desígnios de Deus.
Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher rezava fervorosamente dia e noite.
A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso.
A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

Com Interesse




Ó tu que foste surpreendida em flagrante adultério,que não só perdeste publicamente a honra,como estavas prestes a perder a vida pela mão dos escribas e fariseus,como conseguiste deteriorar a beleza da tua dignidade, da tua humanidade?Diz-nos! Alerta-nos!Apresentaram-te a Jesus para armar uma cilada e ter um pretexto para acusá-lo. Diante de ti, Ele se inclinou e começou a escrever. Estavas à espera da tua condenação, mas Ele te surpreendeu, a ti e à multidão, quando disse: “Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. O que entendeste desta palavra? Ensina-nos!Ao ouvirem tais palavras,os que queriam a tua condenação foram saindo um após outro,a começar pelos mais velhos,e ficaste a sós com Jesus.Ele perguntou onde estavam eles,se eles te tinham condenado…respondeste que ninguém o tinha feito.Então Jesus, na sua misericórdia,deu-te um juízo de absolvição:“Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.Como te sentiste? Comunica-nos!Ó tu, a miséria humana, a quem Jesus, a misericórdia, restitui a beleza perdida da tua dignidade, és sinal que todos valemos mais, infinitamente mais, do que o nosso pecado. Por ti, temos confiança! Não há qualquer situação irremediavelmente destruída. Alerta-nos! Ensina-nos! Comunica-nos como é a misericórdia do Senhor.

Inspirado do Evangelho segundo S. João 8, 1-11
e da homilia de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima 13/10/2006