28 fevereiro, 2010

A Mensagem nº116 de 28 de Fevereiro de 2010







EVANGELHO Lc 9. 28b-36







Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, João e Tiago e subiu ao monte, para orar.
Enquanto orava, alterou-se o aspecto do seu rosto e as suas vestes ficaram de uma brancura refulgente. Dois homens falavam com Ele: eram Moisés e Elias, que, tendo aparecido em glória,
falavam da morte de Jesus, que ia consumar-se em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele.
Quando estes se iam afastando, Pedro disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui!
Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Não sabia o que estava a dizer. Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e eles ficaram cheios de medo, ao entrarem na nuvem. Da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O». Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou sozinho.Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham visto



O PEIXE E O MAR (Nós e Deus)



"Uma vez pediram a um peixe para falar do mar.- Dizem que é muito grande o mar - respondeu o peixe - Dizem que sem ele morreríamos. Não sou o peixe mais indicado para falar do mar. Eu, do mar, o que conheço bem são só estes dez metros à superfície. É só deles que vos posso falar. No meu cardume não se fala do mar. Fala-se das algas, das rochas, das marés, dos peixes grandes e perigosos, dos pequenos e saborosos e de que temperatura fará amanhã. O meu cardume é assim: eles vão e eu vou atrás deles.- Mas tu, que és peixe, nunca sentiste o mar?- Creio que o sinto, às vezes, ao passar-me pelas guelras. Uma vezes sinto-o, outras não. Às vezes sinto-o quando não me distraio com outras coisas. Fecho os olhos e fico a sentir o mar. Isto tudo de noite, claro, para que os outros não vejam. Diriam que sou louco por dar tempo ao mar.- Conheces o mar, portanto. Podes falar-nos do mar?- Sei que é grande e profundo, mas não vos quero enganar. [...] Eu nunca desci muito fundo. Bem, talvez uma ou duas vezes... Um dia as ondas eram tão fortes que eu tive de me deixar levar muito fundo, para não morrer. Nunca lá tinha estado e nunca esquecerei que lá estive. - Foi mau, quando desceste? Porque voltaste à superfície?- Não foi mau, foi muito bom. Havia muita paz, muito silêncio. Era como se fosse lá a minha casa, como se ale eu estivesse inteiro.- Porque não voltaste lá ao fundo? Por preguiça?- Às vezes acho que é preguiça, outras vezes acho que é medo.- Medo? Mas tu não disseste que era bom? Medo de quê?- Medo do desconhecido, medo de me perder. Aqui à superfície já estou habituado. Adquiri um certo estatuto para mim mesmo. Controlo as coisas ou, pelo menos, tenha a sensação de as controlar. Lá em baixo não sei bem o que me pode acontecer. Estou nas mãos do mar.- Tiveste medo, quando chegaste ao fundo do mar?- Não tive medo algum. Era tudo muito simples... E no entanto agora tenho medo... Mas eu não cheguei ao fundo do mar! Apenas estive menos à superfície.- E que dizem os outros que lá estiveram?- Dizem coisas que eu não entendo. Dizem que é preciso ir para perceber. E dizem que nada há mais importante na vida de um peixe.- E explicaram como se vai?- Aí é que está. Explicam que não se chega lá por esforço, que só podemos fazer esforço em deixar-nos ir. Que é só o mar que nos leva ao mar.Então veio uma corrente mais forte que o fazia descer. O peixe tentou lutar contra ela com quantas forças tinha, à medida que via distanciarem-se as coisas da superfície. Talvez para sempre... Mas depois fechou os olhos, confiou e já sem medo deixou-se ir.




"Nuno Tovar Lemos, in "O Príncipe e a Lavadeira"



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 2º DOMINGO DA QUARESMA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)



A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
ARRANJAR UM TEMPO DE CONTEMPLAÇÃO.
Ao longo da celebração, arranjar um verdadeiro tempo de contemplação silenciosa (seja depois da homilia, seja depois da comunhão), um tempo que será introduzido de maneira a ser um “coração a coração” com Cristo transfigurado, “que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso” (segunda leitura).
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus de Abraão, Deus de nossos pais na fé, nós Te reconhecemos como o Pai do Povo inumerável dos crentes, que Tu multiplicaste como as estrelas do céu e a areia do deserto. Nós Te bendizemos. Nós Te pedimos por todos os crentes que se reconhecem filhos de Abraão em diferentes confissões. Que o teu Espírito nos guie para a unidade”.
No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças, porque nos nomeaste cidadãos dos céus e nos deste os modelos de Jesus e dos Apóstolos para nos guiar. Que o teu Espírito, pelo seu poder, transforme os nossos pobres corpos à imagem do corpo glorioso de teu Filho, que esperamos como Salvador. Confirma a nossa esperança”.
No final do Evangelho:
“Deus de luz, bendito sejas por estes momentos de oração em cada domingo. Tu nos transportas sobre a montanha, com Jesus e os discípulos. É bom estarmos aqui, na tua presença. Nós Te pedimos: abre o coração e o espírito de todos os fiéis cristãos à Palavra viva do teu Filho bem-amado, para que o escutemos”.
BILHETE DE EVANGELHO.
Quando Jesus está em oração, não está só, Deus seu Pai está com Ele. O monte é o lugar da revelação de Deus e a nuvem é símbolo da sua presença. É, pois, no momento em que Jesus rezava que Deus Se manifesta, não somente a seu Filho, mas também aos seus discípulos, e a presença de Moisés e de Elias recorda a antiga aliança àqueles que vão beneficiar da nova aliança. Ao mesmo tempo que, no monte Sinai, Deus tinha revelado o seu Nome a Moisés para fazer sair do Egipto o seu povo escolhido, também na montanha da Transfiguração Deus dá a identidade de Jesus: “Este é o meu Filho, o meu Eleito”. E aos três apóstolos, embaixadores de todos aqueles que reconhecerão em Jesus o Filho bem-amado, Deus pede para O escutar. É antes de ver a nuvem e de ouvir a voz do Pai que Pedro propõe para erguer três tendas para Jesus, Moisés e Elias, porque pensa que são apenas três. Será necessário que Deus Se manifeste para que Pedro, um pouco como Jacob, diga talvez: “Deus estava no monte e eu não sabia!” Será preciso chegar à manhã de Páscoa, e o dom do Espírito no Pentecostes, para que ele proclame a sua fé n’Aquele que Deus fez “Senhor e Messias, este Jesus que crucificaram”.
(In página dos Dehonianos)

Com Interesse


Quaresma

A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, na Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. A quaresma também é uma volta a casa de Deus, isto é, dar um tempo para as coisas Sagradas, assim como o filho Pródigo que deixou tudo e depois voltou a casa do Pai pedindo perdão e o Pai o amou ternamente. E Deus não olha os nossos pecados, mas nos ama muito a ponto de dar a Vida do próprio Filho para nos Salvar, somente um Deus misericordioso pode fazer isso pela pessoa humana.


Para você e sua família como é vivida a quaresma?

21 fevereiro, 2010

A Mensagem nº 115 de 21 de Fevereiro de 2010




EVANGELHO Lc 4, 1-13










Naquele tempo, Jesus, cheio do Espírito Santo, retirou-Se das margens do Jordão. Durante quarenta dias,
esteve no deserto, conduzido pelo Espírito, e foi tentado pelo diabo. Nesses dias não comeu nada e, passado esse tempo, sentiu fome. O diabo disse-lhe: «Se és Filho de Deus, manda a esta pedra que se transforme em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: 'Nem só de pão vive o homem'». O diabo levou-O a um lugar alto
e mostrou-Lhe num instante todos os reinos da terra e disse-Lhe: «Eu Te darei todo este poder e a glória destes reinos, porque me foram confiados e os dou a quem eu quiser. Se Te prostrares diante de mim, tudo será teu». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: 'Ao Senhor teu Deus adorarás, só a Ele prestarás culto'».
Então o demónio levou-O a Jerusalém, colocou-O sobre o pináculo do Templo e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, atira-Te daqui abaixo, porque está escrito: 'Ele dará ordens aos seus Anjos a teu respeito, para que Te guardem'; e ainda: 'Na palma das mãos te levarão, para que não tropeces em alguma pedra'». Jesus respondeu-lhe: «Está mandado: 'Não tentarás o Senhor teu Deus'». Então o diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo.



Quaresma:
Papa condena
injustiça e indiferença


Mensagem fala na ilusão da «auto-suficiência» do ser humano e da necessidade de Deus
Bento XVI manifesta-se na sua mensagem para a Quaresma 2010 contra a “indiferença” que hoje “condena centenas de milhões de seres humanos à morte por falta de alimentos, de água e de medicamentos”.
O Papa convida os cristãos de todo o mundo a “contribuir para a formação de sociedades justas, onde todos recebem o necessário para viver segundo a própria dignidade de homem”.
O texto apresenta uma reflexão sobre os conceitos de justiça e injustiça, assinalando que “aquilo de que o homem mais precisa não lhe pode ser garantido por lei”.
“Para gozar de uma existência em plenitude, precisa de algo mais íntimo que lhe pode ser concedido somente gratuitamente: poderíamos dizer que o homem vive daquele amor que só Deus lhe pode comunicar, tendo-o criado à sua imagem e semelhança”, indica o Papa.
Bento XVI admite que os bens materiais são úteis, lembrando que “o próprio Jesus se preocupou com a cura dos doentes, em matar a fome das multidões que o seguiam”, mas sublinha que “a justiça distributiva não restitui ao ser humano” tudo que lhe é devido.
“Como e mais do que o pão, de facto, ele precisa de Deus”, assinala.
Noutra passagem da mensagem, o Papa reflecte sobre a “origem do mal”, contestando quem a procura “individuar numa causa exterior”.
“Muitas das ideologias modernas, a bem ver, têm este pressuposto: visto que a injustiça vem ‘de fora’, para que reine a justiça é suficiente remover as causas externas que impedem a sua actuação”, alerta.
Citando o Evangelho, Bento XVI diz que esta maneira de pensar “é ingénua e míope”. “A injustiça, fruto do mal, não tem raízes exclusivamente externas; tem origem no coração do homem, onde se encontram os germes de uma misteriosa conivência com o mal”, prossegue.
Neste contexto, observa o Papa, é necessário “sair da ilusão de auto-suficiência, do estado profundo de fecho, que é a própria origem da injustiça”. O ser humano, escreve, “precisa de um Outro para ser plenamente si mesmo”.
“Converter-se a Cristo, acreditar no Evangelho, no fundo significa precisamente isto: sair da ilusão da auto-suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência – indigência dos outros e de Deus, exigência do seu perdão e da sua amizade”, acrescenta.
Bento XVI afirma que a “fé não é um facto natural, cómodo, óbvio”, pelo que “é necessário humildade para aceitar que se precisa que um Outro me liberte”.
Em conclusão, o Papa deixa votos de que a Quaresma - os 40 dias de preparação para a Páscoa - “seja para cada cristão tempo de autêntica conversão e de conhecimento intenso do mistério de Cristo, que veio para realizar a justiça”.

Pai e Filho


Era uma vez um rapaz que ia muito mal na escola. Suas notas e o comportamento eram uma decepção para seus pais que, como bons cristãos, sonhavam vê-lo formado e bem sucedido. Um belo dia, o pai propôs-lhe um acordo:Se tu meu filho, mudares o comportamento, se te dedicares aos estudos e conseguir ser aprovado para a Faculdade de Medicina, dar-te-eii então um carro de presente. Por causa do carro, o rapaz mudou da água para o vinho. Passou a estudar como nunca e a ter um comportamento exemplar. O pai estava feliz, mas tinha uma preocupação.Sabia que a mudança do rapaz não era fruto de uma conversão sincera, mas apenas do interesse em obter o automóvel. Isso era mau! O rapaz seguia os estudos e aguardava o resultado de seus esforços. Assim, o grande dia chegou! fora aprovado pra o curso de Medicina.
Como havia prometido, o pai convidou a família e os amigos para uma festa de comemoração.O rapaz tinha a certeza que na festa o pai lhe daria o automóvel.Quando pediu a palavra, o pai elogiou o resultado obtido pelo filho e passou-lhe para as mãos uma caixa de presente. Crendo que ali estavam as chaves do carro, o rapaz abriu emocionado o pacote. Para sua surpresa, o presente era uma Bíblia. O rapaz ficou visivelmente decepcionado e nada disse. A partir daquele dia, o silencio e distancia separavam pai e filho. O jovem sentia-se traído, e agora, lutava por ser independente.Deixou a casa dos pais e foi morar na residência da Universidade. Raramente mandava noticias à família. O tempo passou, ele formou-se, conseguiu um emprego num bom hospital e esqueceu-se completamente do pai. Todas as tentativas do pai para reatar os laços foram em vão. Ate que um dia o velho, muito triste com a situação, adoeceu e não resistiu. Faleceu. No enterro, a mãe entregou ao filho, indiferente, a Bíblia que tinha sido o ultimo presente do pai e que ele tinha deixado para trás. De volta a sua casa, o rapaz, que nunca perdoara o pai, ao colocar o livro numa estante, notou que havia um envelope dentro dele. Ao abri-lo, encontrou uma carta e um Cheque.A carta dizia:"Meu querido filho, sei o quanto desejas ter um carro. Eu prometi e aqui esta o cheque para ti , escolhe aquele que mais te agradar. No entanto, fiz questão de te dar um presente ainda melhor: A Bíblia Sagrada. Nela aprenderás o Amor de Deus e a fazer o bem, Não pelo prazer de recompensa, mas pela gratidão e pelo dever de consciência." Chorando de remorso, o filho caiu em profundo pranto.

Como é triste a vida dos que não sabem perdoar. Isto leva a erros terríveis e a um fim ainda pior. Antes que seja tarde, perdoa áquele a quem pensas ter feito mal. Talvez se olhares com cuidado, vais ver que ha também um "cheque escondido" em todas as adversidades da vida

Com Interesse


História e espiritualidade

da Quaresma


A Quaresma é, no Ano Litúrgico, o tempo preparatório da Páscoa, a grande celebração do mistério da Salvação pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. Na actual disciplina litúrgica, vai da Quarta-Feira de Cinzas até Quinta-Feira Santa, excluindo a Missa da Ceia do Senhor, que já pertence ao Tríduo Pascal.
Inicialmente durava 3 semanas, mas depois, em Roma, foi alargada a 6 semanas (40 dias), com início no actual I Domingo da Quaresma (na altura denominado Quadragesima die, entenda-se 40.º dia anterior à Páscoa).
O termo Quadragesima (a nossa "Quaresma") passou depois a designar a duração dos 40 dias evocativos do jejum de Jesus no deserto a preparar-se para a vida pública. Como, tradicionalmente, aos Domingos nunca se jejuou, foi necessário acrescentar alguns dias para se perfazerem os 40. Daí a antecipação do início da Quaresma para a Quarta-Feira de Cinzas.
A cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.
Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.
A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.
Este Domingo dá início à Semana Santa, que conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.
Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.
Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo. Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja. Tradicionalmente, a Igreja recomenda as práticas da oração, o jejum e a esmola.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.

13 fevereiro, 2010

A Mensagem nº 114 de 14 de Fevereiro de 2010




EVANGELHO Lc 6, ] 7.20-26









Naquele tempo, Jesus desceu do monte, na companhia dos Apóstolos, e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia.
Erguendo então os olhos para os discípulos, disse:
Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados.
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e prescreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação. Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem.
Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas.

Reflectindo




ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 6º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)


A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 6º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.


PÔR EM DESTAQUE O EVANGELIÁRIO E CONCRETIZAR A ORAÇÃO UNIVERSAL.
Neste domingo em que começa a leitura do “sermão na planície”, pode-se valorizar o Evangeliário, levando-o à frente da procissão no início da celebração ou colocando-o no centro do altar, e rodeando-o com quatro velas ou lamparinas (em referência às quatro bem-aventuranças de Lucas). As “actividades caritativas” são iniciativas que
pretendem levar a felicidade aos deserdados e aos marginalizados. Fazer um inventário das actividades caritativas na comunidade pode levar, neste domingo, a que a oração universal esteja mais enraizada nas realidades do terreno.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Senhor, Tu és a nossa esperança, em Ti pomos a nossa confiança, bendito sejas. O teu Espírito é como a água que torna verdejante a erva e faz crescer a árvore, ele nos irriga com a tua vida e nos faz produzir os frutos que Tu esperas. Nós Te confiamos os nossos irmãos e irmãs cuja fé secou. Não permitas que os nossos corações se afastem de Ti”.
No final da segunda leitura:
“Deus de vida, nós proclamamos que Jesus Cristo, teu Filho, ressuscitou de entre os mortos, para ser entre os mortos o primeiro ressuscitado; nós Te damos graças pela firme esperança que nos dás, de ressuscitar contigo.
Nós Te confiamos todos os nossos irmãos que duvidam da vida e ignoram ainda a luz da ressurreição em Jesus”.
No final do Evangelho:
“Pai dos pobres, Deus de misericórdia, bendito sejas pela esperança que revelas aos pobres, aos pequenos e a todos os feridos da vida, aqueles que a sociedade despreza e negligencia. Tu ofereces-lhes a felicidade do teu Reino. Tantos companheiros à nossa volta andam à procura da felicidade e não sabemos como os ajudar. Ilumina-os com o teu Espírito”.
BILHETE DE EVANGELHO.
A felicidade de que fala Jesus está inscrita nos rostos dos seus discípulos. É, de facto, olhando-os que Ele os declara “felizes”. Duas bem-aventuranças estão no presente. Os discípulos são já felizes, porque são pobres: deixaram tudo, barco, família, para inaugurar com Jesus o seu Reino e pregar a sua carta. São felizes porque são já
cidadãos deste Reino. São já felizes porque são como o seu Mestre, rejeitados, insultados. O seu discurso incomoda, porque convida a uma mudança, a um regresso a Deus: amar é já sair de si mesmo.
À ESCUTA DA PALAVRA.
Há diferenças entre as bem-aventuranças na versão de Mateus e na de Lucas. Indiciam duas tradições. Mateus apresenta nove bem-aventuranças, Lucas somente quatro. Mateus diz que Jesus subiu a montanha… Lucas diz que Ele desceu da montanha… Contradição apenas aparente. Dois relatos complementares. Para escutar as bem-aventuranças em Mateus, é preciso subir à montanha, elevar-se, subir-se para Deus. Isso sugere que, para viver segundo o espírito do Evangelho, não nos podemos fechar nos estreitos limites da terra. É preciso subir, respirar um ar mais puro, mais transparente. Isso exige, certamente, um esforço, pois trata-se de deixar o Espírito soprar em nós o ar de Deus. É preciso esforço, como para subir uma montanha, é preciso treino, paciência e também silêncio, atenção interior. Mas isso não significa que devemos desinteressar-nos desta vida muito concreta, da vida ordinária de todos os dias. O Evangelho não é uma droga que nos faria ver um mundo desincarnado. Jesus quer encontrar-nos na planície das nossas vidas muito reais, como está expresso nas situações das bem-venturanças. Por seu lado, os ricos são infelizes porque, no fundo, se esquecem de sair de si mesmos, de subir à montanha para respirar o ar de Deus.
( In página dos Dehonianos )

Para Meditar








O círculo do amor – A história de Bryan
Ele quase não viu a senhora com o carro parado na berma da estrada, mas percebeu que ela precisava de ajuda. Assim, parou o seu carro e aproximou-se. O carro dela cheirava ainda cheirava a novo.
Mesmo com o sorriso que ele levava estampado no rosto, ela ficou preocupada. Ninguém tinha parado para ajudar durante a última hora. Ele iria aprontar alguma coisa? Ele não parecia seguro; parecia pobre cansado e faminto. Ele notou que ela estava com muito medo e disse: “- Eu estou aqui para ajudar madame. Por que não espera no carro onde está quentinho? A propósito, meu nome é Bryan".
Bem, tudo o que ela tinha era um pneu furado, mas, para uma senhora, era muito mau.
Bryan abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro, e lá foi mudando o pneu. ficou um bocado sujo e ainda feriu uma das mãos. Enquanto ele apertava as porcas da roda ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou que era de St. Louis e só estava de passagem por ali. Disse que não sabia como agradecer pela preciosa ajuda. Bryan apenas sorriu, enquanto se levantava. Ela perguntou quanto lhe devia (qualquer quantia teria sido muito pouco para ela). Já tinha imaginado todas as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Bryan não tivesse parado. Bryan não pensava em dinheiro. Aquilo não era trabalho para ele. Gostava de ajudar quando alguém tinha necessidade. Este era seu modo de viver e nunca lhe ocorreu agir de outro modo. Ele respondeu: “- Se realmente quiser me reembolsar, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê a essa pessoa a ajuda de que ela precisa”. E acrescentou: “... e pense em mim”. Ele esperou até que ela saísse com o carro e também se foi. Tinha sido um dia frio e deprimido, mas ele se sentia bem, indo para casa, desaparecendo no escuro da noite. Alguns Kilometros abaixo a senhora encontrou um pequeno restaurante. Entrou para comer alguma coisa. Era um restaurante um pouco sujo. A cena inteira era estranha para ela. A empregada veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para que pudesse esfregar e secar o cabelo molhado e dirigiu-lhe um doce sorriso. Um sorriso que, mesmo depois de um dia inteiro de trabalho com os pés doendo, não pode apagar. A senhora notou que a empregada estava com muitos meses de gravidez, mas ela não deixou a tensão e as dores mudarem sua atitude. A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco na vida podia tratar tão bem uma estranha. Então lembrou-se de Bryan. Depois que terminou a refeição, enquanto a empregada foi buscar o troco para a nota de cem dólares, a senhora retirou-se. Já tinha partido, quando a empregada voltou.
A empregada ainda tentou ver onde a senhora poderia ter ido quando notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha mais 4 notas de cem dólares. Havia lágrimas nos seus olhos quando leu o que a senhora tinha escrito. Dizia: “ Alguém me ajudou uma vez e da mesma forma eu a estou ajudando. Se você realmente quiser me reembolsar, não deixe este círculo de amor terminar em você”. Bem. Havia mesas para limpar, açucareiros para encher e pessoas para servir. Aquela noite, quando foi para casa e se deitou na cama, ficou pensando no dinheiro e no que a senhora deixara escrito. Como pode aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bebé prestes a nascer para o próximo mês, como estava difícil. Ela virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:
“- Tudo ficará bem, meu amor. Eu te amo Bryan”.

Com Interesse


O Dador de Sangue
No hospital, diz o médico: -

O senhor é o dador de sangue? - Não, eu sou o da dor de cabeça!


A Casa de Saúde
Entre garotos: - E tu, onde é que nesceste? - Eu nasci numa casa de saúde. - O quê? Estavas doente?


O Extraordinário
A estreia do actor foi uma decepção. O empresário chega ao pé dele e diz-lhe, secamente: — O senhor foi extra ordinário. — Oh! Isso é favor seu! Fez-se o que se pôde. Mas fico-lhe imensamente grato. Se o senhor me acha extraordinário, enfim... posso ter esperanças. — Eu não disse extraordinário. Eu disse extra ordinário!


Casa da Mãe Joana
A expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece. Joana viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França.
Aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: "o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar." Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e "casa-da-mãe-joana" e serviu passou a indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem e a desorganização.

Dar com os burros n'água


A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.

06 fevereiro, 2010

A Mensagem nº 113 de 07 de Fevereiro de 2010




EVANGELHO Lc 5. 1-11





Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas. Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus. Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes. Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra. Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão:
«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca». Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes». Eles assim fizeram
e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam. Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe:
«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 5º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.


Ao longo dos dias da semana anterior ao 5º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
DA PALAVRA À EUCARISTIA.
As palavras do nosso Sanctus vêm da primeira leitura deste domingo. Se o Sanctus programado para este dia tiver um refrão, este último poderá ser utilizado como antífona do salmo responsorial. Será um modo simples de valorizar a ligação entre as duas mesas, a mesa da Palavra e a mesa da Eucaristia.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus Altíssimo, Rei e Senhor do universo, juntamo-nos à imensa multidão celeste das tuas criaturas espirituais para Te aclamar: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. Toda a terra está cheia da tua glória! Pai, que desejas tanto estar próximo de nós e de Te fazer conhecer, nós Te pedimos: envia os teus mensageiros, que o teu Nome seja santificado em toda a terra.”
No final da segunda leitura:
“Pai, nos Te damos graças pela Boa Nova de Jesus ressuscitado, Ele que foi manifestado aos Apóstolos e revelado a todos aqueles que Te procuram com fé. Bendito sejas pelo testemunho apostólico transmitido de geração em geração. Jesus, Filho do Deus vivo, salva-nos pela tua ressurreição, acolhe todos os nossos irmãos e irmãs defuntos na tua comunhão, na luz da tua Páscoa eterna”.
No final do Evangelho:
“Jesus, Mestre e Senhor, bendito sejas pelos apelos que nos diriges em cada dia, convidando-nos a seguir-Te.
Mestre, nós Te confiamos os nossos desencorajamentos, porque também nós sofremos para avançar ao largo, no teu caminho. Mas na tua Palavra e com o sopro do Espírito, retomaremos o caminho”.
BILHETE DE EVANGELHO.
Estes pescadores tinham, sem dúvida, ouvido falar de Jesus. O seu ensinamento parecia ter autoridade, mas não era um homem do Lago. Não era Ele que ia dar lições a estes três pescadores experimentados. Então, que se passou? Ele devia inspirar confiança, para que Simão lhe emprestasse a sua barca, fazendo dela lugar de
pregação e, mais ainda, para que este mesmo Simão obedecesse à sua ordem, uma ordem insensata: lançar novamente as redes, quando a pesca tinha sido infrutífer toda a noite. Diante da prodigalidade da pesca, Simão lança-se aos pés daquele que reconhece como mestre, enquanto ele mesmo se reconhece como homem pecador.
Jesus faz um segundo sinal, um segundo milagre: vai fazer de Pedro um outro homem. De pescador de peixes torna-se pescador de homens, torna-se um homem cheio de confiança. Deixando tudo, como Tiago e João, segue Jesus!
À ESCUTA DA PALAVRA.
Pedro era um pescador profissional. Conhecia o seu ofício. Aquele dia era um dia “não”, um dia de pesca infrutífera. E chega Jesus, carpinteiro, a dizer-lhe o que fazer, para lançar as redes. A primeira atitude de Simão é, naturalmente, de hesitação. Apesar de tudo, manifesta uma atitude de confiança, ao lançar as redes. A palavra e a
personalidade de Jesus inspiraram-lhe alguma confiança. Segundo Lucas, Pedro já tinha tido ocasião para experimentar a presença de Jesus junto da sua sogra, doente com febre. A pesca é verdadeiramente milagrosa. Humanamente, não seria possível! Pedro e os companheiros admitem que este jovem rabino tem poderes sobrehumanos. Pelo menos, é um profeta, um enviado de Deus. Mas para Pedro ficam interrogações: a presença de Deus não acontece no Templo, em Jerusalém, onde são necessários ritos de purificação para se aproximar d’Ele? Daí o grito de Pedro: “afasta-Te de mim, que sou um homem pecador!” Em Jesus, Deus sai do Templo, de todos os templos. Vem caminhar na estrada dos homens. Vem ao encontro dos homens, os mais pequenos, os pescadores e pecadores, independentemente de qualquer purificação. Será isso o mundo ao contrário? Certamente! Jesus vem colocar o mundo face a Deus, numa relação de amor que suprime todas as barreiras e que suscita infinita confiança. Isso continua a ser verdade hoje!
(In página dos Dehonianos )

Para Meditar


O alpinista


Esta é a história de um alpinista que sempre tentava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação escalar o grande Pico Aconcágua. Mas ele queria a glória só para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, como seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, e por que não se havia preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais ver um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada! Tudo era escuridão. Zero de visibilidade. Não havia Lua e as estrelas estavam coberta pelas nuvens. Subindo por uma "parede" a apenas 100 m. do topo ele escorregou e caiu ... Caía a uma velocidade vertiginosa. Somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo ... e nesses angustiantes momentos passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente ele sentiu um puxão forte, que quase o partiu ao meio. Shack!...Como todo alpinista experimentado, tinha cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou na sua cintura. Nesses momentos de silêncio suspendido pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:- Ó meu Deus ajude-me!De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus respondeu:- O que queres de mim meu filho?- Salva-me meu Deus por favor?- Tu realmente acreditas que eu te possa salvar?- Eu tenho certeza meu Deus!- Então, corta a corda que te mantém pendurado ... Ouve um momento de silêncio e reflexão. O homem agarrou-se mais ainda á corda e reflectiu que se fizesse isso morreria...Conta o pessoal de resgate que ao realizar as buscas encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com suas duas mãos a uma corda...a somente meio metro do chão ..."Por vezes nos agarramos as nossas velhas cordas que nos mantém seguros, porém ter fé é arriscar-se a perder total controle sobre a própria vida confiando-a ao Pai. Que possamos todos entregar-nos e viver plenamente na confiança de que existe Aquele que está sempre ao nosso lado a suportar-nos, mesmo que nossa corda rebente

Com Interesse


Aviso Prévio



  • Um homem foi encontrado estendido numa valeta e conduzido de urgência para o hospital. Na sala de operações, um interno desabotoava-lhe o casaco, a fim de o preparar para a intervenção, quando descobriu a seguinte nota, presa ao forro: «A todos os membros da classe médica: estou simplesmente embriagado; deixem-me dormir; não tentem extrair-me o apêndice, já mo tiraram duas vezes.»


  • Tudo Previsto
    Doente: — Mas... senhor doutor, e se a operação falhar? Cirurgião: — Esteja descansado, homem. Se a operação falhar, você nunca o saberá.


  • Doença de Pijama
    O médico foi visitar o marido duma senhora. Auscultou-o, passou--lhe a receita e disse que tinha de o meter no hospital. Virou-se para a mulher e perguntou: — O seu marido tem pijama? — Ó senhor doutor, ele nunca se me queixou dessa doença.


DITOS POPULARES

Lua-de-mel
Significado: Habitualmente, a expressão designa os primeiros dias de um casamento, embora, por comparação, se use para classificar um período de tempo de relações entre duas pessoas (mesmo instituições) que decorre de modo feliz, frutuoso, com bons resultados.
Origem: A origem prende-se com o sentido primitivo no casamento.Terá surgido nos países nórdicos (embora se julgue que o costume já existia entre os hunos de Átila). Durante os primeiros trinta dias (uma lua) os noivos apenas bebiam hidromel, bebida doce que se obtém pela fermentação do mel adicionado de água, considerada com propriedades afrodisíacas.


Estar nas suas sete quintas
Significado: Estar contente; sentir-se satisfeito e realizado.
Origem : Provém de uma lenda antiga. Dizia-se que os reis portugueses possuíam, no concelho do Seixal, sete quintas onde o rei e a comitiva passavam vários fins-de-semana.
Quando estavam nas suas sete quintas, estavam felizes.


Rir a bandeiras despregadas
Significado: Rir aberta e sinceramente; rir com muita vontade e prolongadamente.
Origem:“«Bandeiras despregadas» significa «velas (dos navios) ao vento», «bandeiras desfraldadas» ou «bandeiras ao vento».
A expressão «rir a bandeiras despregadas» significa «rir aberta e sinceramente como nos dias de festa». É fácil compreender que as bandeiras podem estar atadas antes dos dias festivos para não se rasgarem. Chegado o dia marcado para a festa, as bandeiras são desatadas para serem agitadas pelo vento.”
(Tira Teimas)

31 janeiro, 2010

A Mensagem nº 112 de 31 de Janeiro de 2010







EVANGELHO Lc 4. 2l-30







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas. Naquele tempo, Jesus começou a falar na sinagoga de Nazaré, dizendo: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir». Todos davam testemunho em seu favor e se admiravam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca. E perguntavam: «Não é este o filho de José?» Jesus disse-lhes: «Por certo Me citareis o ditado: 'Médico, cura-te a ti mesmo'. Faz também aqui na tua terra o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum». E acrescentou: «Em verdade vos digo: Nenhum profeta é bem recebido na sua terra. Em verdade vos digo que havia em Israel muitas viúvas no tempo do profeta Elias,quando o céu se fechou durante três anos e seis meses e houve uma grande fome em toda a terra; contudo, Elias não foi enviado a nenhuma delas, mas a uma viúva de Sarepta, na região da Sidónia. Havia em Israel muitos leprosos no tempo do profeta Eliseu; contudo, nenhum deles foi curado, mas apenas o sírio Naamã». Ao ouvirem estas palavras, todos ficaram furiosos na sinagoga.Levantaram-se, expulsaram Jesus da cidade e 1evaram-n'O até ao cimo da colina sobre a qual a cidade estava edificada, a fim de O precipitarem dali abaixo. Mas Jesus, passando pelo meio deles, seguiu o seu caminho.

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 4º DOMINGO DO TEMPO COMUM

(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.


A ASSEMBLEIA, UM POVO DE IRMÃOS.
O célebre hino à caridade de Paulo, que a segunda leitura nos dá para meditar, recorda como é importante a caridade entre irmãos… na assembleia! É aí que deve acontecer em primeiro lugar a atenção ao outro, o acolhimento do outro, o respeito pelo outro. Parafraseando São Paulo, poderíamos dizer: “Podemos cantar os mais
belos cânticos do mundo, mas se nos falta o amor fraterno, nada somos!” Na missa, Cristo manifesta a sua presença: na sua Palavra; sob as espécies do pão e do vinho; na pessoa do sacerdote; e na assembleia reunida em seu nome! Será que uma assembleia, cujos membros se comportam como “desconhecidos”, manifesta
verdadeiramente a presença do Senhor da Vida?


ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus, Tu que nos conheces melhor que ninguém, Tu que és a nossa força na provação e que estás ao nosso lado para nos libertar, nós Te damos graças. Nós Te pedimos por todos os profetas de hoje, por aqueles que resistem aos poderosos pedindo o respeito pelos pobres e pelos fracos, por aqueles que mostram ao nosso mundo o caminho de uma vida mais justa e mais libertadora”.
No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças pelo teu amor infinito, que nos revelaste em Jesus, teu Filho, porque Ele teve paciência, esteve ao serviço, não procurou o seu interesse, tudo suportou, fez-Te confiança em tudo. Nós Te recomendamos todas as famílias cristãs: enche-as do teu Espírito de amor, como nós Te pedimos na celebração dos casamentos”.
No final do Evangelho:
“Deus fiel e paciente, bendito sejas pela mensagem de graça que saía da boca do teu Filho Jesus. Nós Te bendizemos pelos profetas que enviaste outrora aos pagãos, porque Tu queres a salvação e a felicidade de todos os homens. Nós Te pedimos pelas nossas cidades, onde a mensagem do Evangelho provoca as mesmas oposições e rejeições que outrora em Nazaré. Que o teu Espírito sustente a nossa fé”.


BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus não deixa ninguém indiferente. Os seus compatriotas admiram-se, espantam-se com o seu ensino, ficam furiosos, tentam expulsá-los da cidade… Mas é em Nazaré que Jesus inicia a sua pregação. As pessoas sabem quem Ele é, conhecem a sua profissão, a sua família, mas ignoram o seu mistério. Como poderiam imaginar que Ele vem de Deus, que é o Filho de Deus? É necessário o tempo de provação para que os seus olhos se abram, os olhos da fé postos à prova pela morte e ressurreição do seu compatriota. E, vemo-lo bem ao longo de todo o Evangelho, são aqueles que nunca ninguém imaginou que vão fazer acto de fé e beneficiar das palavras e dos gestos de salvação do Filho de Deus. Como os profetas Elias e Eliseu, Jesus manifesta que Deus ama todos os homens; a salvação que veio trazer é oferecida a toda a humanidade.


À ESCUTA DA PALAVRA.
Sabemos como as multidões são versáteis. Basta ver a atitude da multidão em Jerusalém: ora aclama Jesus, ora pede a sua more. A mesma versatilidade acontece com os habitantes de Nazaré. Têm reacções diferentes e interrogam-se, pois conhecem bem a identidade familiar de Jesus. Jesus avança no seu ensino e faz referência a dois episódios do Antigo Testamento, no tempo de Elias e de Eliseu: a viúva estrangeira e o general sírio, que beneficiam dos gestos salvíficos de Deus e não os filhos de Israel! Por outras palavras, diz que os habitantes de Nazaré são como os seus antepassados: não acolhem o tempo da visita de Deus. Da admiração, os habitantes passam ao ódio. E nós, hoje? Interroguemo-nos sobre a nossa atitude para com Jesus: a sua palavra surpreende-nos? Pomos de lado as suas palavras que nos provocam, para não nos pormos em questão? Preferimos ficar na nossa tranquilidade?


( In Página dos Dehonianos )

Para Meditar


Uma ajuda especial

Há alguns anos atrás, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, para paraolimpicos (pessoas com deficiência) nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros livres.
Ao sinal, todos partiram, não exactamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com excepção de um garoto, que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás.
Então eles voltaram para ajudar. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou-se, deu um beijo no garoto e disse:"Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada.
O estádio inteiro levantou-se e os aplausos duraram muitos minutos.E as pessoas que estavam ali, naquele dia, continuam contando essa história até hoje.
Por quê?
Por que, lá no fundo, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso.

Com Interesse



Aviso ( Esclarecimento)


Uma Comunidade viva tem muitas maneiras de manifestar a sua vitalidade, uma delas é sem dúvida o convívio nas mais diversas formas, na nossa comunidade uma se tem destacado de certa maneira, desde há alguns anos para cá, e pela boa vontade do Sr. José (Organista do grupo Coral) da Capela ABC, que tem custeado as despesas de um almoço onde as pessoas que deslocam às instalações do ABC, confraternizam durante boa parte do dia, mas como devem calcular por trás do almoço há uma logística razoável de pessoas e outras valências até chegar ao momento do convívio. Pois bem este último não se efectuou ,o Sr. Padre Amaro constatou que não estavam reunidas as condições necessárias para tal, não abandonaremos esta forma de convívio apenas adiaremos até encontrarmos outras formas de o fazer, mas para já queremos deixar aqui expresso o Nosso Muito OBRIGADO ao Sr. José e a quantos estiveram envolvidos nos convívios/almoços anteriores.
Padre Amaro Jorge SCJ


»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
O quarto lugar no concurso de Presépios promovido pela Associação das Colectividades dos Concelho de Gondomar, que como devem calcular teve a participação de muitos, é muito honroso para a nossa comunidade, é sinal de vitalidade e porque não de um bairrismo salutar quando com conta peso e medida, mas para que isso fosse possível foi como aliás tem sido nos últimos anos, foi a disponibilidade, o amor e o carinho, em tudo o que faz do Sr. Lino Branco.
Julgamos interpretar o sentimento de toda a comunidade ao dizer:
OBRIGADO SR. LINO
««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««««
Provérbios de Santos


A bom santo te encomendaste
A cada santo, o seu candelabro
Cada santo quer sua vela
Cada santo tem seu nicho

Não é santo da minha devoção
Os santos não têm costas
Um santo não pode estar em dois altares
Tal o santo, tal o milagre
Em santo de carne, pau nele
Cada Santo tem seu círio