08 janeiro, 2010

A Mensagem nº 109 de 10 de Janeiro de 2010




BAPTISMO DE JESUS











EVANGELHO – Lc 3,15-16.21-22
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em
seus corações se João não seria o Messias.
João tomou a palavra e disse-lhes:
«Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu,
do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias.
Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».
Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado;
e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele
em forma corporal, como uma pomba.
E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado:
em Ti pus toda a minha complacência».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DAO BAPTISMO DO SENHOR
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Festa do Baptismo do Senhor, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
ATENÇÃO AOS SILÊNCIOS NA CELEBRAÇÃO.
Um detalhe do Evangelho tem a sua importância: o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Jesus, enquanto Ele orava. É um convite para darmos atenção, desde o início da celebração, aos silêncios que favorecem a oração comunitária mas também pessoal. Por exemplo, antes do momento penitencial, antes da oração de colecta, depois da proclamação das leituras…
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Pai do teu povo, nós Te bendizemos. Tu que os profetas muitas vezes anunciaram como o Deus vingativo, apresentas-Te como um Deus pastor, que reúne e conduz o seu rebanho, com solicitude.
Na nossa sociedade do consumo e do lucro, tão dura para quem perde, nós Te pedimos: que as nossas comunidades cristãs sejam em todo a parte lugares de reconforto e de esperança”.
No final da segunda leitura:
“Deus, nosso Salvador, nós Te damos graças, porque manifestaste a tua bondade e a tua ternura para com a nossa humanidade; Fizeste-nos renascer pela água do Baptismo e nos renovaste no Espírito Santo. Que o teu Espírito nos ensine a rejeitar o pecado e as paixões deste mundo, e a viver no mundo presente como homens justos e religiosos”.
No final do Evangelho:
“Deus que nenhum olhar pode ver, bendito és Tu pela revelação que comunicaste no Baptismo de Jesus, porque de maneira sensível Te manifestaste como o Pai de Jesus e nosso Pai e nos revelaste o teu Espírito. Nós Te pedimos pelas crianças, jovens e adultos que serão baptizados e confirmados ao longo dos próximos meses. Nós Te pedimos também pelos seus catequistas”.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, com a variante própria para o domingo.
PALAVRA PARA O CAMINHO.
“O céu abriu-se… O Espírito Santo desceu sobre Jesus… Do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». O que aconteceu em Jesus aconteceu em cada um e cada uma de nós. Como Cristo, fomos baptizados; como a Ele, a voz do Pai nos disse: Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada! Esta voz fala-nos sempre: ela recorda-nos a nossa dignidade de filhos e de filhas de Deus, ela envia-nos a gritar aos nossos irmãos: “Sois os bemamados do Pai!” Nós que fomos enxertados no Espírito Santo, mas que temos medo do futuro, escutemos esta voz que nos diz: “Tu és o meu filho, tu és a minha filha, eu
estou contigo, em ti pus toda a minha ternura!” Sejamos ternura, bondade e misericórdia para os outros…
( In página dos Dehonianos)

Para Meditar



Os dois anjos...
Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica. A família era rude e recusou-se a deixar os anjos ficarem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso colocou-os a dormir num pequeno e frio espaço na cave da casa.Quando os anjos estavam a fazer suas camas no chão duro, o anjo mais velho viu um buraco na parede e tapou-o. Quando o anjo mais novo viu perguntou porque fizeste isso? o anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem ser."Na noite seguinte os anjos foram descansar na casa de pessoas muito pobres, mas muito hospitaleiras, um fazendeiro e sua esposa. Depois de dividirem o pouco de comida que tinham, o fazendeiro e sua esposa acomodaram os anjos na sua cama onde poderiam ter uma boa noite de descanso.Quando o sol nasceu na manhã seguinte os anjos encontraram o fazendeiro e sua esposa em lágrimas. Sua vaca, cujo leite tinha sido sua única fonte de renda familiar, estava deitada morta no campo. O anjo mais novo estava furioso e perguntou: "Como podes-te deixar isto acontecer? O primeiro homem tinha tudo e tu o ajudaste. A segunda família tinha pouco mas estava disposta adividir tudo, e tu deixaste a vaca morrer."O anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem ser."E continuou: "Quando nós ficamos na cave daquela mansão, eu vi que havia ouro guardado naquele buraco na parede. Sendo o dono totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, eu tampei o buraco para que ele não encontrasse o ouro."Então na noite passada quando estávamos dormindo na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio buscar sua esposa, eu dei-lhe a vaca no lugar de sua esposa.""As coisas nem sempre são o que parecem ser"Algumas vezes isto é exactamente o que acontece quando coisas não se concretizam do jeito que deveriam. Se você tiver fé, você só precisa acreditar que tudo que acontece é em seu favor.Você provavelmente só vai reparar algum tempo depois...

AUTOR DESCONHECIDO

Com Interesse


Música na Igreja
A música foi o complemento artístico das catedrais medievais. Até a época de Gregório I (540-604) tinha a música forte influência grega e bizantina, bem patentes nas árias monódicas. Atribui-se ao grande Papa Gregório I (por isso "música gregoriana") a criação de uma melodia simples, o "cantochão" ou canto "gregoriano". Independentemente do número de pessoas, todos cantavam no mesmo tom, embora as mulheres e crianças quase sempre cantavam uma oitiva mais alto que os homens. Porém, as variações surgidas no canto gregoriano exigiam uma notação mais prática e mais exata. Aproximadamente em 1040, o monge Guido de Arezzo deu os atuais nomes às primeiras seis escalas, tirando as primeiras sílabas de palavras de um hino que os meninos cantores entoavam a São João, para que os protegesse da rouquidão. O ut era tão fácil de ser cantado, pois acabava de ser consoante, e posteriormente foi substituído por dó. Assim nasceu o alfabeto musical dos países latinos. Essas criações vitais abriram o caminho para a música polifônica, que mais tarde, entretanto, entrelaçaria duas, três e até quatro vozes independentes.
Como as demais artes, também da música a Igreja se serve para abrilhantar o culto divino. O objeto mais digno que o próprio Deus, as artes não podem ter, sendo Ele a fonte de tudo que é belo, de tudo que é perfeito. A música, para ser admitida no serviço de Deus, deve tornar-se digna desta grandiosa vocação. Para Deus só o melhor, para o culto divino, só o que há de mais perfeito. Há uma música profana, uma música religiosa e uma música sacra. A primeira é a arte do mundo, mais ou menos aparatosa, mais ou menos artística, destinada a deliciar os ouvidos e abrilhantar as festividades do mundo. É a música ouvida nos teatros, nos concertos, nas festas profanas e nos lugares de divertimentos. Esta espécie de música não serve para o culto divino e dele está excluída por princípio. Há ainda a música que bem difere da primeira, já mencionada. É uma música mais suave, que mais ou menos traz os enlevos religiosos e os da alma; são composições que objetivam assuntos religiosos. Esta espécie de música dispõe dos recursos e dos meios de expressão da música profana, e dela tira o que precisa, para exprimir o colorido do caráter que lhe é próprio. Há músicas religiosas que podem ser admitidas nas igrejas, o que depende do exame consciencioso de quem é competente na matéria e, a falta de temperança nesse aspecto pode fatalmente macular o sacro rito, transformando o participante da Missa num espectador, confundindo-se altar com palco, o que seria um desastre. A música sacra é a música própria da Igreja, a música litúrgica oficialmente aprovada e autêntica. A Igreja faz questão em ver observadas suas determinações relativas à música sacra; e grande é a responsabilidade das autoridades eclesiásticas nesse particular. A música na Igreja não deve visar outra coisa senão a glória de Deus e a edificação dos fiéis. Admitir músicas profanas e indignas no culto divino, é pecado, por ser uma profanação do templo de Deus e um escândalo para os fiéis. Aqueles que devem interessar-se mais de perto pela música sacra, não podem deixar de ler e estudar o Motu Próprio de Pio X sobre a música sacra, documento de alto valor, que é considerado o código musical da Igreja Católica.
Fonte (http://www.paginaoriente.com/catecismo/musica.htm)

03 janeiro, 2010

A Mensagem nº 108 de 03 de Janeirode 2010




EPIFANIA DO SENHOR





EVANGELHO – Mt 2,1-12
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes,
quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.
«Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O».
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém.
Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’».
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR (adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao domingo da Epifania do Senhor (que inclui a viragem de ano com a Solenidade da Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz), procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
GESTO PARA A LITURGIA DA PALAVRA.
Neste dia da Epifania do Senhor, onde tal for possível e se o presépio estiver perto da presidência, o Evangelho poderia ser proclamado diante do presépio, precedido de uma procissão do ambão para o presépio, com o Evangeliário e com velas acesas. Tal pode significar o caminho dos Magos para visitar o Menino, acolhendo aí a Boa Nova de Jesus dirigida a todas as nações.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus de luz, erguemos os nossos olhos para Ti, cheios de admiração. Nós Te bendizemos, porque a tua glória ergueu-se sobre nós, arrancaste-nos das trevas e pões-nos de pé, a caminho da nova Jerusalém. Nós Te pedimos pelos povos da terra que estão ainda nas trevas e pelas pessoas que conhecemos e que procuram a saída da escuridão”.
No final da segunda leitura:
“Pai de todos os homens, nós Te bendizemos pela revelação do teu mistério, pela promessa que destinas a todos os povos e pela herança a que tanto desejas associálos, na luz. Nós Te pedimos por todos os missionários que partiram para longe anunciar esta Boa Nova, através da palavra e de actos concretos”.
No final do Evangelho:
“Pai Nosso, único rei digno deste nome, nós Te louvamos pelos sinais que nos guiam para Ti e, sobretudo, pelo teu Filho Jesus, estrela que em nós está sempre presente, em todos os instantes da nossa vida. Nós Te pedimos pela tua Casa, que é a tua Igreja, e por todas as suas comunidades: que o teu Filho Jesus nos guie através da nova estrela que é o teu Espírito presente nas nossas vidas”.
BILHETE DE EVANGELHO.
A Epifania é feita de trevas e de luz. Herodes está nas trevas: cheio de inquietude e toda Jerusalém com ele… Ele convoca os Magos “em segredo”, fecha-se na mentira, fazendo crer que quer adorar o Messias enquanto procura fazê-lo matar. Os Magos, eles, estão na luz, vêm do país onde se levanta o sol, e uma estrela ilumina a sua noite. Põem-se a caminho, procuram, questionam. Esta luz para a qual eles tendem alegra-os. Então, prosternam-se diante d’Aquele que se dirá “a Luz do mundo”. Em toda a verdadeira relação há um intercâmbio. Então, Deus oferece ao mundo seu Filho como presente, os Magos abrem os seus cofres e oferecem-nos Àquele que eles consideram como Rei (ouro), como Deus (incenso) e como humano que é mortal (mirra). Nesse dia, Deus faz-Se reconhecer por aqueles que O procuram, enquanto os chefes dos sacerdotes e os escribas que pensavam tê-l’O encontrado ficam em Jerusalém e recusarão reconhecê-l’O.
À ESCUTA DA PALAVRA.
Diz-se que eram três reis vindos do oriente. O que é seguro é que não eram reis, mas sábios astrólogos. Porém, nesta Festa da Epifania, é de uma história de reis que se trata. Não são três, mas dois. Primeiro, o rei Herodes, “o Grande”. A ele se deve a reconstrução do Templo. Mas distinguiu-se, sobretudo pela crueldade e pelos seus crimes, matando mesmo três dos seus filhos para preservar o poder. E depois, há outro rei, aquele que os Magos vieram procurar. “Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer?” Esta simples questão basta para aterrorizar Herodes. Este título colar-se-á a Jesus até à cruz. Que imensa oposição entre estes dois reis! De um lado, a sede de um poder tirânico, o recurso à violência, à tortura, à guerra, à mentira… De outro lado, uma criança desprovida de qualquer poder, que terminará lamentavelmente na cruz. Como não reler a história da humanidade, inclusive a história das religiões, a esta luz? “Em nome de Deus” matou-se e trucidou-se tanta gente… E as coisas não parecem estar perto do fim! Reis, príncipes, papas, imãs… utilizaram o seu poder para impor a dita “verdadeira religião”. Os cristãos entraram igualmente nesse esquema. Mas cada vez que recorreram à violência, traíram, negaram, crucificaram Jesus, o rei sem poder. Jesus nunca recorreu à espada, nunca recomendou o uso das armas. É uma das maiores lições da Epifania: quando Deus se manifesta em Jesus, proclama alto e bom som que nunca esteve nem estará do lado dos poderosos, da força, do
terrorismo, da guerra. Ele não se defenderá, pois o seu poder está noutro lado. Possamos nós, com os Magos, vir sem cessar até Jesus, que nos apresenta Maria sua mãe, e, caindo de joelhos, dizer-lhe que é Ele que queremos seguir, Ele que, só, é verdadeiramente um rei “doce e humilde de coração”.

(In página dos dehonianos )

Para Meditar


O Verdadeiro Poder



Era uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra.
Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores fugiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. E assim ele subjugou muitas aldeias.
Certo dia, alguém viu ele aproximar-se com seu exército de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o pessoal ouviu a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho. O velhinho, quando o viu assustou-se.
Ele sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e ali lhe cortasse um galho de uma árvore.
O guerreiro achou aquilo uma besteira. -"Esse velho deve estar gagá.
Que último desejo mais besta." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco, pois todo mundo sabe que isso já não é possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então lhe respondeu:
- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder".

Autor desconhecido

Ainda Natal


NATAL
Há pessoas passando correndo
Luzes que acendem e apagam
Música que toca no ar
Sombras na noite escura
Crianças pedindo ternura
Velhos cansados da vida
Pedindo um pouco de amor
A quem tiver para o dar
Vão caminhando passo a passo
Indiferentes ao cansaço
Que os aperta num abraço
E lhes causa grande dor
São os pobres deste mundo
Com um sentimento profundo
De injustiça permanente
Nada de bom lhes acontece
É a fome A doença
É a falta de amor e carinho
O frio cravado em seus corpos
Ferrado que nem espinho
É a indiferença do próximo
Que se atravessa no caminho
É o ver tanta gente
É o sentir-se sozinho
É sentir que nada tem
É o sentir a pobreza
É o não ter comida
É o nem sequer ter mesa
É sentir-se angustiado
É o sentir-se mal
É o sentir que se não fosse JESUS
Para eles nem haveria Natal.


ACLSM

26 dezembro, 2009

A Mensagem nº 107 de 27 de Dezembro de 2009







EVANGELHO – Lc 2,41-52




Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa.
Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

Mensagem de Natal


O SENHOR HÁ-DE VIR!
Mas será verdade que Cristo virá algum dia? Virá hoje neste mundo e neste tempo ao nosso encontro? Onde estão os sinais? Será que eles aparecem no nosso mundo?Onde está a paz, a justiça, o respeito pela pessoa humana, a liberdade, sinceridade, a verdade...? Onde está o amor entre todos os homens?Olhem à vossa volta. Olhem o mundo e os homens. Onde é que Ele pode nascer?Jesus nasce hoje aqui…E nasce no mundo inteiro onde se continua a não respeitar os direitos do homem, onde se continua a destruir a natureza, onde a corrupção aumenta cada vez mais, onde o ter vale mais que o ser, a mentira mais que a verdade, a vingança mais que a compaixão, o ódio mais que o amor...Jesus nasce hoje aqui!
Mas Jesus não nasce só ali, em terras distantes, longe de nós.Nasce no meio do nosso pecado.Nasce entre os marginais que não encontram ou não querem ajuda para se libertar.Nasce no meio dos Bairro do Lagarteiro e do Cerco, dos quais nós desviamos o olhar.Nasce no meio da solidão dos idosos porque nós não nos queremos "chatear".Nasce no meio das famílias desavindas porque não têm tempo para dialogar.Nasce no meio de uma juventude que se deixa enrolar no fácil, no superficial e na futilidade.
Nasce aqui, na paróquia de Rio Tinto, no meio da inimizade, agressividade, tensão, guerras de poder e influência, que os cristãos vão alimentando.
Nasce também hoje aqui nesta terra onde nós ainda não somos irmãos uns dos outros e onde falta muito para a paz reinar nos nossos corações, e para sermos capazes de ser comunidade. Jesus nasce hoje aqui!
Se eu soubesse construir a paz à tua volta mais do que as desavenças...Se eu soubesse construir mais que destruir...Se soubesse acreditar mais em vez de desconfiar...EU! Sim, eu mesmo que estou aqui! Se eu soubesse acolher em vez de querer dominar…Se eu soubesse desculpar mais em vez de guardar ressentimento...Se eu soubesse fazer luz onde existe escuridão...Se Ele nascesse, haveria de permanecer no meu coração, e iluminar a minha vida...E a sua luz espalhar-se-ia pelos outros homens meus irmãos...E transformaria a escuridão do mundo em dia radioso de Sol no qual as trevas não poderiam penetrar, no qual a noite não teria mais lugar, no qual o pecado, que vem desde o início do mundo, seria finalmente desfeito e não mais nos atingiria.Quando o Menino nascer no monte sozinho, na noite da paz.
Quando o mistério se abrir e a terra trouxer o fruto do Céu.
E quando a palavra habitar no mundo, ardendo em ânsias de amor...
Então saberei, saberás, saberemos que o sol não mais morrerá.

Padre Amaro Jorge SCJ

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
A semana anterior ao domingo da Festa da Sagrada Família inclui o Dia de Natal. É o tempo oportuno para a celebração do mistério do Verbo que habitou no meio de nós. É um tempo propício para meditar a Palavra de Deus servida no Natal e na Festa da Sagrada Família. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da
paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
2. ATENÇÃO AOS PEQUENOS GESTOS.
O “Glória a Deus”, cântico dos anjos, é por excelência o hino do tempo de Natal. Deve ser um hino que se canta. Nesse sentido, sempre que possível, evitar recitar o Glória a Deus, procurar antes cantar todo o Hino de Glória. A Sagrada Família viveu ao ritmo do amor trinitário. No grande momento da doxologia (Por Cristo, com Cristo, em Cristo…), no final da Oração Eucarística, que deveria ser cantada, procurar manter bem elevado o pão e o vinho, até ao fim do “Ámen” da assembleia (muitas vezes, o “Ámen” não é dito com entusiasmo de fé e,
frequentemente, o presidente da assembleia já “arrumou” o pão e o vinho antes do “Ámen”…).
Os finais das orações “Por Nosso Senhor Jesus Cristo…” não são apêndices da oração, mas o seu coroamento. Nesse sentido, em vez de baixar os braços nesse momento, o presidente deve mantê-los erguidos (ou mesmo levantá-los um pouco mais) até ao final do “Ámen” da assembleia.
3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração. Exemplo para o final do Evangelho: “Deus nosso Pai, nós Te recomendamos os pais e as famílias, na sua missão de educar e de guiar os filhos na realização das suas vocações. Nós Te pedimos que o teu Espírito sustente a nossa fé no teu Filho Jesus e este amor sem limites que pedes para termos entre nós. página 8
Nós Te bendizemos pelo novo templo que deste ao teu Povo. É o teu próprio Filho Jesus, que nos reúne e constitui em família, que nos permite estar contigo. Recomendamos-Te as nossas famílias, com todas as dificuldades da educação cristã e do diálogo entre pais e filhos nas situações actuais”.
4. BILHETE DE EVANGELHO.
A fidelidade é a manifestação da fé. Maria e José cumprem fielmente a peregrinação anual a Jerusalém, aí se associam a Jesus. Este fará, vinte anos mais tarde, a sua peregrinação, a sua Páscoa, e andará de novo “perdido” durante três dias, antes de ser “reencontrado”, desta vez pelos seus discípulos, na manhã de Páscoa. O questionamento faz parte da fé. Maria e José estão “estupefactos” e interrogam Jesus: Porque nos fizeste isto?” E não compreendem a resposta do seu filho. Maria “guardava tudo isso no seu coração”, sem dúvida para não esquecer. A meditação permite entrar no pensamento de Deus para se lhe submeter. Se Jesus, voltando a Nazaré, era submisso a seus pais, estes aceitarão submeter-se à vontade de Deus. Maria disse o “sim” da anunciação, para que tudo se realizasse segundo a vontade de Deus. Um “sim” que ela voltará a dizer ao pé da cruz, mesmo no questionamento… Maria e José realizaram uma verdadeira peregrinação efectuando, não somente a caminhada de Nazaré a Jerusalém, mas sobretudo a caminhada do questionamento
ao acto de fé.
5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Rezamos para que o Senhor nos dê a graça de praticar, a exemplo da Santa Família, as virtudes familiares. Não é fácil, parece mesmo irrealista esta oração… Como imitar a santidade de Jesus, o Filho de Maria? Maria estava sem pecado, José era um homem justo, perfeitamente ajustado à vontade de Deus. Em plenitude, nenhuma família pode viver como a Família de Nazaré, bem sabemos! Mas o modelo que nos é apresentado por Lucas é o modelo da família concreta de Nazaré, com o acompanhamento de todas as etapas de crescimento do filho Jesus, com toda a atenção e cuidado de Maria e José, com momentos de zanga dos pais quando Jesus ficou com os doutores no templo… Uma família perseverante e confiante! Assim, a Família de Nazaré torna-se muito próxima de nós. É a mesma missão para as nossas famílias: oferecer a cada filho um lugar de crescimento, um lugar de enraizamento onde a seiva da vida possa buscar a sua força, para que os frutos cheguem à maturidade. É uma tarefa árdua, longa, difícil, com alegrias e tristezas, conquistas e
fracassos… Podemos pedir a Jesus, Maria e José para nos acompanharem neste caminho: eles passaram por isso e compreendem-nos bem!
(In página dos Dehoneanos )

Para meditar


A Cruz Pesada...

Há muitos e muitos anos, um homem partiu em direção a Jerusalém, carregando uma cruz grande e pesada. Ela media três metros de comprimento por dois de envergadura. Enquanto carregava a cruz, lembrava-se do sofrimento de Jesus e imaginava a dor que Ele havia sentido quando foi crucificado.
Assim, o homem seguia compenetrado em sua resolução e, passo a passo, lentamente carregava a cruz, cuja ponta inferior se arrastava pelo chão, fazendo um risco na terra.
Depois de muitas horas de caminhada, o homem avistou um morro. Esgotado como estava, teve dúvidas se conseguiria vencer aquela subida acentuada. Enquanto meditava sobre a dificuldade à sua frente, alguém que passava sugeriu que cortasse um pedaço da cruz, tornando-a mais leve.
“É uma boa idéia! Diminuindo um pouco a carga, terei mais condições de subir a montanha”.
Assim, tirou um pedaço da cruz, que se tornou bem mais leve, e continuou sua caminhada.Quem já esteve em Jerusalém sabe que para se chegar lá é preciso subir muitas montanhas. A cidade do rei Davi, também chamada na Bíblia de "umbigo do mundo", fica no topo de uma montanha e é cercada por muitas outras. Trata-se, portanto, de um terreno difícil, em ambiente arenoso, seco, muito quente durante o dia e muito frio à noite.
A cada subida que encontrava no caminho, ele cortava um pedaço da cruz. Assim, com o decorrer da jornada, a cruz pesada foi ficando cada vez mais leve e, ao invés da caminhada lenta do início, o homem já podia andar a passo acelerado e ia cantarolando descontraidamente.
Tudo parecia ir muito bem, até que surgiu em seu caminho um rio caudaloso, cujas águas desciam volumosas, do alto da montanha, para banhar os vales. A ponte sobre o rio estava partida, faltando-lhe, exatamente, um trecho de quase três metros no vão central.
Diante daquele obstáculo, o peregrino fez a seguinte oração:
“Senhor, Tu sabes que meu maior desejo é chegar a Jerusalém. Venho de longe e agora que me aproximo de realizar meu sonho, não sei como poderei fazer para, sem arriscar a vida, chegar ao outro lado do rio. Vês, Senhor, que a ponte está rompida e não tenho como atravessá-la”.
Então, do céu, uma voz respondeu:
“Meu filho, para transpor este obstáculo com segurança, basta usar a cruz que eu lhe dei!”
Muito triste, o homem constatou que a cruz, agora, depois de tantos pedaços cortados, havia se tornado pequena demais e não vencia o vão que ele precisava transpor. A cruz do início, com seus três metros, tinha exatamente a medida de que ele precisava para ultrapassar a ponte quebrada.
Na vida, cada um de nós carrega a cruz necessária a nos preparar para vencer os obstáculos que surgem durante a jornada. Não é maior nem menor: é exata!

20 dezembro, 2009

A Mensagem nº 106 de 20 de Dezembro de 2009







JESUS ESTÁ PARA CHEGAR






VAMOS ABRIR NOSSO CORAÇÃO






PARA O RECEBER







A Mensagem de (A MENSAGEM )


Festejemos o Natal de JESUS


A actual imagem do Pai Natal foi inventada pela empresa Coca-Cola nos anos 30, conforme recolha efectuada no web site da bem conhecida marca de refrigerantes. Nesse tempo, segundo alguns pesquisadores, a Coca-Cola procurava uma forma de aumentar as vendas dos seus produtos durante o inverno, altura do ano em que se verificava uma enorme quebra na venda dos refrigerantes. Contactaram então um conhecido ilustrador publicitário da época, de nome Haddon Sundblom, que criou uma série de memoráveis desenhos que recriavam e renovavam a antiga e algo tristonha imagem de Saint Claus, transformando-o numa versão bastante "rechunchuda" e colorida, vestido de traje de cor vermelha com orlas brancas de peluche e segurando uma Coca-Cola na mão. O sucesso da campanha publicitária foi enorme. A mensagem sublimar do Pai Natal que consome refrigerante ainda hoje perdura em alguns países; o historial pormenorizado, bem como outras referências, poderão ser consultadas no web site da Coca Cola.
E ASSIM SE VAI ESQUECENDO O MENINO JESUS
Como em tudo na vida as pessoas são muito sensíveis á sociedade de consumo e aderem com muita facilidade, por isso é ver por aí fora pais Natal de todas as formas e feitios, e nos sítios mais diversos, pendurados nas varandas ,nas janelas, nos telhados e mesmo dentro de casa, se vai esquecendo o menino Jesus e substituindo pelo Pai Natal.
Estamos sempre a tempo de mudar de corrigir os erros, o primeiro passo é reconhecer que erramos, a partir daí tudo é mais fácil, mas para reconhecr se erramos precisamos reflectir um pouco e analisar.
Porque se vão perdendo os valores familiares ?, por que há menos respeito para com os outros, dos mais velhos para os mais novos e vice versa ? porque há menos diálogo dos Pais com os filhos ? Porque os idosos são mais desprezados ? Porque cada vez há mais assaltos e mais violentos ? Porque há cada vez mais droga ?, mais desemprego? Menos solidariedade?.
Porque será ?
Hehehe pensavam que eu ia dizer que toda a culpa é do Pai Natal não é ?
Não a única culpa dele e do materialismo que ele representa, é o de ter contribuído para o nosso distanciamento da verdade, do amor, da Paz e desse que é único e de quem festejamos o nascimento, esse que está no centro de tudo ( O MENINO JESUS)

Em meu nome e da equipe de ( A Mensagem) desejamos votos de um natal feliz em família unidos a JESUS.
Pela redacção ACLSM

Para Reflectir



Foi na noite de Natal.


Um anjo apareceu a uma família muito rica e disse á dona da casa.
Trago-te uma boa notícia: esta noite o Senhor Jesus virá visitar a tua casa!
Aquela senhora ficou entusiasmada. Jamais acreditara ser possível que esse milagre acontecesse em sua casa. Tratou de preparar um excelente jantar para receber Jesus. Carne da melhor assada, saladas e vinhos importados, e belas sobremesas.
De repente, tocaram a campainha. Era uma mulher com roupas miseráveis, com aspecto de quem já sofrera muito.
Senhora, - disse a pobre mulher, - Será que não teria algum serviço para mim? Tenho fome e tenho necessidade de trabalhar.
Ora bolas! - retorquiu a dona da casa. - Isso são horas de me vir incomodar? Volte outro dia. Agora estou muito atarefada com um jantar para uma visita muito importante. A pobre mulher retirou-se.
Um pouco mais tarde, um homem, sujo de óleo, veio bater-lhe à porta.
Senhora, - disse ele, - O meu camião avariou aqui mesmo em frente à sua casa. Não teria a senhora, por acaso, um telefone para que eu pudesse comunicar com um mecânico?
A senhora, como estava ocupadíssima em limpar as pratas, lavar os cristais e os pratos de porcelana, ficou muito irritada.
Você pensa que minha casa é o quê? Vá procurar um telefone público... Onde já se viu incomodar as pessoas dessa maneira? Por favor, cuide para não sujar a entrada da minha casa com esses pés imundos!
E a anfitriã continuou a preparar o jantar: abriu latas de caviar, colocou o champanhe no frigorífico, escolheu, na adega, os melhores vinhos e preparou os aperitivos.
Nesse momento, alguém lá fora bate palmas. “Será que agora é que é Jesus?” -pensou ela, emocionada. E com o coração a bater acelerado, foi abrir a porta. Mas decepcionou-se: era um menino de rua, todo sujo e mal vestido...
Senhora, estou com fome. Dê-me um pouco de comida!
Como é que eu te vou dar comida, se nós ainda não jantámos?! Volta amanhã, porque esta noite estou muito atarefada... não te posso dar atenção.
Finalmente o jantar ficou pronto. Toda a família esperava, emocionada, o ilustre visitante. Entretanto, as horas iam passando e Jesus não aparecia. Cansados de tanto esperar, começaram a comer aqueles aperitivos especiais que, pouco a pouco, já começavam a fazer efeito naqueles estômagos vazios, até que o sono fez com que se esquecessem da carne assada e de todos os pratos saborosos.
De madrugada, a senhora acordou sobressaltada e, com grande espanto, viu que estava junto dela um anjo.
Será que um anjo é capaz de mentir? - gritou ela. - Eu preparei tudo esmeradamente, aguardei a noite inteira e Jesus não apareceu. Por que é que você fez essa brincadeira comigo?
Não fui eu que menti... Foi você que não teve olhos para ver.
Explicou o anjo.
Jesus esteve aqui em sua casa três vezes: na pessoa da mulher pobre, na pessoa do motorista e na pessoa do menino faminto, mas a senhora não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo em sua casa”.
E NÓS ESTAMOS ATENTOS ???

Para meditar


O sonho de Maria

Eu tive um sonho, José!
Não o entendi muito bem, mas parece que era a respeito da celebração dos anos do nosso Filho.
Eu penso que era a respeito disso.
As pessoas andava há seis semanas a preparar esta festa. Tinham decorado e iluminado a casa e comprado roupas novas. Entraram muitas vezes nas lojas para fazer compras e compraram presentes muito bonitos.
Mas era curioso notar que esses presentes não eram para o nosso Filho.
Embrulharam esses presentes em papel muito bonito, amarraram-nos com fitas de várias cores e colocaram-nos debaixo de uma árvore!
Sim José, uma árvore! Dentro da sua própria casa.
A árvore também estava enfeitada.
Os ramos estavam cheios de bolinhas luminosas e decorações brilhantes. Havia uma figura no ponto mais alto da árvore. Parecia a figura de um anjo. Oh! Era tão bonito.
Toda a gente se ria e se mostrava feliz. Todos entusiasmados com os presentes.
Deram-nos uns aos outros José, não os deram ao nosso Filho que fazia anos. Deu-me a impressão que nem sequer O conheciam, pois nem mencionaram o nome dele.
Não é estranho que as pessoas tenham tanto trabalho para celebrar os anos de uma pessoa que nem sequer conhecem? Tive mesmo a sensação que se o nosso Filho aparecesse na festa seria um intruso e de certeza que não seria bem recebido.
Tudo estava tão bonito José, e toda a gente estavam tão contentes, mas...Deu-me tanta vontade de chorar. Que tristeza para o nosso Filho Jesus não ser desejado, nem sequer na festa dos seus anos.
Sinto-me contente por ter sido apenas um sonho.
Que terrível José se tivesse sido verdade!

Este escrito perturbador, criado por alguém desconhecido, imbuído do verdadeiro sentido do Natal. É o tal remar contra a maré daqueles que conseguiram com bastante êxito afastar Jesus do Natal como alguém estranho, simplesmente desconhecido. Um familiar mostrou-me, em conversa recente, que as crianças à pergunta sobre quem dá as prendas afirmam logo que é o pai natal e se interpeladas com o Menino Jesus, respondem atónitos: «quem é esse?!». E isto em ambientes ditos cristãos

12 dezembro, 2009

A Mensagem nº 105 de 13 de Dezembro de 2009




3º DOMINGO DO ADVENTO
















EVANGELHO Lc 3, 10-18





«Que devemos fazer?»







Naquele tempo, as multidões perguntavam a João Baptista: «Que devemos fazer?». Ele respondia-lhes: «Quem tiver duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma; e quem tiver mantimentos faça o mesmo». Vieram também alguns publicanos para serem baptizados e disseram: «Mestre, que devemos fazer?». João respondeu-lhes: «Não exijais nada além do que vos foi prescrito». Perguntavam-lhe também os soldados: «E nós, que devemos fazer?». Ele respondeu-lhes: «Não pratiqueis violência com ninguém nem denuncieis injustamente; e contentai-vos com o vosso soldo». Como o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias, ele tomou a palavra e disse a todos: «Eu baptizo-vos com água, mas está a chegar quem é mais forte do que eu, e eu não sou digno de desatar as correias das suas sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo. Tem na mão a pá para limpar a sua eira e recolherá o trigo no seu celeiro; a palha, porém, queimá-la-á num fogo que não se apaga». Assim, com estas e muitas outras exortações, João anunciava ao povo a Boa Nova».

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 3º DOMINGO DO ADVENTO

(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo do Advento, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
2. GESTO PARA O INÍCIO DA CELEBRAÇÃO.
Convidar a assembleia à alegria… Sem ler o texto, mas fazendo-lhe referência, o presidente poderá alimentar a sua palavra de abertura com o apelo que Paulo lança aos Filipenses na segunda leitura: “Irmãos: alegrai-vos sempre no Senhor. Novamente vos digo: alegrai-vos. O Senhor está próximo”.
3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das
leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“A nossa felicidade está em Ti, Senhor nosso Deus. Nós Te dirigimos as nossas orações e os nossos gritos de alegria, porque vieste habitar no meio de nós por Jesus teu Filho, o Ressuscitado.
Nós Te pedimos por todos os homens nossos irmãos que a obscuridade do mal e do ódio mergulhou na tristeza: que a salvação venha até eles”.
No final da segunda leitura:
Pai, nós Te damos graças pela alegria que nos dás e que vem de Jesus, porque está completamente próximo de nós, como Luz nas trevas e Paz nas inquietudes da existência.
Nós Te pedimos: que a paz do teu Espírito guarde os nossos corações e as nossas inteligências em Cristo Jesus”.
No final do Evangelho:
“Deus fiel, bendito és Tu pela Boa Nova anunciada por João Baptista e pelo caminho de conversão que ele abria aos teus fiéis. Bendito és Tu pelo baptismo no Espírito Santo que Jesus nos deu. Doravante, é a Jesus que nós pedimos: «Que devemos fazer?» Nós Te pedimos: queo teu Espírito nos faça conhecer a tua vontade”.
4. BILHETE DE EVANGELHO.
Deus não pede a mesma coisa aos cobradores de impostos e aos soldados, mas pede a todos para fazerem algo que manifeste mais justiça, mais generosidade, mais paz… É no momento em que os homens se deixam baptizar na água do Jordão que perguntam o que devem fazer. Se vêm encontrar João Baptista, é porque procuram converter-se, procuram tornar-se homens novos. Aceitam viver outra coisa a fim de se tornarem outros. Mas vem o dia, anuncia o Percursor, em que a conversão não é apenas obra do homem, mas acção comum de Deus e dos homens: vem Aquele que baptizará no Espírito Santo e no fogo para fazer surgir um mundo novo e varrer o
velho mundo. A Boa Nova que João Baptista anuncia ao povo é precisamente a intervenção de Deus em pessoa pela vinda do Messias que vai comprometer a humanidade nesta renovação radical, fruto da Aliança Nova selada entre Deus e a humanidade, Aliança com os dois parceiros da salvação: Deus e o homem.
5. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Que devemos fazer?” Esta questão é posta três vezes a João Baptista, pelas multidões, pelos publicanos, pelos soldados. João não parece ser muito exigente nas respostas. Nada de extraordinário. Não pede para saírem do real das suas vidas. Por exemplo, exorta as multidões à partilha com os mais pobres. Hoje, dir-nos-ia para transformarmos a festa comercial de Natal numa ocasião de partilha mais generosa. A atenção ao quotidiano sugerir-nos-á como partilhar! Não são necessárias coisas extraordinárias. Basta deixar iluminar pela Boa Nova de Jesus a nossa vida de todos os dias…
(In página dos Dehonianos)

Para meditar




Era uma vez o Sr. Porfírio e o Sr Cândido
Vizinhos de quinta, colegas de escola, e ainda parentes afastados.Sr. Porfírio, Implicativo como ele era difícil haver outro. Implicava com os parentes
por causa de heranças, implicava com os vizinhos por causa de limites de terras,
implicava até com os filhos por causa de dinheiro.
Sr. Cândido, pelo contrário. Amigo de todo mundo, resolvia seus problemas com
conversas, com palavras cheias de amor, com tolerância e com jeitinho.Um dia Sr. Cândido recebeu uma herança de um parente afastado. Sr. Porfírio ficou
roído de inveja. Começou a falar mal do sr. Cândido a todo mundo:Bonzinho? Pois sim! Estes são os piores…Sr. Cândido, fez de conta que não sabia e foi vivendo. E cada vez o Sr. Porfírio ficava
com mais raiva do Sr. Cândido.Então o Sr. Porfírio inventou que o riacho que passava pelas duas fazendas era só dele
e desviou o curso do riacho. Sr. Cândido ficou sem água, e então ficou muito zangado.Procurou o advogado , doutor Alex, e mandou que ele colocasse uma ação em tribunal
contra o sr. Porfírio. Aquilo foi-se arrastando, com uns embargos, e umas ações suspensivas,
peritagens, uns recursos, até que o julgamento foi marcado.
Sr. Cândido foi procurar o advogado: Sr. doutor, o senhor não achava bom se a gente mandasse
aí uns perus pro juiz? Será que não facilitava as coisas? O advogado botou a mão na cabeça:Que é isso, Sr. Cândido? O juiz é o doutor Honório, o juiz mais severo da comarca!
Se o senhor manda um presente pra ele, ele é capaz de dar a razão do processo ao
Sr. Porfírio só pra mostrar como ele é honesto…Sr. Cândido saiu dali pensando…No dia do julgamento estava todo mundo nervoso. Menos o Sr. Cândido:Não se preocupem, nós vamos ganhar. Podem ter certeza… Não é preciso ninguém ficar nervoso…Doutor Honório chegou de cara fechada, como se estivesse zangado com alguma coisa,
não cumprimentou ninguém.O julgamento foi rápido e realmente o Sr. Cândido ganhou. Sr. Porfírio foi condenado
a pagar um dinheirão ao Sr. Cândido e ainda teve de voltar o riacho para o leito anterior.Sr. Cândido deu uma grande festa para comemorar. E então, com um sorriso muito malandro, ele perguntou ao doutor Alex: Viu como foi bom mandar uns perus paro juiz?O quê? O senhor mandou os perus paro juiz? Mandei sim, doutor, mandei sim. Só que eu mandei no nome do Sr.Porfírio…

E assim era uma vez o seu Porfírio castigado por tanto mal ter feito…

Com Interesse


Santa Luzia


Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo, sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápolis. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV. Mas a devoção à Santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o Papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no Cânone da Missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam principalmente nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira. Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a Santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a Santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim essa tradição se espalhou através dos séculos ganhando o mundo inteiro e permanece até hoje. Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquie, ao ficar viúva prometeu dar a filha como esposa a um jovem da corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia então conseguiu convencer Eutíquie a seguí-la em peregrinação até o túmulo de Santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo. Entretanto, quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano, assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi então condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304. Para proteger as relíquias de Santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da Cruzada de 1204, para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias foram para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.