03 outubro, 2009

A Mensagem nº 95 de 04 de Outubro de 2009







Mc 10, 2-12




Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos






Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?» Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste mo do, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, come-te adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

Reflectindo



Leitura dos Textos Litúrgicos
Não separe o homem o que Deus uniu


1.ª Leitura (Gn 2, 18-24): “Osso dos meus ossos e carne da minha carne”A razão da escolha desta Leitura está na citação directa que dela faz Jesus no Evangelho de hoje. Pertence ao chamado relato javista da criação do homem (Gn 2). Trata-se de uma narração sobre as origens que pretende remontar às condições fundamentais e originárias da existência humana. Este quadro situa-se antes do pecado e, por isso, apresenta-se tecido de harmonia e de luz: é assim o projecto de Deus que o pecado ofuscará de forma trágica sem, contudo, o abolir. Algumas anotações:- Para Deus, a "solidão" do homem é um "mal" a que quer dar remédio com a sua acção criadora. Só mediante a vida em comum podem os seres humanos alcançar a plenitude do seu ser.- Os animais constituem uma ajuda para o homem, mas não se encontram ao seu nível, não podem entrar em diálogo paritário com ele.- A imagem da "costela" significa que o homem e a mulher são formados da mesma substância. Implica igualdade de natureza. A expressão proverbial "osso dos meus ossos e carne da minha carne" significa, precisamente, parentesco e pertença mútua.- Sublinhe-se, finalmente, a paridade absoluta entre homem e mulher e a complementaridade dos dois sexos. Será o pecado a introduzir a desigualdade. Em hebraico "homem-mulher" são o mesmo vocábulo declinado no masculino ou no feminino: ishisshah. Entre ambos estabelece-se uma verdadeira homogeneidade, uma comunhão tão íntima que faz deles uma só existência: "uma só carne".
2 Leitura (Heb 2, 9-11): “Era necessário que experimentasse a morte em proveito de todos” Dá-se início neste Domingo a uma leitura antológica da chamada "carta aos hebreus", obra por vezes atribuída a Paulo. Na verdade trata-se de uma magnífica homilia cristã de autor anónimo, muito elaborada literária e teologicamente. Nesta passagem, que pertence à introdução, o Autor compara Jesus aos Anjos, acabando por afirmar a Sua superioridade não obstante ele ter aparecido por um pouco "inferior aos Anjos", segundo a expressão do Sl 8 relido em chave cristã. Note-se a identidade profunda entre esta cristologia e a do célebre hino pré-paulino de Fl 2, 6-10. O Autor vê na incarnação o gérmen da Páscoa em que Cristo é instaurado na sua função de Sumo Sacerdote, Salvador e Intercessor. A expressão "levasse à glória perfeita" melhor se traduziria por "tornasse perfeito" (v. 10). Trata-se dum verbo típico da consagração sacerdotal. Na paixão Cristo torna-se homem no sentido mais pleno (cf. 5, 8-9) desempenhando assim de forma eficaz a mediação sacerdotal (e superando também nesta dimensão, a condição dos Anjos). Ao mesmo tempo Hb realça a íntima relação de pertença que existe entre Jesus Cristo e a humanidade inteira.Evangelho (Mc 10, 2-12): “Pode o homem repudiar a sua mulher?”O Evangelho deste Domingo insere-se no início do itinerário percorrido por Jesus no território da Judeia a caminho de Jerusalém. Nesta caminhada sucedem-se disputas acaloradas (sobre o divórcio, sobre a sua autoridade, sobre o tributo a César, sobre a ressurreição dos mortos, sobre o primeiro mandamento), num crescendo que culminará na hostilidade declarada e na crucifixão. Não se trata, pois, de debates académicos mas de confrontos em que a tensão dramática permeia toda a controvérsia. A questão do divórcio e das condições em que ele seria legítimo contrapunha as escolas rabínicas: os discípulos de Shammai só o aceitavam em caso de adultério da mulher, enquanto que os seguidores de Hillel admitiam como suficiente qualquer motivo, ainda que fútil. Jesus, porém, não se deixa enredar nestes debates entre escolas indo antes à raiz da questão. Começa por vincar que a cláusula do Dt 24, 1 não tem o valor de preceito mas tão só o de concessão perante a "dureza de coração", isto é, a incapacidade humana de entender e fazer a vontade de Deus. Mas Jesus vai ainda mais longe, remontando ao desígnio do Criador antes do pecado: "No princípio...". Nenhuma lei posterior pode invalidar essa vontade originária. Note-se, finalmente, que, segundo S. Marcos (e ao contrário da mentalidade dominante no tempo de Jesus), o homem e a mulher são postos no mesmo plano: os direitos são iguais e comete adultério quem os viola, independentemente do seu sexo.

Para meditar



Se um cão fosse seu professor...
Aprenderias coisas assim:


Quando alguém que amas chega a casa,corre ao seu encontro.Nunca percas uma oportunidade de ir passear de carro.Permite-te experimentar o ar fresco do vento no teu rosto.Mostra aos outros que estão invadindo o teu território.Tira uma sonequinha no meio do dia e espreguiça-te
antes de te levantares.Corre, salta e brinca todos os dias.Tenta dar-te bem com o próximo e deixa as pessoas tocarem-te.Não mordas quando um simples rosnado resolve a situação.Em dias quentes, para e rola na relva,bebe bastante líquidos e deita-te debaixo da sombra de uma árvore.Quando estiveres feliz, dança e balança todo o teu corpo.Não importa quantas vezes o outro te magoa não te sintas culpado...volta e faz as pazes novamente.Aproveita o prazer de uma longa caminhada.Alimenta-te com gosto e entusiasmo.Come só o suficiente.Sê sempre leal.Nunca pretendas ser o que não és.Se te queres deitar debaixo da terra,cava fundo até conseguires.E o MAIS importante de tudo...Quando alguém estiver nervoso ou triste,fica em silêncio, fica por pertoe mostra que estás ali para confortar.A amizade verdadeira não aceita imitações!!!E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE, DIZEM, É IRRACIONAL...

Com Interesse


OUTUBRO MÊS DO ROSÁRIO



Os difusores da devoção ao Rosário de Nossa Senhora foram os dominicanos, que também criaram as confrarias do Rosário. Isto se deve ao fato de Nossa Senhora, aparecendo a São Domingos, fundador da Ordem, indicar-lhe a recitação do Rosário como uma arma eficaz de conversão.
São Pio V, papa dominicano, foi o primeiro a incentivar e recomendar oficialmente a recitação do Rosário, que deveria ser feita à noite em família. Porém, segundo a tradição, o Rosário nasceu muito antes disso, na época medieval, simbolizando uma grinalda de rosas oferecida a Nossa Senhora, como uma forma de expressar o grande amor e devoção dos cristãos pela Virgem Maria.
Durante a meditação sobre os mistérios da Vida de Cristo e a recitação seguida das Ave-Marias e Pais-nosso quando rezamos o terço, nos colocamos em sintonia com os nossos problemas e aflições, e permitimos que nossas súplicas cheguem ao céu para que Nossa Senhora interceda por nós junto a Deus Pai.
Em 1571, para comemorar a vitória na batalha de Lepanto, contra os turcos, São Pio V instituiu a festa inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória, estendida em 1716, a toda Igreja Católica e depois chamada de festa de Nossa Senhora do Rosário.
Em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora apareceu para nos recomendar particularmente o Santo Rosário. Em Lourdes, Ela mesma desfiava a esplêndida coroa enquanto Santa Bernadette recitava as Aves-Maria. Em Fátima, a cada aparição, Maria recomendava a recitação do Santo Rosário. Ainda mais na última aparição, em que Ela se apresentou como Nossa Senhora do Rosário. É verdadeiramente grande a importância que Nossa Senhora deu ao Rosário. Quando em Fátima falou da salvação dos pecadores, da ruína de muitas almas ao Inferno, das guerras e do destino da nossa época, Maria indicou, recomendou como oração salvífica o Rosário. Lúcia dirá uma síntese que "desde que a Virgem Santíssima deu grande eficácia ao Santo Rosário, não existe problema material, espiritual, nacional ou internacional que não se possa resolver com o Santo Rosário e com os nossos sacrifícios."
Salva e santifica
Um episódio de graça. S. José Cafasso, numa manhã, passando pelas ruas de Torino, encontrou uma pobre velha que caminhava toda curva, recitando devagarinho o Rosário. Indagou-a porque rezava tão cedo. Ela disse que estava limpando as ruas. Confuso, pediu que lhe explicasse o que queria dizer. Ela respondeu que naquela noite, nas ruas daquela vila, havia sido noite de carnaval, havendo muitos pecados. Rezando o Rosário, ela perfumava o local manchado pelo pecado. Veja: o Rosário purifica nossa alma das culpas e as perfuma com a Graça. O Rosário salva as almas. S. Maximiliano escrevia na sua agendinha: "Quantas coroas, quantas almas salvas!" Pensamos nisso? Todos poderíamos salvar almas recitando coroas do Rosário. Que caridade de inestimável valor seria esta. O que dizer das conversões dos pecadores obtidos com o Santo Rosário? Deveriam falar S. Domingos, S. Luis Maria Grignon de Montfort, S. Cura d'Ars, S. Pe. Pio de Pieltrecina... O Santo Rosário faz bem a todos: aos pecadores, aos bons, aos santos...
Quando a S. Felipe Néri perguntava qual oração escolher, sem hesitar, respondia: "O Rosário! Recitai-o amiúde!" Também a Pe Pio lhe perguntou um filho espiritual qual oração preferir para toda a vida. Pe Pio respondeu logo: "O Rosário!" Sobretudo os santos demonstraram a eficácia da graça do Rosário. Estes foram verdadeiros apóstolos do Rosário: S. Pedro Canísio, S. Carlos Borromeu, S. Camilo Lélis, S. Antônio Maria Gianelli, S. João Bosco... Entre os maiores, talvez, sobressaia-se S. Pe Pio. No seu exemplo existe um prestigioso grau de sobre humano, pois ele chegou a recitar mais de cem rosários, todos os dias, por muitos anos. Um modelo gigante que garantiu a fecundidade do Rosário para a sua santificação e para a salvação das almas. Quantos milhões de almas não foram misteriosamente atraídas por aquele frade que por horas e horas, dia e noite, desfiava a coroa aos pés de Nossa Senhora entre as mãos sanguinolentas de chagas? Ele demonstrou verdadeiramente que "o Rosário é corrente de salvação pendurada nas mãos do Salvador e da sua Ditosa Mãe e que indica de onde descem a nós as graças e por onde deverá subir de nós cada esperança"(Papa Paulo VI).

30 setembro, 2009

A Mensagem nº 94 de 27 de Setembro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Mc 9, 38-43.43.37-48






Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga».

Reflectindo




“Quem não é contra nós, é por nós”
Jesus continua a formar os seus discípulos, com normas precisas e práticas: ser tolerantes para com os que vivem à margem da comunidade; viver na caridade e defender os pequenos do mal; estar de prevenção contra as tentações, sobretudo contra a da falsa segurança. O dito de Jesus ("Quem não é contra nós é por nós") não se pode ler na forma inversa e arvorar em bandeira de exclusões. Note-se que há uma infinita distância entre o "nós" deste rifão e o "Eu" da frase aparentemente contrária de Mt 12, 30 ("Quem não está comigo está contra Mim"): sem Jesus nada podemos fazer, mas o poder de Deus manifestado em Jesus não é propriedade privada dos discípulos... No Novo Testamento os "pequeninos" parecem ser os crentes de fé mais débil e insegura. À letra, o "escândalo" é a pedra ou obstáculo imprevisto que faz tropeçar quem caminha. Os "pequeninos" precisam de uma mão que os segure, de um olhar que os ilumine, de um pé que apoie os seus passos vacilantes. Quando a mão em vez de firmar empurra, o olho guia para as trevas e o pé rasteira ou agride o irmão, eis o escândalo. Há aqui um apelo a que os discípulos velem pelo seu comportamento tendo em conta a influência que ele pode ter no próximo. Não aconteça que, no orgulho da auto-suficiência, se tornem causa de ruína para os "pequeninos". "Geena" (um vale a ocidente de Jerusalém, outrora assinalado como lugar de sacrifícios humanos em honra de Moloc), no tempo de Jesus, era o local onde se queimavam os lixos da cidade. No nosso texto, "ser lançado na Geena" está em contraste com "entrar na vida" (o termo usado é zoê - em vez de bios - que no NT costuma designar a vida em comunhão com Deus).

Para meditar


Uma pausa para pensar

Reflecte a tua vida, a tua caminhada, até o dia de hoje.

Agradece a Deuspor teres chegado até aqui...

Reflecte sobre os acontecimentos maus que passas-te,as lágrimas que choras-te, as coisas que perdeste.

Agradece a Deuspor teres suportado e sobrevivido.

Pensa depois nas tuas alegrias, nos momentos que realmentesentis-te vontade de rir, que sentis-te o coração explodindo.

Agradece a Deus por te ter proporcionado esses momentos.

Reflecte o quanto precisas-te pedir a Deus coisas que ao teus olhos
pareciam impossíveis, e Ele te deu.

Agradece ao tão bondoso Deus que tens.

Deixa teu pensamento viajar, presta atenção em tudo o que pensas,se nesse pensamento tu consegues criar alguma coisa,ou lembrar algo de bom.

Agradece a Deus por teres cérebro inteligente

Sente teu corpo, começa a sentir desde os dedos dos pés vai subindo a sensibilidade em tuas pernas, barriga, pescoçoe quando chegar em tua cabeça olha-te no espelho.

Agradece a Deus por seres perfeito

Reflecte tudo o que puderes, volta ao teu passado e procura lá perguntas que te atormentavam e tenta responder uma a uma,sentirás tua alma mais leve. sentirás a presença de Deus mais próximo,sentirás que o tempo passou e mesmo que tenhas sofrido ou te tenhas magoado, estás ainda vivo , e vais suportando tudo.

Deus jamais te desamparará,jamais deixará de olhar para ti!

Confia nesse Deus maravilhoso.Sente-o em tudo o que tocares. Leva-lhe a Ele todos os teus problemas.Dorme, e deixe que Deus se encarreguede te acordar na manhã seguinte...
Acredita que Ele te carrega ao colo....

Pois tu és precioso(a) para Ele.

Com Interesse


ROSÁRIO OU TERÇO? QUAL O NOME CERTO?

“O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, grãos ou ossinhos, soltos ou unidos por um barbante, é muito antigo e utilizado por fiéis de muitas religiões…
Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai-Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos cristãos que faziam os votos de vida religiosa não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos. Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes…“
Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão de fatos - mistérios - da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, pelas passagens evangélicas…
São Pio V, Papa de 1566 a 1572, época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II, estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou o povo cristão da Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário.
Esta designação de "rosário" pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas - Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o nome de “terço”. Portanto, o rosário (150 Ave-Marias) é composto pela recitação de três terços (cada um com 50 Ave-Marias ou 5 dezenas de 10 Ave-Marias).
Como nestes mistérios da vida de Jesus e de Maria não estava incluída a fase da vida de Jesus que ele dedicou à pregação do Evangelho, o Papa João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco novos mistérios: os mistérios da luz ou mistérios luminosos. Desta forma, o rosário passou a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto." Apesar disso, o nome “terço” permaneceu, apesar de agora um rosário ser formado por 4 terços e não mais por 3 terços, como antes.

20 setembro, 2009

A Mensagem nº 93 de 20 de Setembro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos






Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?». Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 25º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Nunca os discípulos teriam ousado discutir diante do seu Mestre para saber quem era
o maior. Eis a razão pela qual eles preferem calar-se. Que contraste entre a discussão
dos discípulos sobre a sua promoção social e o anúncio de Jesus sobre o seu
abaixamento! Como as suas palavras não parecem ser compreendidas pelos seus
amigos, Ele vai fazer-lhes sinal através de um gesto: coloca uma criança no meio
deles. A criança não conhece o prestígio, é desconsiderada pela sociedade… Jesus
identifica-Se com esta criança: “Quem receber uma destas crianças em meu nome é a
Mim que recebe”. Jesus não Se identifica com os grandes, mas com os pequenos. Ele
vai mais longe, identifica-Se com o seu Pai: “Quem Me receber não Me recebe a Mim,
mas Àquele que Me enviou”. O evangelista não descreve as reacções dos discípulos,
mas, naquele dia, estes compreenderam certamente que, se queriam ser seus
discípulos, não deveriam procurar ser maiores que o seu Mestre.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Que discutíeis no caminho? Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com
os outros sobre qual deles era o maior». Ser o maior, o primeiro, o melhor, o mais
forte… É a terrível tentação do poder! Ela nunca abandonou o próprio Jesus. As suas
três tentações, no deserto, andam à volta do poder. Em toda a sua vida, até à cruz,
esta tentação vai acompanhá-l’O sempre… Variadas vezes, Jesus repreende os seus
discípulos, coloca-os de aviso contra a tentação do poder: “Se alguém quer ser o
primeiro, que ele seja o último de todos e o servidor de todos”. Jesus pregou tudo isso
com palavras e com actos. Basta recordar o episódio do lava-pés na última ceia. O
poder, para Jesus, é serviço ao crescimento do amor e da vida. É preciso reconhecer
que, na sua história, a Igreja agiu muitas vezes ao contrário do Evangelho… Apesar
dos progressos notáveis, em particular depois do Concílio Vaticano II, há ainda muito
caminho a fazer. É preciso intensificar a nossa súplica, para que o Espírito não deixe
nenhum membro da Igreja tranquilo, a fim de que todos sejamos interpelados pelo
Evangelho. Daí depende a credibilidade do testemunho cristão no mundo!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Fazer o ponto da situação… É-nos dada a ocasião, nesta semana, para fazer o ponto
sobre os nossos valores, sobre o que é importante para nós na vida: o que conta
verdadeiramente para mim? A segunda leitura e o Evangelho podem ajudar-nos a
reflectir nisso. Tomar o tempo para se questionar simplesmente, em verdade, diante
do Senhor: no fundo, o que é que eu procuro, o que espero da vida?
( In Página dos Dehonianos)

Para meditar


A ÁRVORE


Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta.
Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos.O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram. Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam. Oh! Meu amor!Não somos árvores frutíferas.Somos só assim, mesmo...E a árvore chorou, porque não tinha nada para oferecer.
Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil.Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer. Suas folhas, então, foram murchando. Seus galhos começaram a secar. Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar: Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isso.Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós?Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma. E passou a reparar quanta "gente" morava nela.Tinha uma família de mochos.E mais uma casinha de pica-paus. E mais uns besouros.Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou:Espere mais um pouco , para ver a surpresa que vou lhe fazer!...Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso. E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra.E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo:Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como tu, podem ter muito mais a oferecer...A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em poucos dias.
Assim , ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu.Muitas gerações de crianças já construíram casas" e baloiços em seus galhos firmes e fortes.Esta é uma de suas grandes alegrias!E ainda hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver.

E Tu linda árvore de Deus.?,
Tenho certeza que tens agradado muito a Deus, não importa se és uma árvore pequenina ou enorme, pois todos nós temos as nossas qualidades.

Com Interesse


Santa Cândida

A primeira referência sobre Santa Cândida foi encontrada no Calendário da Igreja de Córdoba e em alguns documentos da antiga Galicia, ambas na Espanha. Mas, foi pela tradição cristã do povo napolitano, na Itália, que se concluiu a história desta Santa. A vida cristã de Cândida iniciou quando ela foi convertida, segundo essa tradição, pelo próprio apóstolo Pedro de passagem por Nápoles. Naquela época o Apóstolo, com destino a Roma atravessou Nápoles onde a primeira pessoa que encontrou na estrada foi a pequena Cândida. Percebeu imediatamente que a pobre criança estava doente. Parou e lhe perguntou se conhecia a palavra de Jesus Cristo. Diante da negativa e em seu ardor de levar a mensagem do Evangelho, Pedro lhe falou da Boa Nova, da fé e da religião dos cristãos; curou-a dos males que sofria e a converteu em Cristo. Assim Cândida foi colhida pela luz de Deus e curada do físico e da alma. Chegou em sua casa falando sobre o Cristianismo e contando tudo o que o Apóstolo Pedro lhe dissera. Muito intrigado e confuso, Aspreno, um parente que a criava, saiu para procurá-lo. Quando se encontraram, com muito zelo Pedro converteu também Aspreno, que o hospedou em sua modesta casa por alguns dias. O Apostolo acabou de catequizar os dois e, em seguida, os baptizou e lhes ministrou a primeira Eucaristia durante a celebração da Santa Missa. Este local recebeu o nome de "Ara Petri", que significa Altar de Pedro. Depois, antes de partir, o Apóstolo consagrou Aspreno o primeiro Bispo de Nápoles e pediu para a pequena Cândida continuar com a evangelização, salvando as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele lugar onde fora celebrado a Santa Missa por São Pedro, tornou-se de grande veneração por Cândida. Ela deixou seu lar com todos os confortos, preferindo passar seus dias numa gruta escura nas proximidades de "Ara Petri". Ali vivia em penitência e oração, catequizando e convertendo muitos pagãos. Após alguns anos, o número de cristãos havia aumentado muito. Por isto, quando o imperador romano ordenou as perseguições contra a Igreja, os convertidos foram obrigados a fugir ou se esconder. Então, o Bispo Aspreno embarcou Cândida junto com outros cristãos, com destino a Cartago, no norte da África, tentando mantê-los a salvo da implacável perseguição, mas não conseguiu. Foram alcançados, presos e torturados. Cândida foi levada a julgamento e condenada a morte porque se negou a renunciar a fé em Cristo. No Martirológio Romano, encontramos registado que a virgem e mártir cristã Cândida morreu no Anfiteatro dos martírios de Cartago, no dia 20 de Setembro. Suas relíquias, encontradas nas Catacumbas de Priscila, agora estão guardadas na igreja Santa Maria dos Milagres, em Roma. Muitos séculos mais tarde, pesquisas arqueológicas feitas na cidade de Nápoles, encontraram no local "Ara Petri" um antigo cemitério de cristãos. O fato colocou ainda mais devoção sobre a figura de Santa Cândida, eleita pelos fiéis como padroeira das famílias e dos doentes. Ela recebe no dia 20 de setembro as tradicionais homenagens litúrgicas confirmadas pela Igreja.

14 setembro, 2009

A Mensagem nº 92 de 13 de Setembro de 2009







EVANGELHO – Mc 8,27-35




Naquele tempo, Jesus partiu com os seus discípulos para as povoações
de Cesareia de Filipe. No caminho, fez-lhes esta pergunta:
«Quem dizem os homens que Eu sou?»
Eles responderam: «Uns dizem João Baptista; outros, Elias; e outros, um dos profetas».
Jesus então perguntou-lhes: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Pedro tomou a palavra e respondeu: «Tu és o Messias». Ordenou-lhes então severamente
que não falassem d’Ele a ninguém. Depois, começou a ensinar-lhes que o Filho do homem
tinha de sofrer muito, de ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas;
de ser morto e ressuscitar três dias depois. E Jesus dizia-lhes claramente estas coisas.
Então, Pedro tomou-O à parte e começou a contestá-l’O. Mas Jesus, voltando-Se e olhando
para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo: «Vai-te, Satanás, porque não compreendes
as coisas de Deus, mas só as dos homens».
E, chamando a multidão com os seus discípulos, disse-lhes:
«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a vida,
por causa de Mim e do Evangelho, salvá-la-á».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 24º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE EVANGELHO.
Ficamos sempre admirados ao ver Jesus proibir que falem d’Ele. A razão é simples:
tem medo que os seus discípulos ou a multidão desfigurem o seu rosto de Messias.
Os homens olham com os olhos da carne, e que desejam eles? Um Messias
nacionalista, poderoso, libertando o seu povo da ocupação romana. Quanto a Jesus,
pede que O olhem com os olhos da fé: o Messias prometido é um Messias sofredor,
porque Deus quer dar aos homens o sinal do seu Amor, um Amor que vai até ao fim,
até ao dom total. Pedro terão, então, necessidade de purificar a sua fé, e é após a
ressurreição que os seus olhos se abrirão, reconhecendo o Messias n’Aquele que lhe
mostrará as suas chagas. E Ele mesmo fará a experiência da passagem pela morte
para conhecer a Vida, ele caminhará atrás do seu Mestre, ele renunciará a si próprio,
ele tomará a sua cruz e seguirá Jesus até ao fim.
3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Como qualquer ser humano, Pedro é uma mistura muito complexa de sombra e de luz.
À questão de Jesus “para vós, quem sou Eu?”, ele responde: “Tu és o Messias”.
Mateus precisa que é por uma revelação do Pai que Pedro pôde reconhecer que
Jesus era o Messias. Daí a necessidade que Pedro estivesse aberto e acolhedor, na
escuta do Pai! É o lado-luz do apóstolo… E logo depois, quando Jesus anuncia a sua
paixão e morte, Pedro muda. Aos seus olhos, é o Mestre que se engana. Pedro aqui
não escuta o Pai, fecha-se. É o lado-sombra de Pedro… Pedro ficará sempre o
mesmo. Conhecemos bem as suas declarações de fidelidade incondicional, seguidas,
alguns horas depois, pela sua tríplice negação. Ele terá a mesma atitude após o
Pentecostes. Em Antioquia, segundo os Actos dos Apóstolos, ele não hesitava em
comer com os pagãos convertidos a Jesus, o que um bom judeu não podia aceitar. Eis
que pessoas que andavam com Tiago chegam. Pedro tem medo: vão contestá-lo.
Então, retira-se. Através de Pedro, vemos como Deus age. Jesus escolheu Pedro para
que fosse o primeiro servidor da unidade dos discípulos. Ele teve nele uma confiança
ainda maior após a sua negação. Jesus não muda! Ele continua a escolher e a enviar
discípulos para que sejam, ao serviço da unidade da comunidade, pastores que
prolongam a acção do único Pastor. Mas estes homens guardam o seu lado-luz e o
seu lado-sombra. S. Paulo dirá que Deus confia o seu tesouro a vasos de argila, “para
que a vossa fé repouse, não na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus”.
Apesar dos limites e dos defeitos dos pastores, o Espírito Santo continua a fazer
crescer o Reino! Que Ele fortaleça a nossa fé e a nossa esperança!

(In página dos Dehonianos )

Para meditar


Atalhos em nossas vidas


Dois jovens recém-casados, eram muito pobres e viviam de esmola numa aldeia no interior.
Um dia o marido fez a seguinte proposta a esposa:
" Querida, eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arranjar um emprego, e trabalhar até Ter condições para voltar e dar-te uma vida mais digna e confortável.
Não sei quanto tempo eu vou ficar longe, só peço uma coisa: Que me esperes, e enquanto estiver fora, me sejas fiel, pois eu também te serei fiel . Assim sendo, o jovem saiu, andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava a precisar de alguém para trabalhar. O jovem chegou e ofereceu-se para o trabalho, o fazendeiro aceitou-o. Pediu para fazer um acordo com o patrão, que também aceitou. O acordo foi o seguinte: Deixe-me trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. Eu não quero receber meu salário. Peço que o senhor o guarde até o dia em que eu for embora. No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho. Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou durante 20 anos, sem férias e sem descanso. Depois de 20 anos ele chegou para o patrão e disse: "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para minha casa. O patrão então lhe respondeu. Tudo bem, afinal fizemos um acordo e vou cumpri-lo, só que antes, quero lhe fazer uma proposta, está bem? Eu lhe dou todo o seu dinheiro e você vai embora ou lhe dou 3 conselhos e não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me de a resposta." Ele pensou durante 2 dias, procurou o patrão e disse-lhe: " Quero os três conselhos." O patrão novamente frisou: " Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro." E o empregado respondeu: " Quero os conselhos." O patrão então começou a falar: 1º Nunca tome atalhos em sua vida, caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida;2º Nunca seja curioso para aquilo que é mal, pois a curiosidade para mal pode ser fatal; 3º Nunca tome decisões em momentos de ódio ou de dor, pois você pode se arrepender e ser tarde demais. Após dar os conselhos o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: "Aqui você tem três pães, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar em sua casa."
O homem então seguiu seu caminho de volta, depois de 20 anos longe de casa e da esposa que tanto amava. Após o 1º dia de viagem encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: Pra onde vai ? Ele respondeu: Vou para um lugar muito longe que fica a mais de 20 dias de caminhada pôr esta estrada. O andarilho disse-lhe então: Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho muito bom e você chega em poucos dias. O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando se lembrou do 1º conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão á beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada, acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se, de um salto só e dirigiu-se a porta para ir até o local do grito. Quando está abrindo a porta lembrou-se do 2º conselho. Voltou, deitou-se e dormiu, Ao amanhecer, após tomar o café, o dono da hospedagem perguntou-lhe se ele não havia ouvido um grito e ele disse que sim. O hospedeiro disse: E você não ficou curioso ? Ele disse que não. O hospedeiro respondeu: Você é o primeiro hospede a sair vivo daqui, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hospede sai, mata-o e enterra-o no quintal. O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada.....Já ao entardecer, viu entre as arvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre os braços um homem, que lhe estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e matá-lo sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando se lembrou do 3º conselho. Então parou, reflectiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria ele disse: " Não vou matar minha esposa e nem seu amante. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes quero dizer a minha esposa que eu sempre fui fiel a ela." Dirigiu-se a porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e o reconhece, se atira ao seu pescoço e o abraça afectuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então, com lágrimas nos olhos, diz-lhe:" Eu sempre te fui fiel e tu me traíste." Ela espantada responde: " Como? Eu nunca te traí, te espero durante esses 20 anos." Ele então perguntou-lhe: " E aquele homem que te estava acariciando ontem ao entardecer? " Ela disse:" Aquele homem é nosso filho. Quando te foste embora descobri que estava grávida. Hoje ele tem 20 anos de idade. Então o marido entrou, conheceu e abraçou seu filho e coutou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para toma-lo e comer juntos o último pão. Após a oração de agradecimento, com lágrimas de emoção , ele parte o pão e ao abri-lo, encontra todo o seu dinheiro, do acordo por seus 20 anos de dedicação. Muitas vezes achamos que o atalho "queima etapas" e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade.... Muitas vezes somos curiosos, queremos saber da coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará.... Outras vezes agimos pôr impulso, na hora da raiva e fatalmente nos arrependemos depois....
Espero que você, assim como eu, não esqueça desses 3 conselhos, e não esqueça também de confiar, mesmo que a vida muitas vezes já tenha lhe dado motivos para a desconfiança.

Com Interesse


Santo João Crisóstomo

João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309 em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe Antusa, piedosa e caridosa, agora Santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação. O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especiais. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloquente, foi viver na companhia de um monge no deserto, durante quatro anos. Passou mais dois, retirado numa gruta sozinho, estudando as sagradas escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e se ordenou sacerdote. Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o Imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial. Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o Bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então, para a Ásia Menor. Entretanto, para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos que os espirituais. Ali reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como Bispo abandonou então os discursos e se dispôs a enfrentar a luta e, como consequência, a perseguição. Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudoxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população, que o Bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Neste, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de Setembro de 407. Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. Papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo do João Crisóstomo foi trazido com de volta a Constantinopla, em 438, num longo cortejo em procissão solene.. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte: em 13 de Setembro, com o título de Doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.

05 setembro, 2009

A Mensagem n~91 de 06 de Setembro de 2009







EVANGELHO – Mc 7,31-37




Naquele tempo,
Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia,
veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole.
Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe
que impusesse as mãos sobre ele.
Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos
nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua.
Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe:
«Effathá», que quer dizer «Abre-te».
Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe
a prisão da língua e começou a falar correctamente.
Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém.
Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente
eles o apregoavam. Cheios de assombro, diziam:
«Tudo o que faz é admirável:
faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)


1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 23º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE EVANGELHO.
Marcos é um verdadeiro encenador. Ele faz a decoração em pleno território de
Decápole, habitado pelos pagãos. Coloca em primeiro plano da cena duas
personagens: Jesus e o surdo-mudo, enquanto a multidão fica em segundo plano. O
actor principal, Jesus, só pronuncia uma palavra: “Effata!” (Abre-te) e faz três gestos:
mete o dedo nos ouvidos do doente, toca-lhe a língua com a sua própria saliva e
levanta os olhos para o céu. A segunda personagem deixa-se levar, pois põe-se a
falar correctamente. Jesus vira-se para a multidão, pedindo-lhe para não dizer nada do
que se tinha passado. A cena termina com um coro unânime: “Tudo o que faz é
admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem”. E nós, onde nos vamos
situar? Nós somos este surdo-mudo doente, recusando por vezes escutar a Palavra
de Deus e não ousando anunciá-la. Então, Jesus dirige-Se a nós, faz-nos sinal, pedenos
para nos abrirmos nós mesmos, como tinha pedido ao paralítico para se levantar.
Cada Eucaristia é uma passagem de Cristo ressuscitado: deixemo-nos tocar por Ele
para nos abrirmos…
3. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Effata!” “Abre-te!” Esta palavra tão simples é na realidade muito perigosa. Como diz o
dicionário, abrir é fazer com que o que está fechado não o fique mais. Óbvio, mas
cheio de consequências! Os Judeus de Jerusalém tinham consciência de serem o
Povo eleito por Deus, posto aparte pelos outros povos. Nem pensar misturar-se aos
outros povos, aos pagãos, aos estrangeiros! E eis que Jesus faz o contrário. Sai das
fronteiras de Israel, vai junto dos pagãos, fazendo mesmo milagres em seu favor. É o
mundo ao contrário! Ele não teme mesmo ter contacto físico com este surdo-mudo,
impuro aos olhos dos Judeus fiéis. Antes de abrir os ouvidos do infeliz, é Jesus que Se
abre aos estrangeiros, tornando-Se um impuro aos olhos dos Judeus. Evidentemente,
é muito arriscado, ainda hoje, abrir a sua porta, mas primeiro o seu coração aos
estrangeiros. Porque é preciso olhá-los ultrapassando os preconceitos, aceitando
outras maneiras de pensar e de viver. Aquele que segue Jesus não pode esquivar-se
à interrogação: E eu, onde estou quanto à minha abertura de coração? Jesus quer
sempre vir até mim, tocar os meus ouvidos para que eu ouça melhor o grito dos meus
irmãos em angústia, tocar os meus olhos para que procure encontrar o olhar de Deus
sobre os outros. A um visitante que lhe perguntava para que servia um concílio, João
XXIII respondeu: “ o concílio é a janela aberta. Ou ainda, é tirar a poeira e varrer a
casa, e pôr flores e abrir a porta dizendo a todos: Vinde e vede, aqui é a casa do bom
Deus!” Na manhã de Páscoa, já houve uma abertura, quando a pedra que fechava o
túmulo de Jesus foi retirada. E antes ainda, tinha havido já uma abertura, quando o
soldado romano tinha aberto o lado de Jesus com um golpe de lança. Estas duas
aberturas nunca foram fechadas. Participando em cada Eucaristia, vimos beber a água
e o sangue que brotam para que o grito de Jesus seja eficaz também em nós: “Effata!”
“Abre-te!”
( In página dos Dehonianos )

Para meditar


A Ilha dos sentimentos


Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:- Riqueza, leve-me com você.- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.- Vaidade, por favor, me ajude.- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.- Tristeza, leve-me com você.- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:- Vem Amor, eu levo você!Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?A Sabedoria respondeu:- Era o TEMPO.- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"."
: Reinilson Câmara

Com Interesse



S. LIBERATO


Liberato nasceu numa na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda a riqueza e conforto, para seguir a vida religiosa. Renunciou às terras e o título de Senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio em favor de seu irão Gualterio, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas se retirou ao pequeno e ermo convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Alí vestiu o habito da Ordem dos frades menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes lhe valeu a fama de santidade. Em "Florzinhas de São Francisco" encontramos o seguinte relato sobre ele: " no Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em pela comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a se elevar do chão. Por onde andava os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos lhe dedicavam grande consideração. Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Ele caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada, por outro lado, se recusava a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na Sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou, quando estava em oração se preparando para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, se aproximou de sua cama. Ao vê-La, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e lhe suplicou em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse este merecimento. Chamando-o por seu nome a Virgem Maria respondeu: 'Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para te confortar antes de tua partida desta vida'". Assim frei Liberato ingressou na vida eterna , numa data incerta do século XIII. No século XV o culto à Liberto de Loro era tão vigoroso, que as terras dos Brunforte, recebeu autorização para se chamar São Liberato. Inclusive o novo convento construído por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram também uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São Liberato. Porém, só no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo Papa
Pio IX, que lhe deu a autorização canônica de ser chamado de Santo. A festa de Santo Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 06 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato, na sua terra natal.