30 agosto, 2008








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A Mensagem nº 38 de 31 Agosto 2008


Evangelho Mt 16,21-27

Daí em diante, Jesus começou a dizer claramente aos discípulos: - Eu preciso ir para Jerusalém, e ali os líderes judeus, os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei farão com que eu sofra muito. Eu serei morto e, no terceiro dia, serei ressuscitado. Então Pedro o levou para um lado e começou a repreendê-lo, dizendo: - Que Deus não permita! Isso nunca vai acontecer com o senhor! Jesus virou-se e disse a Pedro: - Saia da minha frente, Satanás! Você é como uma pedra no meu caminho para fazer com que eu tropece, pois está pensando como um ser humano pensa e não como Deus pensa. E Jesus disse aos discípulos: - Se alguém quer ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira? Pois não há nada que poderá pagar para ter de volta essa vida. Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai com os seus anjos e então recompensará cada um de acordo com o que fez

A Palavra

O caminho da Cruz
A Liturgia convida-nos a descobrir a "loucura da CRUZ" e apresenta dois exemplos: JEREMIAS e PEDRO.
Na 1a Leitura, JEREMIAS descreve sua experiência de Cruz. "Seduzido" pelo Senhor, colocou toda a sua vida a serviço de Deus. Nesse caminho conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição. Teve a tentação de largar tudo, mas não desistiu: "Senti dentro de mim um fogo ardente a consumir-me!..."
É o grito humano de um coração dolorido, marcado pela incompreensão e pelo aparente fracasso na Missão... Diante do sofrimento desanima, mas logo se reanima, movido por uma grande paixão por Deus.
Na 2ª Leitura, São Paulo convida os cristãos a oferecerem a Deus a própria vida. Esse é o verdadeiro culto, a melhor oração, que agrada a Deus. (Rm 12,1-2)
No Evangelho, Jesus anuncia aos discípulos a sua Paixão e Cruz e avisa que o caminho dos discípulos é semelhante ao dele. Pedro não concorda e começa a "repreendê-lo". Jesus rejeita energicamente as insinuações de Pedro e responde:
"Afasta-se de mim, Satanás... não pensas as coisas de Deus...”
E acrescenta: "Se alguém me quiser seguir, renuncie a si mesmo,tome a sua CRUZ e siga-me".
Nós temos facilidade em aceitar a Cruz de Jesus, mas temos dificuldade, mesmo com fé, em aceitar a nossa cruz no nosso dia a dia.
Jeremias e Pedro deixam-se "agarrar" por Deus e aceitam cumprir essa grande missão apesar dos inevitáveis sofrimentos, dificuldades e perseguições. Não obstante tudo isso, no final estão convencidas que valeu a pena.

Frente a frente, o Evangelho deste domingo coloca a lógica dos homens (Pedro) e a lógica de Deus (Jesus). A lógica dos homens aposta no poder, no domínio, no triunfo, no êxito; garante-nos que a vida só tem sentido se estivermos do lado dos vencedores, se tivermos dinheiro em abundância, se formos reconhecidos e incensados pelas multidões, se tivermos acesso às festas onde se reúne a alta sociedade, se tivermos lugar no conselho de administração da empresa. A lógica de Deus aposta na entrega da vida a Deus e aos irmãos; garante-nos que a vida só faz sentido se assumirmos os valores do Reino e vivermos no amor, na partilha, no serviço, na solidariedade, na humildade, na simplicidade. Na minha vida de cada dia, estas duas perspectivas confrontam-se, a par e passo… Qual é a minha escolha? Na minha perspectiva, qual destas duas propostas apresenta um caminho de felicidade seguro e duradouro?

Quem são os verdadeiros discípulos de Jesus? Muitos de nós receberam uma catequese que insistia em ritos, em fórmulas, em práticas de piedade, em determinadas obrigações legais, mas que deixou para segundo plano o essencial: o seguimento de Jesus. A identidade cristã constrói-se à volta de Jesus e da sua proposta de vida. Que nenhum de nós tenha dúvidas: ser cristão é bem mais do que ser baptizado, ter casado na igreja, organizar a festa do santo padroeiro da paróquia, ou dar-se bem com o padre… Ser cristão é, essencialmente, seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. O cristão é aquele que faz de Jesus a referência fundamental à volta da qual constrói toda a sua existência; e é aquele que renuncia a si mesmo e que toma a mesma cruz de Jesus.


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Observe o Girassol
Nossos olhos são seletivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o restante.
Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!
Você já reparou como é fácil tristonho e acabrunhadol?
Triste porque está chovendo, porque há contas para pagar, porque não tem exatamente o dinheiro ou a aparência que gostaria de ter, porque ainda não encontrou o amor da sua vida, porque a pessoa que você quer não a quer, porque...
É claro que há horas em que a gente não está bem.
Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo pegar o lado bom da vida. Na natureza, nós temos uma antena que é assim: o girassol.
O girassol volta-se para onde o sol estiver.
Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem.
Nós temos de aprender a realçar o que de bom recebemos. Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.
Temos de treinar para ser girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força, a beleza.
Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem?
Apreciar o amor que alguém num determinado momento lhe dedica.
Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que você gosta.
Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante e reanimadora.
Apreciar a festa, a alegria, o sorriso.
E se o mau humor voltar que a volte também a lembrança dos girassóis.
Selecione o melhor deste mundo, valorize tudo o que de bonito e bom haja nele e retenha isto dentro de você.

É este o segredo de uma vida melhor.

Com Interesse

31 de Agosto (São Raimundo Nonato )
Raimundo nasceu em Portell, na Catalunha, Espanha, em 1200. Seus pais eram nobres, porém não tinham grandes fortunas. O seu nascimento aconteceu de modo trágico: sua mãe morreu durante os trabalhos de parto, antes de dar-lhe à luz. Por isso Raimundo recebeu o nome de Nonato, que significa não-nascido de mãe viva, ou seja, foi extraído vivo do corpo sem vida dela. Dotado de grande inteligência, fez com certa tranqüilidade seus estudos primários. O pai, percebendo os dotes religiosos do filho, tratou de mandá-lo administrar uma pequena fazenda de propriedade da família. Com isso, queria demovê-lo da idéia de ingressar na vida religiosa. Porém as coisas aconteceram exatamente ao contrário. Raimundo, no silêncio e na solidão em que vivia, fortificou ainda mais sua vontade de dedicar-se unicamente à Ordem de Nossa Senhora das Mercês, fundada por seu amigo Pedro Nolasco, agora também santo. A Ordem tinha como principal finalidade libertar cristãos que caíam nas mãos dos mouros e eram por eles feitos escravos. Nessa missão, dedicou-se de coração e alma. Apesar da dificuldade, conseguiu o consentimento do pai e, finalmente, em 1224, ingressou na Ordem, recebendo o hábito das mãos do próprio fundador. Ordenou-se sacerdote e seus dotes de missionário vieram à tona, dedicando-se nessa missão de coração e alma. Por isso foi mandado em missão à Argélia, norte da África, para resgatar cristãos das mãos dos muçulmanos. Conseguiu libertar cento e cinqüenta escravos e devolvê-los às suas famílias. Quando se ofereceu como refém, sofreu no cativeiro verdadeiras torturas e humilhações. Mas mesmo assim não abandonou seu trabalho. Levava o conforto e a Palavra de Deus aos que sofriam mais do que ele e já estavam prestes a renunciar à fé em Jesus. Muitas foram as pessoas convertidas por ele, o que despertou a ira dos magistrados muçulmanos, os quais mandaram que lhe perfurassem a boca e colocassem cadeados, para que Raimundo nunca mais pudesse falar e pregar a doutrina de Cristo. Raimundo sofreu durante oito meses essa tortura até ser libertado, mas com a saúde abalada. Quando chegou à pátria, na Catalunha, em 1239, logo foi nomeado cardeal pelo papa Gregório IX, que o chamou para ser seu conselheiro em Roma. Empreendeu a viagem no ano seguinte, mas não conseguiu concluí-la. Próximo de Barcelona, na cidade de Cardona, já com a saúde debilitada pelos sofrimentos do cativeiro, Raimundo Nonato foi acometido de forte febre e acabou morrendo, em 31 de agosto de 1240, quando tinha, apenas, quarenta anos de idade. Raimundo Nonato foi sepultado naquela cidade e o seu túmulo tornou-se local de peregrinação, sendo, então, erguida uma igreja para abrigar seus restos mortais. Seu culto propagou-se pela Espanha e pela Europa, sendo confirmado por Roma em 1681. São Raimundo Nonato, devido à condição difícil do seu nascimento, é venerado como Padroeiro das Parturientes, das Parteiras e dos Obstetras.

23 agosto, 2008








A Mensagem nº 37 de 27 de Agosto de 2008


Evangelho (Is 22,19-23)
Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesaréia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos: - Quem o povo diz que o Filho do Homem é? Eles responderam: - Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta. - E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? - perguntou Jesus. Simão Pedro respondeu: - O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus afirmou: - Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu. Portanto, eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu. Então Jesus ordenou que os discípulos não contassem a ninguém que ele era o Messias.

A Palavra

A Liturgia nos propõe hoje dois temas fundamentais da fé cristã: CRISTO e a IGREJA.
A 1ª leitura mostra que quem exerce o serviço da autoridade deve fazê-lo como um Pai, que procura o bem de seus filhos, com solicitude, com bondade mas com firmeza.
Essa imagem nos ajuda-nos a entender melhor o Evangelho de hoje.
A 2ª Leitura é um convite a contemplar a Riqueza, a Sabedoria e a Ciência de Deus, que realiza o seu projeto de Salvação do homem.
No Evangelho, vemos Jesus que se dedica à formação do grupo dos discípulos. Da adesão deles a Jesus, como "o Messias, Filho de Deus" nasce a IGREJA: a comunidade dos discípulos de Jesus,
convocada e organizada ao redor de Pedro.
O texto responde a duas perguntas:- A primeira: Quem é Jesus Cristo?
- A segunda: O que é a Igreja? 1. Jesus interroga os discípulos: O que as pessoas dizem dele e o que os discípulos pensam?Para os "homens" Jesus é um homem extraordinário, bom e justo, como tantos outros homens antes dele. Para Pedro e os discípulos, Jesus é muito mais: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo"
2. Jesus responde à confissão de fé: A fé da comunidade dos discípulos, apresentada pela voz de Pedro, é o fundamento sobre o qual Jesus vai assentar a Igreja que é a comunidade dos discípulos que reconhecem Jesus como "o Messias, o Filho de Deus".
Ela existe para testemunhar Cristo e para levar a todos os homens a proposta de salvação que ele veio oferecer. Para isso, é confiado a Pedro e à Comunidade o "Poder das Chaves".
+ QUEM É CRISTO Hoje?
Apesar do secularismo cada vez mais difundido e de um abandono da prática e das tradições cristãs cada vez mais generalizado: é interessante notar como a pergunta continua atual:
Para os JOVENS, Jesus representa a novidade, a contestação de uma sociedade e de um sistema envelhecido, árido, privado de fantasia e criatividade...
Para as MASSAS OPRIMIDAS, Jesus aparece como o Libertador, o símbolo de uma esperança, que não está somente num futuro misterioso...
Até as pinturas apresentam hoje Jesus Cristo em vestes extravagantes e coloridas de um Hippie, ou de um barbudo guerrilheiro "procurado".
E NÓS também fazemos questão de ter uma IMAGEM de Cristo: de pedra, madeira, ferro, ouro, às vezes como peça preciosa de arte... o Seu NOME é cantado em festas, em momentos de alegria e até de boemia, e é recordado nos momentos de apuros, como último recurso...
Tudo isso revela uma realidade positiva: O nosso mundo não pode prescindir de Cristo.
A nossa História está tão marcada por ele, que não se pode ignorá-lo.
+ Quem é Jesus Cristo para mim?
Para responder, não basta procurar na memória alguma fórmula que aprendemos no catecismo, ou ouvimos de outros ou lemos nos livros. É preciso procurar no coração, em nossa fé vivida e testemunhada. Assim descobriremos o que Jesus representa, de fato, em nossa vida.
Cristo não é um personagem histórico morto do PASSADO.
Ele ressuscitou e está vivo. Ele vive ainda hoje no menor dos irmãos: vive no mendigo, no migrante, no bêbado, no revoltado, no pecador, no ladrão...
Ele vive dentro de nosso coração. Ele vive em seus familiares, em seus irmãos. Ele vive no coração de todos. Ele nos fala ainda HOJE no seu Evangelho: que devemos conhecer com fidelidade, que devemos viver com autenticidade, que devemos anunciar com renovado ardor missionário...Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

SE EU MORRER ANTES DE TI
Se eu morrer antes de ti, faz-me um favor:
Chora o que quiseres, mas não brigues com Deus por Ele me ter levado.
Se não quiseres chorar, não chores.
Se não conseguires chorar, não te preocupes.
Se tiveres vontade de rir, ri. Se alguns amigos contarem algum facto
a meu respeito, ouve e acrescenta a tua versão.
Se me elogiarem demais, corrige-lhes o exagero.
Se me criticarem demais, defende-me.
Se me quiserem descrever como santo, só porque morri,
mostra que eu tinha um pouco de santo,
mas estava longe de ser a santo que descrevem.
Se me quiserem retractar como um demónio,
mostra que eu talvez tivesse um pouco de demónio, sim,
mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.
Se falarem mais de mim do que de Jesus.
Chama-lhes a atenção.
Se sentires saudade e quiseres falar comigo,
fala com Jesus, pois eu ouvirei.
Espero estar com Ele o suficiente para continuar a ser útil
a ti e a quem mais precisar, lá onde quer que eu esteja.E se tiveres vontade de escrever alguma coisa sobre mim,
diz apenas uma frase:
"Foi meu amigo, acreditou em mim e quis-me
mais perto de Deus,
sempre que quis a minha felicidade e me deu o seu amor!"
Aí, então solta uma lágrima.
Eu não estarei presente para a enxugar, mas não faz mal.
Outros amigos farão isso por mim.
E, vendo-te assim bem amparada,
irei cuidar de minha nova tarefa lá onde estiver.
Mas, de vez em quando, lança um olhar na direcção de Deus.
Não me verás, mas eu ficaria muito feliz
se te visse a olhar para Ele.
E, quando chegar a tua vez de ires para junto do Pai,
aí, sem nenhum véu a separar-nos, vamos viver, em Deus,
a amizade que aqui preparamos na terra.
Acreditas nestas coisas?
Então reza para que nós dois vivamos
como quem sabe que vai morrer um dia,
e que morramos como quem soube viver plenamente.
A amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto de nós,
e se inaugura aqui mesmo o seu começo.Mas, se eu morrer antes de ti, acho que não vou estranhar o céu
...Ser teu amigo já é um pedaço dele.

Com Interesse

Brasil vai construir réplica da Capelinha das Aparições
A associação Tarde com Maria, da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, no Brasil, está a envidar esforços para a construção naquela arquidiocese de uma réplica da Capelinha das Aparições. A obra inclui inclusive a construção de uma cópia da cobertura que protege a Capela. Em paralelo a este projecto será construído o Centro de Estudos Mariano. De acordo com carta enviada no final de Junho ao Reitor do Santuário de Fátima em Portugal pelo Cardeal D. Eusébio Óscar Scheid, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, os dinamizadores da construção já contam com o terreno e com a conclamação dos fiéis devotos de Nossa Senhora de Fátima, muitos deles de origem portuguesa.

Bento XVI indica Maria como caminho
Na solenidade da Assunção de Maria, Bento XVI convidou os crentes a aprenderem com Maria a “ser sinais de esperança e de consolação”, anunciando com a vida a ressurreição de Cristo. “Perante o triste espectáculo de tantas falsas alegrias e ao mesmo tempo de tantas angústias e sofrimentos”, o Papa indicou que a solenidade da Assunção de Maria é uma ocasião para com ela “ascender às alturas do espírito, onde se respira o ar puro da vida sobrenatural e se contempla a beleza mais autêntica, que é a santidade”.

Igreja da Santíssima Trindade pede «contemplação»
Director do Secretariado Nacional de Liturgia aponta importância de catequese contrariando as «visitas-museuNove meses depois de inaugurada, a igreja da Santíssima Trindade, em Fátima, foi ainda uma surpresa para os participantes no 34ª edição Encontro Nacional de Liturgia. A catequese mistagógica desenvolvida num dos painel do encontro “foi um reviver o dia da dedicação, pois demorámo-nos em todas as peças”, explica à Agência ECCLESIA o director do Secretariado Nacional de Liturgia, o Pe. Pedro Ferreira

Pedido de desculpa

Por problemas técnicos as Mensagens Nºs 35 e 36 não foram publicadas neste blog, pelo facto pedimos desculpa.
A redacção de a Mensagem

02 agosto, 2008

A Mensagem 34 de 03 Agosto 2008


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21. Tendo ouvido isto, Jesus retirou-se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-o a pé, desde as cidades. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» «Trazei-mos cá» disse Ele. E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos.

Reflexão

Jesus convida-nos hoje a repartir o pão da palavra e o pão do alimento diário,A Primeira Leitura, retirada do profeta Isaías 55,1-3, traz o convite do Senhor Deus para o banquete messiânico, oferecido aos que não têm dinheiro para comprar. Essa Leitura faz-nos, ainda, entender melhor o sentido da Multiplicação dos Pães. O Divino Mestre reparte o pão entre os seus. Essa é uma missão fundamental da Santa Igreja Católica, e como é lógico de todos os católicos. Naquele tempo, a maioria do povo comia pão de cevada. O pão de trigo era luxo. Ao escolher o pão como matéria do sacramental central do Novo Testamento, Jesus escolheu o alimento mais comum entre o povo. Mas também o alimento mais rico de significados sociais e espirituais. “Comer o pão com alguém” significava fazer com ele uma aliança. Daí a exclamação de um convidado a um banquete, numa parábola de Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus”, isto é, feliz aquele que participa da aliança com Deus, da amizade, da intimidade de Deus!Antes da última Ceia, Jesus dissera o “pão descido do céu”, o “pão da vida” e ensinara seus Apóstolos a pedir o pão a Deus, isto é, pedir-lhe o sustento do corpo e do espírito.Ao meditarmos a Multiplicação dos Pães podemos concluí-lo, também, como uma prefiguração da Santa Eucaristia. Foi um milagre estupendo multiplicar cinco pães e dois peixes de tal forma que fossem alimentados mais de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças, narra-nos o Evangelista. Jesus o fez por misericórdia; teve pena daquele povo que viera de longe para ouvi-lo.A instituição da Sagrada Eucaristia também foi por misericórdia. “Eis que estarei convosco todos os dias, até a consumação dos tempos”. Sim, alimentando todos que o seguem, que o ouvem, presente no Sacramento do Altar, no Sacramento de Amor, renovando sua imolação para resgatar-nos dos grilhões do pecado. Na Segunda Leitura de hoje, a exposição sobre a salvação pela graça de Deus e a fé em Jesus Cristo é evidenciada e compreendemos bem essa manifestação ao Santo Bispo de Hipona. Paulo, o apóstolo das gentes, termina sua exposição com uma efusiva proclamação de fé e confiança na obra de Deus em Jesus Cristo. “Se Deus é connosco quem será contra nós? Quem nos condenará? Quem nos separará do amor de Cristo?”A liturgia de hoje convida-nos a ler no sinal do pão uma revelação da compaixão, do terno amor de Deus para connosco, que se revelou piedosamente no dom de seu Filho, do qual o pão também se tornou o sinal sacramental.Na sua contemplação, São Ruperto diz-nos que, desta forma, pela Eucaristia, “nós nos tornamos pela graça o que Jesus é pela natureza, isto é, santos e agradáveis a Deus”. Procuremos então, a nossa santificação por meio da prática dos sacramentos, principalmente participando com frequência, devidamente preparados, da Sagrada Comunhão. Desta forma, além de nos unirmos intimamente com Jesus, seremos também como frascos de perfume de onde vai saindo o cheiro agradável das virtudes, com nossa conduta, em nossa convivência familiar, na comunidade, no trabalho, como verdadeiros cristãos. Assim, estaremos partilhando o Pão da Palavra, orientados e alimentados pelos Evangelhos, indicando o caminho do Pão Eucarístico a tantos que se encontram desnorteados neste mundo de tantas opções, de muitos atractivos, de inúmeras seduções..

Para Meditar

Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome: Joaquim Gonçalves.Um era sacerdote e o outro, taxista.Quis o destino que morressem no mesmo dia.Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.O teu nome? «« Joaquim Gonçalves.És o sacerdote? «« Não, o taxista.São Pedro consulta as suas notas e diz:Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este troféu de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.O teu nome? «« Joaquim Gonçalves.És o sacerdote? «« Sim, sou eu mesmo.Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este troféu de ferro.O sacerdote diz:Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre!Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto? ?Não é nenhum engano - diz São Pedro.Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.Não entendo!Eu explico.Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.
Resultados !!!

Percebeste?
Gestão por Objectivos!

Notícias com interesse

Capacete de Szczecin recorda luta contra a opressão
Em Novembro de 2007, o Santuário de Fátima em Portugal acolheu um grupo de peregrinos
de Szczecin, Polónia. Recebidos pelo Reitor Mons.Luciano Guerra, os peregrinos
ofereceram ao Santuário um capacete de trabalhador de construção naval.
Mais recentemente, o Pároco da Paróquia de Imaculado Coração de Maria e Reitor do Santuário local de Nossa Senhora de Fátima, P. Henryk Silko, um dos peregrinos, escreveu uma carta a Mons. Luciano Guerra.
Considera o P. Henryk Silko que o norte da Polónia “é verdadeiramente território de ‘missão’ especialmente a nossa cidade de Szczecin, durante longos anos predominantemente comunista”.
“O nosso santuário é relativamente novo, tendo sido erigido em 1985. O nosso Santo Padre João Paulo II coroou, em 1987, a nossa Imagem de Nossa Senhora, oferecida pelo Apostolado (Mundial) de Fátima.
Esta Imagem visitou todas as paróquias da nossa diocese antes de ser entronizada aqui na sua casa, em Osiedle Sloneczne (‘Complexo Habitacional Luz do Sol’)”, relata o sacerdote.
A propósito do capacete oferecido ao Santuário de Fátima, um texto anexo a esta carta do Padre Silko explica o simbolismo da oferta.
“Este capacete de trabalhador de construção naval de Szczecin, Polónia, data do ano 1980, aquando das greves contra o regime comunista.
O Estaleiro Naval de Szczecin, cidade portuária no Noroeste da Polónia, testemunhou, pela primeira vez em Dezembro de 1970, um grande levantamento da classe operária que começara por toda a Polónia contra a opressão do povo pelas autoridades comunistas.
Em Szczecin, nos dias 17 e 18 de Dezembro, 16 pessoas morreram durante os protestos e a sua morte está assinalada num monumento colocado em frente do portão principal do Estaleiro.
Em 1980 tem lugar a próxima revolta da classe operária polaca. O Estaleiro de Szczecin
esteve em greve de 18 a 30 de Agosto.Os operários permaneceram dia e noite fechados dentro do Estaleiro. Membros de suas famílias entregavam-lhes comida por debaixo dos portões e uma padaria ao lado lançava-lhes pão pelas janelas para dentro do Estaleiro.

29 julho, 2008

A Mensagem nº33 de 27 de Julho de 2008


EVANGELHO – Mt 13,44-52

Naquele tempo, disse Jesus às multidões:“O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo.O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas.Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes.Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente.Aí haverá choro e ranger de dentes.Entendestes tudo isto?”Eles responderam-Lhe: “Entendemos”.Disse-lhes então Jesus:“Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

A Palavra

A Liturgia deste domingo nos convida a refletir nos valores sobre os quais fundamentamos a nossa existência. As leituras ajudam-nos a aprofundar essa realidade...
A 1ª Leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. É um homem "sábio" que percebe e escolhe o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores passageiros.
O jovem rei não pediu a Deus poder, nem riquezas, nem prestígio político. Pelo contrário, pede um coração "sábio" para governar bem seu povo.
- A ESCOLHA agradou plenamente a Deus:
E Deus lhe concedeu uma sabedoria inigualável e acrescentou ainda outros três valores não solicitados: riqueza, glória e vida longa. Salomão soube escolher o melhor: a SABEDORIA
com a qual soube discernir entre o bem e o mal e conseguiu perceber a Missão que lhe foi confiada...
A 2ª Leitura convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve se sobrepor a todos os outros valores e propostas.
O Evangelho apresenta a prioridade fundamental: o REINO. É a conclusão do 3º Discurso de Jesus, com as últimas três "Parábolas":
o Tesouro, a Pérola e a Rede.
+ O Reino de Deus é um TESOURO escondido...
uma PÉROLA que se procura...
A descoberta desse tesouro e dessa pérola provoca em quem os encontrou DUAS ATITUDES: Renúncia e Alegria.
1. RENÚNCIA a tudo para adquiri-los... O Reino proposto por Jesus é um "tesouro" precioso
pelo qual se renuncia a tudo e pelo qual os seguidores de Cristo devem estar dispostos a pagar qualquer preço.
* Desde que descobrimos Cristo, o que mudou em nossa vida? O que nós já renunciamos por esse tesouro? Onde gastamos mais tempo na nossa vida diária? Ao serviço da comunidade, em leituras sérias, na Oração, ou no futebol, na TV, no dinheiro, nas conversas banais?
2. ALEGRIA muito grande pelo bem encontrado... Qualquer comerciante que realiza um bom negócio sente-se feliz... mesmo tendo de se desfazer de muitos bens...
O Reino de Deus é um tesouro pelo qual compensa a renúncia de todos os bens deste mundo.
* Demonstramos alegria e felicidade por termos achado o nosso tesouro? Se temos consciência desse tesouro, como podemos permanecer acabrunhados, tristes e desanimados?
+ Mas ficam ainda umas perguntas inquietantes:
Se o Reino de Deus é tão precioso,
- Por que há tantos homens que o ignoram ou até o desprezam?
- Por que vemos tantos males entre os bons?
- Será que, no final, todos teremos a mesma sorte?
+ Na 3a Parábola, Jesus nos dá a resposta:
O Reino de Deus é uma REDE:
A Igreja é comparada a uma rede de arrastão, lançada ao lago, que apanha peixes de todos os tipos e qualidades... O Pescador, depois de ter puxado lentamente a rede à terra, recolhe os peixes, separando os bons e os maus, os aproveitáveis e os inúteis. Recolhe os bons e joga fora os maus... Deus não tem pressa em condenar e destruir... sabe esperar...
- Qual a nossa situação: dentro da Igreja, diante do divino Pescador?
Somos um membro vivo, atuante, útil à vida da Igreja, ou um peixe inútil, que se auto-despreza?
Tudo depende de nossa escolha, devemos SABER ESCOLHER ...

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

Havia um rapaz, filho único de uma viúva.
Ele era apaixonado pela rapariga mais bonita que havia no colégio em que andava.
Por ser considerada a mais bonita, esta menina era orgulhosa e fazia do rapaz seu submisso.
Ele não se cansava de ser explorado por ela e pensava que assim ela lhe dava mais atenção.Certo dia, a rapariga que já não aguentava mais a presença de seu admirador e na intenção de afastá-lo, disse: que só namoraria com ele, se ele lhe desse de presente o coração de sua mãe.Ele ficou preocupado e pensativo.
Mas para lhe fazer a vontade fez o que a rapariga pediu, matou sua Mãe e arrancou-lhe o coração.
No caminho até a escola, o rapaz levava o coração da Mãe nas suas mãos.
De repente apareceu, um carro desgovernado a alta velocidade que vinha direito a ele, e para evitar o acidente, o rapaz atirou-se ao chão.
O coração de sua Mãe que levava na mão rolou para longe.
Ele foi buscá-lo para o ir entregar a sua amada.
Porém, no momento em que pegou o coração nas mãos, uma última e estranha batida ele sentiu.
E ouviu uma voz em seu coração:


_(Filho, Magoas-te-te) ?

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«Eluana é como um bebê que precisa ser alimentado»

Fala o presidente mundial dos médicos católicos
Por Miriam Diez i Bosch

BARCELONA, sexta-feira, 25 de julho de 2008 (
ZENIT.org).- Amor! Esta é a resposta que o presidente mundial dos médicos católicos oferece no caso de Eluana Englaro, a jovem italiana em coma há 16 anos.
O caso adquiriu vulto mundial, recordando o acontecido nos Estados Unidos com Terry Schiavo, quando um juiz italiano autorizou o pai da jovem a provocar sua morte, interrompendo a alimentação e a hidratação.
O doutor Josep María Simón Castellví, presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), em declaração a Zenit, começa reconhecendo que este caso é «duro» para a família, «menos duro» para ela (já que não sofre), «Muito suportável» para os que cuidam (eles mesmos esclareceram isso com muito carinho) e «desconcertante» para a opinião pública.
«À família só daria a mão, transmitiria meu afeto e não diria nada», sugere este médico.
Contudo, adverte Simón: «Não podemos deixar Eluana morrer por inanição ou desidratada!».
«Aos que cuidam dela diríamos: ânimo, sigam em frente, cuidem do rosto sofredor da humanidade e de Cristo».
«À opinião pública, aos meios de comunicação, a juízes e políticos, a Federação que presido pode lhes dizer que não se pode matar, ainda que seja pelo fato de deixar de nutrir alguém», afirma.
a FIAMC ajudou a organizar em 2004 um congresso mundial sobre o estado vegetativo no qual João Paulo II e numerosos cientistas reforçaram que «se deve alimentar os enfermos quando eles não possam fazer isso por si mesmos».
«A partir de uma realidade espanhola, só recodarei que o terrorista do ETA, De Juana Chaos, o governo socialista da Espanha o alimentou à força em sua greve de fome», recorda Simón, e o fez «por razões humanitárias».
«A qualidade de vida, em uma chave cristã, é fazer uns aos outros felizes e mais humanos», conclui o médico. «Eluana é como um bebê que precisa ser alimentado».

28 junho, 2008

A Mensagem nº 31 de 29 de Junho de 2008


Evangelho (Mateus 16,13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesaréia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: "Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?"14Eles responderam: "Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas".15Então Jesus lhes perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" 16Simão Pedro respondeu: "Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo".17Respondendo, Jesus lhe disse: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus".