02 abril, 2010

Que Jesus Nosso Cristo Redentor, cubra de Benções todos quantos pertencem a nossa comunidade e a todos os visitantes e amigos deste blogue



A Redacção de ( A Mensagem = Caminhar em Comunidade), deseja a todos uma Santa Páscoa

A Mensagem nº 121 de 04 de Abril de 2010







EVANGELHO – Jo 20,1-9








No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro.
Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus
e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.







ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DA PÁSCOA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)





A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Páscoa, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
CELEBRAR A FÉ BAPTISMAL.
Reunir-se à volta do baptistério… Se a assembleia não for muito numerosa, poderá reunir-se (à volta do baptistério) no fundo da igreja para o rito de aspersão, depois ir em procissão atrás do círio pascal, cantando o Hino do Glória. Profissão de fé baptismal… Para solenizar a celebração, no momento do credo poder-se-á retomar a renovação da fé baptismal da vigília pascal, nas suas duas partes: a renúncia (sim, renuncio!) e a profissão de fé (sim, creio!).
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Aleluia! Pai, nós Te damos graças pelo grande mistério da Páscoa. Nós Te louvamos e Te bendizemos pelo teu Filho Jesus, que os homens levaram à morte, mas que Tu ressuscitaste ao terceiro dia. Nós Te pedimos por todas as Igrejas, fundadas na fé dos Apóstolos, para que testemunhem no mundo inteiro que Jesus está vivo.
No final da segunda leitura:
Ressuscitados com Cristo, nós Te louvamos, Pai, pelo Cordeiro pascal, teu Filho, que renova a nossa velha terra numa primavera de vida e de luz e que nos renova a nós mesmos pela sua Páscoa. Nós Te pedimos pelos baptizados e pelos jovens que, nestes tempos, renovam a sua
profissão de fé.
No final do Evangelho:
Deus nosso Pai, nós Te damos graças pela Ressurreição: a força do teu Espírito abriu o túmulo, o teu Filho levantou-se na luz deste dia eterno de Páscoa. Nós Te pedimos: abre os olhos do nosso coração, como fizeste ao discípulo que viu e acreditou, abre os nossos espíritos à compreensão das Escrituras.
BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus era plenamente homem e sabia o que era o homem. Sabia que os homens têm necessidade de sinais para crer. Não será por isso que, durante os seus três anos de vida pública, Ele fez muitas vezes sinais curando os doentes, multiplicando os pães e ressuscitando os mortos?! Aliás, é através de um sinal que Ele inicia a sua vida pública, em Caná da Galileia onde, segundo acrescenta o evangelista João,“manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele”. Ele deixa dois sinais às
mulheres e aos discípulos que vieram prestar-lhe uma última homenagem: o túmulo vazio e o lençol. Diante de um sinal, somos livres de o interpretar e de o ler, de lhe procurar o significado. Face a uma prova, não somos livres, estamos diante de uma evidência. O acto de fé exprime-se em presença de sinais e não de provas. Assim, João vê estes sinais e acredita neles. Sem dúvida porque se recorda das palavras do Mestre anunciando várias vezes a sua morte e a sua ressurreição. Os seus olhos de carne viram, os seus olhos da fé acreditaram. Então, como os discípulos em Emaús, ele não tem mais necessidade de ver Jesus de Nazaré com quem ele comeu e bebeu: ele reconhecia o Ressuscitado através dos sinais.

(In Página dos Dehonianos)



Pote rachado



Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e chegava sempre cheio de água ao fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.Foi assim durante dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido destinado a fazer.Após perceber que durante os dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.- "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."- "Por quê?" Perguntou o homem. "De que estás envergonhado?"- "Nestes dois anos eu só fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:- "Quando voltarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou o flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha.Disse o homem ao pote:- "Notaste que pelo caminho só havia flores no teu lado. Eu ao conhecer o teu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no teu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, tu as regavas. E durante dois anos eu pude colher estas lindas flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem seres da maneira que és ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Se os reconhecermos, podemos usá-los ao nosso favor e das nossas fraquezas, podemos tirar forças e impulso para o nosso próprio desenvolvimento.

26 março, 2010

A Mensagem nº 120 de 28 de Março de 2010










ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DE RAMOS
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)




A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo de Ramos, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
O EVANGELHO DA PAIXÃO… PROCLAMADO E ACOLHIDO.
Neste Domingo de Ramos temos a leitura da Paixão, na sua forma longa ou na forma breve. O leccionário propõe uma leitura dialogada. Procurar que os vários leitores a preparem com afinco para que a Palavra seja bem proclamada (e bem acolhida!) e não apenas recitada (e mal percebida!). A proclamação por vários leitores deve ajudar à concentração na Palavra e à sua interiorização profunda e não à dispersão e a um acolhimento superficial. Se tal ajudar, pode-se prever um breve tempo de silêncio (ou um refrão apropriado) entre cada sequência da Paixão.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Pai, nós Te damos graças pelo testemunho de não-violência dado e ensinado pelos teus profetas e, sobretudo, pelo teu Filho Jesus. Nós Te pedimos: vem em nosso auxílio, desperta-nos em cada manhã para a escuta
da tua Palavra, ensina-nos com o teu Espírito de paciência. Que nós saibamos reconfortar aqueles que não aguentam mais viver.
No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, nós Te adoramos e bendizemos: Tu, que és de condição divina, despojaste-Te e fizeste-Te servidor. Pai, nós Te glorificamos, porque o teu Filho humilhado até ao extremo pelos homens, Tu O revelaste acima de tudo. Nós Te pedimos pela nossa humanidade que continua a sofrer e a fazer sofrer: levanta-a e cura-a com o teu Espírito de ressurreição.
No final do Evangelho:
Jesus, Filho do Deus vivo, nós Te bendizemos por esta revelação admirável que Tu fizeste ao bom ladrão, pela qual fortificas a nossa esperança: «hoje mesmo estarás comigo no paraíso». Em nome de todos os nossos irmãos e irmãs mergulhados na dor e na infelicidade, nós Te pedimos: «No teu Reino, lembra-te de nós, Senhor».
BILHETE DE EVANGELHO.
É difícil fazer calar uma multidão. Na descida do monte das Oliveiras, a multidão de Jerusalém aclama Jesus: “Bendito o que vem, o nosso rei, em nome do Senhor!” Mas uma multidão pode ser manipulada e acabar por dizer o contrário. Assim, alguns dias mais tarde, ela gritará: “Morte a este homem! Crucifica-o!” Jesus não quer calar a multidão que O aclama, porque, se eles se calam, as pedras falarão! Será um malfeitor, crucificado junto d’Ele, que O reconhecerá como rei: “Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza”. Será um centurião, um pagão do exército romano, a fazer um acto de fé: “Realmente este homem era justo!” As pedras não terão necessidade de gritar, porque estes dois homens recusaram calar-se: já o Espírito os animava e fazia-lhes dizer a verdade. Quanto a Jesus, é por ter dito a verdade que é levado à morte. De facto, a verdade desarranja… O trono que espera este rei é a cruz e a sua coroa será de espinhos: na fraqueza manifestar-se-á o poder de Deus, o poder do Amor!




( In página dos Dehonianos)



AS TRÊS ÁRVORES

Havia, no alto De uma montanha, três pequenas árvores que sonhavam com o que seriam depois de crescerem...A primeira, olhando as estrelas, disse: - Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros. Para tal, até me disponho a ser cortada.A segunda olhou para o riacho e suspirou: - Eu quero ser um grande navio para transportar reis e rainhas.A terceira árvore olhou o vale e disse: - Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto que, as pessoas ao olharem para mim, levantem seus olhos e pensem em Deus.Muitos anos se passaram, e certo dia vieram três lenhadores e cortaram as três árvores, todas muito ansiosas em serem transformadas naquilo com que sonhavam.Mas lenhadores não costumam ouvir e nem entender sonhos! Que pena!A primeira árvore acabou sendo transformada numa manjedoura de animais, coberta de feno.A segunda virou um simples e pequeno barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias.E a terceira, mesmo sonhando em ficar no alto da montanha, acabou cortada em altas vigas e colocada de lado num Armazém.E todas as três se perguntavam desiludidas e tristes: porque nos aconteceu isto ?Mas, numa certa noite, cheia de luz e de estrelas, onde havia mil melodias no ar, uma jovem mulher colocou seu bébérecém-nascido naquela manjedoura de animais. E de repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo!A segunda árvore, anos mais tarde, acabou transportando um homem que acabou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase afundou o pequeno barco, o homem se levantou e disse: "PAZ"! E num relance, a segunda árvore entendeu que estava carregando o rei dos céus e da terra.Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando suas vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, se sentiu horrível e cruel.Mas no Domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria e a terceira árvore entendeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade, e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu filho Jesus Cristo ao olharem para ela.




As árvores tinham tido sonhos...Mas as suas realizações foram mil vezes melhores e mais sábias do que haviam imaginado.Temos os nossos sonhos e nossos planos que, por vezes, não coincidem com os planos que Deus tem para nós; e, quase sempre, somos surpreendidos com a sua generosidade e misericórdia.É importante compreendermos que tudo vem de Deus, acreditarmos,termos fé, pois Ele sabe muito bem o que é melhor para cada um de nós...




Por Roseli Busmair


Com Interesse


Do Domingo de Ramos ao Domingo de Páscoa
Meditações de D. Javier Echevarría sobre a Semana Santa.


DOMINGO DE RAMOS: JESUS ENTRA EM JERUSALÉM


Começa a Semana Santa e recordamos a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Escreve São Lucas. «Ao aproximar-se a Betfagé e a Betânia, junto ao monte chamado das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos dizendo-lhes: "Ide a essa aldeia que está em frente e, ao entrar, encontrareis um burrito atado que nunca ninguém montou. Soltai-o e trazei-o. Se alguém vos perguntar porque o soltais, dir-lhe-eis: o Senhor tem necessidade dele". Foram e encontraram tudo como o Senhor lhes tinha dito».Que pobre montada escolhe Nosso Senhor! Talvez nós, presunçosos, tivéssemos escolhido um brioso corcel. Mas Jesus não se guia por razões meramente humanas, mas por critérios divinos. «Isto sucedeu – anota São Mateus – para que se cumprissem as palavras do profeta: "Dizei à filha de Sião: eis que o teu rei vem a ti, manso e montado sobre um burro, num burrito, filho da que leva o jugo"».Jesus Cristo, que é Deus, contenta-se com um burriquito por trono. Nós, que não somos nada, mostramo-nos muitas vezes vaidosos e soberbos: procuramos sobressair, chamar a atenção; tratamos de que os outros nos admirem e louvem. São Josemaria Escrivá, canonizado por João Paulo II há dois anos, ficou cativado com esta cena do Evangelho. Dizia de si mesmo que era um burrito sarnoso, que não valia nada; mas como a humildade é a verdade, reconhecia também que era depositário de muitos dons de Deus; especialmente, da tarefa de abrir caminhos divinos na terra, mostrando a milhões de homens e mulheres que podem ser santos no cumprimento do trabalho profissional e dos deveres ordinários.Jesus entra em Jerusalém sobre um burrico. Temos de tirar consequências desta cena. Cada cristão pode e deve converter-se em trono de Cristo. E aqui servem como anel ao dedo umas palavras de São Josemaria. «Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. (...).Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.».Deixemo-lo tomar posse dos nossos pensamentos, palavras e acções! Afastemos sobretudo o amor-próprio, que é o maior obstáculo ao reinado de Cristo! Sejamos humildes, sem nos apropriarmos de méritos que não são nossos. Imaginais o ridículo em que cairia o burrico, se se tivesse apropriado dos vivas e aplausos que as pessoas dirigiam ao Mestre?Comentando esta cena evangélica, João Paulo II recorda que Jesus não entendeu a sua existência terrena como procura do poder, como ânsia de êxito e de fazer carreira, ou como vontade de domínio sobre os outros. Pelo contrário, renunciou aos privilégios da sua igualdade com Deus, assumiu a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens, e obedeceu ao projecto do Pai até à morte na Cruz (Homilia, 8-IV-2001).O entusiasmo das pessoas não costuma ser duradoiro. Poucos dias depois, os que o tinham acolhido com vivas pedirão aos gritos a sua morte. E nós deixar-nos-emos levar por um entusiasmo passageiro? Se nestes dias notamos o movimento divino da graça de Deus, que passa por nós, demos-lhe lugar nas nossas almas. Estendamos no chão, mais que as palmas ou os ramos de oliveira, os nossos corações. Sejamos humildes. Sejamos mortificados. Sejamos compreensivos com os outros. Esta é a homenagem que Jesus espera de nós.A Semana Santa oferece-nos a oportunidade de reviver os momentos fundamentais da nossa Redenção. Mas não esqueçamos que – como escreve São Josemaria –, «para acompanhar Cristo na sua glória, no fim da Semana Santa, é necessário que penetremos antes no seu holocausto, e que nos sintamos uma só coisa com Ele, morto sobre o Calvário». Para isso, nada melhor que caminhar pela mão de Maria. Que Ela nos obtenha a graça de que estes dias deixem uma marca profunda nas nossas almas. Que sejam, para cada uma e cada um, ocasião de aprofundar no Amor de Deus, para assim o poder mostrar aos outros.

19 março, 2010

A Mensagem nº 119 de 21 de Março de 2010







EVANGELHO Jo 8,1-11













Naquele tempo, Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d'Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério,
colocaram-na no meio dos presentes e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?».
Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar.
Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão.
Como persistiam em interrogá-l'O, ergueu-Se e disse-lhes:
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra».
Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. Eles, porém, quando ouviram tais palavras,
foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos,e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio.
Jesus ergueu-Se e disse-lhe:
«Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?».
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor».
Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno.
Vai e não tornes a pecar»



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 5º DOMINGO DA QUARESMA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.



Ao longo dos dias da semana anterior ao 5º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
O APELO A PORMO-NOS DE PÉ.
Depois do apelo à paciência (3º domingo) e o apelo à misericórdia (4º domingo), eis, neste 5º domingo da Quaresma, o apelo a pormo-nos de pé e a viver de maneira diferente: “vai e não tornes a pecar”. O momento penitencial pode realçar este dinamismo de conversão.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Pai do teu Povo, nós Te damos graças pela tua obra criadora, renovada sem cessar, e pelos germes do mundo novo que o mistério da Páscoa nos revela. Nós Te pedimos pelos candidatos ao baptismo, adultos, jovens e crianças, e pelas comunidades, os padrinhos/madrinhas e os pais que os preparam.
No final da segunda leitura:
Cristo Jesus, Tu que Te deste a conhecer ao apóstolo Paulo e o agarraste a ponto de ele Te preferir a todas as riquezas da terra e Te reconheceu como a única vantagem válida, nós Te bendizemos. Nós Te pedimos pelos doentes e pelas vítimas de todas as espécies de sofrimentos.
Que a revelação da tua Paixão os mantenha na esperança da ressurreição e da vida do mundo que há-de vir.
No final do Evangelho:
Pai, bendito sejas pela mensagem de perdão, a palavra de reconciliação e o apelo à esperança que nos fizeste ouvir enviando-nos o teu Filho. Nós Te pedimos por todas as nossas comunidades que celebram a reconciliação nestes dias. Que o teu perdão nos renove e nos reconcilie entre nós.
BILHETE DE EVANGELHO.
Jesus é posto face à Lei e, ao mesmo tempo, face a uma mulher. A Lei é clara: esta mulher, apanhada em flagrante delito de adultério, deve ser delapidada. Jesus não rejeita a Lei, pede somente aos escribas e fariseus para a colocar em prática, com a condição de começarem a ter um olhar sobre a própria vida antes de olhar a mulher e de a condenar. Os detractores acabam por se condenar a si mesmos e retiram-se, reconhecendo-se pecadores, a começar pelos mais velhos… Quanto a Jesus, que não tem pecado, podia lançar a pedra. Não o faz. Ele veio para salvar, não para condenar. Pedindo à mulher para não voltar a pecar, dá-lhe nova oportunidade. Para Jesus, ela não é apenas uma mulher adúltera, ela é capaz de outra coisa. Oferecendo-lhe a sua graça, agraciou também os escribas e os fariseus, colocando-os num caminho de conversão, eles que tinham aberto os olhos não somente sobre a mulher, mas sobre si próprios.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Sugere-se a Oração Eucarística I das Missas da Reconciliação.
PALAVRA PARA O CAMINHO…
A mulher adúltera… “Esta mulher foi apanhada em flagrante delito de adultério…”“Aquela martirizou o seu filho…” “Aquela deixou-o morrer de fome…” “Aquela outra…”…e as nossas mãos já estão cheias de pedras para a lapidar. Esta semana, a convite de Jesus, comecemos por olhar onde se situa o nosso pecado… De seguida, em relação a todas estas mulheres de hoje condenadas sem apelo, abramos o nosso coração à compreensão… à misericórdia… e talvez ao apoio na sua angústia.




(In Página dos Dehonianos)



O MONGE E A PROSTITUTA

Vivia um monge num lugar distante
Na casa em frente, morava uma prostituta. Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e reflectir sobre a sua vida depois da morte?
A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento rezou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.
Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.
O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo: "A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora."
E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: e por cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.
Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e disse-lhe:
Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!
A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, rezando:
Ó Senhor, quando Vossa misericórdia me irá livrar desta miserável vida que levo?
Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e levou-a. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.
A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demónios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem-se no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:
Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!
Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:
São sempre justos os desígnios de Deus.
Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher rezava fervorosamente dia e noite.
A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso.
A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

Com Interesse




Ó tu que foste surpreendida em flagrante adultério,que não só perdeste publicamente a honra,como estavas prestes a perder a vida pela mão dos escribas e fariseus,como conseguiste deteriorar a beleza da tua dignidade, da tua humanidade?Diz-nos! Alerta-nos!Apresentaram-te a Jesus para armar uma cilada e ter um pretexto para acusá-lo. Diante de ti, Ele se inclinou e começou a escrever. Estavas à espera da tua condenação, mas Ele te surpreendeu, a ti e à multidão, quando disse: “Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. O que entendeste desta palavra? Ensina-nos!Ao ouvirem tais palavras,os que queriam a tua condenação foram saindo um após outro,a começar pelos mais velhos,e ficaste a sós com Jesus.Ele perguntou onde estavam eles,se eles te tinham condenado…respondeste que ninguém o tinha feito.Então Jesus, na sua misericórdia,deu-te um juízo de absolvição:“Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar”.Como te sentiste? Comunica-nos!Ó tu, a miséria humana, a quem Jesus, a misericórdia, restitui a beleza perdida da tua dignidade, és sinal que todos valemos mais, infinitamente mais, do que o nosso pecado. Por ti, temos confiança! Não há qualquer situação irremediavelmente destruída. Alerta-nos! Ensina-nos! Comunica-nos como é a misericórdia do Senhor.

Inspirado do Evangelho segundo S. João 8, 1-11
e da homilia de D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima 13/10/2006

13 março, 2010

A Mensagem nº 118 de 14 de Março de 2010




EVANCELHO Lc 15, 1-3, 11-32








Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem.
Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai:
' Pai, dá-me a parte da herança que me toca '. O pai repartiu os bens pelos filhos. Alguns dias depois, o filho mais novo, juntando todos os seus haveres, partiu para um país distante e por lá esbanjou quanto possuía, numa vida dissoluta. Tendo gasto tudo, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar privações. Entrou então ao serviço de um dos habitantes daquela terra, que o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele matar a fome com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Então, caindo em si, disse: ' Quantos trabalhadores de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Vou-me embora, vou ter com meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho, mas trata-me como um dos teus trabalhadores ' . Pôs-se a caminho e foi ter com o pai. Ainda ele estava longe, quando o pai o viu: encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. Disse-lhe o filho: ' Pai, pequei contra o Céu e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho '. Mas o pai disse aos servos: ' Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha. Ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o. Comamos e festejemos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado ' . E começou a festa. Ora o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. O servo respondeu-lhe: 'O teu irmão voltou e teu pai mandou matar o vitelo gordo, porque ele chegou são e salvo ' .Ele ficou ressentido e não queria entrar. Então o pai veio cá fora instar com ele. Mas ele respondeu ao pai: ' Há tantos anos que eu te sirvo, sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos. E agora, quando chegou esse teu filho, que consumiu os teus bens com mulheres de má vida, mataste-lhe o vitelo gordo '. Disse-lhe o pai:' Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi reencontrado '».



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 4º DOMINGO DA QUARESMA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 4º Domingo da Quaresma, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
UMA LADAINHA PENITENCIAL.
Estamos a caminhar para o fim da Quaresma. Pode ser sugestivo, no momento penitencial, evocar as leituras da Quaresma deste ano C em forma de ladainha. Como exemplo:
- Jesus, atormentado pela tentação… - Jesus, transfigurado sobre a montanha…
- Jesus, testemunha do Deus de paciência… - Jesus, testemunha do Deus de misericórdia…
- Jesus, testemunha do Deus do perdão…
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
Deus fiel, nós Te damos graças pela terra prometida na qual nos acolheste desde o nosso baptismo; é o teu Povo, o Corpo eclesial de teu Filho, que Tu alimentas com o sopro do teu Espírito Santo. Nesta Quaresma, tempo de partilha, nós Te confiamos as nossas acções em favor do
desenvolvimento e de uma mais justa repartição dos bens da terra. Que o teu Espírito nos guie e nos inspire.
No final da segunda leitura:
Pai misericordioso e paciente, nós Te damos graças pela reconciliação que nos concedeste por Cristo e pela missão de perdão e de reconciliação que nos confias. Nós Te pedimos: pelo teu Espírito Santo, ilumina os nossos pensamentos, muda os nossos corações, inspira-nos as iniciativas de perdão e de paz que se impõem para o bem das nossas famílias e dos que estão ao nosso lado.
No final do Evangelho:
Pai misericordioso, nós Te damos graças pela grande festa dos reencontros de cada domingo. Preparas-nos a mesa para nos acolher, remindo os nossos pecados e enchendo-nos com o teu Espírito. Com o filho perdido e reencontrado nós Te pedimos: Pai, pecámos contra ti, cura os
nossos espíritos e os nossos corações, dá-nos o teu Espírito Santo.
BILHETE DE EVANGELHO.
Tal é a questão dos fariseus e dos escribas. Tal foi a questão do filho mais velho da parábola, ao descobrir a festa organizada para o regresso de seu irmão. Com efeito, Jesus aproximava-Se dos publicanos e dos pecadores, chegando mesmo a fazer-Se convidar por eles, o que O tornava impuro aos olhos daqueles que se julgavam puros. O Pai do pródigo vai atirar-se ao pescoço do filho que julgava perdido e cobre-o de beijos. Porquê? Porque se encheu de compaixão. Assim, este pai também se torna impuro tocando o filho que regressa, depois de uma vida de desordem, de um país estrangeiro onde tinha guardado porcos, tantas situações que o declaravam impuro…
Como os fariseus e os escribas, o filho mais velho recusa entrar em casa, julga-se puro. A um como a outro, o pai continua a dizer “meu filho”. A cada um de lhe responder “meu pai”. Este pai tinha feito a partilha dos seus bens, respeitando a liberdade do filho que decide partir… Este mesmo pai suplica ao filho mais velho para se juntar à festa, respeitando a sua liberdade… Um dia, talvez, alegrar-se-á também com o seu regresso…
(In Página dos Dehonianos)



SÓ OBSERVANDO !
O padre de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para rezar.
A porta abriu-se e um homem de camisa esfarrapada entrou pelo corredor central.
O homem ajoelhou-se, inclinou a cabeça, rezou um pouco ,levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena repetia-se. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.
A curiosidade do padre crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava José. Disse que tinha almoçado há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para rezar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.
E disse a oração que fazia: (Vim aqui novamente, Senhor, só pra te dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo rezar, mas eu penso em ti todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.' )
O padre, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse. 'É hora de ir' - disse José sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.
O padre ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto as lágrimas corriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...
('Vim aqui novamente, Senhor, só pra te dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo rezar mas penso em ti todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.' )
Certo dia, o padre notou que José não tinha aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava doente. Durante a semana em que José esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante. A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como José não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!
Ao encontrá-lo, o padre colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando José ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!
Parecendo surpreso, o velho virou-se para o padre e disse com um largo sorriso:
- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:
'Eu vim só pra te dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir tua oração e penso em ti todos os dias. Agora sou eu quem te estou observando... E cuidando!'.

Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'
Jesus é sempre o melhor amigo. SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO OBSERVADO (a)!

Com Interesse


O que muda na liturgia com o Tempo da Quaresma?

a) na Quaresma não se colocam flores no altar;
b) os instrumentos musicais são reduzidos ao mínimo durante as Celebrações, com o intuito de apenas acompanhar o canto. De preferência toca-se apenas um instrumento e de forma bem sóbria;
c) não se canta o Aleluia, antes do Evangelho, e nem o Glória, como sinal de sobriedade e de recolhimento para que a alegria cristã atinja o seu ponto máximo no Sábado Santo (Sábado de Aleluia), com a Celebração da Vigília Pascal, quando se comemora a Ressurreição de Jesus.
Muitos pensam que a Páscoa só acontece no Domingo de Páscoa. Não é verdade. A Igreja já começa a celebrá-la no Sábado Santo, que se situa entre a Sexta-Feira Santa e o Domingo de Páscoa.
Ninguém sabe exatamente o horário em que Cristo Ressuscitou. Por este motivo, a Igreja autoriza a celebração da Missa da Vigília Pascal já no início do anoitecer do Sábado Santo, pois para os judeus o dia seguinte se inicia com o surgimento da primeira estrela da noite. Assim, o anoitecer do sábado já corresponde ao Domingo de Páscoa.
Assim, logo após a Celebração da Vigília Pascal, já podemos desejar Feliz Páscoa para nossos amigos, pois já vivemos a alegria da Ressurreição.
d) os paramentos dos Sacerdotes, as toalhas do altar, a cortina do sacrário, panos de enfeites do ambão ("púlpito" onde se faz as leituras) devem ter a tonalidade roxa (cor litúrgica da Quaresma);
e) os sinos das torres das igrejas silenciam-se. Também não se toca a campainha no momento da Consagração da Eucaristia (Transubstanciação). Este silêncio dos sinos só é interrompido na Missa da Quinta-Feira Santa (Celebração da Ceia do Senhor), no momento em que o canto do Glória é entoado, para em seguida, silenciar-se novamente até a Vigília Pascal no Sábado Santo, quando, então, os sinos voltarão a ser repicados e os cantos do Glória e do Aleluia voltarão a ser cantados nas Santas Missas.
f) na última semana da Quaresma as imagens dos santos são cobertos com panos, para que o centro das atenções esteja voltado somente para o altar principal, onde se encontra vivo Nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu para a nossa Salvação.

07 março, 2010

A Mensagem nº 117 de 07 de Março de 2010


EVANGELHO – Lc 13,1-9





Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém?
Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola:
«Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro.
Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’ Mas o vinhateiro respondeu-lhe:
‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos.
Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano».

A Palavra








Na quaresma somos, constantemente, convidados ao arrependimento. Mas neste domingo somos, especialmente, desafiados, diria mais, confrontados com a urgência da conversão:
“E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante”
“Julgais quem, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não.”
Hoje Jesus diria:
- Julgais que as vítimas das enxurradas na Madeira eram mais pecadores que os outros que ficaram vivos? Eu digo-vos que não.
A resposta de Jesus, tenta atingir dois objectivos:
1. Combater a ideia tradicional de que a desgraça e o castigo são sempre consequência do pecado e do mal feito.
2. O fundamental e indispensável na vida de cada um é a conversão, mudança pessoal. E todos, sem excepção, necessitam de arrependimento, mesmo aqueles que se consideram justos.
O que significa para mim converter-me?

ORAÇÃO
Vejo, Senhor, que para Ti conta mais o interior que o exterior.
Talvez eu precise de que algo sério aconteça dentro de mim para romper com a anestesia em que vivo.
Sou bom de mais para perceber que, precisamente por isso, estou longe de Ti.
Não me inquietas, não me perturbas, não me interpelas, Senhor.
Vivemos lado a lado e nunca nos encontramos. Não comunicamos, não nos conhecemos … porque Tu tens pouca importância ao longo do meu dia. E chego à noite sem remorsos. Será que estou estou mesmo anestesiado e não me dou conta que preciso realmente de conversão, de fazer penitência?
Abana-me, Senhor, mesmo que faças doer.

Padre Amaro Jorge SCJ



A CRUZ E A PONTE



Certa vez um homem foi visitado por um certo anjo do senhor.
Este anjo disse-lhe: eu vim trazer a tua cruz para que possas carregá-la na tua jornada.
Ele pegou a cruz e seguiu. Quando ele já estava bem adiante na sua jornada, encontrou um homem que lhe disse o seguinte: "- como vais, tudo bem? O que estás a fazer com esta cruz ? Estás maluco? Ela deve ser muito pesada. E o outro respondeu: "- não estou maluco não, cada um deve carregar a sua cruz. Mas esta realmente é pesada." "- então por que não cortas um pedaço do pé da cruz? Vai ficar mais leve." "- eu não posso fazer isso, esta é a minha cruz, eu tenho que carregá-la." "- que tolice, isso é uma grande tolice. Corta só um pedacinho, ninguém vai saber. Assim vai ficar mais leve para carregares." E o homem convenceu-o a cortar um pedaço. "- viste, não ficou mais leve?"
"- é, tinhas razão, só um pouco não vai fazer mal." E ele continuou seguindo sua jornada. Um bocado mais á frente na sua longa caminhada eis que ele encontra novamente aquele homem.
"- como vais? Continuas carregando isso aí? Achei que tivesses desistido."
"- sim, eu continuo carregando a minha cruz."
"- mas ela deve estar muito pesada. Por que não cortas mais um pouco? Vai ficar mais leve."
"- é, pode ser, não doeu nada da outra vez."
"- vamos cortar. Só que vamos cortar um pouco mais do que há pouco para ela ficar bem mais leve certo?"
Ele concordou em cortar e depois seguiu sua jornada.
Muito tempo depois ele avista a cidade maravilhosa, cheia de ouro, pedras preciosas, prata. Era a visão mais maravilhosa que ele já teve em toda a sua vida. Era tão iluminada que não precisava do sol. Brilhava tanto... Quando sem esperar ele se depara com um abismo e ele não entendeu o porquê do abismo. E tamanho era o desespero que ele começa a gritar e gritar e gritar:
"- socorro, me ajudem, quero atravessar, socorro alguém por favor me ajude, quero entrar na cidade!!!"
Cansado de tanto gritar, ele vê do outro lado do abismo o anjo, aquele que lhe entregou a cruz. E o anjo pergunta-lhe: "- o que estás a fazer aí do outro lado? Por que ainda não atravessas-te?"
"- como? Não vês o abismo que nos separa?"
"- sim vejo", respondeu o anjo.
"- então, como é que eu vou atravessar?"
"- onde está a ponte que eu te entreguei?"
"- que ponte? Tu me entregas-te uma cruz e ela está aqui comigo."
E o anjo disse: " - então coloca-a no meio do abismo, porque o tamanho dela é exato para que possas atravessar."

Se tua cruz está pesada demais, talvez estejas carregando ela sozinho...mas o tamanho dela é exactamente o necessário

Com Interesse


Quaresma


Quando se começou a celebrar a Quaresma?As origens da Quaresma são antigas e estão ligadas a outros acontecimentos, como a preparação dos catecúmenos ao Batismo e a prática das penitências, como a preparação para os catecúmenos ao Batismo e a prática das penitências, muito em voga nos primeiros séculos. Já no século IV se fala de quarentena penitencial. Antes disso, nos séculos II e III, costumava-se fazer alguns dias de jejum em preparação à Páscoa.

Ainda é costume jejuar durante este tempo?
Sim, ainda é costume jejuar na Quaresma, ainda que ele seja válido em qualquer época do ano. A igreja propõe o jejum principalmente como forma de sacrifício, mas também como uma maneira de educar-se, de ir percebendo que, o que o ser humano mais necessita é de Deus. Desta forma se justifica as demais abstinências, elas têm a mesma função.
Oficialmente, o jejum deve ser feito pelos cristãos batizados, na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa. Pela lei da igreja, o jejum é obrigatório nesses dois dias para pessoas entre 18 e 60 anos. Porém, podem ser substituídos por outros dias na medida da necessidade individual de cada fiel, e também praticados por crianças e idosos de acordo com suas disponibilidades.
O jejum, assim como todas as penitências, é visto pela igreja como uma forma de educação no sentido de se privar de algo e reverte-lo em serviços de amor, em práticas de caridade. Os sacrifícios, que podem ser escolhidos livremente, por exemplo: um jovem deixa de mascar chicletes por um mês, e o valor que gastaria nos doces é usado para o bem de alguém necessitado.
Por que não se canta Aleluia e o Glória no tempo da Quaresma?

Aleluia significa “Louvai Javé”, e é aclamação marcada pela alegria e pela festa. O clima da Quaresma não combina com isso. O aleluia será uma explosão de alegria na Vigília Pascal. Também o Glória é omitido na Quaresma, pelos mesmos motivos.
O que é a Via-sacra e quando surgiu?

Na Quaresma e Sexta-feira Santa costuma-se fazer a via-sacra. A palavra significa “caminho sagrado” (o caminho de Jesus até a morte de cruz). É um ato de piedade – muitas vezes em forma de caminhada – no qual se reza e se medita sobre 14 episódios (estações) da Sexta-feira Santa, desde a condenação à morte até o sepultamento de Jesus. Há vários formulários de Via-sacra, e ultimamente – com muita razão – acrescentou-se a 15ª estação – a ressurreição de Jesus, pois a morte não o venceu ou derrotou. Várias estações desse ‘caminho sagrado’ não são tiradas dos evangelhos (por exemplo, as três quedas de Jesus, a Verônica enxugando o rosto do Senhor etc.).