24 janeiro, 2010

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 3º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
VALORIZAR O LUGAR DA PROCLAMAÇÃO DA PALAVRA.
Neste domingo da proclamação da Palavra, procurar particularmente que o lugar da Palavra tenha mais visibilidade. É o lugar da primeira mesa em que Deus Se dá ao seu povo. Realçar a elevação do Evangeliário no fim da proclamação do Evangelho, estando a assembleia “com os olhos fixos em Jesus”. Esta elevação está ligada à elevação do Corpo e Sangue de Cristo durante a doxologia que conclui a oração eucarística.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das
leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus Pai, que velas sobre o teu povo há muitas gerações, com o escriba Esdras e toda a sua comunidade nós também confessamos: a alegria do Senhor é a nossa protecção. Bendito sejas Tu para sempre. Nós Te recomendamos todos os nossos irmãos e irmãs na fé que trabalham para fazer conhecer, compreender e amar a Palavra nas Santas Escrituras”.
No final da segunda leitura:
“Pai, nós Te damos graças pelo corpo de Cristo, ao qual nos incorporaste pelo baptismo e confirmação, para que sejamos membros vivos desse corpo. Nós Te pedimos pelos apóstolos, os profetas, os catequistas e todos os que têm missões na Igreja. Guarda-nos a todos na unidade”.
No final do Evangelho:
“Cristo Jesus, nosso mestre e nosso irmão, bendito sejas Tu, porque realizaste as palavras dos profetas. Reconhecemos em Ti a presença do Espírito em toda a sua plenitude. Tu és para nós o libertador, a luz e o benfeitor soberano. Nós Te pedimos pela tua Igreja: que ela traga a Boa Nova, que ela anuncie a libertação do mal e revele a luz do mundo”.
BILHETE DE EVANGELHO.
Lucas não pode guardar para si o que os “testemunhas oculares e ministros da Palavra” lhe transmitiram. Então, decide escrever ao seu amigo Teófilo “para que ele tenha conhecimento seguro do que lhe foi ensinado». Depois de Teófilo e da sua comunidade cristã, somos convidados por Lucas e pelos outros três evangelistas a crer na Palavra, esta Palavra que muitos assinaram com o seu sangue. Não é o que, aliás, pede Jesus aos seus compatriotas de Nazaré: acreditar na Palavra? Na sua homilia, Jesus afirma que se realiza hoje a palavra de ontem do profeta Isaías. Ele anuncia a Boa Nova aos pobres e realiza a salvação. Então compreendemos porque é que os habitantes de Nazaré tinham os olhos fixos n’Ele, viam que Ele falava como homem que tem autoridade. Não somente as suas palavras eram “boa nova”, mas Ele próprio era a Boa Nova há tanto esperada. Desde Lucas, desde Teófilo, quantos mensageiros da Boa Nova ninguém conseguiu calar porque, se a mensagem de Cristo é precisamente uma boa nova, é feita para ser anunciada!
( In página dos Dheonianos)

Para Meditar


O Cavalinho

Certa tarde um homem saiu para um passeio com as duas filhas,uma de oito e a outra de quatro anos.Em determinado momento da caminhada, Helena, a filha mais nova, pediu ao pai que a carregasse ao colo, pois estava muito cansada para continuar a andar.O pai respondeu que também estava muito cansado, e perante esta resposta a garotinha começou a choramingar e a andar mais devagarSem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou à Helena dizendo:* Olha aqui um cavalinho para tu montares, filha!Ele irá ajudar-te a seguir em frente.A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros.Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude de Helena.O pai sorriu e respondeu dizendo:* Assim é a vida, minha filha.Às vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar.Mas encontramos então um "cavalinho"qualquer que nos dá ânimo outra vez.Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção... assim, quando te sentires cansada ou desanimada, lembra-te de que sempre haverá um cavalinho para cada momento, e nunca te deixes levar pela preguiça ou o desânimo.

Com Interesse


O que é o Purgatório


É uma prisão de fogo na qual quase todas as almas salvas são submersas depois da morte e na qual sofrem as mais intensas penas. Aqui está o que os maiores doutores da igreja nos dizem acerca do Purgatório. Tão lastimoso é o sofrimento delas que um minuto desse horrível fogo parece ser um século. Santo Tomás Aquino, o príncipe dos teólogos, disse que o fogo do Purgatório é igual em intensidade ao fogo do inferno, e que o mínimo contato com ele é mais aterrador que todos os sofrimentos possíveis desta terra! Santo Agostinho, o maior de todos os santos doutores, ensina que para serem purificadas de suas faltas antes de serem aceitas no Céu, as almas depois de mortas são sujeitas a um fogo mais penetrante e mais terrível do que nenhum que se possa ver, sentir ou conceber nesta vida. Ainda que este fogo está destinado a limpar e purificar a alma, disse o Santo Doutor, ainda é mais agudo que qualquer coisa que possamos resistir na Terra. São Cirilo de Alexandria não duvida em dizer que "seria preferível sofrer todos os possíveis tormentos na Terra até o dia final que passar um só dia no Purgatório". Outro grande Santo disse: Nosso fogo, em comparação com o fogo do Purgatório, é uma brisa fresca ". Outros santos escritores falam em idênticos termos desse horrível fogo.
Como é que as penas do Purgatório são tão severas?
O fogo que vemos na Terra foi feito pela bondade de Deus para nossa comodidade e nosso bem estar. Às vezes é usado como tormento, e é o mais terrível que podemos imaginar. O fogo do Purgatório, pelo contrário, está feito pela Justiça de Deus para penar e purificar-nos e é, por conseguinte, incomparavelmente mais severo.
Nosso fogo, como máximo, arde até consumir nosso corpo; feito de matéria, pelo contrário o fogo do Purgatório atua sobre a alma espiritual, a qual é inexplicavelmente mais sensível a pena. Quanto mais intenso é o fogo, mais rapidamente destrói a sua vitima; a qual, por conseguinte cessa de sofrer; por quanto o fogo do Purgatório infligi a mais aguda e a mais violenta pena, mas nunca mata a alma nem lhe tira a sensibilidade. Tão severo como é o fogo do Purgatório, é a pena da separação de Deus, a qual a alma também sofre no Purgatório, e esta é a pena mais severa. A alma separada do corpo deseja com toda a intensidade de sua natureza espiritual estar com Deus. É consumida de intenso desejo de voar até Ele. Ainda é retida, e não há palavras para descrever a angustia dessa aspiração insatisfeita. Que loucura, então, é para um ser inteligente como o ser humano negar qualquer precaução para evitar tal espantoso feito. É infantil dizer que não pode ser assim, que não o podemos entender, que é melhor não pensar ou não falar dele. O feito é que, seja o cremos ou não, todas as penas do Purgatório estão mais altas do que podemos imaginar ou conceber. Estas são as palavras de São Agustinho.
Sobre o Purgatório, Pode tudo isto ser verdade?
A existência do Purgatório é tão certa que nenhum católico tem tido nunca uma duvida acerca dele. Foi ensinado desde os tempos mais remotos pela Igreja e foi aceita com indubitável fé quando a Palavra de Deus foi pregada. A doutrina é revelada na Sagrada Escritura e crida por milhões e milhões de crentes de todos os tempos. Ainda, tal como o temos remarcado, as idéias de alguns são tão vagas e superficiais neste tema tão importante, que são como pessoas que cerram seus olhos e caminham deliberadamente no fio de um precipício.
Seria bem em recordar que a melhor maneira de cortar nossa estadia no Purgatório - o ainda mais, evitá-lo é ter uma clara idéia dele, e de pensar bem nele e adotar os remédios que Deus nos oferece para evitá-lo. Não pensar nele é fatal. É cavar a si mesmos a fossa, e preparar para eles mesmos um terrifico, largo e rigoroso Purgatório
Como um menino pobre chegou a bispo, a cardeal e a santo.
São Pedro Damião perdeu a seu pai e mãe ao nascer. Um de seus irmãos o adotou, mas o tratava com aspereza, forçando-o a trabalhar muito duro e alimentando-o muito mal e com escassa roupa. Um dia encontrou uma moeda de prata, que representava para ele uma pequena fortuna. Um amigo lhe aconselhou que a usasse para si mesmo, pois o dono não poderia ser achado. Para Pedro era difícil estabelecer em que gastaria, já que tinha todo tipo de necessidades. mas trocando de pensamento em sua jovem mente, decidiu que o melhor que podia fazer era pedir uma Missa pelas Almas do Purgatório, em especial pelas almas de seus queridos pais.
A custa de um grande sacrifício, transformou seu pensamento em feitos e as Missas foram oferecidas. As almas do Purgatório devolveram seu sacrifício mais generosamente. Desde esse dia em adiante notou uma grande mudança em seu destino. Seu irmão maior o chamou a casa onde ele vivia, e horrorizado pelo maltrato que padecia, o levou a viver consigo. O tratou como a seu próprio filho, e o educou e cuidou com o mais puro afeto.
Benção sobre benção, os mais maravilhosos talentos de Pedro saíram a luz, e foi rapidamente promovido ao sacerdócio; algum tempo depois foi elevado a dignidade de bispo, e finalmente, Cardeal. Além do que, muitos milagres atestam sua santidade, tanto que após sua morte foi canonizado e declarado Doutor da Igreja. Estas maravilhosas graças vieram a ele depois de uma Missa oferecida pelas Santas Almas.
(www:Orações e devoções católicas)

18 janeiro, 2010

A Mensagem nº110 de 17 de Janeiro de 2010







EVANGELHO Jo 2, 4-11





Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia
e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho».Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser».
Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa».
E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, - ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam - chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior.
Mas tu guardaste o vinho bom até agora». Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória
e os discípulos acreditaram n'Ele.

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM (adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 2º Domingo do Tempo Comum, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
A PALAVRA INICIAL DE ABERTURA E A ATENÇÃO À PALAVRA.
Depois da saudação inicial, o sacerdote pode exprimir, através de uma breve admonição, um aspecto particular da celebração do dia. Procure estar atento à assembleia concreta. Pode apoiar-se no cântico que for cantado no início. Tente dirigir-se de maneira directa e concreta aos homens e mulheres que o escutam e olham para ele. Depois do Amen da Oração de Colecta, faça-se um breve momento de verdadeiro silêncio. O presidente dirija o seu olhar para o lugar da proclamação da Palavra, “levando” a assembleia a olhar também para o pólo de atenção que é o lugar da Palavra.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus, que Te revelas como esposo do teu povo e chegas mesmo a considerar a tua Igreja como tua esposa, nós Te damos graças e Te bendizemos pelos gestos de atenção e pela ternura imensa que nos manifestas. Nós Te pedimos por todos os esposos e por todos os matrimónios, mas sobretudo pelos esposos cristãos, que chamaste a ser sinais do teu amor e da tua fidelidade”.
No final da segunda leitura:
“Deus só e único, Deus de todos os cristãos, que ages em nós, nós Te damos graças pelo teu Espírito Santo, que nos comunicas sem cessar na liturgia e na proclamação da tua Palavra.
Nós Te pedimos pela reconciliação das Igrejas e pela unidade no interior de cada comunidade cristã. Que os teus filhos saibam discernir em qualquer circunstância o que vem do teu único Espírito”.
No final do Evangelho:
“Jesus, nosso Mestre, nós Te damos graças pelo sinal que realizaste em Caná, manifestando as bodas de Deus com o seu povo. Nós Te bendizemos pelo sinal do vinho e o cálice da nova Aliança.
Nós Te pedimos por todas as pessoas à nossa volta que estão privadas da alegria que Tu nos revelas com a tua presença e com o dom do teu Espírito de festa”.
BILHETE DE EVANGELHO.
Passam-se coisas nesta sala da boda. Maria, com a sua intuição feminina, percebe o embaraço do mestre do banquete: vai faltar vinho. Di-lo a Jesus. Procurava ela informá-l’O apenas? Pensava ela que Ele podia fazer qualquer coisa? Jesus pede a sua mãe para renovar o seu acto de fé. Como há trinta anos, ela pede aos serventes o que o anjo lhe havia pedido: “fazei o que Ele vos disser! Tende confiança n’Ele!” E eis que as talhas destinadas às abluções rituais da religião judaica vão servir para manifestar a plenitude do dom de Deus e a nova relação dos homens com Deus. É
proposto um novo rito, vai ser selada uma nova Aliança. Uma Aliança que selará para sempre a relação de Deus com a humanidade.
À ESCUTA DA PALAVRA.
Para São João, os “milagres” são sempre “sinais” que nos reenviam para além da materialidade dos factos. Será bom olhar com mais atenção esta água mudada em vinho. A água é um elemento vital. Mas é, antes de mais, um elemento ordinário e bruto. A água encontra-se na natureza, não precisa de ser fabricada. O vinho é fruto da vinha, mas também do trabalho do homem, como dizemos na Eucaristia. Jesus manda encher as talhas de água, a água que é símbolo da nossa vida ordinária, de todos os dias. Jesus toma esta água ordinária para a transformar. Não com uma varinha mágica, mas com a força do Espírito Santo, com a força do amor. É porque este vinho é melhor que o vinho dos homens… Por este “sinal”, Jesus quer vir ter connosco na nossa vida ordinária, para aí colocar a sua presença de amor, o amor do Pai, o Espírito Santo. Toma a nossa vida, com as nossas alegrias, os nossos amores, as nossas conquistas humanas, importantes mas tantas vezes efémeras, com os nossos tédios, os nossos dias sem gosto e sem cor, os nossos fracassos e mesmo os
nossos pecados, também eles ordinários. E aí, Ele “trabalha-nos” pelo seu amor, no segredo, para fazer brotar em nós a vida que tem o sabor do vinho do Reino. Isto, Ele cumpre-o em particular cada vez que participamos na Eucaristia. Façamos do “tempo ordinário” o tempo do acolhimento do trabalho em nós do Vinhateiro divino!
(In Página dos Dehonianos )

Para Meditar


JÁ É NOITE ! !
COMO O TEMPO PASSOU ! ...

Quando te levantas-te pela manhã, eu já tinha preparado o sol para aquecer o teu dia, e o alimento para tua refeição. Sim, eu providenciei tudo isso enquanto vigiava o teu sono, a tua família e tua casa.
Esperei pelo teu "BOM DIA" mas tu te esqueceste.... Bem, tu parecias ter tanta pressa que eu te perdoei.
O sol apareceu, as flores deram o seu perfume, a brisa da manhã te acompanhou e tu nem pensaste que eu é quem havia preparado tudo para ti. Teus familiares sorriram, teus colegas te saudaram, tu trabalhas-te, estudas-te viajaste, realizas-te negócios, alcançaste vitórias , mas... não percebes-te que eu estava cooperando contigo, e mais teria ajudado se me tivesses dado uma oportunidade... eu sei, que levas a vida a correr... eu te perdoei.
Tu leste tanto, ouviste muita coisa, viste mais ainda, e não tiveste tempo de ler ou ouvir a minha palavra. Eu quis falar, mas tu não paraste para ouvir. Eu quis até aconselhar-te, mas tu nem pensaste nessa possibilidade. Teus olhos, teus pensamentos teus lábios seriam melhores. O mal seria menor e o bem, muito maior em tua vida.
A chuva que caiu à tarde foram minhas lágrimas por tua ingratidão, mas foram também a minha benção sobre a terra, para que não lhe falte o pão e a água.
Tu trabalhaste, ganhaste dinheiro, não fizeste mais porque não me deixaste ajudar. Mais uma vez te esqueceste de mim. Esqueceste-te de que eu desejo uma participação no meu reino com a tua vida e o teu talento.
Findou o teu dia. Tu voltas-te para casa. Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita para te lembrar do meu amor por ti. Certamente, agora, vais dizer um "Obrigado" e "Boa Noite"... Psiu... estás a ouvir? Já dormiu! Que pena!
Boa Noite, Dorme Bem. Eu ficarei velando por ti.
« JESUS »

Com Interesse







A função do Anjo da Guarda é iluminar-nos em relação à verdade e à boa doutrina. Mas sua proteção tem também muitos efeitos, tais como reprimir os demônios e impedir que nos sejam causados danos espirituais ou corporais.Nas palavras seguintes de Deus a Moisés encontramos os múltiplos ofícios de proteção e de conselho que incumbem ao Anjo da Guarda:"Eis que eu enviarei o meu Anjo, que vá adiante de ti, e te guarde pelo caminho, e te introduza no lugar que preparei. Respeita-o, e ouve a sua voz, e vê que não o desprezes; porque ele não te perdoará se pecares, e o meu nome está nele. Se ouvirdes a sua voz, e fizerdes tudo o que te digo, eu serei inimigo dos teus inimigos, e afligirei os que te afligem. E o meu Anjo caminhará adiante de ti" (Ex 23, 20- 23).A custódia que nossos Anjos da Guarda exercem sobre nós referem-se tanto ao nosso corpo quanto à nossa alma, sempre tendo em vista nossa salvação.A proteção corporal consiste em impedir ou livrar dos perigos ou males do corpo, ou auxiliar os homens nas questões materiais, conforme consta no livro de Tobias (cap. 5 e seguintes).A proteção espiritual se dá sempre que os Anjos nos defendem contra os demônios (Tob 8, 3) ; rezam por nós e oferecem nossas preces a Deus, tornando-as mais eficazes pela sua intercessão (Apoc 8, 3; Tob 12, 12); nos sugerem bons pensamentos, incitando-nos a fazer o bem (At 8, 26; 10, 3ss).Do mesmo modo, quando nos infligem penas medicinais para nos corrigir (2 Sam 24, 16); e – mais importante que tudo o mais – quando nos assistem na hora da morte, fortalecendo-nos contra os supremos assaltos do demônio.Os Anjos conduzem diretamente para o Céu as almas daqueles que morrem sem precisar passar pelo purgatório*; visitam as almas que estão nesse lugar de expiação para as consolar e fortalecer, esclarecendo-as sobre a glória do céu, etc; e levam para o Paraíso as almas que já passaram pela purgação necessária.A proteção dos Anjos não nos livra, entretanto, das cruzes e sofrimentos que Deus nos manda para a nossa provação e purificação; nem das tentações que Deus permite que tenhamos para provar nossa fidelidade. Porém, eles nos ajudam a tudo suportamos com paciência e a termos perseverança para alcançar a vitória.Às vezes parece que os Anjos não nos estão atendendo; é preciso então rezar com mais insistência, até que esse socorro se manifeste. Se não somos ouvidos, não é por faltar aos Anjos poder ou desejo de nos ajudar, mas porque aquilo que estamos pedindo não é o melhor para a nossa eterna salvação, que é o que antes de tudo eles procuram.(Fonte: "Os Santos Anjos Nossos celestes protetores, Autor: Plinio Maria Solimeo – Editora Artepress – www.livrariapetrus.com.br)

08 janeiro, 2010

A Mensagem nº 109 de 10 de Janeiro de 2010




BAPTISMO DE JESUS











EVANGELHO – Lc 3,15-16.21-22
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em
seus corações se João não seria o Messias.
João tomou a palavra e disse-lhes:
«Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu,
do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias.
Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo».
Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado;
e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele
em forma corporal, como uma pomba.
E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado:
em Ti pus toda a minha complacência».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O DOMINGO DAO BAPTISMO DO SENHOR
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao Domingo da Festa do Baptismo do Senhor, procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
ATENÇÃO AOS SILÊNCIOS NA CELEBRAÇÃO.
Um detalhe do Evangelho tem a sua importância: o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Jesus, enquanto Ele orava. É um convite para darmos atenção, desde o início da celebração, aos silêncios que favorecem a oração comunitária mas também pessoal. Por exemplo, antes do momento penitencial, antes da oração de colecta, depois da proclamação das leituras…
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Pai do teu povo, nós Te bendizemos. Tu que os profetas muitas vezes anunciaram como o Deus vingativo, apresentas-Te como um Deus pastor, que reúne e conduz o seu rebanho, com solicitude.
Na nossa sociedade do consumo e do lucro, tão dura para quem perde, nós Te pedimos: que as nossas comunidades cristãs sejam em todo a parte lugares de reconforto e de esperança”.
No final da segunda leitura:
“Deus, nosso Salvador, nós Te damos graças, porque manifestaste a tua bondade e a tua ternura para com a nossa humanidade; Fizeste-nos renascer pela água do Baptismo e nos renovaste no Espírito Santo. Que o teu Espírito nos ensine a rejeitar o pecado e as paixões deste mundo, e a viver no mundo presente como homens justos e religiosos”.
No final do Evangelho:
“Deus que nenhum olhar pode ver, bendito és Tu pela revelação que comunicaste no Baptismo de Jesus, porque de maneira sensível Te manifestaste como o Pai de Jesus e nosso Pai e nos revelaste o teu Espírito. Nós Te pedimos pelas crianças, jovens e adultos que serão baptizados e confirmados ao longo dos próximos meses. Nós Te pedimos também pelos seus catequistas”.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA.
Pode-se escolher a Oração Eucarística II, com a variante própria para o domingo.
PALAVRA PARA O CAMINHO.
“O céu abriu-se… O Espírito Santo desceu sobre Jesus… Do céu fez-se ouvir uma voz: Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência». O que aconteceu em Jesus aconteceu em cada um e cada uma de nós. Como Cristo, fomos baptizados; como a Ele, a voz do Pai nos disse: Tu és o meu filho amado, tu és a minha filha amada! Esta voz fala-nos sempre: ela recorda-nos a nossa dignidade de filhos e de filhas de Deus, ela envia-nos a gritar aos nossos irmãos: “Sois os bemamados do Pai!” Nós que fomos enxertados no Espírito Santo, mas que temos medo do futuro, escutemos esta voz que nos diz: “Tu és o meu filho, tu és a minha filha, eu
estou contigo, em ti pus toda a minha ternura!” Sejamos ternura, bondade e misericórdia para os outros…
( In página dos Dehonianos)

Para Meditar



Os dois anjos...
Dois anjos viajantes pararam para passar a noite na casa de uma família rica. A família era rude e recusou-se a deixar os anjos ficarem no quarto de hóspedes da mansão. Em vez disso colocou-os a dormir num pequeno e frio espaço na cave da casa.Quando os anjos estavam a fazer suas camas no chão duro, o anjo mais velho viu um buraco na parede e tapou-o. Quando o anjo mais novo viu perguntou porque fizeste isso? o anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem ser."Na noite seguinte os anjos foram descansar na casa de pessoas muito pobres, mas muito hospitaleiras, um fazendeiro e sua esposa. Depois de dividirem o pouco de comida que tinham, o fazendeiro e sua esposa acomodaram os anjos na sua cama onde poderiam ter uma boa noite de descanso.Quando o sol nasceu na manhã seguinte os anjos encontraram o fazendeiro e sua esposa em lágrimas. Sua vaca, cujo leite tinha sido sua única fonte de renda familiar, estava deitada morta no campo. O anjo mais novo estava furioso e perguntou: "Como podes-te deixar isto acontecer? O primeiro homem tinha tudo e tu o ajudaste. A segunda família tinha pouco mas estava disposta adividir tudo, e tu deixaste a vaca morrer."O anjo mais velho respondeu: "As coisas nem sempre são o que parecem ser."E continuou: "Quando nós ficamos na cave daquela mansão, eu vi que havia ouro guardado naquele buraco na parede. Sendo o dono totalmente obcecado por dinheiro e incapaz de dividir sua fortuna, eu tampei o buraco para que ele não encontrasse o ouro."Então na noite passada quando estávamos dormindo na cama do fazendeiro, o anjo da morte veio buscar sua esposa, eu dei-lhe a vaca no lugar de sua esposa.""As coisas nem sempre são o que parecem ser"Algumas vezes isto é exactamente o que acontece quando coisas não se concretizam do jeito que deveriam. Se você tiver fé, você só precisa acreditar que tudo que acontece é em seu favor.Você provavelmente só vai reparar algum tempo depois...

AUTOR DESCONHECIDO

Com Interesse


Música na Igreja
A música foi o complemento artístico das catedrais medievais. Até a época de Gregório I (540-604) tinha a música forte influência grega e bizantina, bem patentes nas árias monódicas. Atribui-se ao grande Papa Gregório I (por isso "música gregoriana") a criação de uma melodia simples, o "cantochão" ou canto "gregoriano". Independentemente do número de pessoas, todos cantavam no mesmo tom, embora as mulheres e crianças quase sempre cantavam uma oitiva mais alto que os homens. Porém, as variações surgidas no canto gregoriano exigiam uma notação mais prática e mais exata. Aproximadamente em 1040, o monge Guido de Arezzo deu os atuais nomes às primeiras seis escalas, tirando as primeiras sílabas de palavras de um hino que os meninos cantores entoavam a São João, para que os protegesse da rouquidão. O ut era tão fácil de ser cantado, pois acabava de ser consoante, e posteriormente foi substituído por dó. Assim nasceu o alfabeto musical dos países latinos. Essas criações vitais abriram o caminho para a música polifônica, que mais tarde, entretanto, entrelaçaria duas, três e até quatro vozes independentes.
Como as demais artes, também da música a Igreja se serve para abrilhantar o culto divino. O objeto mais digno que o próprio Deus, as artes não podem ter, sendo Ele a fonte de tudo que é belo, de tudo que é perfeito. A música, para ser admitida no serviço de Deus, deve tornar-se digna desta grandiosa vocação. Para Deus só o melhor, para o culto divino, só o que há de mais perfeito. Há uma música profana, uma música religiosa e uma música sacra. A primeira é a arte do mundo, mais ou menos aparatosa, mais ou menos artística, destinada a deliciar os ouvidos e abrilhantar as festividades do mundo. É a música ouvida nos teatros, nos concertos, nas festas profanas e nos lugares de divertimentos. Esta espécie de música não serve para o culto divino e dele está excluída por princípio. Há ainda a música que bem difere da primeira, já mencionada. É uma música mais suave, que mais ou menos traz os enlevos religiosos e os da alma; são composições que objetivam assuntos religiosos. Esta espécie de música dispõe dos recursos e dos meios de expressão da música profana, e dela tira o que precisa, para exprimir o colorido do caráter que lhe é próprio. Há músicas religiosas que podem ser admitidas nas igrejas, o que depende do exame consciencioso de quem é competente na matéria e, a falta de temperança nesse aspecto pode fatalmente macular o sacro rito, transformando o participante da Missa num espectador, confundindo-se altar com palco, o que seria um desastre. A música sacra é a música própria da Igreja, a música litúrgica oficialmente aprovada e autêntica. A Igreja faz questão em ver observadas suas determinações relativas à música sacra; e grande é a responsabilidade das autoridades eclesiásticas nesse particular. A música na Igreja não deve visar outra coisa senão a glória de Deus e a edificação dos fiéis. Admitir músicas profanas e indignas no culto divino, é pecado, por ser uma profanação do templo de Deus e um escândalo para os fiéis. Aqueles que devem interessar-se mais de perto pela música sacra, não podem deixar de ler e estudar o Motu Próprio de Pio X sobre a música sacra, documento de alto valor, que é considerado o código musical da Igreja Católica.
Fonte (http://www.paginaoriente.com/catecismo/musica.htm)

03 janeiro, 2010

A Mensagem nº 108 de 03 de Janeirode 2010




EPIFANIA DO SENHOR





EVANGELHO – Mt 2,1-12
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes,
quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente.
«Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer?
Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O».
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém.
Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’».
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR (adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao domingo da Epifania do Senhor (que inclui a viragem de ano com a Solenidade da Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz), procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
GESTO PARA A LITURGIA DA PALAVRA.
Neste dia da Epifania do Senhor, onde tal for possível e se o presépio estiver perto da presidência, o Evangelho poderia ser proclamado diante do presépio, precedido de uma procissão do ambão para o presépio, com o Evangeliário e com velas acesas. Tal pode significar o caminho dos Magos para visitar o Menino, acolhendo aí a Boa Nova de Jesus dirigida a todas as nações.
ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração.
No final da primeira leitura:
“Deus de luz, erguemos os nossos olhos para Ti, cheios de admiração. Nós Te bendizemos, porque a tua glória ergueu-se sobre nós, arrancaste-nos das trevas e pões-nos de pé, a caminho da nova Jerusalém. Nós Te pedimos pelos povos da terra que estão ainda nas trevas e pelas pessoas que conhecemos e que procuram a saída da escuridão”.
No final da segunda leitura:
“Pai de todos os homens, nós Te bendizemos pela revelação do teu mistério, pela promessa que destinas a todos os povos e pela herança a que tanto desejas associálos, na luz. Nós Te pedimos por todos os missionários que partiram para longe anunciar esta Boa Nova, através da palavra e de actos concretos”.
No final do Evangelho:
“Pai Nosso, único rei digno deste nome, nós Te louvamos pelos sinais que nos guiam para Ti e, sobretudo, pelo teu Filho Jesus, estrela que em nós está sempre presente, em todos os instantes da nossa vida. Nós Te pedimos pela tua Casa, que é a tua Igreja, e por todas as suas comunidades: que o teu Filho Jesus nos guie através da nova estrela que é o teu Espírito presente nas nossas vidas”.
BILHETE DE EVANGELHO.
A Epifania é feita de trevas e de luz. Herodes está nas trevas: cheio de inquietude e toda Jerusalém com ele… Ele convoca os Magos “em segredo”, fecha-se na mentira, fazendo crer que quer adorar o Messias enquanto procura fazê-lo matar. Os Magos, eles, estão na luz, vêm do país onde se levanta o sol, e uma estrela ilumina a sua noite. Põem-se a caminho, procuram, questionam. Esta luz para a qual eles tendem alegra-os. Então, prosternam-se diante d’Aquele que se dirá “a Luz do mundo”. Em toda a verdadeira relação há um intercâmbio. Então, Deus oferece ao mundo seu Filho como presente, os Magos abrem os seus cofres e oferecem-nos Àquele que eles consideram como Rei (ouro), como Deus (incenso) e como humano que é mortal (mirra). Nesse dia, Deus faz-Se reconhecer por aqueles que O procuram, enquanto os chefes dos sacerdotes e os escribas que pensavam tê-l’O encontrado ficam em Jerusalém e recusarão reconhecê-l’O.
À ESCUTA DA PALAVRA.
Diz-se que eram três reis vindos do oriente. O que é seguro é que não eram reis, mas sábios astrólogos. Porém, nesta Festa da Epifania, é de uma história de reis que se trata. Não são três, mas dois. Primeiro, o rei Herodes, “o Grande”. A ele se deve a reconstrução do Templo. Mas distinguiu-se, sobretudo pela crueldade e pelos seus crimes, matando mesmo três dos seus filhos para preservar o poder. E depois, há outro rei, aquele que os Magos vieram procurar. “Onde está o rei dos Judeus que acaba de nascer?” Esta simples questão basta para aterrorizar Herodes. Este título colar-se-á a Jesus até à cruz. Que imensa oposição entre estes dois reis! De um lado, a sede de um poder tirânico, o recurso à violência, à tortura, à guerra, à mentira… De outro lado, uma criança desprovida de qualquer poder, que terminará lamentavelmente na cruz. Como não reler a história da humanidade, inclusive a história das religiões, a esta luz? “Em nome de Deus” matou-se e trucidou-se tanta gente… E as coisas não parecem estar perto do fim! Reis, príncipes, papas, imãs… utilizaram o seu poder para impor a dita “verdadeira religião”. Os cristãos entraram igualmente nesse esquema. Mas cada vez que recorreram à violência, traíram, negaram, crucificaram Jesus, o rei sem poder. Jesus nunca recorreu à espada, nunca recomendou o uso das armas. É uma das maiores lições da Epifania: quando Deus se manifesta em Jesus, proclama alto e bom som que nunca esteve nem estará do lado dos poderosos, da força, do
terrorismo, da guerra. Ele não se defenderá, pois o seu poder está noutro lado. Possamos nós, com os Magos, vir sem cessar até Jesus, que nos apresenta Maria sua mãe, e, caindo de joelhos, dizer-lhe que é Ele que queremos seguir, Ele que, só, é verdadeiramente um rei “doce e humilde de coração”.

(In página dos dehonianos )

Para Meditar


O Verdadeiro Poder



Era uma vez um guerreiro, famoso por sua invencibilidade na guerra.
Era um homem extremamente cruel e, por isso, temido por todos. Quando ele se aproximava de uma aldeia, os moradores fugiam correndo para as montanhas, onde se escondiam do malvado guerreiro. E assim ele subjugou muitas aldeias.
Certo dia, alguém viu ele aproximar-se com seu exército de uma pequena aldeia, onde viviam alguns agricultores e entre eles um velhinho, muito sábio.
Quando o pessoal ouviu a terrível notícia da aproximação do guerreiro, tratou de juntar o que podia e fugir rapidamente para as montanhas. Só o velhinho ficou para trás. Ele já não podia fugir. O guerreiro entrou na aldeia e foi cruel, incendiando as casas e matando alguns animais soltos pelas ruas.
Até que chegou na casa do velhinho. O velhinho, quando o viu assustou-se.
Ele sem piedade, foi dizendo ao velhinho que seus dias tinham chegado ao fim. Mas, que lhe concederia um último desejo, antes de passá-lo pelo fio de sua espada. O velhinho pensou um pouco e pediu que o guerreiro fosse com ele até o bosque e ali lhe cortasse um galho de uma árvore.
O guerreiro achou aquilo uma besteira. -"Esse velho deve estar gagá.
Que último desejo mais besta." Mas, se esse era o último desejo do velhinho, havia que atendê-lo. E lá foi o guerreiro até o bosque e com um golpe de sua espada, cortou um galho de uma árvore.-" Muito bem" disse o velhinho.
-"O senhor cortou o galho da árvore. Agora, por favor, coloque esse galho na árvore outra vez." O guerreiro deu uma grande gargalhada, dizendo que esse velho deve estar louco, pois todo mundo sabe que isso já não é possível, colocar o galho cortado na árvore outra vez. O velhinho então lhe respondeu:
- "Louco é você que pensa que tem poder só porque destrói as coisas e mata as pessoas que encontra pela frente. Quem só sabe destruir e matar, esse não tem poder. Poder tem aquela pessoa que sabe juntar, que sabe unir o que foi separado, que faz reviver o que parece morto. Essa pessoa tem verdadeiro poder".

Autor desconhecido

Ainda Natal


NATAL
Há pessoas passando correndo
Luzes que acendem e apagam
Música que toca no ar
Sombras na noite escura
Crianças pedindo ternura
Velhos cansados da vida
Pedindo um pouco de amor
A quem tiver para o dar
Vão caminhando passo a passo
Indiferentes ao cansaço
Que os aperta num abraço
E lhes causa grande dor
São os pobres deste mundo
Com um sentimento profundo
De injustiça permanente
Nada de bom lhes acontece
É a fome A doença
É a falta de amor e carinho
O frio cravado em seus corpos
Ferrado que nem espinho
É a indiferença do próximo
Que se atravessa no caminho
É o ver tanta gente
É o sentir-se sozinho
É sentir que nada tem
É o sentir a pobreza
É o não ter comida
É o nem sequer ter mesa
É sentir-se angustiado
É o sentir-se mal
É o sentir que se não fosse JESUS
Para eles nem haveria Natal.


ACLSM

26 dezembro, 2009

A Mensagem nº 107 de 27 de Dezembro de 2009







EVANGELHO – Lc 2,41-52




Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa.
Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa.
Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados; e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso. Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração. E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.

Mensagem de Natal


O SENHOR HÁ-DE VIR!
Mas será verdade que Cristo virá algum dia? Virá hoje neste mundo e neste tempo ao nosso encontro? Onde estão os sinais? Será que eles aparecem no nosso mundo?Onde está a paz, a justiça, o respeito pela pessoa humana, a liberdade, sinceridade, a verdade...? Onde está o amor entre todos os homens?Olhem à vossa volta. Olhem o mundo e os homens. Onde é que Ele pode nascer?Jesus nasce hoje aqui…E nasce no mundo inteiro onde se continua a não respeitar os direitos do homem, onde se continua a destruir a natureza, onde a corrupção aumenta cada vez mais, onde o ter vale mais que o ser, a mentira mais que a verdade, a vingança mais que a compaixão, o ódio mais que o amor...Jesus nasce hoje aqui!
Mas Jesus não nasce só ali, em terras distantes, longe de nós.Nasce no meio do nosso pecado.Nasce entre os marginais que não encontram ou não querem ajuda para se libertar.Nasce no meio dos Bairro do Lagarteiro e do Cerco, dos quais nós desviamos o olhar.Nasce no meio da solidão dos idosos porque nós não nos queremos "chatear".Nasce no meio das famílias desavindas porque não têm tempo para dialogar.Nasce no meio de uma juventude que se deixa enrolar no fácil, no superficial e na futilidade.
Nasce aqui, na paróquia de Rio Tinto, no meio da inimizade, agressividade, tensão, guerras de poder e influência, que os cristãos vão alimentando.
Nasce também hoje aqui nesta terra onde nós ainda não somos irmãos uns dos outros e onde falta muito para a paz reinar nos nossos corações, e para sermos capazes de ser comunidade. Jesus nasce hoje aqui!
Se eu soubesse construir a paz à tua volta mais do que as desavenças...Se eu soubesse construir mais que destruir...Se soubesse acreditar mais em vez de desconfiar...EU! Sim, eu mesmo que estou aqui! Se eu soubesse acolher em vez de querer dominar…Se eu soubesse desculpar mais em vez de guardar ressentimento...Se eu soubesse fazer luz onde existe escuridão...Se Ele nascesse, haveria de permanecer no meu coração, e iluminar a minha vida...E a sua luz espalhar-se-ia pelos outros homens meus irmãos...E transformaria a escuridão do mundo em dia radioso de Sol no qual as trevas não poderiam penetrar, no qual a noite não teria mais lugar, no qual o pecado, que vem desde o início do mundo, seria finalmente desfeito e não mais nos atingiria.Quando o Menino nascer no monte sozinho, na noite da paz.
Quando o mistério se abrir e a terra trouxer o fruto do Céu.
E quando a palavra habitar no mundo, ardendo em ânsias de amor...
Então saberei, saberás, saberemos que o sol não mais morrerá.

Padre Amaro Jorge SCJ

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA A FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
A semana anterior ao domingo da Festa da Sagrada Família inclui o Dia de Natal. É o tempo oportuno para a celebração do mistério do Verbo que habitou no meio de nós. É um tempo propício para meditar a Palavra de Deus servida no Natal e na Festa da Sagrada Família. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da
paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.
2. ATENÇÃO AOS PEQUENOS GESTOS.
O “Glória a Deus”, cântico dos anjos, é por excelência o hino do tempo de Natal. Deve ser um hino que se canta. Nesse sentido, sempre que possível, evitar recitar o Glória a Deus, procurar antes cantar todo o Hino de Glória. A Sagrada Família viveu ao ritmo do amor trinitário. No grande momento da doxologia (Por Cristo, com Cristo, em Cristo…), no final da Oração Eucarística, que deveria ser cantada, procurar manter bem elevado o pão e o vinho, até ao fim do “Ámen” da assembleia (muitas vezes, o “Ámen” não é dito com entusiasmo de fé e,
frequentemente, o presidente da assembleia já “arrumou” o pão e o vinho antes do “Ámen”…).
Os finais das orações “Por Nosso Senhor Jesus Cristo…” não são apêndices da oração, mas o seu coroamento. Nesse sentido, em vez de baixar os braços nesse momento, o presidente deve mantê-los erguidos (ou mesmo levantá-los um pouco mais) até ao final do “Ámen” da assembleia.
3. ORAÇÃO NA LECTIO DIVINA.
Na meditação da Palavra de Deus (lectio divina), pode-se prolongar o acolhimento das leituras com a oração. Exemplo para o final do Evangelho: “Deus nosso Pai, nós Te recomendamos os pais e as famílias, na sua missão de educar e de guiar os filhos na realização das suas vocações. Nós Te pedimos que o teu Espírito sustente a nossa fé no teu Filho Jesus e este amor sem limites que pedes para termos entre nós. página 8
Nós Te bendizemos pelo novo templo que deste ao teu Povo. É o teu próprio Filho Jesus, que nos reúne e constitui em família, que nos permite estar contigo. Recomendamos-Te as nossas famílias, com todas as dificuldades da educação cristã e do diálogo entre pais e filhos nas situações actuais”.
4. BILHETE DE EVANGELHO.
A fidelidade é a manifestação da fé. Maria e José cumprem fielmente a peregrinação anual a Jerusalém, aí se associam a Jesus. Este fará, vinte anos mais tarde, a sua peregrinação, a sua Páscoa, e andará de novo “perdido” durante três dias, antes de ser “reencontrado”, desta vez pelos seus discípulos, na manhã de Páscoa. O questionamento faz parte da fé. Maria e José estão “estupefactos” e interrogam Jesus: Porque nos fizeste isto?” E não compreendem a resposta do seu filho. Maria “guardava tudo isso no seu coração”, sem dúvida para não esquecer. A meditação permite entrar no pensamento de Deus para se lhe submeter. Se Jesus, voltando a Nazaré, era submisso a seus pais, estes aceitarão submeter-se à vontade de Deus. Maria disse o “sim” da anunciação, para que tudo se realizasse segundo a vontade de Deus. Um “sim” que ela voltará a dizer ao pé da cruz, mesmo no questionamento… Maria e José realizaram uma verdadeira peregrinação efectuando, não somente a caminhada de Nazaré a Jerusalém, mas sobretudo a caminhada do questionamento
ao acto de fé.
5. À ESCUTA DA PALAVRA.
Rezamos para que o Senhor nos dê a graça de praticar, a exemplo da Santa Família, as virtudes familiares. Não é fácil, parece mesmo irrealista esta oração… Como imitar a santidade de Jesus, o Filho de Maria? Maria estava sem pecado, José era um homem justo, perfeitamente ajustado à vontade de Deus. Em plenitude, nenhuma família pode viver como a Família de Nazaré, bem sabemos! Mas o modelo que nos é apresentado por Lucas é o modelo da família concreta de Nazaré, com o acompanhamento de todas as etapas de crescimento do filho Jesus, com toda a atenção e cuidado de Maria e José, com momentos de zanga dos pais quando Jesus ficou com os doutores no templo… Uma família perseverante e confiante! Assim, a Família de Nazaré torna-se muito próxima de nós. É a mesma missão para as nossas famílias: oferecer a cada filho um lugar de crescimento, um lugar de enraizamento onde a seiva da vida possa buscar a sua força, para que os frutos cheguem à maturidade. É uma tarefa árdua, longa, difícil, com alegrias e tristezas, conquistas e
fracassos… Podemos pedir a Jesus, Maria e José para nos acompanharem neste caminho: eles passaram por isso e compreendem-nos bem!
(In página dos Dehoneanos )

Para meditar


A Cruz Pesada...

Há muitos e muitos anos, um homem partiu em direção a Jerusalém, carregando uma cruz grande e pesada. Ela media três metros de comprimento por dois de envergadura. Enquanto carregava a cruz, lembrava-se do sofrimento de Jesus e imaginava a dor que Ele havia sentido quando foi crucificado.
Assim, o homem seguia compenetrado em sua resolução e, passo a passo, lentamente carregava a cruz, cuja ponta inferior se arrastava pelo chão, fazendo um risco na terra.
Depois de muitas horas de caminhada, o homem avistou um morro. Esgotado como estava, teve dúvidas se conseguiria vencer aquela subida acentuada. Enquanto meditava sobre a dificuldade à sua frente, alguém que passava sugeriu que cortasse um pedaço da cruz, tornando-a mais leve.
“É uma boa idéia! Diminuindo um pouco a carga, terei mais condições de subir a montanha”.
Assim, tirou um pedaço da cruz, que se tornou bem mais leve, e continuou sua caminhada.Quem já esteve em Jerusalém sabe que para se chegar lá é preciso subir muitas montanhas. A cidade do rei Davi, também chamada na Bíblia de "umbigo do mundo", fica no topo de uma montanha e é cercada por muitas outras. Trata-se, portanto, de um terreno difícil, em ambiente arenoso, seco, muito quente durante o dia e muito frio à noite.
A cada subida que encontrava no caminho, ele cortava um pedaço da cruz. Assim, com o decorrer da jornada, a cruz pesada foi ficando cada vez mais leve e, ao invés da caminhada lenta do início, o homem já podia andar a passo acelerado e ia cantarolando descontraidamente.
Tudo parecia ir muito bem, até que surgiu em seu caminho um rio caudaloso, cujas águas desciam volumosas, do alto da montanha, para banhar os vales. A ponte sobre o rio estava partida, faltando-lhe, exatamente, um trecho de quase três metros no vão central.
Diante daquele obstáculo, o peregrino fez a seguinte oração:
“Senhor, Tu sabes que meu maior desejo é chegar a Jerusalém. Venho de longe e agora que me aproximo de realizar meu sonho, não sei como poderei fazer para, sem arriscar a vida, chegar ao outro lado do rio. Vês, Senhor, que a ponte está rompida e não tenho como atravessá-la”.
Então, do céu, uma voz respondeu:
“Meu filho, para transpor este obstáculo com segurança, basta usar a cruz que eu lhe dei!”
Muito triste, o homem constatou que a cruz, agora, depois de tantos pedaços cortados, havia se tornado pequena demais e não vencia o vão que ele precisava transpor. A cruz do início, com seus três metros, tinha exatamente a medida de que ele precisava para ultrapassar a ponte quebrada.
Na vida, cada um de nós carrega a cruz necessária a nos preparar para vencer os obstáculos que surgem durante a jornada. Não é maior nem menor: é exata!

20 dezembro, 2009

A Mensagem nº 106 de 20 de Dezembro de 2009







JESUS ESTÁ PARA CHEGAR






VAMOS ABRIR NOSSO CORAÇÃO






PARA O RECEBER