08 março, 2009

A Palavra

"Escutai-o"
As leituras bíblicas de hoje nos apresentam dois exemplos na CAMINHADA DA FÉ: a fé de Abraão e a fé dos Apóstolos.
A 1a Leitura fala da fé de Abraão.
A narrativa faz parte das "tradições patriarcais", sem caráter histórico. Destina-se a apresentar Abraão como MODELO DE FÉ:
- O chamamento: "Sai de tua terra, vai... farei de ti o pai de um grande povo..."
- Ele parte para o desconhecido... apoiado apenas na palavra de Deus...
- Prova sua fé, sobretudo no dramático sacrifício de Isaac...
Ele soube ESCUTAR Deus e seguir a sua Palavra sem condições: renunciou o PASSADO, quando deixou sua terra e sua gente; agora estava disposto a sacrificar também o FUTURO, oferecendo o filho Isaac, depositário das promessas. Percebe o plano de Deus e o segue de todo o coração.
Sua obediência tornou-se uma fonte de vida para ele, para a sua família e para todos os povos...
Na 2a Leitura, São Paulo retoma a figura de Isaac, subindo o monte Moriá, com a lenha do sacrifício às costas, como imagem de Cristo que também sobe o monte Calvário, carregando às costas o lenho da Cruz.
O fundamento da nossa fé é o amor fiel e incondicional.
O Evangelho fala da fé dos Apóstolos:
Na caminhada para Jerusalém, o 1º Anúncio da Paixão e Morte de Jesus abalou profundamente a fé dos apóstolos. Desmoronaram seus planos de glória e de poder.
Para fortalecer essa fé ainda tão frágil… Cristo subiu ao Monte Tabor e "transfigurou-se…"
- Proposta de Pedro: "É bom estar aqui! Vamos fazer três tendas..."
- Proposta de Deus: "Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O!".
Ao transfigurar-se aos discípulos, Jesus revela a glória da Ressurreição, e atesta que ele é o FILHO AMADO DE DEUS, apesar da Cruz que se aproxima.
Na nossa caminhada para a Páscoa,
somos também convidados a subir com Jesus a montanha e, na companhia dos 3 discípulos, viver a alegria da comunhão com ele. As dificuldades da caminhada não podem nos desanimar.
No meio dos conflitos, o Pai mostra-nos desde já sinais da ressurreição e do alto daquele monte ele continua a gritar:
"Este é o meu Filho amado, ESCUTAI-O".
Tu tens fé? O que é ter fé? O que é mesmo a fé? É apenas uma aceitação de algumas verdades, que decoramos na catequese? É mais...
A FÉ É:
É acolher Deus que quer fazer a sua história na nossa história
É fazer a vontade de Deus... (tanto no Tabor, como no Calvário)
É um Dom gratuito de Deus (Não foi Abraão que tomou a iniciativa)
A FÉ EXIGE:
Uma Resposta da pessoa a uma palavra, a uma Promessa...
Um Serviço pronto e generoso na Obra de Deus...
Uma Ruptura: Deixar a terra dos ídolos que nos prendem…e abraçar o desconhecido…
Escutar atentamente tudo o que Jesus diz, seguindo seus passos com confiança total, mesmo nos momentos difíceis e incompreensíveis…
Reconhecer esse Cristo desfigurado, presente na pessoa dos irmãos... sobretudo nos excluídos... nos oprimidos pela violência... É fácil reconhecer o Cristo transfigurado no Tabor…mais difícil é reconhecê-lo desfigurado no Monte Calvário… mais difícil é descer o monte, ir ao encontro do Cristo desfigurado na pessoa do irmão…

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar

A promessa

Jonas era um menino pobre que vivia numa pequena vila. Seu maior sonho era estudar artes na Capital.
Um dia apareceu na vila um bem sucedido homem de negócio. Ele conheceu Jonas e ficaram amigos.
Duas semanas depois o senhor de negócios foi embora, mas antes prometeu a Jonas que retornaria em breve e o levaria para estudar na Capital.
Como era um homem muito atarefado, logo se esqueceu da promessa.
Anos depois, no seu leito de morte, o senhor se lembrou do prometido, mas infelizmente era tarde demais.
Jonas não sabendo da morte do amigo, continuou esperando.
O que é uma simples promessa para quem promete, pode ser um sonho de vida para que espera.
Faça sem prometer.

02 março, 2009

A Mensagem nº 63 de 01-03-2009


EVANGELHO Mc 1, 12-15

Naquele tempo, o Espírito Santo impeliu Jesus para o deserto.
Jesus esteve no deserto quarenta dias e era tentado por Satanás.
Vivia com os animais selvagens e os Anjos serviam-n’O.
Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia
e começou a pregar o Evangelho, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus.
Arrependei-vos e acreditai no Evangelho».

A Palavra



O início deste tempo da Quaresma propõe-nos as tentações de Jesus no deserto como primeira etapa de preparação para a Páscoa. A proximidade do Reino de Deus é certeza de caminho novo a ser percorrido. O tempo oportuno é este. Não há outro tempo. Esta é a oportunidade que não pode ser desperdiçada. Por isso, “arrependei-vos e acreditai no Evangelho”.
O deserto é o lugar do encontro com Deus; foi no deserto que o Povo experimentou o amor e a solicitude de Jahwéh e foi no deserto que Jahwéh propôs a Israel uma Aliança. Contudo, o deserto é também o lugar da “prova”, da “tentação”; foi no deserto que Israel foi confrontado com opções e foi no deserto, também, que Israel sentiu, várias vezes, a tentação de escolher caminhos contrários aos propostos por Deus… O “deserto” para onde Jesus “vai” é, portanto, o “lugar” do encontro com Deus e do discernimento dos seus projectos; e é o “lugar” da prova, onde se é confrontado com a tentação de abandonar Deus e de seguir outros caminhos.
Nesse “deserto”, Jesus ficou “quarenta dias”. O número “quarenta” é bastante frequente no Antigo Testamento. Muitas vezes refere-se ao tempo da caminhada do Povo de Israel pelo deserto, desde que deixou a terra da escravidão, até entrar na terra da liberdade; mas também é usado para significar “toda a vida” (a esperança média de vida, na época, rondava os quarenta anos). Deve ser entendido com o sentido de “toda a vida” ou, então, “todo o tempo que durou a caminhada”.
Durante esse tempo, Jesus foi “tentado por Satanás”. A palavra “satanás” designava, originalmente, o adversário que, no contexto do julgamento, apresentava a acusação. Mais tarde, a palavra vai passar a designar uma personagem que integrava a corte celeste e que acusava o homem diante de Deus.
Na época de Jesus, “satanás” já não era considerado uma personagem da corte celeste, mas um espírito mau, inimigo do homem, que procurava destruir o homem e frustrar os planos de Deus. É neste sentido que ele vai aparecer aqui… “Satanás” representa um personagem que vai tentar levar Jesus a esquecer os planos de Deus e a fazer escolhas pessoais, que estejam em contradição com os projectos do Pai.

O quadro da “tentação no deserto” diz-nos que Jesus, ao longo do caminho que percorreu no meio dos homens, foi confrontado com opções, escolhas difíceis. Ele teve de escolher entre viver na fidelidade aos projectos do Pai e fazer da sua vida um dom de amor, ou seguir por um caminho de egoísmo, de poder, de orgulho. Jesus escolheu viver – de forma total, absoluta, até ao dom da vida – na obediência às propostas do Pai. Os discípulos de Jesus, os que querem ser verdadeiramente cristãos, são confrontados a toda a hora com as mesmas opções. Seguir Jesus é perceber os projectos de Deus e cumpri-los fielmente, fazendo da própria vida uma entrega de amor e um serviço aos irmãos. Estou disposto a percorrer este caminho? De certeza? Como é que o tenho feito? E isso é suficiente? Para Deus não existe a expressão: “já fiz o suficiente

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar


O TAMANHO DA CRUZ

Um rei muito justo e bondoso que fazia tudo pelos seus súditos. Certa vez ele prometeu que levaria todos os que merecessem para uma terra maravilhosa onde viveriam com abundância e segurança. Mas, para merecer tal lugar, cada habitante deveria carregar uma cruz até a terra prometida, e isto significava uma caminhada de alguns dias. Todas as cruzes tinham o mesmo tamanho, o que causou um protesto por parte dos mais fraquinhos. Um deles, revoltado, resolveu dar um "jeitinho": pegou a sua cruz e, no meio da caminhada, resolveu serrá-la e diminuir-lhe o tamanho para o peso que ele achava ser o mais justo para a sua capacidade. Logo depois disto, todo o grupo se deparou com uma situação que os impedia de continuar a caminhada: havia um rio, com margens bem altas, íngremes e rochosas que impedia a passagem de todo o grupo. Foi quando um dos caminhantes teve a idéia de utilizar a sua cruz como ponte para atravessar o rio. Assim, todos descobriram que o tamanho da cruz era exatamente o da distância de uma margem a outra. Todos atravessaram o rio e continuaram a sua caminhada com as respectivas cruzes até a terra prometida. Todos, menos um, que perdeu a sua cruz levada pela correnteza do rio. A melhor maneira de se levar uma vida bem sucedida é encarar as crises como oportunidades e os obstáculos do caminho como pontes para o sucesso.

22 fevereiro, 2009

A Mensagem nº 62 de 22 -Fevereiro-2009


EVANGELHO (Mc 2, 1-12)
Quando Jesus entrou de novo em Cafarnaum e se soube que Ele estava em casa, juntaram-se tantas pessoas que já não cabiam sequer em frente da porta; e Jesus começou a pregar-lhes a palavra.
Trouxeram-Lhe um paralitico, transportado por quatro homens; e, como não podiam levá-lo até junto d’Ele, devido à multidão, descobriram o tecto por cima do lugar onde Ele Se encontrava e, feita assim uma abertura, desceram a enxerga em que jazia o paralítico. Ao ver a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico:
«Filho, os teus pecados estão perdoados». Estavam ali sentados alguns escribas, que assim discorriam em seus corações:
«Porque fala Ele deste modo? Está a blasfemar. Não é só Deus que pode perdoar os pecados?» Jesus, percebendo o que eles estavam a pensar, perguntou-lhes:
«Porque pensais assim nos vossos corações? Que é mais fácil?
Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estãô perdoados’ ou dizer ‘Levanta-te, toma a tua enxerga e anda’? Pois bem. Para saberdes que o Filho do homem tem na terra o poder de perdoar os pecados, ‘Eu to ordeno — disse Ele ao paralítico — levanta-te, toma a tua enxerga e vai para casa’». O homem levantou-se, tomou a enxerga e saiu diante de toda a gente, de modo que todos ficaram maravilhados e glorificavam a Deus, dizendo:
«Nunca vimos coisa assim».

Para Meditar


O MONGE E A PROSTITUTA
Vivia um monge nas proximidades do templo de Shiva.
Na casa em frente, morava uma prostituta.
Observando a quantidade de homens que a visitavam, o monge resolveu chamá-la.
Você é uma grande pecadora - repreendeu-a. Desrespeita a Deus todos os dias e todas as noites. Será que você não consegue parar e refletir sobre a sua vida depois da morte?
A pobre mulher ficou muito abalada com as palavras do monge; com sincero arrependimento orou a Deus, implorando perdão. Pediu também que o Todo-Poderoso a fizesse encontrar uma nova maneira de ganhar o seu sustento.
Mas não encontrou nenhum trabalho diferente. E, após uma semana passando fome, voltou a prostituir-se. Mas, cada vez que entregava seu corpo a um estranho, rezava e pedia perdão.
O monge, irritado porque seu conselho não produzira nenhum efeito, pensou consigo mesmo: "A partir de agora vou contar quantos homens entram naquela casa - até o dia da morte desta pecadora."
E desde esse dia, ele não fazia outra coisa a não ser vigiar a rotina da prostituta: a cada homem que entrava, colocava uma pedra num monte.
Passado algum tempo, o monge tornou a chamar a prostituta e disse-lhe:
Vê esse monte? Cada pedra dessas representa um dos pecados morais que você cometeu, mesmo depois de minhas advertências. Agora torno a dizer: cuidado com as más ações!
A mulher começou a tremer, percebendo como se avolumavam seus pecados. Voltando para casa, derramou lágrimas de sincero arrependimento, orando:
Ó Senhor, quando Vossa misericórdia me irá livrar desta miserável vida que levo?
Sua prece foi ouvida. Naquele mesmo dia, o anjo da morte passou por sua casa e a levou. Por vontade de Deus, o anjo atravessou a rua e também carregou o monge consigo.
A alma da prostituta subiu imediatamente ao céu, enquanto os demônios levaram o monge ao inferno. Ao cruzarem no meio do caminho, o monge viu o que estava acontecendo, e clamou:
Ó Senhor, essa é a Tua justiça? Eu, que passei a minha vida em devoção e pobreza, agora sou levado ao inferno, enquanto essa prostituta, que viveu em constante pecado, está subindo ao céu!
Ouvindo isso, um dos anjos respondeu:
São sempre justos os desígnios de Deus.
Você achava que o amor de Deus se resumia a julgar o comportamento do próximo. Enquanto você enchia seu coração com a impureza do pecado alheio, esta mulher orava fervorosamente dia e noite.
A alma dela ficou tão leve depois de chorar que podemos levá-la até o paraíso.
A sua alma ficou tão carregada de pedras que não conseguimos fazê-la subir até o alto.

Com Interesse

Quaresma: Diocese de Angra ajuda famílias carenciadas
A Diocese de Angra vai destinar a renúncia quaresmal a um Fundo de Solidariedade de ajuda às famílias em maiores dificuldades. Também o peditório e ofertório das eucaristias dos dias 14 e 15 de Março, em coincidência com o Dia Nacional da Caritas, terão igual destino, explica D. António de Sousa Braga, Bispo de Angra, na sua mensagem para a Quaresma de 2009, sob o tema «Jejuar para Ajudar».
Afirma o Bispo diocesano que jejuar não é apenas abster-se de alimentos. “O jejum constitui um apelo à sobriedade de vida, à contenção no consumo”, tendo em vista uma “maior partilha e entreajuda”, valores “tão necessários no mundo em que vivemos, onde cresce o fosso entre ricos e pobres, onde há famílias, que precisam de solidariedade efectiva”.

Acolher a morte com dignidade
Maior Centro de Acolhimento de Cuidados Continuados no Minho «não é resposta à eutanásia», mas de sentido de vida
O Centro de Acolhimento de Cuidados Continuados da Fundação «Domus Fraternitas», cuja primeira pedra foi lançada esta Quarta-feira, em Braga, “não é uma resposta à eutanásia”, mas uma “resposta de acolhimento, de dar um sentido da vida, acolhendo a morte com dignidade”, explica à Agência ECCLESIA, o Frei José Pereira das Neves, Presidente da Fundação

Crise preocupa Igreja no Porto
Diocese diz que a miséria está a crescer e aposta no reforço do seu fundo de solidariedade
A Diocese do Porto está preocupada com o impacto crescente da crise económica na região, temendo que a mesma assuma maior gravidade do que no resto do país.
O tema esteve em debate num encontro de padres com o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, particularmente centrado nas incidências da actual crise económico-social na população de mais de dois milhões de pessoas que o território da diocese abarca.

Comunicado final do Conselho Presbiteral do Porto
A Diocese do Porto vai ser mais atingida pela crise que o resto do país, prevê o economista Alberto de Castro.
As incidências da crise económico-social, que o país atravessa, na população de mais de dois milhões de pessoas que o território da diocese do Porto abarca, foram ontem, 18 de Fevereiro, objecto de análise e reflexão dos padres desta diocese com o seu Bispo, D. Manuel Clemente.
A reunião decorreu na Casa Diocesana de Vilar, entre as 10 e as 17h. Cerca de cinquenta padres, representando os 350 que servem as 477 paróquias da diocese escutaram a intervenção introdutória do Prof. Alberto de Castro, reputado economista, Presidente da Comissão Diocesana Justiça e Paz
( In Eclésia )

25º Curso para Acolhedores no Santuário de Fátima
O próximo “Curso de Acolhedores”, destinado a todos os que colaboram no acolhimento aos peregrinos neste local, está agendado para os dias 13 a 15 de Março, no Santuário de Fátima.
Terá como tema "Os puros de coração verão a Deus".
O programa é o seguinte:
Sexta-feira - 13/03/09
20:00 – Jantar (só com marcação previa)
Sábado14/03/09«08:00P. Almoço«
09:00Avisos (Acolhimento/Informações)
09:15Acolhimento (Pe Virgílio Antunes)
09:30 – Oração (Irmãs Oblatas de Maria Virgem de Fatima)
10:00 – Tema do ano (Pe. Francisco Pereira)
11:00 – Pausa
11:15 – “Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (MT6, 21) (frei Carlos Furtado)
12:15 – Diálogo
13:00 – Almoço
14:30 – A pureza de coração e a Mensagem de Fátima (ir. Ângela de Fátima Coelho)
15:30 – Diálogo
15:45 – Pausa
16:00 – Os Pastorinhos, testemunhos de pureza (ir. Ângela de Fátima Coelho)
18:00 – Preparação e Eucaristia
20:00 – Jantar
21:00 – Terço – Capelinha
Domingo - 15/03/09
08:00 – P. Almoço
09:00 – Inscrições (Acolhimento/Informações)
10:00 – Terço
11:00 – Missa na Igreja da Santíssima Trindade
13:00 – Almoço
As inscrições - para maiores de 18 anos - estão abertas e devem ser efectuadas através do contacto com a Secção de Acolhimento/Informações do Santuário de Nossa Senhora de Fátima.
Morada: Apartado 31 - 2495-908 Fátima
A inscrição deve incluir: Carta do Pároco, para certificar que uma pessoa é idónea, e CV. ( in Página do Santuário )

14 fevereiro, 2009

A Mensagem nº 61 de 15 de Fevereiro de 2009


EVANGELHO Mc 1, 40-45

Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe:
«Se quiseres, podes curar-me».
Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse:
«Quero: fica limpo».
No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.
Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem:
«Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura
o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho».
Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera,
e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade.
Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.

A Palavra


Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso.
Um leproso só poderia ser um “grande pecador”… carregando tão horrível fardo por castigo de Deus, segundo a mentalidade de então. O leproso é um impuro por excelência, excluído da convivência dos seus, deveria andar em lugares solitários, não poderia entrar na cidade e muito menos no templo; até o acesso a Deus lhe estava vedado. É um “morto” civil e religioso, que não se podia relacionar com ninguém. Ele deveria guardar distâncias e gritar “impuro, impuro”, como ensina Lv 13,45, alertando, deste modo, quem andava por perto.

Mas, naquele dia, este leproso, vencendo a barreira da lei e da exclusão, não respeitou a distância para as pessoas sãs, correu o risco de ser denunciado e… veio ter com Jesus. Impensável para um “impuro”. O desespero impeliu-o a tamanha loucura. Mas que tem ele a perder, se já nada lhe resta? E assim, naquele dia, o impuro está diante do puro por excelência… e sem mediadores! Que sucederá? Que fará Jesus? Nós já o sabemos; mas, porque tardo eu a ir ter com Jesus? Por mais horrenda que seja a nossa “lepra”, que nos rouba o convívio com os mais queridos e com o próprio Deus… nunca, nunca é tarde para ir ter com Jesus. E o milagre acontecerá!

Senhor Jesus, tu conheces a minha miséria, conheces a “lepra” que me consome, que me mantém afastado de ti e dos que mais amo. Mas hoje venho até ti, assim como sou, assim como estou, talvez irreconhecível, desfiguradas as minhas mãos, porque não constroem o teu reino, desfigurado o meu rosto, porque não reflecte o teu brilho, desfigurado o meu coração, porque se tornou mais frio, longe de ti e dos irmãos… Mas, hoje, Senhor, venho até ti para reencontrar a pureza do meu corpo e do meu coração. Perdoa a minha impureza e o meu atrevimento, mas hoje é um dia especial: hoje estou contigo. É a minha grande oportunidade.

Prostrou-se de joelhos e suplicou-lhe: «Se quiseres, podes curar-me».
Curar a lepra é uma acção exclusiva de Deus: “Serei eu Deus para dar a morte e a vida?” (2Re 5,7), disse Eliseu a quem pretendia que libertasse Naamã da lepra. O querer de Deus é dar a vida. O leproso quer ser purificado, mas como não pode, confia a sua cura à vontade de Jesus.

Este leproso não se limitou a ir ter com Jesus. Certamente ouvira falar dele e depositou nele toda a sua confiança, a sua vida, a sua razão de existir. Jesus era a sua última esperança. Aquela era a sua grande oportunidade. Prostrou-se de joelhos em terra, aceitando a decisão de Jesus, e depois, cheio de fé, suplicou-lhe que o purificasse, que o retirasse do reino dos “mortos” e o restituísse ao convívio dos vivos… “se quiseres, podes curar-me”. Este homem soube depositar a sua sorte nas mãos de Jesus… e não saiu defraudado! Não será isto que Jesus “quer”? Se ainda não conseguimos libertar-nos da nossa “lepra” é porque, talvez, só nos preocupemos com o que “eu quero” e não nos atrevemos a dizer: “Senhor, se quiseres…”. Depois, o resto já o sabemos!

Senhor, aqui me tens, de joelhos por terra, mãos estendidas para ti e olhos fixos nos teus: “Se quiseres, podes curar-me”. Purifica-me, Senhor, restitui-me à vida, restitui força aos meus braços, para me juntar aos teus, restitui amor ao meu coração, para que a minha vida seja uma explosão desse amor, restitui-me à vida dos irmãos, para que possa ser, entre eles, sinal de ti. Aqui me tens, Senhor: “Se quiseres, podes curar-me”. Em ti deposito a minha esperança, a minha vida. Senhor, “se quiseres…”.
Dificilmente poderemos ser grandes apóstolos, se não experimentarmos um verdadeiro encontro com Jesus. Hoje vou ter com Jesus, prostrar-me diante dele e suplicar-lhe humildemente que nos livre das nossas misérias: “Senhor, se quiseres podes curar-me”. Podemos repetir ao longo do dia esta magnífica oração do leproso.


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar




Azar ou Sorte?!
Na China havia um garoto pobre que desejava muito um cavalo. Um dia o dono de uma cavalaria, sabendo do seu desejo, deu-lhe um potrinho.
Um vizinho, tomando conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: “Seu filho tem sorte” “Por que?”, perguntou o pai. “Ora”, disse ele, “seu filho queria um cavalo e lhe dão um potrinho. Não é sorte?” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, comentou o pai.
Um dia o cavalo foge. O vizinho, chegando ao pai do garoto disse: “Seu filho tem azar” “Por que?”, perguntou o pai. “Ora”, disse ele, “seu filho queria um cavalo e lhe deram um potrinho. Agora o animal que ele tanto gostava fugiu. Não é azar?” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, comentou o pai.
O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: “Seu filho tem sorte! Dão-lhe um potrinho, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens.” “Pode ser sorte ou pode ser azar”, respondeu novamente o pai.
Mais tarde, o rapaz estava treinado um dos cavalos, quando cai e parte umaperna. Vem o vizinho. “Seu filho tem azar! O cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e parte a perna.” “Pode ser sorte ou azar” insiste o pai.
Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna quebrada. O vizinho. “Seu filho tem sorte...”
Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece ser azar num momento, pode ser sorte no futuro.

08 fevereiro, 2009

A Mensagem nº60 de 08-02-2009


EVANGELHO Mc 1, 29-39


Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atonnentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe:
«Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes:
«Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios.

A Palavra

O Sofrimento
A Liturgia dominical procura sempre iluminar a nossa vida nas mais diversas situações.
Uma situação concreta que aflige o homem de todos os tempos é o SOFRIMENTO.
Por que há no mundo tantas pessoas a sofrer? Ninguém gosta de sofrer… mas o sofrimento existe:
injustiças, guerras, calamidades, pobreza, fome, discórdias, doenças…
Quem é o culpado? São os nossos pecados? É um castigo de Deus? Como explicar então os inocentes... o Cristo na cruz? Por que Deus permite essas coisas sem intervir? Por que é que o justo também sofre e o malvado parece estar em situação melhor? As leituras bíblicas levam-nos a refletir sobre o Mistério do sofrimento e a nossa atitude diante dele.

Na 1ª leitura, vemos a experiência do Sofrimento de Job

Job é um homem justo e fiel ao Senhor. Possuía muitos bens e uma família generosa.
De repente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e foi atingido por uma doença grave.
Essa triste situação fazem surgir no coração de Job sentimentos de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível.
Até os amigos insinuam ser castigo de Deus…
Job lamenta sua condição de sofredor, mas confia em Deus, pois tem a certeza de que só em Deus pode encontrar esperança e o sentido para a sua existência.

* A experiência de Job no sofrimento é um modelo para todos os que têm fé.
Job permanece fiel a Deus, mesmo quando vive o drama do sofrimento inocente e luta incansavelmente para obter uma palavra de Deus para iluminar sua situação.
- Deus não pode ser explicado como um comerciante que paga conforme a qualidade da mercadoria que recebe...
- Diante do sofrimento, ou descobrimos o rosto verdadeiro de Deus, ou fazemos dele um monstro, que nos devora e inferniza a nossa vida…
- Não nos esqueçamos: o Sofrimento pode ser uma visita de Deus…
E quando entendermos isso, tudo se transforma…
"Não nascemos para sofrer, mas o sofrimento faz-nos crescer..."

Na 2ª Leitura, a expressão "ai de mim se não evangelizar"
traduz o princípio fundamental da vida de São Paulo.

No Evangelho, vemos Jesus diante do sofrimento (Mc 1,29-39)

São Marcos procura mostrar, no seu evangelho "Quem é Jesus…"
Inicialmente, mostra o Messias proclamando o Reino de Deus.
A seguir, mostra a realidade do Reino actuando no mundo como salvação e libertação, nas palavras e gestos de Jesus.
Com a autoridade que lhe vem do Pai e em comunhão total com o Pai, Jesus vence o mal e a dor que escravizam o homem e anuncia um mundo novo de liberdade e de vida plena.
Apresenta Jesus agindo diante de uma multidão de sofredores:
Ele aparece solidário à dor dos homens e atento às suas necessidades:
+ O sofrimento continuará a ser sempre um mistério…
Jesus não elimina o sofrimento, mas ensina-nos a carregá-lo com amor e esperança, para que dê frutos de vida eterna… Jesus garante-nos de que Deus nunca nos abandona…Resta-nos confiar em Deus e entregar-nos em seu amor.
* Qual é a nossa atitude diante do sofrimento dos outros?
- Estendemos a mão e ajudamos a se libertar?

* No dia 11/02, celebramos o dia mundial do doente.
- Como podemos ajudar concretamente os doentes de nossa comunidade?


Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar


Árvore dos problemas
Eu tinha contratado um carpinteiro para me ajudar a consertar um armário.
No fim o dia dele não tinha sido nada fácil:
Trabalhou duro, sua máquina de cortar madeira estragou-se, ele perdeu uma hora de trabalho a tentar arranja-la, e na hora de sair, seu velho camião negava-se a arrancar.
Peguei no meu carro e levei-o a casa.
Ele sentado ao meu lado não falou o tempo todo.
Quando chegamos, convidou-me para conhecer sua família.
Caminhando até a porta, ele parou um momento diante de uma pequena árvore e tocou-a, com suas mãos nas pontas dos galhos.
Quando se abriu a porta, aconteceu a transformação: a cara dele estava bem iluminada por um grande sorriso. Abraçou o filho e deu um beijo em sua esposa.
Mais tarde ele me acompanhou até o carro.
Quando passamos perto da árvore, fiquei curioso e perguntei-lhe sobre o que tinha observado antes, porque tinha passado a mão pelos ramos da árvore.
Oh, esta é a minha árvore de problemas, respondeu ele.
Sei que não tenho como evitar problemas no trabalho, mas de uma coisa eu sei: eles não pertence à minha casa nem à minha esposa, nem aos meus filhos Por isso, eu simplesmente os penduro na árvore quando chego em casa de noite. Na manhã seguinte, eu os recolho de novo.
Continuou ele falando:

O engraçado é, disse ele sorrindo, que, quando saio de manhã para recolhe-los, nunca há tantos problemas como me lembro de ter colocado na noite anterior....

Com Interesse

Dia Mundial do Doente assinalado em Fátima
No próximo dia 11 de Fevereiro, aniversário da aparição de Nossa Senhora em Lourdes, França, a Igreja Católica celebra do Dia Mundial do Doente. No Santuário de Fátima, por iniciativa do Centro Voluntários do Sofrimento e do Serviço Diocesano de Pastoral da Saúde, será celebrada, às 15h30, na Capelinha das Aparições, a Eucaristia pelos doentes.
Preside à celebração o Padre Adelino Guarda, Director do Serviço de Pastoral da Saúde da Diocese de Leiria-Fátima.
Secretário de Estado do Vaticano critica aborto e eutanásia na Espanha
O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, abordou em Madrid as questões do aborto, eutanásia, casamento homossexual e divórcio, dizendo que a "dignidade do ser humano exige o respeito à vida desde a sua concepção até o seu ocaso natural".
O número dois do Papa acrescentou que "a vida familiar está fundada sobre o casamento de um homem e uma mulher, unidos por um vínculo indissolúvel, livremente contraído".
D. Bertone falava durante a conferência "Os Direitos Humanos no Magistério de Bento XVI", por ele proferida na sede da Conferência Episcopal Espanhola.
A iniciativa encerrou uma visita de dois dias à Espanha na qual se reuniu com o rei Juan Carlos I, com o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, e outros membros do governo espanhol

Festa da Apresentação do Senhor celebrada no Santuário de Fátima
No dia da Festa da Apresentação de Jesus no Templo e da Purificação da Virgem Santa Maria, Dia dos Consagrados, 2 de Fevereiro, padres, religiosos e religiosas, e muitos leigos, juntaram-se no Santuário de Fátima, onde rezaram pelas vocações e em especial pelos consagrados que este ano celebram o jubileu.
A tarde começou com a bênção e aspersão das velas, na Capelinha das Aparições, e, após uma procissão, seguiu-se a concelebração Eucarística, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, presidida pelo Reitor do Santuário, Padre Virgílio Antunes, e concelebrada por mais de uma dezena de sacerdotes, incluindo o Pároco de Fátima, Padre Rui Marto.

Adeus a D. António dos Reis Rodrigues
O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, enalteceu hoje as qualidades de D. António Reis Rodrigues, falecido na passada Terça-feira, aos 90 anos de idade.
Na homilia da Missa exequial a que presidiu esta Quinta-feira, na Sé Patriarcal, D. José Policarpo falou da missão do falecido Bispo Auxiliar emérito, considerando que a morte é “o último acto neste mundo da missão apostólica do Senhor D. António”.

A Mensagem nº 59 de 01-02-2009




EVANGELHO Mc 1,21-28
Jesus chegou a Cafarnaum
e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas.
Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar:
«Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder?
Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo:
«Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.
Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros:
«Que vem a ser isto?
Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe! » E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

Reflectindo

É um sábado. A comunidade está reunida na sinagoga de Cafarnaum para a liturgia sinagogal. Jesus, recém-chegado à cidade, entra na sinagoga – como qualquer bom judeu – para participar na liturgia sabática. A celebração comunitária começava, normalmente, com a “profissão de fé” (cf. Dt 6,4-9), a que se seguiam orações, cânticos e duas leituras (uma da Torah e outra dos Profetas); depois, vinha o comentário às leituras e as bênçãos. É provável que Jesus tivesse sido convidado, nesse dia, para comentar as leituras feitas. Fê-lo de uma forma original, diferente dos comentários que as pessoas estavam habituadas a ouvir aos “escribas” (os estudiosos das Escrituras). As pessoas ficaram maravilhadas com as palavras de Jesus, “porque ensinava com autoridade e não como os escribas” (vers. 22). A referência à autoridade das palavras de Jesus pretende sugerir que Ele vem de Deus e traz uma proposta que tem a marca de Deus.A “autoridade” que se revela nas palavras de Jesus manifesta-se, também, em acções concretas (como se a “autoridade” das palavras tivesse de ser caucionada pela própria acção). Na sequência das palavras ditas por Jesus e que transmitem aos ouvintes um sinal inegável da presença de Deus, aparece em cena “um homem com um espírito impuro”. Os judeus estavam convencidos que todas as doenças eram provocadas por “espíritos maus” que se apropriavam dos homens e os tornavam prisioneiros. As pessoas afectadas por esses males deixavam de cumprir a Lei (as normas correctas de convivência social e religiosa) e ficavam numa situação de “impureza” – isto é, afastadas de Deus e da comunidade. Na perspectiva dos contemporâneos de Jesus, esses “espíritos maus” que afastavam os homens da órbita de Deus tinham um poder absoluto, que os homens não podiam, com as suas frágeis forças, ultrapassar. Acreditava-se que só Deus, com o seu poder e autoridade absolutos, era capaz de vencer os “espíritos maus” e devolver aos homens a vida e a liberdade perdidas.Numa encenação com um singular poder evocador, Marcos põe o “espírito mau” que domina “um homem” presente na sinagoga, a interpelar violentamente Jesus. Sugere-se, dessa forma, que diante da proposta libertadora que Jesus veio apresentar, em nome de Deus, os “espíritos maus” responsáveis pelas cadeias que oprimem os homens ficam inquietos, pois sentem que o seu poder sobre a humanidade chegou ao fim. A acção da cura do homem “com um espírito impuro” constitui “a prova provada” de que Jesus traz uma proposta de libertação que vem de Deus; pela acção de Jesus, Deus vem ao encontro do homem para o salvar de tudo aquilo que o impede de ter vida em plenitude.Para Marcos, este primeiro episódio é uma espécie de apresentação de um programa de acção: Jesus veio ao encontro dos homens para os libertar de tudo aquilo que os faz prisioneiros e lhes rouba a vida. A libertação que Deus quer oferecer à humanidade está a acontecer. O “Reino de Deus” instalou-se no mundo. Jesus, cumprindo o projecto libertador de Deus, pela sua Palavra e pela sua acção, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.

(ecclesia.pt/dehonianos)

Para Meditar


SABEDORIA...
"Um sábio atravessava de barco um rio e perguntou ao barqueiro:
- Diga-me uma coisa: você conhece botânica?
O barqueiro olhou para o sábio e respondeu:
- Não meu senhor; nem sei o que é isso.
- Você não sabe botânica, a ciência que estuda as plantas? Que pena !....Você perdeu parte de sua vida.
O barqueiro continuava remando.
Em seguida o sábio perguntou, ao pescador, se conhecia astronomia.
O coitado coçou a cabeça e disse:
- Não senhor; não sei o que é astronomia.
- A astronomia é a ciência que estuda os astros, o espaço, as estrelas, - explicou o sábio.......
Que pena ! .... Você perdeu parte de sua vida.
Assim foi perguntando o sábio a respeito de cada ciência: física, química, teologia. De nada o barqueiro sabia. E o sábio sempre terminava com sua lamentação:
- Que pena !.....Você perdeu parte de sua vida.
De repente o barco bateu contra uma pedra, partiu-se e começou a afundar.
O barqueiro perguntou ao sábio:
- O senhor sabe nadar?
- Não, não sei !......respondeu o sábio.

- Que pena! O senhor perdeu toda a sua vida.

Com Interesse

Exposição sobre João Paulo II no Santuário de Fátima
A exposição fotográfica "Karol Wojtyla, a fé, o caminho, a amizade. Excursões com os Amigos (1952-1954)" será inaugurada no Santuário de Fatima no dia 13 de Fevereiro, em hora a anunciar. Ficará patente ao público na sala do topo Sul da Galilé dos Apóstolos Pedro e Paulo, junto à Capela do Lausperene, no complexo da Igreja da Santíssima Trindade
Imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrina nas Filipinas
A Arquidiocese de Lipa, nas Filipinas, está a preparar-se para acolher a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, para a sua primeira etapa no país, revela a Rádio Vaticano.
No dia 1 de Fevereiro, abertura do mês das vocações, a imagem portuguesa chegará à cidade de Batangas e será exposta à veneração dos fiéis na paróquia de São Tomé. No mesmo dia, o arcebispo de Lipa, D. Ramon Arguelles celebrará uma Missa e terá início a vigília mariana
Aumenta número de católicos na China
Estão a aumentar os católicos na China. A garantia é dada pelo jornal «China Daily», que cita o Pe. Mattews Zhen Xuebin, secretário-geral da diocese de Pequim. O sacerdote assegura que “Pequim precisa de mais locais de culto. A cidade tem entre 50.000 e 60.000 católicos, mas apenas 20 igrejas, oito no centro e 12 nos arredores
Custódia da Terra Santa e Patriarcado Latino pedem ajuda para Gaza
Custódia da Terra Santa, da Ordem dos Franciscanos, em colaboração com o Patriarcado Latino de Jerusalém, abriram uma campanha de donativos através do site da ONG da Custódia, a Associação da Terra Santa. O objectivo é apoiar economicamente os cristãos de Gaza, especialmente na manutenção das obras de caridade da Igreja nessa região.
Massacre em igreja congolesa no dia de Natal
Um grupo de desconhecidos atacou com machados, até à morte, várias pessoas que se refugiaram numa igreja católica numa zona remota da República Democrática do Congo (RDC), no dia de Natal.
O Exército do Uganda acusou o grupo rebelde Exército de Resistência do Senhor (LRA) de ter assassinado estas pessoas.
"Fomos informados de que os rebeldes mataram 45 pessoas. Usaram machados e pedaços de pau", declarou à AFP o capitão Chris Magezi, porta-voz da operação conjunta contra o LRA realizada pelos Exércitos de Uganda, da RDC e da região autónoma sudanesa do Sudão do Sul.

24 janeiro, 2009

A Mensagem nº 58 de 25-01-2009


EVANGELHO Mc 1. 14-20

Depois de João ter sido preso, Jesus partiu para a Galileia e começou a proclamar o Evangelho de Deus, dizendo:
«Cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus. Arrependei-vos e acreditai no Evangelho». Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus:
«Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O. Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco a consertar as redes; e chamou-os.
Eles deixaram logo seu pai Zebedeu no barco com os assalariados e seguiram Jesus.