01 dezembro, 2009

Para meditar



A mais bela flor


O estacionamento estava deserto quando me sentei para ler debaixo dos longos ramos de um velho carvalho.
Desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois o mundo estava tentando afundar-me.
E se isso não fosse razão suficiente para arruinar o dia, um garoto ofegante chegou-se ao pé de mim, cansado de brincar. Ele parou na minha frente cabeça pendente, e disse cheio de alegria:
- Veja o que encontrei:
Na sua mão uma flor, e que visão lamentável, pétalas caídas, pouca água ou luz.
Querendo me ver livre do garoto com sua flor, fingi pálido sorriso e me virei. Mas ao invés de recuar ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha surpresa:
- O cheiro é óptimo, e é bonita também... Por isso a apanhei; ei-la, é para você.
A flor à minha frente estava morta ou morrendo, nada de cores vibrantes como laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que pegar nela, ou ele jamais sairia de lá.
Então me estendi a mão para pegar nela e respondi:
Era mesmo o que eu precisava.
Mas, ao invés de colocá-la na minha mão, ele a segurou no ar sem qualquer razão. Nesse momento notei, pela primeira vez, que o garoto era cego, que não podia ver o que tinha nas mãos.
Ouvi minha voz ficar embargada, as lágrimas começaram a cair de meus olhos enquanto lhe agradecia por escolher a melhor flor daquele jardim.
- De nada, disse ele a sorrir.
E então voltou a brincar sem perceber o impacto que teve em meu dia. Sentei-me novamente e pus-me a pensar como é que ele conseguiu enxergar um homem auto-piedoso sob um velho carvalho.
Como é que ele sabia do meu sofrimento?
Talvez no seu coração ele tenha sido abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma criança cega, finalmente entendi que o problema não era o mundo, e sim EU.
E por todos os momentos em que eu mesmo fui cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciei cada segundo que é só meu. E então levei aquela feia flor ao meu nariz e senti a fragrância de uma bela rosa, e sorri enquanto via aquele garoto, com outra flor em suas mãos, prestes a mudar a vida de um idoso triste com a vida .
Se uma criança lhe oferecer uma flor não lhe vire as costas por favor

Com Interesse



29 de Novembro


Saturnino forma um elo entre a Gália, França, e a Judéia, entre a nossa civilização e a de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, ele era grego e viveu nos tempos de Cristo. Tendo ouvido falar de São João Batista, foi ouvi-lo pessoalmente, e ficou tão comovido que se tornou um de seus discípulos. Ele foi batizado no Rio Jordão no mesmo dia que Jesus, tornando-se um de Seus 72 discípulos.
Ele continuou com os apóstolos após a Crucificação e estava com eles no Cenáculo quando o Espírito Santo desceu sobre eles, em Pentecostes. Foi com São Pedro para evangelizar o Oriente Médio. De lá foi enviando à Gália, dirigindo-se depois para Arles e Nimes. Finalmente fixou-se em Toulouse com dois de seus companheiros: Paoul, que Pedro havia enviado com ele, e Honestus, que ele converteu em sua jornada.
Quando chegou a Toulouse, ele começou a destruir os ídolos pagãos, deixando o povo muito desconfiado. Saturnino sentiu que algo mais deveria ser feito. Assim, um dia, Saturnino curou a lepra de Austris da Saxônia, filha de Marcellus, o governador de Toulouse! Imediatamente quase toda a cidade se converteu. De lá, ele enviou seu discípulo Honestus para Pamplona, e ele conseguiu chegar até Toledo, onde converteu centenas de pessoas. Se encontrava multidões desconfiadas, ele simplesmente fazia um milagre com sua benção, invocando os poderes de Jesus: curava um paralítico, um leproso ou um cego e seguia em frente. Mais tarde, retornou a Toulouse, encontrando a cidade em boas condições. Outro grande milagre: O evangelista fora para longe por anos e, quando retornava, tudo estava como se ele tivesse continuado presente!
Mas o trabalho de Saturnino não estava completo. Agora, restava-lhe morrer. Morrer como São Pedro ou como São João Batista. Diz a tradição que ele retirou as estátuas dos deuses pagãos de um templo que ainda havia na cidade, e que os sacerdotes pagãos da época colocaram outras estátuas de ídolos em seus lugares, mas elas simplesmente quebravam ou, o que era mais impressionante, saíam andando para fora da cidade. Com isso, silenciaram-se os oráculos pagãos de onde os sacerdotes recebiam sua principal renda.
Eles capturaram Saturnino e ataram seus pés a um touro selvagem, que saiu arrastando o santo pela cidade afora e, mesmo quando seus devotos o socorreram, ele já estava com a cabeça e o corpo estilhaçados.
Hoje, a igreja de São Saturnino em Toulouse é a maior igreja (no estilo românico) da França, e o seu corpo repousa num grande túmulo construído em 1746. Na arte litúrgica da Igreja, ele é mostrado como um Bispo sendo arrastado por um touro, ou com um touro a seus pés.Fonte:http://www.santosdaigrejacatolica.com/sao-saturnino-de-toulouse.html

22 novembro, 2009

A Mensagem nº 102 de 22 de Novembro de 2009






SE NÃO EXISTISSE COMUNIDADE


NÃO EXISTIA A MENSAGEM


OBRIGADO POR A LEREM




PARTILHEM DE NOSSO BOLO DE ANIVERSÁRIO






2 Anos de existência

A Mensagem completa 2 anos desta sua segunda existência.
Por isso é tempo de reflectir sobre a sua/nossa missão que é bem explícita (ser elo de união entre as pessoas da comunidade).
Será que conseguiu?
Será que as pessoas ao longo deste tempo ser tornaram mais solidárias?
Será que diminuíram as pequeninas intrigas que não beneficiam ninguém antes pelo contrário criam mas estar nos envolvidos e nos envolventes?
Será que deixamos de ser egoístas e olhamos mais para o nosso próximo?
Será que ficamos mais atentos aos problemas dos que nos rodeiam?
Será que antes de criticar os ajudamos e só depois os chamamos á atenção se for caso disso mas com AMOR nas palavras?
Será que deixamos para trás as vaidades saloias de nos expormos demasiado na comunidade só para que os outros vejam o que fazemos?
Será que damos com a mão direita sem que a esquerda veja?
Ou pelo contrário anunciamos alto e bom som que vamos fazer, e às vezes o que fazemos nem tem assim grande importância?
Será que temos servido a comunidade e? E não servido da comunidade?
Será que temos sido católicos? ou apenas Cristãos porque fomos baptizados?
Será? Será? Será?
Tantos será que ficam por dizer e pensar, mas é tempo de pensar, é tempo de reflectir, a mensagem tem tentado que isso seja uma constante todas as semanas, infelizmente não tem retorno desse trabalho, no Blogue tem tido alguns comentários e observações que tem ajudado a mudar algumas coisas, mas tristemente esses comentários normalmente são de pessoas fora da comunidade, e nós da comunidade? Porque não damos nossa opinião? porque não ajudamos a que a mensagem seja aquilo que pensamos ser o melhor para a comunidade?
Pois bem no inicio do 3º ano deixamos um desafio, façam chegar às mãos do Sr. Padre amaro as vossas opiniões, participem, a Mensagem não é de ninguém em especial é de TODOS, e se ao longo deste 2 anos de existência mudou alguma coisinha por mais pequena e insignificante que seja.
Valeu a pena
Pela Redacção de A Mensagem o nosso OBRIGADO

«É como dizes: Sou Rei»


EVANGELHOJo 18, 33b-37


Naquele tempo, disse Pilatos a Jesus: «Tu és o Rei dos judeus?»
Jesus respondeu-lhe: «É por ti que o dizes, ou foram outros que to
disseram de Mim?»
Disse-Lhe Pilatos: «Porventura eu sou judeu? O teu povo e os
sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?»
Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam
para que Eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui».
Disse-Lhe Pilatos: «Então, Tu és Rei?»
Jesus respondeu-lhe: «E como dizes: sou Rei.
Para isso nasci e vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz».

Reflectindo



ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)




1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.


Ao longo dos dias da semana anterior ao 34º Domingo do Tempo Comum (Solenidade
de Cristo Rei), procurar meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la
pessoalmente, uma leitura em cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana
para a meditação comunitária da Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de
padres, num grupo de movimentos eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar,
sobretudo, a semana para viver em pleno a Palavra de Deus.


2. BILHETE DE EVANGELHO.


Dois homens presentes para um processo: Pilatos e Jesus. O primeiro tem uma
autoridade que vem dos homens, tem um poder sobre eles, é ele, em último grau, que
decide sobre a vida de Jesus, libertação ou condenação à morte. Mas Pilatos exerce o
seu poder sob o medo, a verdade mete-lhe medo. Face a este homem, Jesus
apresenta-Se com a fraqueza de um condenado, a sua única força é o testemunho
que presta à verdade. Jesus desarma Pilatos que pergunta: «que é a Verdade?». Este
rei sem exército, com uma coroa de espinhos na cabeça, revestido de um manto
vermelho, só pede uma coisa: que se escute a sua voz a fim de se pertencer como Ele
à verdade. O drama que se desenrola no palácio de Pilatos é o drama da humanidade
que procura onde está a verdade. Por vezes, ela vira-se para os poderosos deste
mundo, que não sabem que só um pôde dizer «Eu sou a Verdade!» e que só a
verdade nos pode tornar livres.


3. À ESCUTA DA PALAVRA.


«Eu vim ao mundo para dar testemunho da verdade». E que é a verdade? – pergunta
Pilatos. E nós também… Tantas formas de ver a verdade, mesmo nas religiões…
Cada um procura fabricar a sua pequena verdade pessoal… Porém, a verdade só se
pode encontrar em Jesus. Ele veio para olhar os homens à luz do olhar de seu Pai,
para testemunhar esse olhar. Jesus pôde dizer “Eu sou a Verdade”, porque seu Pai
encarregou-O de chegar a cada ser humano na última profundidade do ser. Só o olhar
do Pai pode dizer a última verdade de cada ser. Este olhar só pode ser amor infinito.
Eis porque Jesus não pode condenar ninguém, nem sequer Pilatos, nem os seus
carrascos. Cristo Rei do universo? Sim, sob a condição de não se esquecer que o seu
Reino não é somente o amor da verdade. É primeiramente a Verdade do Amor.
( In Página dos Dehonianos)

Para meditar



Árvore dos problemas
Eu tinha contratado um carpinteiro para me ajudar a consertar um armário. O dia dele não tinha sido nada fácil: trabalhou duro, sua máquina de cortar madeira estragou-se, ele perdeu uma hora de trabalho e, na hora de sair, seu velho camião negava-se a arrancar.
Levei-o para casa. Ele estava sentado ao meu lado. Não falou nada. Quando chegamos, convidou-me para conhecer sua família. Caminhando até a porta, ele parou um momentinho diante de uma pequena árvore e tocou-a, com suas mãos nas pontas dos galhos.
Quando se abriu a porta, aconteceu a transformação: a cara dele estava bem iluminada por um grande sorriso. Abraçou o filho e deu um beijo em sua esposa.
Mais tarde ele me acompanhou até o carro. Quando passamos perto da árvore, fiquei curioso e perguntei-lhe sobre o que tinha observado antes:
- Oh, esta é a minha árvore de problemas, respondeu ele. Sei que não tenho como evitar problemas no trabalho, mas de uma coisa eu sei: eles não pertence à minha casa nem à minha esposa, nem aos meus filhos Por isso, eu simplesmente os penduro na árvore quando chego em casa de noite. Na manhã seguinte, eu os recolho de novo.
Continuou ele falando:
- O engraçado é, disse ele sorrindo, que, quando saio de manhã para recolhe-los, nunca há tantos problemas como me lembro de ter colocado na noite anterior....

Por Linhas Tortas

João, António e José eram amigos desde criança, pois cresceram e estudaram juntos. Sempre tiveram os mesmos ideais.
Tinham o mesmo padrão de vida e a mesma profissão e acabaram desenvolvendo o mesmo negócio.
Como era inevitável, tornaram-se concorrentes.
Assim, disputavam os mesmos clientes e por fim tornaram-se inimigos, pois seus negócios começaram a crescer e prevalecer sobre a amizade.
O objetivo de cada um passou a ser destruir o outro e seus clientes eram somente instrumentos utilizados para tal fim.
Deus ficou triste ao ver tão grande amizade ser transformada em tanto ódio e colocou na cidade uma grande multinacional oferecendo o mesmo produto, com melhor qualidade por um preço menor, pois trabalhava mais profissionalmente.
Quase á beira da ruína João propôs ao ex-amigo e outros formar uma cooperativa para enfrentar a multinacional.
Assim, conseguiram sobreviver e voltaram a ser grandes amigos novamente.
Moral da história:
1. Deus escreve certo por linhas tortas.
2. Para transformar inimigos mortais em amigos basta arranjar um inimigo comum.

17 novembro, 2009

A Mensagem nº 101 de 15 de Novembro de 2009










Mc 13, 24-32






Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Naqueles dias, depois de uma grande aflição, o sol escurecerá e a lua não dará a sua claridade; as estrelas cairão do céu e as forças que há nos céus serão abaladas. Então, hão-de ver o Filho do homem vir sobre as nuvens, com grande poder e glória. Ele mandará os Anjos, para reunir os seus eleitos dos quatro pontos cardeais, da extremidade da terra à extremidade do céu. Aprendei a parábola da figueira: quando os seus ramos ficam tenros e brotam as folhas, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém os conhece: nem os Anjos do Céu, nem o Filho; só o Pai».

Reflectindo


1.ª Leitura (Dan 12, 1-3):

Nesse tempo, virá a salvação para o teu povo”O livro de Daniel é um expoente do género literário apocalíptico, típico do Judaísmo tardio, representado sobretudo por livros apócrifos. São conhecidas as suas imagens, as suas especulações sobre os números, as descrições de animais monstruosos e de anjos, os sinais premonitores do fim do mundo. Entretanto, o conteúdo fundamental da apocalíptica é expresso pelo significado desta palavra grega: revelação. Por meio de visões, sonhos, imagens e símbolos, o autor encoraja um povo duramente provado e perseguido, que receia ser aniquilado e "revela" que a angústia presente não só não impedirá a vitória decisiva e iminente de Deus, como até será caminho para ela. Estar "inscrito no livro" significa fazer parte do projecto de Deus, máxima garantia do bem. Segundo a angelologia apocalíptica judaica, cada nação tem o seu anjo tutelar. Entre estes destaca-se "Miguel", "comandante" dos exércitos celestes (cf. Dan 10, 13). "Vida eterna" e "vergonha (infâmia) eterna" explicitam a condição do homem perante Deus, após a ressurreição, conforme o papel desempenhado na vida presente. O nosso destino final não depende da "lei do mais forte" e dos poderes maléficos, mas de Deus que fará a revolução definitiva das sortes
.2.ª Leitura (Hebr 10, 13-14.18):
“Ele tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica” Continua o confronto entre o sacerdócio do Antigo Testamento e o de Jesus: o 1º era hereditário e exclusivo dos membros da tribo de Levi, enquanto que o 2º depende de uma vocação; os sacerdotes do Antigo Testamento repetiam incessantemente os mesmos sacrifícios e as mesmas festas, impotentes para obter uma salvação perfeita e definitiva, ao passo que o sacrifício de Jesus é perfeito e definitivo, obtendo de uma vez por todas a salvação da humanidade. A expressão "sentou-se para sempre à direita de Deus" (cf. o Sl 110, messiânico-sacerdotal) sublinha a unicidade ("de uma vez por todas") e definitividade do sacerdócio de Cristo e a sua entronização. A sua obra sacerdotal é perfeita e já não precisa de qualquer complemento.
Evangelho (Mc 13, 24-32):
“Sabei que o Filho do homem está perto, está mesmo à porta”O trecho evangélico dá-nos a conclusão do "discurso escatológico" (= sobre os "Novíssimos" ou últimos acontecimentos) de Jesus. Neste discurso cruzam-se e sobrepõem-se vários elementos: o anúncio do fim do mundo com a "parusia" do Filho do Homem, a exortação à vigilância... Como já se disse a propósito da 1.ª leitura, as imagens típicas do género literário apocalíptico ("naquele dia", "a tribulação", "o filho do homem que vem sobre as nuvens", "o obscurecimento dos astros") não pretendem assustar, mas antes despertar a esperança. Com todos estes materiais, o Evangelista transmite uma mensagem profundamente enraizada na Bíblia e na pessoa de Jesus: o advento do Reino de Deus. Trata-se de uma mensagem de salvação. O cristão deve renunciar a cálculos cronológicos, aplicando cada dia da sua vida em aderir às palavras e ao Evangelho de Jesus, que realizam a promessa bíblica do Reino de Deus, sempre iminente.

Para meditar


Amor & Loucura


"Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da terra. Quando o ABORRECIMENTO já havia reclamado pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhes: Vamos brincar de esconde-esconde? A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou: Esconde-esconde? Como é isso? É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu lugar para continuar o jogo. O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessavam por nada. Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não se esconder. Para quê, se no final todos me encontram? A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a idéia não tivesse sido dela). A COVARDIA preferiu não arriscar-se. Um, dois, três, quatro... começou a contar a LOUCURA. A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA se escondeu atrás da sombra doTRIUNFO, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir á copa da árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos. Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ. Se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou escondendo-se em um raio de sol. O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris). E a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se, escondeu mas isso não é o mais importante. Quando á LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não havia encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma roseira e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre suas flores. A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus, no céu, sobre zoologia. Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. Num descuido, a LOUCURA encontrou a INVEJA e claro, pôde deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo: ele sozinho saiu disparado de seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando todos. O TALENTO entre a erva fresca, a ANGÚSTIA numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que já se havia esquecido que estava brincando de esconde-esconde. Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia. Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra, o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha."

Com Interesse



Santo Alberto Magno


Um ser pleno de virtudes, ciência, sabedoria e fé inabalável, grandioso em todos os sentidos. Frei dominicano, pregador eloqüente, magistral professor das ciências naturais e das doutrinas da fé, escritor, fundador, Bispo e finalmente, Doutor da Igreja. Sim, estas qualificações pertencem a Santo Alberto Magno, um dos mais importantes da Igreja e da humanidade. O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansavelmente no encontro da ciência com a fé, e que se destacou principalmente pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia, as ciências naturais como a filosofia, a química, a física, e botânica. Além de inúmeros tratados sobre as artes práticas como tecelagem, navegação, agricultura, Foi, sobretudo um profundo observador e amante da natureza. Por tudo isso, ainda em vida era chamado de "o Magno" por seus contemporâneos. Entretanto, ainda jovem quase desistiu da vida religiosa, sentia dificuldades no entendimento do estudo da Teologia. Mas, segundo ele próprio, foi Nossa Senhora que o fez perseverar. Devotíssimo da Virgem Maria, durante as orações ela o teria aconselhado a não desistir, pois se o fizesse pouco a pouco os dons que tinha recebido, lhe seriam tirados. Desde então, dizia: "Minha intenção última está na ciência de Deus". E sem dúvida, a forma rápida e fácil como aprendia tudo e a clareza com que, pregava, explicava e ensinava, eram dons divinos. Nascido em 1206, na Alemanha, Alberto pertencia à influente e poderosa família Bolsadt, rica, nobre, cristã e de tradição militar. Piedoso desde a infância, Alberto recebeu uma educação muito aprimorada, digna dos nobres. Porém sempre deixou evidente a sua preferência pelos estudos das ciências naturais e pela religião, às alegrias fúteis da corte. Aos dezesseis anos, foi para a universidade de Pádua, na Itália, onde, sob a tutela de Maria, completou os estudos superiores. Em 1229, tornou-se frade dominicano pregador. Lecionou nos principais pólos de cultura europeus de sua época, a Itália, Alemanha e França. Em Paris atraiu tantos estudantes e discípulos que teve que lecionar em praça pública. Que passou a ser chamada de praça Maubert, graças a Santo Alberto Magno. O nome é uma derivação de Magnus Albert, que é mantido até hoje. Alí dentre seus discípulos estava Santo Tomás de Aquino, outro dominicano cuja importância não é menor. Em 1254, eleito superior provincial de sua ordem na Alemanha, abriu mão da cátedra de Paris para ficar na comunidade dominicana sob sua direção. Ali demonstrou todo o seu espírito de monge pobre e humilde. Viajou por grande parte da Alemanha sempre a pé e pedindo esmolas no caminho para se alimentar. Assim, ele fundou vários conventos, além de renovar os já existentes. Em 1260 foi nomeado Bispo de Ratisbona, ocupando o cargo por dois anos, quando pediu exoneração. Não estava interessado no poder e sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara e ao ensino na univerdiade de Colônia. Já entrado nos setenta anos, foi incumbido pelo Papa Urbano IV de liderar as cruzadas na Alemanha e na Boêmia. Em 1274 teve participação decisiva na união da Igreja grega com a latina, no Segundo Concílio de Lião. Três anos antes de sua morte Santo Alberto Magno começou a perder a memória. Mandou então construir sua própria sepultura, e rezava o ofício dos mortos, todos os dias. Morreu serenamente no dia 15 de novembro de 1280. O Papa Pio XI o canonizou e proclamou Santo Alberto Magno, Doutor da Igreja, em 1931. Dez anos depois, Papa Pio XII o declarou padroeiro dos estudiosos das ciências naturais.

07 novembro, 2009

A Mensagem nº 100 de 08 de Novembro de 2009










Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos


Mc 12,41-44

Naquele tempo, Jesus sentou-Se em frente da arca do tesouro a observar como a multidão deitava o dinheiro na caixa.
Muitos ricos deitavam quantias avultadas.
Veio uma pobre viúva e deitou duas pequenas moedas, isto é, um quadrante.
Jesus chamou os discípulos e disse-lhes:
«Em verdade vos digo: Esta pobre viúva deitou na caixa mais do que todos os outros.
Eles deitaram do que lhes sobrava, mas ela, na sua pobreza, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver».

Reflectindo

Qual é o verdadeiro culto que Deus espera de nós? Qual deve ser a nossa resposta à sua oferta de salvação? A forma como Jesus aprecia o gesto daquela pobre viúva não deixa lugar a qualquer dúvida: Deus não valoriza os gestos espectaculares, cuidadosamente encenados e preparados, mas que não saem do coração; Deus não se deixa impressionar por grandes manifestações cultuais, por grandes e impressionantes manifestações religiosas, cuidadosamente preparadas, mas hipócritas, vazias e estéreis… O que Deus pede é que sejamos capazes de Lhe oferecer tudo, que aceitemos despojar-nos das nossas certezas, das nossas manifestações de orgulho e de vaidade, dos nossos projectos pessoais e preconceitos, a fim de nos entregarmos confiadamente nas suas mãos, com total confiança, numa completa doação, numa pobreza humilde e fecunda, num amor sem limites e sem condições. Esse é o verdadeiro culto, que nos aproxima de Deus e que nos torna membros da família de Deus. O verdadeiro crente é aquele que não guarda nada para si, mas que, dia a dia, no silêncio e na simplicidade dos gestos mais banais, aceita sair do seu egoísmo e da sua auto-suficiência e colocar a totalidade da sua existência nas mãos de Deus
• Como na primeira leitura, também no Evangelho temos um exemplo de uma mulher pobre (ainda mais, uma viúva, que pertence à classe dos abandonados, dos débeis, dos mais pobres de entre os pobres), que é capaz de partilhar o pouco que tem. Na reflexão bíblica, os pobres, pela sua situação de carência, debilidade e necessidade, são considerados os preferidos de Deus, aqueles que são objecto de uma especial protecção e ternura por parte de Deus. Por isso, eles são olhados com simpatia e até, numa visão simplista e idealizada, são retractados como pessoas pacíficas, humildes, simples, piedosas, cheias de “temor de Deus” (isto é, que se colocam diante de Deus com serena confiança, em total obediência e entrega). Este retrato, naturalmente um pouco estereotipado, não deixa de ter um sólido fundo de verdade: só quem não vive para as riquezas, só quem não tem o coração obcecado com a posse dos bens (falamos, naturalmente, do dinheiro, da conta bancária; mas falamos, igualmente, do orgulho, da auto-suficiência, da vontade de triunfar a todo o custo, do desejo de poder e de autoridade, do desejo de ser aplaudido e admirado) é capaz de estar disponível para acolher os desafios de Deus e para aceitar, com humildade e simplicidade, os valores do Reino. Esses são os preferidos de Deus. O exemplo desta mulher garante-nos que só quem é “pobre” – isto é, quem não tem o coração demasiado cheio de si próprio – é capaz de viver para Deus e de acolher os desafios e os valores do Reino • A figura dos doutores da Lei está em total contraste com a figura desta mulher pobre. Eles têm o coração completamente cheio de si; estão dominados por sentimentos de egoísmo, de ambição e de vaidade, apostam tudo nos bens materiais, mesmo que isso implique explorar e roubar as viúvas e os pobres… Na verdade, no seu coração não há lugar para Deus e para os outros irmãos; só há lá lugar para os seus interesses mesquinhos e egoístas. Eles são a antítese daquilo que os discípulos de Jesus devem ser; não apreciam os valores do Reino e, dessa forma, não podem integrar a comunidade do Reino. Podem ter atitudes que, na aparência, são religiosamente correctas, ou podem mesmo ser vistos como autênticos pilares da comunidade do Povo de Deus; mas, na verdade, eles não fazem parte da família de Deus. Nunca é demais reflectirmos sobre este ponto: quem vive para si e é incapaz de viver para Deus e para os irmãos, com verdade e generosidade, não pode integrar a família de Jesus, a comunidade do Reino
Jesus ensina-nos, neste episódio, a não julgarmos as pessoas pelas aparências. Muitas vezes é precisamente aquilo que consideramos insignificante, desprezível, pouco edificante, que é verdadeiramente importante e significativo. Muitas vezes Deus chega até nós na humildade, na simplicidade, na debilidade, nos gestos silenciosos e simples de alguém em quem nem reparamos. Temos de aprender a ir ao fundo das coisas e a olhar para o mundo, para as situações, para a história e, sobretudo, para os homens e mulheres que caminham ao nosso lado, com o olhar de Deus. É precisamente isso que Jesus faz
• Uma das críticas que Jesus faz aos doutores da Lei é que eles se servem da religião, da sua posição de intérpretes oficiais e autorizados da Lei, para obter honras e privilégios. Trata-se de uma tentação sempre presente, ontem como hoje… Em nenhum caso a nossa fé, o nosso lugar na comunidade, a consideração que as pessoas possam ter por nós ou pelas funções que desempenhamos podem ser utilizadas, de forma abusiva, para “levar a água ao nosso moinho” e para conseguir privilégios particulares ou honras que não nos são devidas. Utilizar a religião para fins egoístas é um comércio ilícito e abominável, e constitui um enorme contra-testemunho para os irmãos que nos rodeiam

Para meditar


A menina e o pássaro


Era uma vez uma menina que tinha um pássaro como seu melhor amigo. Ele era um pássaro diferente de todos os outros: Era encantado. Os pássaros comuns, se a porta da gaiola estiver aberta, vão embora para nunca mais voltar. Mas o pássaro da menina voava livre e vinha quando sentia saudades...Suas penas também eram diferentes. Mudavam de cor. Eram sempre pintadas pelas cores dos lugares estranhos e longínquos por onde voava.Certa vez, voltou totalmente branco, cauda enorme de plumas fofas como o algodão."- Menina, eu venho de montanhas frias e cobertas de neve, tudo maravilhosamente branco e puro, brilhando sob a luz da lua, nada se ouvindo a não ser o barulho do vento que faz estalar o gelo que cobre os galhos das árvores. Trouxe, nas minhas penas, um pouco do encanto que vi, como presente para ti...".E assim ele começava a cantar as canções e as estórias daquele mundo que a menina nunca vira. Até que ela adormecia, e sonhava que voava nas asas do pássaro.Outra vez voltou vermelho como fogo, penacho dourado na cabeça."... Venho de uma terra queimada pela seca, terra quente e sem água, onde os grandes, os pequenos e os bichos sofrem a tristeza do sol que não se apaga. Minhas penas ficaram como aquele sol e eu trago canções tristes daqueles que gostariam de ouvir o barulho das cachoeiras e ver a beleza dos campos verdes. E de novo começavam as estórias.A menina amava aquele pássaro e podia ouvi-lo sem parar, dia após dia. E o pássaro amava a menina, e por isso voltava sempre. Mas chegava sempre uma hora de tristeza. "- Tenho que ir", ele dizia."- Por favor não vás, fico tão triste, terei saudades e vou chorar....". "- Eu também terei saudades", dizia o pássaro. "-- Eu também vou chorar. Mas eu vou te contar um segredo: As plantas precisam da água, nós precisamos do ar, os peixes precisam dos rios... E o meu encanto precisa da saudade. É aquela tristeza, na espera da volta, que faz com que minhas penas fiquem bonitas. Se eu não for, não haverá saudades.Eu deixarei de ser um pássaro encantado e tu deixarás de me amar.Assim ele partiu. A menina sozinha, chorava de tristeza à noite. Imaginando se o pássaro voltaria. E foi numa destas noites que ela teve uma idéia malvada."- Se eu o prender numa gaiola, ele nunca mais partirá; será meu para sempre. Nunca mais terei saudades, e ficarei feliz". Com estes pensamentos comprou uma linda gaiola, própria para um pássaro que se ama muito. E ficou à espera. Finalmente ele chegou, maravilhoso, com suas novas cores, com estórias diferentes para contar. Cansado da viagem, adormeceu.Foi então que a menina, cuidadosamente, para que ele não acordasse, o prendeu na gaiola para que ele nunca mais a abandonasse. E adormeceu feliz.Foi acorda-da de madrugada, com um gemido triste do pássaro."- Ah! Menina... Que é que fizes-te? Quebrou-se o encanto. Minhas penas ficarão feias e eu me esquecerei das estórias...".Sem a saudade, o amor irá embora... A menina não acreditou. Pensou que ele acabaria por se acostumar. Mas isto não aconteceu. O tempo ia passando, e o pássaro ia ficando diferente.Caíram suas plumas, os vermelhos, os verdes e os azuis das penas transformaram-se num cinzento triste. E veio o silêncio; deixou de cantar. Também a menina se entristeceu. Não, aquele não era o pássaro que ela amava. E de noite ela chorava pensando naquilo que havia feito ao seu amigo... Até que não mais agüentou.Abriu a porta da gaiola."- Podes ir, pássaro, volta quando quiseres...". "- Obrigado, menina. É, eu tenho que partir. É preciso partir para que a saudade chegue e eu tenha vontade de voltar. Longe, na saudade, muitas coisas boas começam a crescer dentro da gente. Sempre que ficares com saudades, eu ficarei mais bonito.Sempre que eu ficar com saudades, tu ficarás mais bonita. E tu te enfeitarás para me esperar... E partiu. Voou que voou para lugares distantes. A menina contava os dias, e cada dia que passava a saudade crescia."- Que bom, pensava ela, meu pássaro está ficando encantado de novo...".E ela ia ao guarda-roupa, escolher os vestidos; e penteava seus cabelos, colocava flores nos vasos..."- Nunca se sabe. Pode ser que ele volte hoje... Sem que ela percebesse, o mundo inteiro foi ficando encantado como o pássaro. Porque em algum lugar ele deveria estar voando. De algum lugar ele haveria de voltar AH! Mundo maravilhoso que guarda em algum lugar secreto o pássaro encantado que se ama...E foi assim que ela, cada noite ia para a cama, triste de saudade, mas feliz com o pensamento.- Quem sabe ele voltará amanhã....E assim dormia e sonhava com a alegria do reencontro.
Rubem Alves

Com Interesse


Santo Godofredo


Os pais de Godofredo rezaram muito para que Deus lhes desse um herdeiro. Até que em 1066, ele nasceu no castelo da família em Soissons, onde foi batizado com um nome que já apontava a direção que seguiria. Godofredo quer dizer: paz de Deus, e foi o que este francês espalhou por onde passou durante toda a vida. Com cinco anos foi entregue para ser educado pelos monges beneditinos e do convívio com a religiosidade nunca mais se afastou. Quando a educação se completou, foi para o convento de São Quintino e ordenando-se sacerdote aos vinte e cinco anos de idade. A sua integridade de caráter, profundidade nos conhecimentos dos assuntos da fé, bem como a visão social que demonstrava, logo chamaram a atenção dos superiores. Tanto que foi nomeado abade do convento de Nogent com a delicada missão de restabelecer as regras disciplinares dos monges, muito afastados do ideal da vida cristã. Em poucos anos a comunidade mudou completamente, tornando-se um centro que atraía religiosos de outras localidades que ali passaram a buscar orientação e conselhos de Godofredo. Quando os monges de um convento, famoso, rico e poderoso, o convidaram para ser o abade, ele recusou. O que desejava era viver no seguimento de Cristo dedicando-se à caridade e trabalhando no amparo e proteção aos pobres e doentes, e não o poder ou a ostentação. Era comum ver os mendigos e leprosos participando da sua mesa, pois acolhia todos os necessitados com abrigo e esmolas fartas. Suas virtudes levaram o povo e o clero a eleger Godofredo, Bispo de Amiens, mas ele só aceitou a diocese depois de receber ordem escrita do próprio Papa. Outra missão difícil para Godofredo. Alí os ricos e poderosos preferiam a vida de muitos vícios, prazeres e luxos, sem nenhuma virtude e ligação com os ensinamentos cristãos. Começou empregando toda a força e eloqüência de sua pregação contra esses abusos denunciando-os do próprio púlpito. O que quase lhe causou a morte num atentado encomendado. Colocaram veneno em seu vinho, mas o plano foi descoberto antes. Considerando-se inapto renunciou o cargo e se retirou para um local ermo. Só que nem os superiores nem o povo aceitaram a demissão e Godofredo foi reconduzido ao cargo. Mas foi por pouco tempo. Durante uma peregrinação à igreja de São Crispim e São Crispiniano, situada em Soissons, sua cidade natal, ele adoeceu. Morreu no dia 08 de novembro de 1115, no convento dedicada aos dois santos padroeiros dos sapateiros, onde foi enterrado.

02 novembro, 2009

A Mensagem nº 99 de 01 de Novembro de 2009







Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus




Mt 5,1-12






Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».

Com Interesse


HISTÓRIA DO DIA DE TODOS OS SANTOS


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou.O dia de todos os santos com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

Para meditar



A REALIDADE DE DEUS


Durante a Guerra civil Americana, eu era cirurgião do exército dos EUA e depois da batalha de Gettysburg haviam muitas centenas de soldados feridos no meu hospital. Entre eles, vinte e oito estavam tão seriamente feridos que necessitavam de meus serviços imediatamente. Alguns cujas pernas tinham sido amputadas, alguns os braços e ainda outros, o braço e a perna. Um dos que estavam neste caso, era um rapaz que tinha estado ao serviço três meses e por ser muito jovem, foi alistado como tocador de tambor. Quando meu assistente e um enfermeiro tentaram ministrar-lhe clorofórmio, antes da amputação, o soldado recusou-se a aceitar o medicamento e disse:"Por favor chame o médico".Quando eu cheguei ao lado de sua cama, eu disse-lhe:"Jovem, porque recusas-te o clorofórmio? Quando eu te encontrei no campo de batalha, estavas tão mal que eu achei que talvez não suportasses, mas quando abris-te os teus grandes olhos azuis eu pensei que tua mãe em algum lugar poderia estar pensando em seu filho. Eu não queria que morresses no campo de batalha então eu ordenei que te trouxessem para cá; Tu perdes-te muito sangue e estás fraco para suportar uma operação sem o clorofórmio e deste modo acho que seria melhor aceitares a medicação". Ele colocou sua mão sobre a minha mão e olhando para mim disse:"Doutor, uma vez num domingo à tarde na igreja, quando eu tinha nove anos e meio eu dei meu coração a Cristo. Desde então eu aprendi a confiar Nele e sei que posso confiar Nele agora. Ele é minha força e meu estímulo. Ele me sustentará enquanto o senhor amputar meu braço e minha perna".Eu então perguntei-lhe se ele me permitia dar-lhe um pouco de conhaque. Mais uma vez ele olhou para mim e disse:"Doutor, quando eu tinha cinco anos, minha mãe ajoelhou-se a meu lado e pondo seus braços ao redor de meu pescoço, disse:"Charlie, eu estou rezando à Jesus que tu nunca proves bebida alcoólica pois teu pai bebia e morreu bêbado; eu prometi a Deus, que se Ele te desse vida , tu irias alertar jovens contra a bebida. "eu tenho dezassete anos e até agora nunca provei nenhuma bebida mais forte que café ou chá; da forma como estou agora, é muito provável que eu entre na presença de meu Deus: o senhor me mandaria para lá com conhaque no meu estômago?". O modo como o rapaz me olhou, eu nunca esquecerei. Até então eu odiava Jesus, mas respeitei a lealdade daquele rapaz ao seu Salvador e quando eu vi o quanto ele o amava e nele confiava até o fim, alguma coisa me tocou o coração e eu fiz por aquele rapaz o que nunca antes tinha feito por qualquer outro soldado.Eu perguntei-lhe se ele gostaria de falar com o capelão. "Sim senhor" foi a resposta.Quando o capelão chegou, este imediatamente reconheceu o rapaz que encontrava sempre na barraca onde se realizavam as reuniões de oração. Pegando sua mão ele disse:"Bem Charlie, eu sinto muito por te ver nesta situação"."Eu estou bem senhor", respondeu ele." O doutor ofereceu-me clorofórmio mas eu recusei; ele então quis dar-me conhaque o que eu também não aceitei; agora, se o meu Salvador me chamar, eu posso ir ao Seu encontro lúcido". Pode não morrer Charlie", disse o capelão, "mas se o Senhor te chamar, existe alguma coisa que eu possa fazer por ti depois de teres partido?" "Sim respondeu o rapaz, pegue minha pequena bíblia debaixo do meu travesseiro; nela o senhor encontrará o endereço de minha mãe; por favor envie para ela junto com uma carta contando-lhe que desde o dia em que eu sai de casa, eu não deixei que se passasse um dia sem que eu lesse um trecho da Palavra de Deus e que diariamente eu orava a Deus para que abençoasse minha querida mãe; não importava onde eu estivesse, em marcha, no campo de batalha, ou no hospital".Há mais alguma coisa que eu possa fazer por ti meu jovem?" perguntou o capelão."Sim, escreva por favor uma carta ao Padre de minha paróquia ( Sand Street, Brooklyn, New York,)e diga-lhe que eu nunca esqueci seus ensinamentos, orações e bons conselhos; eles tem me acompanhado durante as batalhas e agora na hora de minha morte, eu peço ao meu querido Salvador para abençoar o meu Pároco, isso é tudo". Voltando-se para mim, ele disse:"Agora doutor, eu estou pronto e prometo que eu não gemerei enquanto o senhor cortar o meu braço e a minha perna, mas não use o clorofórmio". "Eu prometo". Mas eu não tive coragem de tomar o bisturi em minhas mãos para fazer a operação, sem primeiro ir à sala ao lado e tomar um estimulante.Enquanto eu cortava a carne, Charlie Coulson nunca gemeu. quando eu peguei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do seu travesseiro na boca e tudo o que eu pude ouvi-lo dizer foi:"Oh! Jesus, abençoado Jesus! Fica comigo agora". Ele manteve a sua promessa e não deu um gemido sequer.Naquela noite eu não pude dormir, pois para onde eu me virasse, via aqueles olhos azuis e quando eu fechava os olhos eu ouvia as palavras "Abençoado Jesus, fica comigo agora".Pouco depois da meia-noite eu me levantei e fui ao hospital. Eu nunca tinha feito isso antes, a não ser se tivesse sido chamado, mas eu queria ver aquele garoto de novo.Quando eu cheguei, fui informado pelo enfermeiro que dezasseis soldados, dos casos sem esperança tinham morrido e foram levados para a sala dos mortos."Como está o Charlie Coulson, ele está entre os mortos?" perguntei."Não senhor", ele respondeu; ele está dormindo como um bebé". Quando eu vim perto da cama dele, uma das enfermeiras disse-me que lá pelas nove horas, dois Padres Missionários percorreram o hospital para ler a bíblia e resar. Eles estavam acompanhados pelo capelão, que se ajoelhou ao lado da cama de Charlie Coulson e fez uma fervorosa oração; depois eles cantaram ainda de joelhos um lindo hino e Charlie acompanhou-os no louvor. Eu não posso entender, como aquele rapaz, sentindo dores tão terríveis, podia cantar.Cinco dias depois de eu ter amputado o braço e a perna daquele rapaz, ele me mandou chamar e foi dele, naquele dia, que pela primeira vez eu ouvi um sermão sobre o evangelho."Doutor", ele disse, "é chegada a minha hora; eu não espero ver o amanhecer, mas graças à Deus eu estou pronto para partir; antes de morrer eu quero agradecer pela sua gentileza para comigo. Doutor o senhor é judeu e não Crê em Jesus; o senhor poderia ficar aqui e assistir a minha morte, confiando no meu Salvador até o ultimo momento de minha vida?" Eu tentei ficar, mas não consegui. Eu não tinha coragem de permanecer ali vendo um rapaz cristão morrer regozijando-se no amor de um Jesus a quem eu odiava; eu então apressadamente deixei a sala. Vinte minutos mais tarde o enfermeiro que me encontrou em meu consultório, com as mãos sobre o rosto, disse:"Doutor o Charlie Coulson quer vê-lo". "Eu acabei de vê-lo", respondi, "eu não posso vê-lo novamente". "Mas doutor ele quer vê-lo uma vez mais antes de morrer".Eu me preparei para vê-lo e dizer umas palavras finais e vê-lo morrer. Mas acima de tudo eu estava preparado para não me deixar influenciar em relação a Jesus. Quando eu entrei, vi que ele estava morrendo, então eu me sentei ao lado de sua cama.Pedindo-me para segurar na mão dele, ele disse:"Doutor eu o amo porque o senhor é judeu; o melhor amigo que eu tive nesta vida foi um judeu". Eu perguntei quem era esse amigo. Ele responde:"Jesus Cristo, a quem eu quero apresentar antes de morrer. Prometa-me doutor que o senhor não esquecerá o que eu lhe vou dizer agora?" "Eu prometo".Então ele disse:"Cinco dias atrás, enquanto o senhor amputava o meu braço e perna, eu resei ao Senhor Jesus Cristo para que o senhor fosse convertido".Estas palavras penetraram fundo em meu coração, eu não entendia como, enquanto eu estava lhe causando uma intensa dor, ele podia esquecer a sua própria situação e pensar em seu Salvador e na minha alma não convertida. Tudo o que eu pude dizer-lhe naquele momento foi:"Bem meu rapaz, Logo logo estarás bem". Com estas palavras eu deixei-o, e doze minutos mais tarde ele adormeceu, a salvo nos braços de Jesus.Centenas de soldados morreram naquele hospital durante a Guerra, mas eu só segui um até a sepultura e este foi Charles Coulson, o garoto do tambor e eu viajei três milhas para assistir ao seu funeral. Eu fiz com que o vestissem com uniforme novo e fosse colocado num caixão de oficial, com a bandeira dos EUA sobre ele.As palavras daquele rapaz moribundo, causaram-me uma profunda impressão. Eu era rico naquela época, mas eu teria dado cada centavo que eu possuía se eu pudesse crer em Cristo como Charles; mas aquele sentimento não podia ser comprado com dinheiro. Aliás, eu logo me esqueci de tudo a respeito do sermão daquele soldado, mas eu não conseguia me esquecer do rapaz. Hoje eu sei que naquela época eu estava profundamente convencido do pecado mas eu lutei contra Cristo com todo o ódio de um judeu ortodoxo durante quase dez anos, até que finalmente, a oração do querido rapaz foi ouvida e Deus converteu a minha alma.Quase dezoito meses depois da minha conversão, uma noite eu estava assistindo a uma reunião de um grupo de oração no Brooklyn. Era uma daquelas reuniões onde as pessoas dão testemunho sobre a bondade e o amor do Salvador.Depois de diversos testemunhos uma senhora idosa levantou-se e disse: "Caros amigos, esta pode ser a última vez que eu tenho o privilégio de testemunhar por Cristo.Meu médico disse-me ontem que meu pulmão direito já quase se foi e o esquerdo já foi muito afectado; assim eu tenho pouco tempo para estar com vocês mas o que tenho, pertence a Jesus. É com grande alegria que eu devo encontrar meu filho com Jesus no céu.Meu filho não foi somente um soldado deste país, mas também um soldado de Cristo.Ele foi ferido na batalha de Gettyburg e foi parar nas mãos de um médico judeu, que amputou o seu braço e perna, mas ele viveu ainda cinco dias. O capelão do regimento escreveu-me uma carta e enviou-me junto com a bíblia do meu filho. Na carta, eu fui informada que o meu Charlie na sua hora da morte, chamou o médico judeu e disse-lhe: "Doutor, antes de morrer eu queria lhe dizer que a cinco dias atrás quando o senhor amputou meu braço e minha perna, eu resei ao Senhor Jesus Cristo para salvar a sua alma".Quando eu ouvi estas palavras eu não suportei mais ficar sentado. Eu deixei o meu lugar, atravessei o salão e tomando a mão daquela senhora, disse:"Deus a abençoe querida irmã: a oração de seu filho foi ouvida. Eu sou o médico judeu por quem Charlie resou e o Salvador dele é agora o meu Salvador também". Dr. M. L. Rossvally

26 outubro, 2009

A Mensagem nº 98 de 25 de Outubro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos



Mc 10, 46-52



Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais:«Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?»O cego respondeu-lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou».Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho

Reflectindo

1.ª Leitura (Jer 31, 7-9): “ O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel”Jeremias não foi só “profeta de desgraças” e destruição. O trecho desta leitura faz parte duma recolha de oráculos de restauração, compostos em várias épocas. Aqui se dá voz à alegria perante o regresso à pátria dos israelitas exilados. A leitura começa com um invitatório dirigido a toda a assembleia dos crentes para que regozijem pela salvação do “resto” de Israel, o povo predilecto do Senhor (“a primeira das nações”). A salvação é descrita como regresso e reunião: a omnipotência divina não conhece limites de espaço nem dificuldade de percursos. E aqui trata-se da omnipotência do amor cheio de compaixão e ternura de um Deus que é Pai.Evangelho (Mc 10, 46-52): “Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te”O caminho do cego de Jericó para a verdadeira luz apresenta-se como um itinerário exemplar para quem, da tristeza duma existência opaca e sem futuro, quer alcançar a meta da vida autêntica. “Quando Jesus ia a sair de Jericó...”: Jesus, apresta-se a percorrer os últimos trinta quilómetros da sua peregrinação a Jerusalém onde celebrará a sua última Páscoa. Com ele caminham os discípulos por entre uma multi-dão de adeptos e peregrinos. Na berma da es-trada, um cego mendigava. Marcos registou o seu nome: Bartimeu. Era cego mas ouvia bem. E pelo rumor da gente que passava depreendeu que entre os peregrinos seguia o famoso Rabi de Nazaré, do qual ouvira, certamente, relatar maravilhas. O seu grito de apelo é ao mesmo tempo um acto de fé e de esperança. “Jesus, filho de David...”: É a primeira vez que S. Marcos regista este título, que evocava expectativas messiânicas nacionalistas. Logo após este episódio será relatada a entrada messiânica de Jesus na cidade santa, por entre aclamações semelhantes (Mc 11, 1-11). “Muitos repreendiam-no para que se calasse”: igual tentativa de silenciar os "importunos" aparece noutros episódios (a cananeia, em Mt 10, 13; as crianças, em Mc 10, 13). Mas o cego não desiste, aparecendo assim como exemplo da persistência na oração, tão recomendada pelo Mestre. O curioso é que Jesus, que tantas vezes deu ordem de silêncio às aclamações dos circunstantes, desta vez intervém para atender o suplicante. “Chamai-o”; “Coragem, está a chamar-te”. Aconteceu algo de especial que fez mudar até a atitude do povo. O cego salta, abandona a capa com eventuais esmolas e corre ao encontro do Mestre que o chama. Agora já não precisa de gritar para expor o seu desejo: “Rabbúni [expressão mais viva e afectuosa do que o habitual Rabbi ], que eu veja!”. “Vai, a tua fé te salvou”: mais importante ainda que a visão corporal é o dom da fé. A vida para Bartimeu nunca mais foi a mesma: pôs-se a seguir Jesus pelo caminho de Jerusalém e do sacrifício, tornando-se paradigma do autêntico discípulo.2.ª Leitura (Hebr 5, 1-6): “Todo o sumo sacerdote (…) é constituído em favor dos homens”O Autor de Heb está a apresentar Jesus como nosso Salvador, na medida em que se tornou participante e solidário da natureza humana. Por isso pode ser nosso Mediador e nosso Sumo Sacerdote. No trecho de hoje temos uma clara definição do sacerdócio de Jesus.Em Cristo Jesus temos um Mediador supremo e universal: santíssimo, que não precisa de oferecer expiações por si, dotado de imensa piedade e solidariedade para com os seus irmãos, que lavou o pecado de todos com o seu sangue, que penetra os céus até ao trono do Eterno onde está, sempre vivo, de pé, em acto de mediação sacerdotal sumamente eficaz em nosso favor.
(Secretariado Nacional da Liturgia)

Para meditar


O CAVALO E O PORCO
Um fazendeiro coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse tal cavalo. Assim, ele chateou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: Bem, seu cavalo está com virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu voltarei e caso ele não esteja melhor, será necessário abatê-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse: Força amigo! Levanta-te daí, senão vais ser abatido!!! No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse: - Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te a levantar...Upa! Um, dois, três. No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: Infelizmente, vamos ter que abatê-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse: Amigo é agora ou nunca, levanta-te agora! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, que bom, agora mais depressa vai...Fantástico!!! Corre, corre, mais! Upa! Upa! Upa!!!! conseguiste, és um campeão!!! Então de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou: Milagre!!! O cavalo melhorou. Isto merece uma festa...”Vamos matar o porco para fazer um churrasco de comemoração!!!”
Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. “Saber viver sem ser reconhecido é uma arte”. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: “Armadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic” Procuremos ser uma pessoa de valor, em vez de ser só uma pessoa de sucesso!!!... (Pe. Claudinei Souza da Silva)(Especialista em Comunicação Social, Escritor e Historiador)

Com Interesse



Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.
BiografiaO pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o "caçador de esmeraldas". Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José. Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Estátua do frade em sua cidade natal, GuaratinguetáA 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes. Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766. Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo. Fundação de Novo RecolhimentoNeste Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador. Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu repentinamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas. Enquanto isso, o novo capitão-general da capitania de São Paulo retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão foi obrigado a aceitar e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO. Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade. Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade". Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a liteira levada por escravos. Vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão. Com a canonização, em maio deste ano, o Papa Bento XVI manteve a data

19 outubro, 2009

A Mensagem nº 97 de 18 de Outubro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segunda São Marcos





Mc 10, 35-45






Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?»Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» Eles responderam-lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

Reflectindo

1ª. Leitura (Is 53, 10-11):
“Aprouve ao Senhor esmagar o Seu servo pelo sofrimento”Como 1.ª leitura é-nos proposta uma estrofe do 4.º Canto do Servo de Yahveh, da 2.ª parte do livro de Isaías (o chamado Segundo ou Dêutero-Isaías) datável dos anos 550-530 a.C.Os 2 versículos escolhidos realçam duas dimensões: por um lado a expiação, já que o Servo sofre pelos outros, pelos pecados deles; por outro lado, a exaltação no sentido em que Deus o glorificará porque tomou sobre si tanto sofrimento pelos demais. No seu conjunto, estes dois versículos fornecem um precioso comentário à palavra sobre o resgate pago pelo Filho do Homem que se lê na conclusão do Evangelho de hoje.Evangelho (Mc 10, 35-45):
“Quem entre vós quiser tornar-se grande será vosso servo”Importa recordar o contexto antecedente: Jesus acaba de anunciar aos Doze, pela 3.ª vez, a sua paixão e morte (Mc 10, 32-34). "Na tua glória": segundo a convicção generalizada, o Messias inauguraria em Jerusalém um reino glorioso. Apesar dos repetidos anúncios da paixão, Tiago e João continuam a alimentar expectativas de glória terrena."O cálice"; "o baptismo": no AT é frequente a metáfora do "cálice" das vertigens e sofrimento dos pecadores (cf. Jr 25, 15; Sl 11, 6; 65, 9). Jesus usará a mesma imagem na oração do horto (14, 36). A palavra "baptismo" sugere a mesma ideia: a submersão nas vagas do sofrimento (cf. Lc 12, 50). Jesus implica os discípulos na sua missão de sofrimento. "Para aqueles a que foi reservado (preparado)": o verbo, na voz passiva, remete para um sujeito divino. Os discípulos participarão na entronização messiânica não na base de direitos de humana precedência, mas sim em virtude da iniciativa livre e gratuita do Pai. A "indignação" (ou despeito) dos outros dez dá a Jesus o ensejo de explicitar o estatuto fundamental que deve regular as relações dentro da comunidade eclesial. Demarca-se do modelo da autoridade despótica vigente nas nações e ilustra o seu modelo com duas figuras que se situam nos antípodas: o servo e o escravo. Mas estas imagens não são abstractas, uma vez que representam o caminho e a opção de Jesus, na linha do Servo de Yahweh anunciado por Isaías. "Dar a vida pela redenção (em resgate) de todos (por muitos)": Cristo declara, assim, o carácter soteriológico [referente à doutrina da salvação] da Sua morte. A palavra "resgate" (em gr.: lytron) indicava, entre outras coisas, o preço pago pela libertação dum escravo. Aceitando a sua morte como acto de amor e de libertação dos homens da escravatura do pecado, Jesus dá à comunidade dos discípulos um modelo de amor supremo, que ela deverá reproduzir.2ª. Leitura (Heb 4, 14-16): “Permaneçamos firmes na profissão da nossa fé”Este texto da Carta aos Hebreus introduz a comparação entre Jesus e o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança, feita à luz dos rituais do Dia da Expiação. Este era o único dia do ano em que o Sumo Sacerdote entrava no "santo dos santos" do Templo de Jerusalém, com o sangue das vítimas imoladas, para aspergir o "trono da graça", isto é, "propiciatório" (cobertura de ouro da Arca, entre os Querubins, sobre o qual se considerava que Deus estava presente como um rei no seu trono) num ritual de expiação que, embora a título precário (por isso tinha de se repetir todos os anos), alcançava para todo o povo o perdão dos pecados. Com a sua morte, Jesus "penetrou nos céus", isto é, no verdadeiro templo. Fazendo-o, o nosso Sumo Sacerdote não quebrou os vínculos de solidariedade e comunhão que estabeleceu connosco na Sua Incarnação e Paixão. Por isso n' Ele, sempre vivo a interceder em nosso favor, também nós temos acesso ao autêntico "trono da graça". Na verdade, o nosso Sumo Sacerdote alcançou-nos uma redenção radical, plena e definitiva.
(Secretariado Nacional da Liturgia)

Para meditar







ESCOLA DE ANIMAIS









Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo.Para isto, eles organizaram uma escola.A escola dos bichos estabeleceu um currículo de disciplinas que incluía correr, subir a árvores, correr em montanhas, nadar e voar.Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam todas as disciplinas.O pato deu-se muito bem em natação; até melhor que o professor!Mas quase não passou de ano na aula de voo, e estava indo muito mal na de corrida. Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar um pouco de lado a natação e ter aulas extras de corrida.Isto fez com que seus pés de pato ficassem muito doloridos, e o pato já não era mais tão bom nadador como antes.Mas estava passando de ano, e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém - excepto claro, ao pato.O coelho era de longe o melhor corredor, no princípio, mas começou a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.O esquilo era excelente na subida ás árvores, mas enfrentava problemas constantes na aula de voo, porque o professor insistia que ele precisava descolar do solo, e não de cima de um galho alto.Com tanto esforço, ele tinha caibras constantes, e foi apenas"regular" em alpinismo, e fraco em corrida.A águia insistia em causar problemas, por mais que a punissem por desrespeito à autoridade. Nas provas de subida de árvore era invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira...Na natação deixou muito a desejar....Moral da históriaCada criatura tem suas capacidades e habilidades próprias, coisas que faz naturalmente bem.Mas quando alguém o força a ocupar uma posição que não lhe serve, o sentimento de frustração, desencorajamento, e até culpa, provoca mediocridade e derrota total.Um pato é um pato; nada mais do que um pato. Foi feito para nadar, não para correr, e certamente não para subir em árvores.Um esquilo é um esquilo; nada mais do um esquilo. Se insistirmos em afastá-lo daquilo que ele faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um burro.A águia faz uma bela figura no céu, mas é ridícula numa corrida a pé.No chão, o coelho ganha sempre. A não ser, é claro, que a águia esteja com fome!O que dizemos das criaturas da floresta vale para qualquer pessoa bem como a sua família, em particular.Deus não nos fez iguais. Ele nunca quis que fôssemos iguais.Foi Ele quem planeou e projectou as nossas diferenças, nossas capacidades especiais!!Portanto descubra em você estas qualidades e desfrute de sua paz interior...Descubra seus dons naturais

Com Interesse


Nossa Senhora do Patrocinio


O Papa Alexandre VII concedeu ao Rei Felipe II a celebração da Festa a N. Sra. do Patrocínio aos 28 de julho de 1656. A finalidade era dar graças a Deus pelos inúmeros benefícios. A festa era celebrada inicialmente no 3º domingo de novembro em todo o extenso domínio da Espanha e, posteriormente também no 4º domingo de outubro. O Papa concedia àqueles, que participando da missa solene, após confessar, comungar e rezar nas intenções de costume, uma indulgência plenária. Esta devoção chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses. Várias igrejas no Brasil são erguidas a Deus em honra de N. Sra. do Patrocínio, sendo uma das mais famosas e históricas a de Itu, São Paulo.Em Patrocínio MG, a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio teve início em 1º de novembro de 1933 e o término em 08 de setembro de 1935.
A chegada da imagem de Nossa Senhora do Patrocínio foi no dia 30 de agosto de 1935. Vinda do Rio de Janeiro, foi trazida pelo Monsenhor Joaquim Thiago dos Santos e Sr. José Elói dos Santos.
Era vigário, naquela época Padre Philiberto Braum, da Congregação dos Padres dos Sagrados Corações.
Os paroquianos acolheram a imagem de N. Sra. do Patrocínio com uma procissão, pela cidade, sendo carregada por quatro homens fortes, pois é muito pesada. Dentre os quatro homens encontrava-se o Sr. Gervásio Amaral.
Juntamente com esta imagem vieram também uma imagem de pequeno porte e uma estampa no quadro. Dr. Cândido, Juiz de Direito daquela época, encantado com a beleza da figura de Maria, ficou com o quadro dizendo: “Por onde eu for a levarei comigo”.
A consagração da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio aconteceu em 1º de novembro de 1936
Origem da devoção
A devoção à Virgem Maria sob a invocação Nossa Senhora do Patrocínio tem sua origem na festa do “Patrocínio de Nossa Senhora”. Chama-se “Patrocínio”, em liturgia, a festa em honra de algum santo para venerá-lo e venerando-o agradecer-lhe sua proteção, intercessão, patrocínio; não se confunde com a festa principal daquele santo, por isso mesmo é celebrada em dia diferente. Duas foram as principais festas de “patrocínio”. O patrocínio de Nossa Senhora e o patrocínio de São José. Digo foram, pois, como veremos, no calendário litúrgico atual não se celebram mais festas da referida classe.
Foi na Espanha e em seus extensos domínios onde se começou a celebrar esta festa concedida a pedido do rei Felipe IV, pelo Papa Alexandre VII na bula Praeclara Christianissimi, de 28 de julho de 1656. Liturgistas mui dignos de créditos afirmam que se concedeu a festa em ação de graças pelas vitórias obtidas pela Espanha contra os sarracenos e contra os hereges; porém no texto da citada Bula se expressa claramente o motivo da petição que é simplesmente dar graças a Santíssima Virgem pelos múltiplos benefícios, quae ab illa accepisse pro affectu profitetur (o Rei). No princípio celebrava-se a festa, em geral, no terceiro domingo de novembro.
A devoção a esta festa foi-se propagando, a exemplo da Espanha. Bento XIII, em 03 de agosto de 1725, mandou celebrá-la em todo o Estado Pontifício, no segundo Domingo de novembro; logo se foi concedendo a muitas regiões e Dioceses para um Domingo de novembro que assinalasse o Ordinário do lugar; também as muitas ordens religiosas como as três ordens franciscanas, a Companhia de Jesus etc.
Os fundamentos teológicos da festa do patrocínio expõe-nos Bento XIV em sua clássica obra De Festis, livro II, cap.13.
No tempo de Bento XIV planejou-se uma tentativa de reforma do Breviário e do Calendário litúrgico, e no plano já completamente redigido suprimia-se a festa do patrocínio além de muitas outras; mas não foi do agrado do Pontífice e a reforma não foi aprovada. Foi Pio X quem levou a cabo uma grande reforma litúrgica forçando as Dioceses a abandonarem seus calendários particulares para usarem o da Igreja universal, com acréscimo somente das festas estritamente próprias de cada Igreja particular. Assim, a partir de 1915, desapareceu de todos os calendários litúrgicos dentre muitas outras, a festa do patrocínio de Nossa Senhora, sendo celebrada, desde então, somente no lugar e onde é titular de alguma igreja consagrada