02 novembro, 2009

Com Interesse


HISTÓRIA DO DIA DE TODOS OS SANTOS


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou.O dia de todos os santos com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

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A REALIDADE DE DEUS


Durante a Guerra civil Americana, eu era cirurgião do exército dos EUA e depois da batalha de Gettysburg haviam muitas centenas de soldados feridos no meu hospital. Entre eles, vinte e oito estavam tão seriamente feridos que necessitavam de meus serviços imediatamente. Alguns cujas pernas tinham sido amputadas, alguns os braços e ainda outros, o braço e a perna. Um dos que estavam neste caso, era um rapaz que tinha estado ao serviço três meses e por ser muito jovem, foi alistado como tocador de tambor. Quando meu assistente e um enfermeiro tentaram ministrar-lhe clorofórmio, antes da amputação, o soldado recusou-se a aceitar o medicamento e disse:"Por favor chame o médico".Quando eu cheguei ao lado de sua cama, eu disse-lhe:"Jovem, porque recusas-te o clorofórmio? Quando eu te encontrei no campo de batalha, estavas tão mal que eu achei que talvez não suportasses, mas quando abris-te os teus grandes olhos azuis eu pensei que tua mãe em algum lugar poderia estar pensando em seu filho. Eu não queria que morresses no campo de batalha então eu ordenei que te trouxessem para cá; Tu perdes-te muito sangue e estás fraco para suportar uma operação sem o clorofórmio e deste modo acho que seria melhor aceitares a medicação". Ele colocou sua mão sobre a minha mão e olhando para mim disse:"Doutor, uma vez num domingo à tarde na igreja, quando eu tinha nove anos e meio eu dei meu coração a Cristo. Desde então eu aprendi a confiar Nele e sei que posso confiar Nele agora. Ele é minha força e meu estímulo. Ele me sustentará enquanto o senhor amputar meu braço e minha perna".Eu então perguntei-lhe se ele me permitia dar-lhe um pouco de conhaque. Mais uma vez ele olhou para mim e disse:"Doutor, quando eu tinha cinco anos, minha mãe ajoelhou-se a meu lado e pondo seus braços ao redor de meu pescoço, disse:"Charlie, eu estou rezando à Jesus que tu nunca proves bebida alcoólica pois teu pai bebia e morreu bêbado; eu prometi a Deus, que se Ele te desse vida , tu irias alertar jovens contra a bebida. "eu tenho dezassete anos e até agora nunca provei nenhuma bebida mais forte que café ou chá; da forma como estou agora, é muito provável que eu entre na presença de meu Deus: o senhor me mandaria para lá com conhaque no meu estômago?". O modo como o rapaz me olhou, eu nunca esquecerei. Até então eu odiava Jesus, mas respeitei a lealdade daquele rapaz ao seu Salvador e quando eu vi o quanto ele o amava e nele confiava até o fim, alguma coisa me tocou o coração e eu fiz por aquele rapaz o que nunca antes tinha feito por qualquer outro soldado.Eu perguntei-lhe se ele gostaria de falar com o capelão. "Sim senhor" foi a resposta.Quando o capelão chegou, este imediatamente reconheceu o rapaz que encontrava sempre na barraca onde se realizavam as reuniões de oração. Pegando sua mão ele disse:"Bem Charlie, eu sinto muito por te ver nesta situação"."Eu estou bem senhor", respondeu ele." O doutor ofereceu-me clorofórmio mas eu recusei; ele então quis dar-me conhaque o que eu também não aceitei; agora, se o meu Salvador me chamar, eu posso ir ao Seu encontro lúcido". Pode não morrer Charlie", disse o capelão, "mas se o Senhor te chamar, existe alguma coisa que eu possa fazer por ti depois de teres partido?" "Sim respondeu o rapaz, pegue minha pequena bíblia debaixo do meu travesseiro; nela o senhor encontrará o endereço de minha mãe; por favor envie para ela junto com uma carta contando-lhe que desde o dia em que eu sai de casa, eu não deixei que se passasse um dia sem que eu lesse um trecho da Palavra de Deus e que diariamente eu orava a Deus para que abençoasse minha querida mãe; não importava onde eu estivesse, em marcha, no campo de batalha, ou no hospital".Há mais alguma coisa que eu possa fazer por ti meu jovem?" perguntou o capelão."Sim, escreva por favor uma carta ao Padre de minha paróquia ( Sand Street, Brooklyn, New York,)e diga-lhe que eu nunca esqueci seus ensinamentos, orações e bons conselhos; eles tem me acompanhado durante as batalhas e agora na hora de minha morte, eu peço ao meu querido Salvador para abençoar o meu Pároco, isso é tudo". Voltando-se para mim, ele disse:"Agora doutor, eu estou pronto e prometo que eu não gemerei enquanto o senhor cortar o meu braço e a minha perna, mas não use o clorofórmio". "Eu prometo". Mas eu não tive coragem de tomar o bisturi em minhas mãos para fazer a operação, sem primeiro ir à sala ao lado e tomar um estimulante.Enquanto eu cortava a carne, Charlie Coulson nunca gemeu. quando eu peguei a serra para cortar o osso, o rapaz colocou a ponta do seu travesseiro na boca e tudo o que eu pude ouvi-lo dizer foi:"Oh! Jesus, abençoado Jesus! Fica comigo agora". Ele manteve a sua promessa e não deu um gemido sequer.Naquela noite eu não pude dormir, pois para onde eu me virasse, via aqueles olhos azuis e quando eu fechava os olhos eu ouvia as palavras "Abençoado Jesus, fica comigo agora".Pouco depois da meia-noite eu me levantei e fui ao hospital. Eu nunca tinha feito isso antes, a não ser se tivesse sido chamado, mas eu queria ver aquele garoto de novo.Quando eu cheguei, fui informado pelo enfermeiro que dezasseis soldados, dos casos sem esperança tinham morrido e foram levados para a sala dos mortos."Como está o Charlie Coulson, ele está entre os mortos?" perguntei."Não senhor", ele respondeu; ele está dormindo como um bebé". Quando eu vim perto da cama dele, uma das enfermeiras disse-me que lá pelas nove horas, dois Padres Missionários percorreram o hospital para ler a bíblia e resar. Eles estavam acompanhados pelo capelão, que se ajoelhou ao lado da cama de Charlie Coulson e fez uma fervorosa oração; depois eles cantaram ainda de joelhos um lindo hino e Charlie acompanhou-os no louvor. Eu não posso entender, como aquele rapaz, sentindo dores tão terríveis, podia cantar.Cinco dias depois de eu ter amputado o braço e a perna daquele rapaz, ele me mandou chamar e foi dele, naquele dia, que pela primeira vez eu ouvi um sermão sobre o evangelho."Doutor", ele disse, "é chegada a minha hora; eu não espero ver o amanhecer, mas graças à Deus eu estou pronto para partir; antes de morrer eu quero agradecer pela sua gentileza para comigo. Doutor o senhor é judeu e não Crê em Jesus; o senhor poderia ficar aqui e assistir a minha morte, confiando no meu Salvador até o ultimo momento de minha vida?" Eu tentei ficar, mas não consegui. Eu não tinha coragem de permanecer ali vendo um rapaz cristão morrer regozijando-se no amor de um Jesus a quem eu odiava; eu então apressadamente deixei a sala. Vinte minutos mais tarde o enfermeiro que me encontrou em meu consultório, com as mãos sobre o rosto, disse:"Doutor o Charlie Coulson quer vê-lo". "Eu acabei de vê-lo", respondi, "eu não posso vê-lo novamente". "Mas doutor ele quer vê-lo uma vez mais antes de morrer".Eu me preparei para vê-lo e dizer umas palavras finais e vê-lo morrer. Mas acima de tudo eu estava preparado para não me deixar influenciar em relação a Jesus. Quando eu entrei, vi que ele estava morrendo, então eu me sentei ao lado de sua cama.Pedindo-me para segurar na mão dele, ele disse:"Doutor eu o amo porque o senhor é judeu; o melhor amigo que eu tive nesta vida foi um judeu". Eu perguntei quem era esse amigo. Ele responde:"Jesus Cristo, a quem eu quero apresentar antes de morrer. Prometa-me doutor que o senhor não esquecerá o que eu lhe vou dizer agora?" "Eu prometo".Então ele disse:"Cinco dias atrás, enquanto o senhor amputava o meu braço e perna, eu resei ao Senhor Jesus Cristo para que o senhor fosse convertido".Estas palavras penetraram fundo em meu coração, eu não entendia como, enquanto eu estava lhe causando uma intensa dor, ele podia esquecer a sua própria situação e pensar em seu Salvador e na minha alma não convertida. Tudo o que eu pude dizer-lhe naquele momento foi:"Bem meu rapaz, Logo logo estarás bem". Com estas palavras eu deixei-o, e doze minutos mais tarde ele adormeceu, a salvo nos braços de Jesus.Centenas de soldados morreram naquele hospital durante a Guerra, mas eu só segui um até a sepultura e este foi Charles Coulson, o garoto do tambor e eu viajei três milhas para assistir ao seu funeral. Eu fiz com que o vestissem com uniforme novo e fosse colocado num caixão de oficial, com a bandeira dos EUA sobre ele.As palavras daquele rapaz moribundo, causaram-me uma profunda impressão. Eu era rico naquela época, mas eu teria dado cada centavo que eu possuía se eu pudesse crer em Cristo como Charles; mas aquele sentimento não podia ser comprado com dinheiro. Aliás, eu logo me esqueci de tudo a respeito do sermão daquele soldado, mas eu não conseguia me esquecer do rapaz. Hoje eu sei que naquela época eu estava profundamente convencido do pecado mas eu lutei contra Cristo com todo o ódio de um judeu ortodoxo durante quase dez anos, até que finalmente, a oração do querido rapaz foi ouvida e Deus converteu a minha alma.Quase dezoito meses depois da minha conversão, uma noite eu estava assistindo a uma reunião de um grupo de oração no Brooklyn. Era uma daquelas reuniões onde as pessoas dão testemunho sobre a bondade e o amor do Salvador.Depois de diversos testemunhos uma senhora idosa levantou-se e disse: "Caros amigos, esta pode ser a última vez que eu tenho o privilégio de testemunhar por Cristo.Meu médico disse-me ontem que meu pulmão direito já quase se foi e o esquerdo já foi muito afectado; assim eu tenho pouco tempo para estar com vocês mas o que tenho, pertence a Jesus. É com grande alegria que eu devo encontrar meu filho com Jesus no céu.Meu filho não foi somente um soldado deste país, mas também um soldado de Cristo.Ele foi ferido na batalha de Gettyburg e foi parar nas mãos de um médico judeu, que amputou o seu braço e perna, mas ele viveu ainda cinco dias. O capelão do regimento escreveu-me uma carta e enviou-me junto com a bíblia do meu filho. Na carta, eu fui informada que o meu Charlie na sua hora da morte, chamou o médico judeu e disse-lhe: "Doutor, antes de morrer eu queria lhe dizer que a cinco dias atrás quando o senhor amputou meu braço e minha perna, eu resei ao Senhor Jesus Cristo para salvar a sua alma".Quando eu ouvi estas palavras eu não suportei mais ficar sentado. Eu deixei o meu lugar, atravessei o salão e tomando a mão daquela senhora, disse:"Deus a abençoe querida irmã: a oração de seu filho foi ouvida. Eu sou o médico judeu por quem Charlie resou e o Salvador dele é agora o meu Salvador também". Dr. M. L. Rossvally

26 outubro, 2009

A Mensagem nº 98 de 25 de Outubro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos



Mc 10, 46-52



Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse. Mas ele gritava cada vez mais:«Filho de David, tem piedade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?»O cego respondeu-lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou».Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho

Reflectindo

1.ª Leitura (Jer 31, 7-9): “ O Senhor salvou o seu povo, o resto de Israel”Jeremias não foi só “profeta de desgraças” e destruição. O trecho desta leitura faz parte duma recolha de oráculos de restauração, compostos em várias épocas. Aqui se dá voz à alegria perante o regresso à pátria dos israelitas exilados. A leitura começa com um invitatório dirigido a toda a assembleia dos crentes para que regozijem pela salvação do “resto” de Israel, o povo predilecto do Senhor (“a primeira das nações”). A salvação é descrita como regresso e reunião: a omnipotência divina não conhece limites de espaço nem dificuldade de percursos. E aqui trata-se da omnipotência do amor cheio de compaixão e ternura de um Deus que é Pai.Evangelho (Mc 10, 46-52): “Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te”O caminho do cego de Jericó para a verdadeira luz apresenta-se como um itinerário exemplar para quem, da tristeza duma existência opaca e sem futuro, quer alcançar a meta da vida autêntica. “Quando Jesus ia a sair de Jericó...”: Jesus, apresta-se a percorrer os últimos trinta quilómetros da sua peregrinação a Jerusalém onde celebrará a sua última Páscoa. Com ele caminham os discípulos por entre uma multi-dão de adeptos e peregrinos. Na berma da es-trada, um cego mendigava. Marcos registou o seu nome: Bartimeu. Era cego mas ouvia bem. E pelo rumor da gente que passava depreendeu que entre os peregrinos seguia o famoso Rabi de Nazaré, do qual ouvira, certamente, relatar maravilhas. O seu grito de apelo é ao mesmo tempo um acto de fé e de esperança. “Jesus, filho de David...”: É a primeira vez que S. Marcos regista este título, que evocava expectativas messiânicas nacionalistas. Logo após este episódio será relatada a entrada messiânica de Jesus na cidade santa, por entre aclamações semelhantes (Mc 11, 1-11). “Muitos repreendiam-no para que se calasse”: igual tentativa de silenciar os "importunos" aparece noutros episódios (a cananeia, em Mt 10, 13; as crianças, em Mc 10, 13). Mas o cego não desiste, aparecendo assim como exemplo da persistência na oração, tão recomendada pelo Mestre. O curioso é que Jesus, que tantas vezes deu ordem de silêncio às aclamações dos circunstantes, desta vez intervém para atender o suplicante. “Chamai-o”; “Coragem, está a chamar-te”. Aconteceu algo de especial que fez mudar até a atitude do povo. O cego salta, abandona a capa com eventuais esmolas e corre ao encontro do Mestre que o chama. Agora já não precisa de gritar para expor o seu desejo: “Rabbúni [expressão mais viva e afectuosa do que o habitual Rabbi ], que eu veja!”. “Vai, a tua fé te salvou”: mais importante ainda que a visão corporal é o dom da fé. A vida para Bartimeu nunca mais foi a mesma: pôs-se a seguir Jesus pelo caminho de Jerusalém e do sacrifício, tornando-se paradigma do autêntico discípulo.2.ª Leitura (Hebr 5, 1-6): “Todo o sumo sacerdote (…) é constituído em favor dos homens”O Autor de Heb está a apresentar Jesus como nosso Salvador, na medida em que se tornou participante e solidário da natureza humana. Por isso pode ser nosso Mediador e nosso Sumo Sacerdote. No trecho de hoje temos uma clara definição do sacerdócio de Jesus.Em Cristo Jesus temos um Mediador supremo e universal: santíssimo, que não precisa de oferecer expiações por si, dotado de imensa piedade e solidariedade para com os seus irmãos, que lavou o pecado de todos com o seu sangue, que penetra os céus até ao trono do Eterno onde está, sempre vivo, de pé, em acto de mediação sacerdotal sumamente eficaz em nosso favor.
(Secretariado Nacional da Liturgia)

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O CAVALO E O PORCO
Um fazendeiro coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse tal cavalo. Assim, ele chateou seu vizinho até conseguir comprá-lo. Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário: Bem, seu cavalo está com virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu voltarei e caso ele não esteja melhor, será necessário abatê-lo. Neste momento, o porco escutava toda a conversa. No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse: Força amigo! Levanta-te daí, senão vais ser abatido!!! No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco aproximou-se do cavalo e disse: - Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer! Vamos lá, eu ajudo-te a levantar...Upa! Um, dois, três. No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse: Infelizmente, vamos ter que abatê-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos. Quando foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse: Amigo é agora ou nunca, levanta-te agora! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, que bom, agora mais depressa vai...Fantástico!!! Corre, corre, mais! Upa! Upa! Upa!!!! conseguiste, és um campeão!!! Então de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou: Milagre!!! O cavalo melhorou. Isto merece uma festa...”Vamos matar o porco para fazer um churrasco de comemoração!!!”
Isso acontece com frequência no ambiente de trabalho. Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso. “Saber viver sem ser reconhecido é uma arte”. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se: “Armadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic” Procuremos ser uma pessoa de valor, em vez de ser só uma pessoa de sucesso!!!... (Pe. Claudinei Souza da Silva)(Especialista em Comunicação Social, Escritor e Historiador)

Com Interesse



Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.
BiografiaO pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o "caçador de esmeraldas". Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José. Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Estátua do frade em sua cidade natal, GuaratinguetáA 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes. Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766. Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo. Fundação de Novo RecolhimentoNeste Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador. Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu repentinamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas. Enquanto isso, o novo capitão-general da capitania de São Paulo retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão foi obrigado a aceitar e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO. Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade. Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade". Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a liteira levada por escravos. Vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão. Com a canonização, em maio deste ano, o Papa Bento XVI manteve a data

19 outubro, 2009

A Mensagem nº 97 de 18 de Outubro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segunda São Marcos





Mc 10, 35-45






Naquele tempo, Tiago e João, filhos de Zebedeu, aproximaram-se de Jesus e disseram-lhe: «Mestre, nós queremos que nos faças o que Te vamos pedir». Jesus respondeu-lhes: «Que quereis que vos faça?»Eles responderam: «Concede-nos que, na tua glória, nos sentemos um à tua direita e outro à tua esquerda». Disse-lhes Jesus: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu vou beber e receber o baptismo com que Eu vou ser baptizado?» Eles responderam-lhe: «Podemos». Então Jesus disse-lhes: «Bebereis o cálice que Eu vou beber e sereis baptizados com o baptismo com que Eu vou ser baptizado. Mas sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo; é para aqueles a quem está reservado». Os outros dez, ouvindo isto, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os que são considerados como chefes das nações exercem domínio sobre elas e os grandes fazem sentir sobre elas o seu poder. Não deve ser assim entre vós: quem entre vós quiser tornar-se grande, será vosso servo, e quem quiser entre vós ser o primeiro, será escravo de todos; porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de todos».

Reflectindo

1ª. Leitura (Is 53, 10-11):
“Aprouve ao Senhor esmagar o Seu servo pelo sofrimento”Como 1.ª leitura é-nos proposta uma estrofe do 4.º Canto do Servo de Yahveh, da 2.ª parte do livro de Isaías (o chamado Segundo ou Dêutero-Isaías) datável dos anos 550-530 a.C.Os 2 versículos escolhidos realçam duas dimensões: por um lado a expiação, já que o Servo sofre pelos outros, pelos pecados deles; por outro lado, a exaltação no sentido em que Deus o glorificará porque tomou sobre si tanto sofrimento pelos demais. No seu conjunto, estes dois versículos fornecem um precioso comentário à palavra sobre o resgate pago pelo Filho do Homem que se lê na conclusão do Evangelho de hoje.Evangelho (Mc 10, 35-45):
“Quem entre vós quiser tornar-se grande será vosso servo”Importa recordar o contexto antecedente: Jesus acaba de anunciar aos Doze, pela 3.ª vez, a sua paixão e morte (Mc 10, 32-34). "Na tua glória": segundo a convicção generalizada, o Messias inauguraria em Jerusalém um reino glorioso. Apesar dos repetidos anúncios da paixão, Tiago e João continuam a alimentar expectativas de glória terrena."O cálice"; "o baptismo": no AT é frequente a metáfora do "cálice" das vertigens e sofrimento dos pecadores (cf. Jr 25, 15; Sl 11, 6; 65, 9). Jesus usará a mesma imagem na oração do horto (14, 36). A palavra "baptismo" sugere a mesma ideia: a submersão nas vagas do sofrimento (cf. Lc 12, 50). Jesus implica os discípulos na sua missão de sofrimento. "Para aqueles a que foi reservado (preparado)": o verbo, na voz passiva, remete para um sujeito divino. Os discípulos participarão na entronização messiânica não na base de direitos de humana precedência, mas sim em virtude da iniciativa livre e gratuita do Pai. A "indignação" (ou despeito) dos outros dez dá a Jesus o ensejo de explicitar o estatuto fundamental que deve regular as relações dentro da comunidade eclesial. Demarca-se do modelo da autoridade despótica vigente nas nações e ilustra o seu modelo com duas figuras que se situam nos antípodas: o servo e o escravo. Mas estas imagens não são abstractas, uma vez que representam o caminho e a opção de Jesus, na linha do Servo de Yahweh anunciado por Isaías. "Dar a vida pela redenção (em resgate) de todos (por muitos)": Cristo declara, assim, o carácter soteriológico [referente à doutrina da salvação] da Sua morte. A palavra "resgate" (em gr.: lytron) indicava, entre outras coisas, o preço pago pela libertação dum escravo. Aceitando a sua morte como acto de amor e de libertação dos homens da escravatura do pecado, Jesus dá à comunidade dos discípulos um modelo de amor supremo, que ela deverá reproduzir.2ª. Leitura (Heb 4, 14-16): “Permaneçamos firmes na profissão da nossa fé”Este texto da Carta aos Hebreus introduz a comparação entre Jesus e o Sumo Sacerdote da Antiga Aliança, feita à luz dos rituais do Dia da Expiação. Este era o único dia do ano em que o Sumo Sacerdote entrava no "santo dos santos" do Templo de Jerusalém, com o sangue das vítimas imoladas, para aspergir o "trono da graça", isto é, "propiciatório" (cobertura de ouro da Arca, entre os Querubins, sobre o qual se considerava que Deus estava presente como um rei no seu trono) num ritual de expiação que, embora a título precário (por isso tinha de se repetir todos os anos), alcançava para todo o povo o perdão dos pecados. Com a sua morte, Jesus "penetrou nos céus", isto é, no verdadeiro templo. Fazendo-o, o nosso Sumo Sacerdote não quebrou os vínculos de solidariedade e comunhão que estabeleceu connosco na Sua Incarnação e Paixão. Por isso n' Ele, sempre vivo a interceder em nosso favor, também nós temos acesso ao autêntico "trono da graça". Na verdade, o nosso Sumo Sacerdote alcançou-nos uma redenção radical, plena e definitiva.
(Secretariado Nacional da Liturgia)

Para meditar







ESCOLA DE ANIMAIS









Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo.Para isto, eles organizaram uma escola.A escola dos bichos estabeleceu um currículo de disciplinas que incluía correr, subir a árvores, correr em montanhas, nadar e voar.Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam todas as disciplinas.O pato deu-se muito bem em natação; até melhor que o professor!Mas quase não passou de ano na aula de voo, e estava indo muito mal na de corrida. Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar um pouco de lado a natação e ter aulas extras de corrida.Isto fez com que seus pés de pato ficassem muito doloridos, e o pato já não era mais tão bom nadador como antes.Mas estava passando de ano, e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém - excepto claro, ao pato.O coelho era de longe o melhor corredor, no princípio, mas começou a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.O esquilo era excelente na subida ás árvores, mas enfrentava problemas constantes na aula de voo, porque o professor insistia que ele precisava descolar do solo, e não de cima de um galho alto.Com tanto esforço, ele tinha caibras constantes, e foi apenas"regular" em alpinismo, e fraco em corrida.A águia insistia em causar problemas, por mais que a punissem por desrespeito à autoridade. Nas provas de subida de árvore era invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira...Na natação deixou muito a desejar....Moral da históriaCada criatura tem suas capacidades e habilidades próprias, coisas que faz naturalmente bem.Mas quando alguém o força a ocupar uma posição que não lhe serve, o sentimento de frustração, desencorajamento, e até culpa, provoca mediocridade e derrota total.Um pato é um pato; nada mais do que um pato. Foi feito para nadar, não para correr, e certamente não para subir em árvores.Um esquilo é um esquilo; nada mais do um esquilo. Se insistirmos em afastá-lo daquilo que ele faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um burro.A águia faz uma bela figura no céu, mas é ridícula numa corrida a pé.No chão, o coelho ganha sempre. A não ser, é claro, que a águia esteja com fome!O que dizemos das criaturas da floresta vale para qualquer pessoa bem como a sua família, em particular.Deus não nos fez iguais. Ele nunca quis que fôssemos iguais.Foi Ele quem planeou e projectou as nossas diferenças, nossas capacidades especiais!!Portanto descubra em você estas qualidades e desfrute de sua paz interior...Descubra seus dons naturais

Com Interesse


Nossa Senhora do Patrocinio


O Papa Alexandre VII concedeu ao Rei Felipe II a celebração da Festa a N. Sra. do Patrocínio aos 28 de julho de 1656. A finalidade era dar graças a Deus pelos inúmeros benefícios. A festa era celebrada inicialmente no 3º domingo de novembro em todo o extenso domínio da Espanha e, posteriormente também no 4º domingo de outubro. O Papa concedia àqueles, que participando da missa solene, após confessar, comungar e rezar nas intenções de costume, uma indulgência plenária. Esta devoção chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses. Várias igrejas no Brasil são erguidas a Deus em honra de N. Sra. do Patrocínio, sendo uma das mais famosas e históricas a de Itu, São Paulo.Em Patrocínio MG, a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio teve início em 1º de novembro de 1933 e o término em 08 de setembro de 1935.
A chegada da imagem de Nossa Senhora do Patrocínio foi no dia 30 de agosto de 1935. Vinda do Rio de Janeiro, foi trazida pelo Monsenhor Joaquim Thiago dos Santos e Sr. José Elói dos Santos.
Era vigário, naquela época Padre Philiberto Braum, da Congregação dos Padres dos Sagrados Corações.
Os paroquianos acolheram a imagem de N. Sra. do Patrocínio com uma procissão, pela cidade, sendo carregada por quatro homens fortes, pois é muito pesada. Dentre os quatro homens encontrava-se o Sr. Gervásio Amaral.
Juntamente com esta imagem vieram também uma imagem de pequeno porte e uma estampa no quadro. Dr. Cândido, Juiz de Direito daquela época, encantado com a beleza da figura de Maria, ficou com o quadro dizendo: “Por onde eu for a levarei comigo”.
A consagração da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio aconteceu em 1º de novembro de 1936
Origem da devoção
A devoção à Virgem Maria sob a invocação Nossa Senhora do Patrocínio tem sua origem na festa do “Patrocínio de Nossa Senhora”. Chama-se “Patrocínio”, em liturgia, a festa em honra de algum santo para venerá-lo e venerando-o agradecer-lhe sua proteção, intercessão, patrocínio; não se confunde com a festa principal daquele santo, por isso mesmo é celebrada em dia diferente. Duas foram as principais festas de “patrocínio”. O patrocínio de Nossa Senhora e o patrocínio de São José. Digo foram, pois, como veremos, no calendário litúrgico atual não se celebram mais festas da referida classe.
Foi na Espanha e em seus extensos domínios onde se começou a celebrar esta festa concedida a pedido do rei Felipe IV, pelo Papa Alexandre VII na bula Praeclara Christianissimi, de 28 de julho de 1656. Liturgistas mui dignos de créditos afirmam que se concedeu a festa em ação de graças pelas vitórias obtidas pela Espanha contra os sarracenos e contra os hereges; porém no texto da citada Bula se expressa claramente o motivo da petição que é simplesmente dar graças a Santíssima Virgem pelos múltiplos benefícios, quae ab illa accepisse pro affectu profitetur (o Rei). No princípio celebrava-se a festa, em geral, no terceiro domingo de novembro.
A devoção a esta festa foi-se propagando, a exemplo da Espanha. Bento XIII, em 03 de agosto de 1725, mandou celebrá-la em todo o Estado Pontifício, no segundo Domingo de novembro; logo se foi concedendo a muitas regiões e Dioceses para um Domingo de novembro que assinalasse o Ordinário do lugar; também as muitas ordens religiosas como as três ordens franciscanas, a Companhia de Jesus etc.
Os fundamentos teológicos da festa do patrocínio expõe-nos Bento XIV em sua clássica obra De Festis, livro II, cap.13.
No tempo de Bento XIV planejou-se uma tentativa de reforma do Breviário e do Calendário litúrgico, e no plano já completamente redigido suprimia-se a festa do patrocínio além de muitas outras; mas não foi do agrado do Pontífice e a reforma não foi aprovada. Foi Pio X quem levou a cabo uma grande reforma litúrgica forçando as Dioceses a abandonarem seus calendários particulares para usarem o da Igreja universal, com acréscimo somente das festas estritamente próprias de cada Igreja particular. Assim, a partir de 1915, desapareceu de todos os calendários litúrgicos dentre muitas outras, a festa do patrocínio de Nossa Senhora, sendo celebrada, desde então, somente no lugar e onde é titular de alguma igreja consagrada

13 outubro, 2009

A Mensagem nº 96 de 11 de Outubro de 2009






Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Mc 10, 17-30

Naquele tempo, ia Jesus por-Se a caminho, quando um homem se aproximou correndo, ajoelhou diante d'Ele e Lhe perguntou: «Bom Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?» Jesus respondeu: «Porque Me chamas bom? Ninguém é bom senão Deus. Tu sabes os mandamentos: 'Não mates; não cometas adultério; não roubes; não levantes falso testemunho; não cometas fraudes; honra pai e mãe». O homem disse a Jesus: «Mestre, tudo isso tenho eu cumprido desde a juventude».Jesus olhou para ele com simpatia e respondeu: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me». Ouvindo estas palavras, anuviou-se-lhe o semblante e retirou-se pesaroso, porque era muito rico. Então Jesus, olhando à volta, disse aos discípulos: «Como será difícil para os que têm riquezas entrar no reino de Deus!» Os discípulos ficaram admirados com estas palavras.Mas Jesus afirmou-lhes de novo: «Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus». Eles admiraram-se ainda mais e diziam uns aos outros: «Quem pode então salvar-se?» Fitando neles os olhos, Jesus respondeu: «Aos homens é impossível, mas não a Deus, porque a Deus tudo é possível». Pedro começou a dizer-lhe: «Vê como nós deixámos tudo para Te seguir». Jesus respondeu: «Em verdade vos digo: Todo aquele que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras, por minha causa e por causa do Evangelho, receberá cem vezes mais, já neste mundo, em casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, juntamente com perseguições, e, no mundo futuro, a vida eterna».

Reflectindo


Comentário às Leituras
1.ª Leitura (Sab 7, 7-11): “Implorei e veio a mim o espírito de sabedoria”A 1.ª leitura pertence à 2.ª parte do livro da Sabedoria em que se apresenta Salomão, o sábio por excelência. No contexto da Liturgia da Palavra deste Domingo, proporciona o "ângulo" e a perspectiva que permitem contemplar o Evangelho. O v. 7 dá o tom: a sabedoria distingue-se radicalmente de todas as outras realidades que o homem pode adquirir pelos seus próprios meios; trata-se de um dom de Deus que, por isso, se pede na oração. Os vv. 8-10 fazem o inventário dos bens que habitualmente se desejam e procuram: poder, riqueza, saúde e beleza. Com a técnica do contraste e da desproporção afirma-se sempre a mesma ideia matriz: é tal a superioridade da sabedoria em relação a todos os outros bens que nem sequer há hipótese de comparação. No v. 11 há uma recuperação de todos os bens, mas como dote da sabedoria. Ao preferir a Sabedoria, Salomão segue de antemão o conselho do Mestre: "procurai antes os bens do alto e tudo o mais vos será dado por acréscimo" (Mt 7, 33).Evangelho (Mc 10, 17-30): "Meus filhos, como é difícil entrar no reino de Deus!” O Evangelho deste Domingo recolhe material heterogéneo, mas com uma temática comum (a riqueza): um relato de vocação, uma advertência, uma resposta. O relato é enquadrado por dois movimentos opostos de um homem à procura da felicidade: da corrida inicial, que denota procura entusiasta, ao afastamento final, pesaroso e aflito. Entre os dois movimentos está o chamamento de Jesus (com quatro imperativos, que convidam a dois movimentos também contrapostos e em que o segundo par dá sentido ao primeiro: vai... e dá; vem e segue-me). A procura do homem encontra-se com o amor do Mestre Bom (São Marcos regista o pormenor do olhar afectuoso de Jesus). Mas tanto a procura como a vocação se saldam num fracasso cuja causa está identificada: a escravidão das riquezas. A advertência de Jesus dá-nos um corolário do episódio: o perigo das riquezas ameaça a todos, sem excepção. À maneira oriental, o Mestre serve-se duma hipérbole e duma comparação impossível ("é mais fácil um camelo...") para deixar bem clara a sua mensagem: não se pode escamotear a dificuldade dos ricos se salvarem, que é real e consistente. Note-se que, aqui, Jesus se confronta com a opinião corrente, entre os judeus, que via nas riquezas um sinal da bênção e predilecção divina. Daí a reacção de surpresa e espanto. Mas se aquele homem (um jovem, segundo S. Mateus) desistiu, houve (e há) quem desse ouvidos ao Mestre e o tivesse seguido, deixando tudo. Surge assim a questão implícita de Pedro. Na resposta de Jesus distingue-se uma recompensa futura e definitiva duma recompensa imediata. A primeira é a "vida eterna", a vida que o rico dramaticamente procurara e recusara. A recompensa provisória dos discípulos que renunciam à família e às propriedades está na comunidade cristã: nela encontram uma nova família e uma nova casa.2.ª Leitura (Heb 4, 12-13): “A palavra de Deus é viva e eficaz” Na tradição bíblica a Sabedoria está vinculada à Palavra de Deus com a qual chega, por vezes, a ser identificada. No contexto deste Domingo, a Palavra de Deus é também a grande riqueza que importa acolher. A Palavra de Deus é apresentada sob a metáfora da espada (cf. Ef 6, 17; Ap 1, 16). A esta Palavra é atribuída uma espécie de personificação insistindo-se, em primeiro lugar, que ela é viva, certamente porque realiza acções importantes e vitais. Eficaz e cortante, ela tem uma capacidade de discernimento superior à própria consciência. Ela indaga, ilumina, orienta.

Para meditar


O Devoto
Vivia numa pequena cidade um homem muito devoto a
Deus e sua fé era reconhecida em toda a região.
Um dia houve uma grande tempestade seguida de enchentes e a sua casa ficou inundada.
Ele subiu para o telhado e ficou rezando, aguardando a ajuda de Deus.
Seu vizinho percebendo o perigo, estendeu-lhe a mão. Ele não aceitou. Disse que aguardaria a ajuda de Deus.
Seus amigos vieram de barco socorrê-lo. Ele mais uma vez se negou.
Veio finalmente o pessoal da defesa civil com um helicóptero para
resgatá-lo.
Ele também recusou.
“Espero a ajuda de Deus”, afirmou mais uma vez.
A água subiu muito e o homem morreu.
Ao chegar ao céu, furioso foi imediatamente questionar Deus.
Disse ele a Deus.
“Estava aguardando a Vossa ajuda e o Senhor me faltou”.
Deus então respondeu-lhe:
“Meu querido filho, eu te estendi a mão, mandei um barco,
e até um helicóptero para te salvar e tu recusaste

Queremos sempre que Deus nos fale através de milagres,
mas na maioria das vezes Ele fala-nos através dos outros.
Precisamos aprender a perceber isto.

Com Interesse




Dia Mundial para a erradicação da pobreza
www.levanta-te.org
Dia 17 de Outubro é o Dia Mundial para a erradicação da pobreza e, à semelhança dos anos anteriores, espera-se que volte a ser um grande momento de mobilização a nível nacional e internacional.
A Oikos associa-se novamente à organização do evento “Levanta-te e Actua” em Portugal, com actividades de norte a sul do país nos dias 16, 17 e 18 de Outubro.
A iniciativa contará para o Guinness World Records, tentando quebrar o recorde mundial do maior número de pessoas que se levantam por uma causa. No entanto, o objectivo não é simplesmente contar para um recorde, mas sim mobilizar a sociedade civil. Atrair atenções, alertar consciências, manifestar que estamos contra os números que não param de aumentar: mais de 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema diariamente.
Esta acção tem mobilizado milhares de pessoas por todo o Mundo. Em 2008, mais de 116 milhões de pessoas levantaram-se para exigir aos líderes mundiais que cumpram as suas promessas para acabar com a pobreza e desigualdade. Portugal contribuiu com mais de 93 mil vozes nesta iniciativa.
É uma data que representa uma excelente oportunidade para sensibilizar as pessoas para a dura realidade da pobreza extrema. A cada dia que passa, a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza!
É importante que todas as pessoas se manifestem e para actuar basta um minuto do seu tempo, um gesto simbólico. O convite é simples: basta que, literal e simbolicamente se levante. Esta acção pode ser individual ou em grupo e ter mais ou menos actividades de manifesto: uma concentração em escolas, um concerto, uma peça de teatro sobre o tema, uma largada de balões, uma tertúlia... Durante a acção, pode ler o Manifesto que se propõe, ou adaptar com um texto alusivo.
Para que a acção seja contabilizada é necessário fazer a inscrição da sua acção no site http://www.levanta-te.org/
Oikos – Cooperação e Desenvolvimento



Santuário de Fátima
Outubro de 2009
PEREGRINAÇÃO INTERNACIONAL ANIVERSÁRIA
Presidida por D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa
"Não vos conformeis com este mundo" (Rom 12, 2)
Peregrinos a Pé
Dia 11 - 18:30 - Missa, na Basílica. Dia 12 - 14:00 - Encontro para guias de
peregrinos a pé, na Casa de Retiros de Nª Srª das Dores.
Dia 12 07:30 - VIA-SACRA, aos Valinhos, partindo da Capelinha e terminando na
Capela do Calvário Húngaro, com a Eucaristia. Pedimos aos grupos que
se abstenham de fazer via-sacra própria, entre as 07:30 e as 09:00, para não perturbar
a oficial.
MISSAS, em português, na Basílica: 07:30, 09:00, 11:00 e 12:30. 16:30 –
MISSA, no Altar do Recinto, com a participação dos doentes, e PROCISSÃO EUCARÍSTICA.
18:30 - INÍCIO OFICIAL DA PEREGRINAÇÃO, na Capelinha.
21:30 - Bênção de velas, ROSÁRIO, na Capelinha, e PROCISSÃO DE VELAS.
22:30 - Missa internacional, no Altar do Recinto.
Dia 13
Noite de Vigília
00:00 às 02:00 - Adoração ao SS.mo Sacramento. 02:00 às 03:30 - Via-sacra.
03:30 às 04:30 - Celebração Mariana. 04:30 às 05:30 - Missa.
05:30 às 07:00 - Adoração com Laudes do SS.mo Sacramento.
07:00 - PROCISSÃO EUCARÍSTICA. 09:00 - ROSÁRIO, na Capelinha.
10:00 - PROCISSÃO, MISSA INTERNACIONAL, BÊNÇÃO DOS DOENTES,
CONSAGRAÇÃO E ADEUS.
SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO
Capela da Reconciliação
Sábados e domingos - 07:30 às 19:30.
Segunda a sexta-feira - 07:30 às 13:00 e
14:00 às 19:30.
Dia 12 - 07:30 às 19:30 e 20:30 às 22:30.
Dia 13 - 06:30 às 19:30
NO SANTUÁRIO, DESLIGUE O TELEMÓVEL E FAÇA SILÊNCIO

03 outubro, 2009

A Mensagem nº 95 de 04 de Outubro de 2009







Mc 10, 2-12




Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos






Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova e perguntaram-Lhe: «Pode um homem repudiar a sua mulher?» Jesus disse-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» Eles responderam: «Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher». Jesus disse-lhes: «Foi por causa da dureza do vosso coração que ele homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne’. Deste mo do, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu». Em casa, os discípulos vos deixou essa lei. Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o interrogaram-n’O de novo sobre este assunto. Jesus disse-lhes então: «Quem repudiar a sua mulher e casar com outra, come-te adultério contra a primeira. E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério».

Reflectindo



Leitura dos Textos Litúrgicos
Não separe o homem o que Deus uniu


1.ª Leitura (Gn 2, 18-24): “Osso dos meus ossos e carne da minha carne”A razão da escolha desta Leitura está na citação directa que dela faz Jesus no Evangelho de hoje. Pertence ao chamado relato javista da criação do homem (Gn 2). Trata-se de uma narração sobre as origens que pretende remontar às condições fundamentais e originárias da existência humana. Este quadro situa-se antes do pecado e, por isso, apresenta-se tecido de harmonia e de luz: é assim o projecto de Deus que o pecado ofuscará de forma trágica sem, contudo, o abolir. Algumas anotações:- Para Deus, a "solidão" do homem é um "mal" a que quer dar remédio com a sua acção criadora. Só mediante a vida em comum podem os seres humanos alcançar a plenitude do seu ser.- Os animais constituem uma ajuda para o homem, mas não se encontram ao seu nível, não podem entrar em diálogo paritário com ele.- A imagem da "costela" significa que o homem e a mulher são formados da mesma substância. Implica igualdade de natureza. A expressão proverbial "osso dos meus ossos e carne da minha carne" significa, precisamente, parentesco e pertença mútua.- Sublinhe-se, finalmente, a paridade absoluta entre homem e mulher e a complementaridade dos dois sexos. Será o pecado a introduzir a desigualdade. Em hebraico "homem-mulher" são o mesmo vocábulo declinado no masculino ou no feminino: ishisshah. Entre ambos estabelece-se uma verdadeira homogeneidade, uma comunhão tão íntima que faz deles uma só existência: "uma só carne".
2 Leitura (Heb 2, 9-11): “Era necessário que experimentasse a morte em proveito de todos” Dá-se início neste Domingo a uma leitura antológica da chamada "carta aos hebreus", obra por vezes atribuída a Paulo. Na verdade trata-se de uma magnífica homilia cristã de autor anónimo, muito elaborada literária e teologicamente. Nesta passagem, que pertence à introdução, o Autor compara Jesus aos Anjos, acabando por afirmar a Sua superioridade não obstante ele ter aparecido por um pouco "inferior aos Anjos", segundo a expressão do Sl 8 relido em chave cristã. Note-se a identidade profunda entre esta cristologia e a do célebre hino pré-paulino de Fl 2, 6-10. O Autor vê na incarnação o gérmen da Páscoa em que Cristo é instaurado na sua função de Sumo Sacerdote, Salvador e Intercessor. A expressão "levasse à glória perfeita" melhor se traduziria por "tornasse perfeito" (v. 10). Trata-se dum verbo típico da consagração sacerdotal. Na paixão Cristo torna-se homem no sentido mais pleno (cf. 5, 8-9) desempenhando assim de forma eficaz a mediação sacerdotal (e superando também nesta dimensão, a condição dos Anjos). Ao mesmo tempo Hb realça a íntima relação de pertença que existe entre Jesus Cristo e a humanidade inteira.Evangelho (Mc 10, 2-12): “Pode o homem repudiar a sua mulher?”O Evangelho deste Domingo insere-se no início do itinerário percorrido por Jesus no território da Judeia a caminho de Jerusalém. Nesta caminhada sucedem-se disputas acaloradas (sobre o divórcio, sobre a sua autoridade, sobre o tributo a César, sobre a ressurreição dos mortos, sobre o primeiro mandamento), num crescendo que culminará na hostilidade declarada e na crucifixão. Não se trata, pois, de debates académicos mas de confrontos em que a tensão dramática permeia toda a controvérsia. A questão do divórcio e das condições em que ele seria legítimo contrapunha as escolas rabínicas: os discípulos de Shammai só o aceitavam em caso de adultério da mulher, enquanto que os seguidores de Hillel admitiam como suficiente qualquer motivo, ainda que fútil. Jesus, porém, não se deixa enredar nestes debates entre escolas indo antes à raiz da questão. Começa por vincar que a cláusula do Dt 24, 1 não tem o valor de preceito mas tão só o de concessão perante a "dureza de coração", isto é, a incapacidade humana de entender e fazer a vontade de Deus. Mas Jesus vai ainda mais longe, remontando ao desígnio do Criador antes do pecado: "No princípio...". Nenhuma lei posterior pode invalidar essa vontade originária. Note-se, finalmente, que, segundo S. Marcos (e ao contrário da mentalidade dominante no tempo de Jesus), o homem e a mulher são postos no mesmo plano: os direitos são iguais e comete adultério quem os viola, independentemente do seu sexo.

Para meditar



Se um cão fosse seu professor...
Aprenderias coisas assim:


Quando alguém que amas chega a casa,corre ao seu encontro.Nunca percas uma oportunidade de ir passear de carro.Permite-te experimentar o ar fresco do vento no teu rosto.Mostra aos outros que estão invadindo o teu território.Tira uma sonequinha no meio do dia e espreguiça-te
antes de te levantares.Corre, salta e brinca todos os dias.Tenta dar-te bem com o próximo e deixa as pessoas tocarem-te.Não mordas quando um simples rosnado resolve a situação.Em dias quentes, para e rola na relva,bebe bastante líquidos e deita-te debaixo da sombra de uma árvore.Quando estiveres feliz, dança e balança todo o teu corpo.Não importa quantas vezes o outro te magoa não te sintas culpado...volta e faz as pazes novamente.Aproveita o prazer de uma longa caminhada.Alimenta-te com gosto e entusiasmo.Come só o suficiente.Sê sempre leal.Nunca pretendas ser o que não és.Se te queres deitar debaixo da terra,cava fundo até conseguires.E o MAIS importante de tudo...Quando alguém estiver nervoso ou triste,fica em silêncio, fica por pertoe mostra que estás ali para confortar.A amizade verdadeira não aceita imitações!!!E NÓS PRECISAMOS APRENDER ISTO COM UM ANIMAL QUE, DIZEM, É IRRACIONAL...

Com Interesse


OUTUBRO MÊS DO ROSÁRIO



Os difusores da devoção ao Rosário de Nossa Senhora foram os dominicanos, que também criaram as confrarias do Rosário. Isto se deve ao fato de Nossa Senhora, aparecendo a São Domingos, fundador da Ordem, indicar-lhe a recitação do Rosário como uma arma eficaz de conversão.
São Pio V, papa dominicano, foi o primeiro a incentivar e recomendar oficialmente a recitação do Rosário, que deveria ser feita à noite em família. Porém, segundo a tradição, o Rosário nasceu muito antes disso, na época medieval, simbolizando uma grinalda de rosas oferecida a Nossa Senhora, como uma forma de expressar o grande amor e devoção dos cristãos pela Virgem Maria.
Durante a meditação sobre os mistérios da Vida de Cristo e a recitação seguida das Ave-Marias e Pais-nosso quando rezamos o terço, nos colocamos em sintonia com os nossos problemas e aflições, e permitimos que nossas súplicas cheguem ao céu para que Nossa Senhora interceda por nós junto a Deus Pai.
Em 1571, para comemorar a vitória na batalha de Lepanto, contra os turcos, São Pio V instituiu a festa inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória, estendida em 1716, a toda Igreja Católica e depois chamada de festa de Nossa Senhora do Rosário.
Em Lourdes e em Fátima, Nossa Senhora apareceu para nos recomendar particularmente o Santo Rosário. Em Lourdes, Ela mesma desfiava a esplêndida coroa enquanto Santa Bernadette recitava as Aves-Maria. Em Fátima, a cada aparição, Maria recomendava a recitação do Santo Rosário. Ainda mais na última aparição, em que Ela se apresentou como Nossa Senhora do Rosário. É verdadeiramente grande a importância que Nossa Senhora deu ao Rosário. Quando em Fátima falou da salvação dos pecadores, da ruína de muitas almas ao Inferno, das guerras e do destino da nossa época, Maria indicou, recomendou como oração salvífica o Rosário. Lúcia dirá uma síntese que "desde que a Virgem Santíssima deu grande eficácia ao Santo Rosário, não existe problema material, espiritual, nacional ou internacional que não se possa resolver com o Santo Rosário e com os nossos sacrifícios."
Salva e santifica
Um episódio de graça. S. José Cafasso, numa manhã, passando pelas ruas de Torino, encontrou uma pobre velha que caminhava toda curva, recitando devagarinho o Rosário. Indagou-a porque rezava tão cedo. Ela disse que estava limpando as ruas. Confuso, pediu que lhe explicasse o que queria dizer. Ela respondeu que naquela noite, nas ruas daquela vila, havia sido noite de carnaval, havendo muitos pecados. Rezando o Rosário, ela perfumava o local manchado pelo pecado. Veja: o Rosário purifica nossa alma das culpas e as perfuma com a Graça. O Rosário salva as almas. S. Maximiliano escrevia na sua agendinha: "Quantas coroas, quantas almas salvas!" Pensamos nisso? Todos poderíamos salvar almas recitando coroas do Rosário. Que caridade de inestimável valor seria esta. O que dizer das conversões dos pecadores obtidos com o Santo Rosário? Deveriam falar S. Domingos, S. Luis Maria Grignon de Montfort, S. Cura d'Ars, S. Pe. Pio de Pieltrecina... O Santo Rosário faz bem a todos: aos pecadores, aos bons, aos santos...
Quando a S. Felipe Néri perguntava qual oração escolher, sem hesitar, respondia: "O Rosário! Recitai-o amiúde!" Também a Pe Pio lhe perguntou um filho espiritual qual oração preferir para toda a vida. Pe Pio respondeu logo: "O Rosário!" Sobretudo os santos demonstraram a eficácia da graça do Rosário. Estes foram verdadeiros apóstolos do Rosário: S. Pedro Canísio, S. Carlos Borromeu, S. Camilo Lélis, S. Antônio Maria Gianelli, S. João Bosco... Entre os maiores, talvez, sobressaia-se S. Pe Pio. No seu exemplo existe um prestigioso grau de sobre humano, pois ele chegou a recitar mais de cem rosários, todos os dias, por muitos anos. Um modelo gigante que garantiu a fecundidade do Rosário para a sua santificação e para a salvação das almas. Quantos milhões de almas não foram misteriosamente atraídas por aquele frade que por horas e horas, dia e noite, desfiava a coroa aos pés de Nossa Senhora entre as mãos sanguinolentas de chagas? Ele demonstrou verdadeiramente que "o Rosário é corrente de salvação pendurada nas mãos do Salvador e da sua Ditosa Mãe e que indica de onde descem a nós as graças e por onde deverá subir de nós cada esperança"(Papa Paulo VI).

30 setembro, 2009

A Mensagem nº 94 de 27 de Setembro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos Mc 9, 38-43.43.37-48






Naquele tempo, João disse a Jesus: «Mestre, nós vimos um homem a expulsar os demónios em teu nome e procurámos impedir-lho, porque ele não anda connosco». Jesus respondeu: «Não o proibais; porque ninguém pode fazer um milagre em meu nome e depois dizer mal de Mim.Quem não é contra nós é por nós. Quem vos der a beber um copo de água, por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa. Se alguém escandalizar algum destes pequeninos que crêem em Mim, melhor seria para ele que lhe atassem ao pescoço uma dessas mós movidas por um jumento e o lançassem ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de escândalo, corta-a; porque é melhor entrar mutilado na vida do que ter as duas mãos e ir para a Geena, para esse fogo que não se apaga. E se o teu pé é para ti ocasião de escândalo, corta-o; porque é melhor entrar coxo na vida do que ter os dois pés e ser lançado na Geena.E se um dos teus olhos é para ti ocasião de escândalo, deita-o fora; porque é melhor entrar no reino de Deus só com um dos olhos do que ter os dois olhos e ser lançado na Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga».

Reflectindo




“Quem não é contra nós, é por nós”
Jesus continua a formar os seus discípulos, com normas precisas e práticas: ser tolerantes para com os que vivem à margem da comunidade; viver na caridade e defender os pequenos do mal; estar de prevenção contra as tentações, sobretudo contra a da falsa segurança. O dito de Jesus ("Quem não é contra nós é por nós") não se pode ler na forma inversa e arvorar em bandeira de exclusões. Note-se que há uma infinita distância entre o "nós" deste rifão e o "Eu" da frase aparentemente contrária de Mt 12, 30 ("Quem não está comigo está contra Mim"): sem Jesus nada podemos fazer, mas o poder de Deus manifestado em Jesus não é propriedade privada dos discípulos... No Novo Testamento os "pequeninos" parecem ser os crentes de fé mais débil e insegura. À letra, o "escândalo" é a pedra ou obstáculo imprevisto que faz tropeçar quem caminha. Os "pequeninos" precisam de uma mão que os segure, de um olhar que os ilumine, de um pé que apoie os seus passos vacilantes. Quando a mão em vez de firmar empurra, o olho guia para as trevas e o pé rasteira ou agride o irmão, eis o escândalo. Há aqui um apelo a que os discípulos velem pelo seu comportamento tendo em conta a influência que ele pode ter no próximo. Não aconteça que, no orgulho da auto-suficiência, se tornem causa de ruína para os "pequeninos". "Geena" (um vale a ocidente de Jerusalém, outrora assinalado como lugar de sacrifícios humanos em honra de Moloc), no tempo de Jesus, era o local onde se queimavam os lixos da cidade. No nosso texto, "ser lançado na Geena" está em contraste com "entrar na vida" (o termo usado é zoê - em vez de bios - que no NT costuma designar a vida em comunhão com Deus).

Para meditar


Uma pausa para pensar

Reflecte a tua vida, a tua caminhada, até o dia de hoje.

Agradece a Deuspor teres chegado até aqui...

Reflecte sobre os acontecimentos maus que passas-te,as lágrimas que choras-te, as coisas que perdeste.

Agradece a Deuspor teres suportado e sobrevivido.

Pensa depois nas tuas alegrias, nos momentos que realmentesentis-te vontade de rir, que sentis-te o coração explodindo.

Agradece a Deus por te ter proporcionado esses momentos.

Reflecte o quanto precisas-te pedir a Deus coisas que ao teus olhos
pareciam impossíveis, e Ele te deu.

Agradece ao tão bondoso Deus que tens.

Deixa teu pensamento viajar, presta atenção em tudo o que pensas,se nesse pensamento tu consegues criar alguma coisa,ou lembrar algo de bom.

Agradece a Deus por teres cérebro inteligente

Sente teu corpo, começa a sentir desde os dedos dos pés vai subindo a sensibilidade em tuas pernas, barriga, pescoçoe quando chegar em tua cabeça olha-te no espelho.

Agradece a Deus por seres perfeito

Reflecte tudo o que puderes, volta ao teu passado e procura lá perguntas que te atormentavam e tenta responder uma a uma,sentirás tua alma mais leve. sentirás a presença de Deus mais próximo,sentirás que o tempo passou e mesmo que tenhas sofrido ou te tenhas magoado, estás ainda vivo , e vais suportando tudo.

Deus jamais te desamparará,jamais deixará de olhar para ti!

Confia nesse Deus maravilhoso.Sente-o em tudo o que tocares. Leva-lhe a Ele todos os teus problemas.Dorme, e deixe que Deus se encarreguede te acordar na manhã seguinte...
Acredita que Ele te carrega ao colo....

Pois tu és precioso(a) para Ele.

Com Interesse


ROSÁRIO OU TERÇO? QUAL O NOME CERTO?

“O costume de contar pequenas orações de repetição nos dedos da mão, por meio de pedrinhas, grãos ou ossinhos, soltos ou unidos por um barbante, é muito antigo e utilizado por fiéis de muitas religiões…
Primeiramente, foi introduzido o costume de rezar determinado número de vezes o Pai-Nosso. Isto se dava de modo especial nos mosteiros, sobretudo a partir do século X (depois do ano 900) onde muitos cristãos que faziam os votos de vida religiosa não tinham condições de participar das orações dos salmos (do saltério), com leituras e cânticos. Seus superiores estabeleciam para eles a recitação do Pai-Nosso determinado número de vezes…“
Inicialmente, a recitação da Ave Maria era feita sem a inclusão de fatos - mistérios - da vida de Cristo. Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória. Assim, os salmos eram substituídos pelas Ave-Marias e as antífonas, pelas passagens evangélicas…
São Pio V, Papa de 1566 a 1572, época final e de implementação do Concílio de Trento, em que foram organizados os livros litúrgicos utilizados até o Concílio Vaticano II, estabeleceu a atual configuração do Rosário. Ele atribuiu à oração do Rosário a vitória naval de Lepanto, em 07 de outubro de 1571, que salvou o povo cristão da Europa de um grande perigo. Por causa disto, introduziu a festa de Nossa Senhora do Rosário.
Esta designação de "rosário" pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas - Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o nome de “terço”. Portanto, o rosário (150 Ave-Marias) é composto pela recitação de três terços (cada um com 50 Ave-Marias ou 5 dezenas de 10 Ave-Marias).
Como nestes mistérios da vida de Jesus e de Maria não estava incluída a fase da vida de Jesus que ele dedicou à pregação do Evangelho, o Papa João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco novos mistérios: os mistérios da luz ou mistérios luminosos. Desta forma, o rosário passou a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto." Apesar disso, o nome “terço” permaneceu, apesar de agora um rosário ser formado por 4 terços e não mais por 3 terços, como antes.

20 setembro, 2009

A Mensagem nº 93 de 20 de Setembro de 2009







Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos






Naquele tempo, Jesus e os seus discípulos caminhavam através da Galileia. Jesus não queria que ninguém o soubesse, porque ensinava os discípulos, dizendo-lhes: «O Filho do homem vai ser entregue às mãos dos homens, que vão matá-l’O; mas Ele, três dias depois de morto, ressuscitará». Os discípulos não compreendiam aquelas palavras e tinham medo de O interrogar. Quando chegaram a Cafarnaum e já estavam em casa, Jesus perguntou-lhes: «Que discutíeis no caminho?». Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior. Então, Jesus sentou-Se, chamou os Doze e disse-lhes: «Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». E, tomando uma criança, colocou-a no meio deles, abraçou-a e disse-lhes: «Quem receber uma destas crianças em meu nome é a Mim que recebe; e quem Me receber não Me recebe a Mim, mas Àquele que Me enviou».

Reflectindo


ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)

1. A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 25º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.

2. BILHETE DE EVANGELHO.
Nunca os discípulos teriam ousado discutir diante do seu Mestre para saber quem era
o maior. Eis a razão pela qual eles preferem calar-se. Que contraste entre a discussão
dos discípulos sobre a sua promoção social e o anúncio de Jesus sobre o seu
abaixamento! Como as suas palavras não parecem ser compreendidas pelos seus
amigos, Ele vai fazer-lhes sinal através de um gesto: coloca uma criança no meio
deles. A criança não conhece o prestígio, é desconsiderada pela sociedade… Jesus
identifica-Se com esta criança: “Quem receber uma destas crianças em meu nome é a
Mim que recebe”. Jesus não Se identifica com os grandes, mas com os pequenos. Ele
vai mais longe, identifica-Se com o seu Pai: “Quem Me receber não Me recebe a Mim,
mas Àquele que Me enviou”. O evangelista não descreve as reacções dos discípulos,
mas, naquele dia, estes compreenderam certamente que, se queriam ser seus
discípulos, não deveriam procurar ser maiores que o seu Mestre.

3. À ESCUTA DA PALAVRA.
“Que discutíeis no caminho? Eles ficaram calados, porque tinham discutido uns com
os outros sobre qual deles era o maior». Ser o maior, o primeiro, o melhor, o mais
forte… É a terrível tentação do poder! Ela nunca abandonou o próprio Jesus. As suas
três tentações, no deserto, andam à volta do poder. Em toda a sua vida, até à cruz,
esta tentação vai acompanhá-l’O sempre… Variadas vezes, Jesus repreende os seus
discípulos, coloca-os de aviso contra a tentação do poder: “Se alguém quer ser o
primeiro, que ele seja o último de todos e o servidor de todos”. Jesus pregou tudo isso
com palavras e com actos. Basta recordar o episódio do lava-pés na última ceia. O
poder, para Jesus, é serviço ao crescimento do amor e da vida. É preciso reconhecer
que, na sua história, a Igreja agiu muitas vezes ao contrário do Evangelho… Apesar
dos progressos notáveis, em particular depois do Concílio Vaticano II, há ainda muito
caminho a fazer. É preciso intensificar a nossa súplica, para que o Espírito não deixe
nenhum membro da Igreja tranquilo, a fim de que todos sejamos interpelados pelo
Evangelho. Daí depende a credibilidade do testemunho cristão no mundo!

4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Fazer o ponto da situação… É-nos dada a ocasião, nesta semana, para fazer o ponto
sobre os nossos valores, sobre o que é importante para nós na vida: o que conta
verdadeiramente para mim? A segunda leitura e o Evangelho podem ajudar-nos a
reflectir nisso. Tomar o tempo para se questionar simplesmente, em verdade, diante
do Senhor: no fundo, o que é que eu procuro, o que espero da vida?
( In Página dos Dehonianos)

Para meditar


A ÁRVORE


Era uma vez uma árvore, no meio de uma floresta.
Ela era uma árvore muito pequena, de galhos muito frágeis, mas sonhava ser grande e dar muitos frutos.O tempo foi passando, seu caule engrossou e suas folhas se multiplicaram. Um belo dia, ela perguntou à sua mãe quando é que os frutos viriam. Oh! Meu amor!Não somos árvores frutíferas.Somos só assim, mesmo...E a árvore chorou, porque não tinha nada para oferecer.
Via as pessoas apanharem frutas de suas companheiras, e até folhas medicinais, enquanto ela vivia ali, parada, inútil.Até que ficou tão triste que teve vontade de morrer. Suas folhas, então, foram murchando. Seus galhos começaram a secar. Ela foi ficando cada vez mais curvada, seca, e, no silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar: Pelo amor de Deus, Dona Árvore! Não faça isso.Minha esposa está chocando nossos filhotes, aqui neste seu galho. Se ele cair, que será de nós?Espantada, ela começou a prestar atenção em si mesma. E passou a reparar quanta "gente" morava nela.Tinha uma família de mochos.E mais uma casinha de pica-paus. E mais uns besouros.Uma orquídea em botão, presa ao seu tronco, sussurrou:Espere mais um pouco , para ver a surpresa que vou lhe fazer!...Então ela viu as abelhas que se tinham alojado num vão entre suas raízes, onde fabricavam mel saboroso. E viu uma família de pessoas almoçando à sua sombra.E só então ela conseguiu ouvir a voz de Deus em seu coração, dizendo:Nem todas as árvores têm frutos para dar. Porém algumas, como tu, podem ter muito mais a oferecer...A árvore, com aquele pensamento, recuperou a vontade de viver, ficando saudável em poucos dias.
Assim , ela pôde festejar quando os passarinhos nasceram, e a orquídea logo se abriu.Muitas gerações de crianças já construíram casas" e baloiços em seus galhos firmes e fortes.Esta é uma de suas grandes alegrias!E ainda hoje ela está lá, dando cada vez mais sombra, sustentando cada vez mais vidas, feliz por ter encontrado sua verdadeira razão de viver.

E Tu linda árvore de Deus.?,
Tenho certeza que tens agradado muito a Deus, não importa se és uma árvore pequenina ou enorme, pois todos nós temos as nossas qualidades.

Com Interesse


Santa Cândida

A primeira referência sobre Santa Cândida foi encontrada no Calendário da Igreja de Córdoba e em alguns documentos da antiga Galicia, ambas na Espanha. Mas, foi pela tradição cristã do povo napolitano, na Itália, que se concluiu a história desta Santa. A vida cristã de Cândida iniciou quando ela foi convertida, segundo essa tradição, pelo próprio apóstolo Pedro de passagem por Nápoles. Naquela época o Apóstolo, com destino a Roma atravessou Nápoles onde a primeira pessoa que encontrou na estrada foi a pequena Cândida. Percebeu imediatamente que a pobre criança estava doente. Parou e lhe perguntou se conhecia a palavra de Jesus Cristo. Diante da negativa e em seu ardor de levar a mensagem do Evangelho, Pedro lhe falou da Boa Nova, da fé e da religião dos cristãos; curou-a dos males que sofria e a converteu em Cristo. Assim Cândida foi colhida pela luz de Deus e curada do físico e da alma. Chegou em sua casa falando sobre o Cristianismo e contando tudo o que o Apóstolo Pedro lhe dissera. Muito intrigado e confuso, Aspreno, um parente que a criava, saiu para procurá-lo. Quando se encontraram, com muito zelo Pedro converteu também Aspreno, que o hospedou em sua modesta casa por alguns dias. O Apostolo acabou de catequizar os dois e, em seguida, os baptizou e lhes ministrou a primeira Eucaristia durante a celebração da Santa Missa. Este local recebeu o nome de "Ara Petri", que significa Altar de Pedro. Depois, antes de partir, o Apóstolo consagrou Aspreno o primeiro Bispo de Nápoles e pediu para a pequena Cândida continuar com a evangelização, salvando as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo. Aquele lugar onde fora celebrado a Santa Missa por São Pedro, tornou-se de grande veneração por Cândida. Ela deixou seu lar com todos os confortos, preferindo passar seus dias numa gruta escura nas proximidades de "Ara Petri". Ali vivia em penitência e oração, catequizando e convertendo muitos pagãos. Após alguns anos, o número de cristãos havia aumentado muito. Por isto, quando o imperador romano ordenou as perseguições contra a Igreja, os convertidos foram obrigados a fugir ou se esconder. Então, o Bispo Aspreno embarcou Cândida junto com outros cristãos, com destino a Cartago, no norte da África, tentando mantê-los a salvo da implacável perseguição, mas não conseguiu. Foram alcançados, presos e torturados. Cândida foi levada a julgamento e condenada a morte porque se negou a renunciar a fé em Cristo. No Martirológio Romano, encontramos registado que a virgem e mártir cristã Cândida morreu no Anfiteatro dos martírios de Cartago, no dia 20 de Setembro. Suas relíquias, encontradas nas Catacumbas de Priscila, agora estão guardadas na igreja Santa Maria dos Milagres, em Roma. Muitos séculos mais tarde, pesquisas arqueológicas feitas na cidade de Nápoles, encontraram no local "Ara Petri" um antigo cemitério de cristãos. O fato colocou ainda mais devoção sobre a figura de Santa Cândida, eleita pelos fiéis como padroeira das famílias e dos doentes. Ela recebe no dia 20 de setembro as tradicionais homenagens litúrgicas confirmadas pela Igreja.