05 setembro, 2009

Para meditar


A Ilha dos sentimentos


Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos. Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.Pegaram seus barcos e partiram. Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:- Riqueza, leve-me com você.- Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.- Vaidade, por favor, me ajude.- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.- Tristeza, leve-me com você.- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:- Vem Amor, eu levo você!Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?A Sabedoria respondeu:- Era o TEMPO.- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe?- Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"."
: Reinilson Câmara

Com Interesse



S. LIBERATO


Liberato nasceu numa na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda a riqueza e conforto, para seguir a vida religiosa. Renunciou às terras e o título de Senhor de Loro Piceno, que havia herdado de seu tio em favor de seu irão Gualterio, e foi viver no Convento de Rocabruna, em Urbino. Ordenado sacerdote e desejando consagrar sua vida à penitência e às orações contemplativas se retirou ao pequeno e ermo convento de Sofiano, não distante do castelo de Brunforte. Alí vestiu o habito da Ordem dos frades menores de São Francisco, onde sua vida de virtudes lhe valeu a fama de santidade. Em "Florzinhas de São Francisco" encontramos o seguinte relato sobre ele: " no Convento de Sofiano, o frade Liberato de Loro Piceno vivia em pela comunhão com Deus. Ele possuía um elevado dom de contemplação e durante as orações chegava a se elevar do chão. Por onde andava os pássaros o acompanhavam, posando nos seus braços, cabeça e ombros, cantando alegremente. Amigo da solidão, raramente falava, mas quando perguntado, demonstrava a sabedoria dos anjos. Vivia alegre, entregue ao trabalho, penitência e à oração contemplativa. Os demais irmãos lhe dedicavam grande consideração. Quando atingiu a idade de quarenta e cinco anos, sua virtuosa vida chegou ao fim. Ele caiu gravemente enfermo, ficando entre a vida e a morte. Não conseguia beber nada, por outro lado, se recusava a receber tratamento com medicina terrena, confiando somente no médico celestial, Jesus Cristo, e na Sua abençoada Mãe. Ela milagrosamente o visitou e consolou, quando estava em oração se preparando para a morte. Acompanhada de três santas virgens e com uma grande multidão de anjos, se aproximou de sua cama. Ao vê-La, ele experimentou grande consolo e alegria de alma e de corpo, e lhe suplicou em nome de Jesus, que o levasse para a vida eterna, se tivesse este merecimento. Chamando-o por seu nome a Virgem Maria respondeu: 'Não temas, filho, que tua oração foi ouvida, e eu vim para te confortar antes de tua partida desta vida'". Assim frei Liberato ingressou na vida eterna , numa data incerta do século XIII. No século XV o culto à Liberto de Loro era tão vigoroso, que as terras dos Brunforte, recebeu autorização para se chamar São Liberato. Inclusive o novo convento construído por ocasião da sua morte, ao lado do antigo de Sofiano. E construíram também uma igreja para conservar as suas relíquias, atualmente Santuário de São Liberato. Porém, só no século XIX, após um complicado e atrapalhado processo de canonização, é que o seu culto foi reconhecido pelo Papa
Pio IX, que lhe deu a autorização canônica de ser chamado de Santo. A festa de Santo Liberato de Loro foi mantida na data tradicional de 06 de setembro, quando suas relíquias foram solenemente transferidas para o altar maior do atual Santuário de São Liberato, na sua terra natal.

02 setembro, 2009

A Mensagem nº 90 de 30 de Agosto de 2009







EVANGELHO – Mc 7,1-8.14-15.21-23




Naquele tempo, reuniu-se à volta de Jesus um grupo de fariseus e alguns escribas
que tinham vindo de Jerusalém. Viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam
com as mãos impuras, isto é, sem as lavar.
– Na verdade, os fariseus e os judeus em geral não comem sem terem lavado
cuidadosamente as mãos, conforme a tradição dos antigos.
Ao voltarem da praça pública, não comem sem antes se terem lavado. E seguem muitos
outros costumes a que se prenderam por tradição,como lavar os copos, os jarros e as
vasilhas de cobre –.Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: «Porque não seguem
os teus discípulos a tradição dos antigos,e comem sem lavar as mãos?»
Jesus respondeu-lhes:
«Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:‘Este povo honra-Me
com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.
É vão o culto que Me prestam, e as doutrinas que ensinam não passam de preceitos humanos’.
Vós deixais de lado o mandamento de Deus,para vos prenderdes à tradição dos homens».
Depois, Jesus chamou de novo a Si a multidão e começou a dizer-lhe:«Ouvi-Me e procurai
compreender. Não há nada fora do homem que ao entrar nele o possa tornar impuro.
O que sai do homem é que o torna impuro; porque do interior dos homens é que saem
os maus pensamentos: imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, cobiças, injustiças,
fraudes, devassidão, inveja, difamação, orgulho, insensatez.
Todos estes vícios saem lá de dentro e tornam o homem impuro».

Reflectindo

ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS
PARA O 22º DOMINGO DO TEMPO COMUM
(adaptadas de “Signes d’aujourd’hui”)
1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 22º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE EVANGELHO.
Só Deus pode ver o coração, enquanto os homens, esses, vêem as aparências. É,
pois, com toda a confiança filial que podemos deixar Deus olhar-nos. Mas isso é
exigente para nós, porque todas as nossas palavras e todos os nossos gestos devem
estar em harmonia com o que o nosso coração quer exprimir. As nossas palavras e
orações devem ser a expressão do nosso amor filial e fraternal. A lei de Deus está
inscrita no nosso coração, conhecemos a sua vontade, sabemos muito bem o que Lhe
agrada: cabe a nós pormo-nos de acordo sobre os nossos comportamentos e sobre
esta vontade de Deus. Aliás, falta-nos pedir-Lhe: “Que a tua vontade seja feita!” Então,
talvez Deus dir-nos-á: “Honras-Me com os lábios, fazes a minha vontade, mas o teu
coração está longe de Mim”.
3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Os escribas e fariseus tinham enchido a Lei de Moisés com tantas interpretações que
se acabou por sacralizá-la e torná-la intocável, sob o nome de “tradições dos antigos”.
A lei tinha-se tornado, em todos os detalhes da vida quotidiana, um fardo insuportável
denunciado pelo próprio Jesus. Assim, era contrário à tradição dos antigos comer sem
ter lavado as mãos. Regra de higiene elementar, sem dúvida, mas que se tinha
intitulado de “purificação”. Não se submeter a essa regra era tornar-se impuro aos
olhos de Deus! O que faziam precisamente alguns discípulos de Jesus. Jesus
aproveita para dar uma lição de moral… A palavra de Jesus tem todo o seu valor e
vigor. Quantas interpretações dadas em Igreja, ao longo dos séculos, que acabámos
por identificar com a Palavra de Deus! Multiplicaram-se leis, obrigações e proibições,
dizendo: “É a tradição!” Nem pensar em mudar uma vírgula das regras litúrgicas ou
morais! É, sem dúvida, uma atitude tranquilizadora, mas esconde muitas vezes medos
e inseguranças. É a mesma reacção que a dos escribas e dos fariseus! Ora, não é
protegendo a nossa fé com uma carapaça de leis que a tornamos mais sólida, mas por
uma escuta sem cessar nova daquilo que “o Espírito diz às Igrejas”. Mas é verdade
que o Espírito Santo sempre teve tendência para mexer com os homens e provocálos,
para fazê-los avançar para o grande largo! O Espírito de Jesus quer construir-nos
como seres vivos, com uma coluna vertebral interior e não com uma carapaça exterior,
para que possamos manter-nos de pé, como ressuscitados!

(In Página dos Dehonianos )

Para meditar


A paz perfeita

Havia um rei que ofereceu um grande prémio ao artista que fosse capaz de captar numa pintura a paz perfeita. Foram muitos os artistas que tentaram. O rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve que escolher entre ambas.
A primeira era um lago muito tranquilo. Este lago era um espelho perfeito onde se reflectiam umas plácidas montanhasque o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um céu muito azul com ténue nuvens brancas. Todos os que olharam para esta pintura pensaram que ela reflectia a paz perfeita. A segunda pintura também tinha montanhas. Mas estas eram escabrosas e estavam despidas de vegetação. Sobre elas havia um céu tempestuoso do qual se precipitava um forteaguaceiro com faíscas e trovões. Montanha abaixo parecia retumbar uma espumosa torrente de água. Tudo isto se revelava nada pacífico. Mas, quando o rei observou mais atentamente, reparou que atrás da cascata havia um arbusto crescendo de uma fenda na rocha. Neste arbusto encontrava-se um ninho. Ali, no meio do ruído da violenta camada de água, estava um passarinho placidamente sentado no seu ninho. Paz perfeita. Qual pensas que foi a pintura ganhadora? O rei escolheu a segunda. Sabes por quê?
"Porque", explicou o rei: "paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho árduo ou sem dor." "Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso, permanecemos calmos no nosso coração.""Este é o verdadeiro significado da paz"
(autor desconhecido

Com Interesse



AS ORIGENS DO SANTO ROSÁRIO


Deus na obra de salvação dos homens quis associar a Si, como colaboradora Sua, uma Mulher: Nossa Senhora, que tem o grande privilégio de ser a Mãe de Deus, e também exercer por vontade do mesmo Deus, o papel de Cor redentora e Medianeira de todas as graças, a maior de todos os intercessores junto ao seu Filho Jesus, diante do trono da Santíssima Trindade.Como já dizia o maior Santo mariano, São Luís Maria Grignion de Montfort, falando da poderosa eficácia do Santo Rosário: "Ainda que estivésseis na beira do abismo, ainda que já tivésseis um pé no Inferno, ainda que tivésseis vendido vossa alma ao demónio, ainda que fôsseis um herege empedernido e obstinado, vós vos converteríeis mais cedo ou mais tarde e vos salvareis — desde que rezásseis todos os dias o Santo Rosário, devotamente, até a morte, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão dos vossos pecadosO Santo Rosário na forma como é rezado hoje foi inspirado à Igreja e dado pela a Santíssima Virgem a São Domingos no ano de 1214 para converter os hereges albigenses e os pecadores, conforme relatou o Beato Alano de la Roche.São Domingos vendo que os pecados dos homens impediam a conversão dos hereges, entrou numa floresta próxima a Toulouse e lá passou três dias e três noites em contínua oração e penitência.Para acalmar a cólera de Deus, não cessava de gemer, de chorar e de macerar o corpo com golpes de disciplina, a ponto de cair esgotado.Nossa Senhora apareceu-lhe então, acompanhada de três Virgens do Céu, e lhe disse: "Se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, prega o meu Rosário".O Santo se levantou consoladíssimo e ardendo de zelo pela a salvação das almas, entrou na Catedral; imediatamente os sinos foram tocados por anjos para reunir os habitantes.No começo da pregação, ouve uma tempestade espantosa; a terra tremeu, o sol se escureceu, trovões e relâmpagos repetidos fizeram estremecer e empalidecer os ouvintes. Seu terror aumentou ainda mais quando viram uma imagem da Santíssima Virgem exposta em lugar de destaque, erguer os braços três vezes para o Céu para pedir vingança a Deus contra eles, se eles não se convertessem e não recorressem à protecção da Mãe de Deus.O Céu queria, com esses prodígios, promover a nova devoção ao Santo Rosário e torná-la mais conhecida.A tempestade cessou afinal, pelas orações de São Domingos. Este prosseguiu a pregação e explicou com tanto fervor e entusiasmo a excelência do Santo Rosário, que quase todos os habitantes de Toulouse o adoptaram e renunciaram a seus erros. Em pouco tempo, notou-se uma grande mudança nos costumes e na vida da cidade.O estabelecimento do Santo Rosário dessa forma prodigiosa nos faz recordar o modo como Deus promulgou sua Lei no Monte Sinai, e torna manifesta a excelência desta santa devoção.A devoção do Santo Rosário se conservou fervorosa até cerca de cem anos após a sua instituição. Depois, esteve quase sepultada no esquecimento. A malícia e a inveja do demónio com certeza contribuíram para tal esquecimento, e para que assim cessasse o fluxo das graças que o Santo Rosário trazia para o mundo.A Justiça divina castigou os reinos da Europa, a partir do ano 1349, com a mais terrível peste que jamais se vira. Surgida no Oriente, espalhou-se pela a Itália, Alemanha, França, Polónia, Hungria e devastou todas essas terras, de modo que de cem homens, somente um sobrevivia. As cidades, as aldeias e os mosteiros se despovoaram durante os três anos que durou a epidemia. E a esse flagelo de Deus ainda se seguiram outros.Quando pela misericórdia de Deus, tais misérias cessaram, a Santíssima Virgem ordenou ao Beato Alano de la Roche, célebre doutor e famoso pregador da Ordem dominicana, que restabelecesse a antiga Confraria do Santo Rosário.
Desde o estabelecimento do Santo Rosário por São Domingos, até 1460, quando o Beato Alano o restabeleceu por ordem do Céu, ele foi chamado o Saltério de Jesus e de Maria, porque contém 150 Ave Marias, o mesmo número dos Salmo de Davi.Depois disso, recebeu popularmente o nome de Rosário, que significa coroa de rosas. A Santíssima Virgem aprovou e confirmou esse nome, revelando a várias pessoas que elas lhe ofereciam tantas rosas agradáveis como quantas Ave Marias, e tantas coroas de rosas como quantos Rosários rezassem.As crónicas franciscanas contam que um jovem religioso tinha o louvável costume de rezar o terço diariamente, antes da refeição. Um dia, por uma razão qualquer, não o rezou, e quando tocou o sino para o jantar conseguiu do superior enviar um religioso para chamá-lo. Esse religioso o encontrou com a cela toda iluminada por uma luz celestial, e viu a Santíssima Virgem com dois anjos. À medida que o religioso rezava as Ave Marias, belas rosas saiam de sua boca e os anjos as iam pegando uma após outra e as colocavam sobra a cabeça da Virgem, que manifestava seu agrado.. Nossa Senhora só desapareceu quando o terço estava totalmente rezado.O Santo Rosário é, pois, uma grande coroa de rosas e o terço é um diadema, ou uma pequena coroa de rosas celestes que se põe sobre a cabeça de Jesus e de Maria.

23 agosto, 2009

A Mensagem nº 89 de 23 de Agosto de 2009







Evangelho ( João 6,60-69)




Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não crêem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?”68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus

Reflectindo


1. A PALAVRA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 21º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE EVANGELHO.
Não há dúvida que Pedro não tinha compreendido todas as palavras de Jesus sobre o
Pão da Vida, mas, um dia, ele tinha deixado tudo para seguir este Mestre que falava e
agia com autoridade. Ele tinha-Lhe dado toda a sua confiança sem reservas: as suas
palavras eram palavras de vida, os seus gestos eram gestos de vida. Então porque
não aceitar que toda a sua pessoa fosse doadora de vida eterna? Pedro não se vê,
pois, a deixar Aquele que promete a vida em nome de Deus. Imagina-se o sofrimento
de Jesus ao ver alguns dos seus discípulos deixarem de O seguir. Mas imagina-se
também a sua alegria diante da confiança daqueles que não O deixarão, mesmo se
vierem a conhecer abandono momentâneo, negação, dúvida… Estamos prontos a
fazer o acto de fé de Pedro: “Senhor, para quem iremos nós?” Em Cristo, e somente
n’Ele, nunca ficaremos decepcionados!
3. À ESCUTA DA PALAVRA.
O escândalo não tardou em rebentar! “Estas palavras são duras. Quem pode escutá-las?”
Desta vez, não são os escribas e os fariseus que se opõem violentamente a
Jesus, mas a maior parte dos seus discípulos. No lugar de Jesus, teríamos, sem
dúvida, tentado acalmar os espíritos dizendo, por exemplo, que comer o seu corpo,
beber o seu sangue para ter a vida eterna, era uma imagem, certamente chocante,
mas apenas uma imagem! Nada disso com Jesus! Ele não apenas não retira nenhuma
das suas palavras, mas provoca os Doze: “Também vós quereis ir embora?” Ele
aceitaria antes ver partir os seus discípulos mais próximos do que negar uma só das
suas palavras! O desafio era capital, incontornável. Não podemos apagar estas
palavras se queremos ser seus discípulos. Tudo à luz do acontecimento central da
Morte e Ressurreição, celebrado na Eucaristia! Isso exige uma dupla atitude para
entrarmos no mistério da Eucaristia: Reconhecemos verdadeiramente neste homem,
Jesus de Nazaré, o Filho de Maria, o verdadeiro Filho único de Deus, nascido do Pai
antes de todos os séculos, como dizemos no Credo? Cremos verdadeiramente que
Jesus ressuscitou e é verdadeiramente vencedor da morte? Aí está o centro da nossa
fé, onde tudo se decide! Quando comungamos o corpo e o sangue de Cristo, dizemos:
“Ámen! Adiro a esta presença de Jesus ressuscitado com todas as fibras do meu ser!”
Uma fé celebrada na Eucaristia a marcar toda a nossa existência… Não há meiostermos!
4. PARA A SEMANA QUE SE SEGUE…
Qual é a minha fé? Cada um de nós pode interrogar-se: posso sinceramente dizer a
minha fé com as palavras de Pedro? Se sim, terei, nos próximos dias, a força de a
testemunhar junto de uma pessoa que duvida, que procura, ou que contesta a fé
cristã? Quais são os meios que tenho para alimentar a minha fé?

( In Página dos Dehonianos)

Para meditar


Barulho de Carroça


Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:- Além do cantar dos pássaros, estás a ouvir mais alguma coisa?Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:- Estou ouvindo um barulho de carroça.- Isso mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia ...Perguntei ao meu pai:- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho.Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todos, falando da vida dos outros tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:Quanto mais vazia vai a carroça, mais barulho ela faz...

Com Interesse


O Sacerdócio edifica a Igreja


Ao proclamar o Ano Sacerdotal, com ocasião da comemoração do 150º aniversário do dies natalis de São João Batista Maria Vianney o Santo Padre, Papa Bento XVI, disse que pretendia “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”. Este Ano Sacerdotal deve ser um tempo no qual não só os sacerdotes, mas todos os fiéis redescubramos a beleza deste grande dom que o Senhor confiou à Sua Esposa, a Igreja.
Se todo cristão é um «Outro Cristo» - Alter Christus -, com muito mais razão o é o sacerdote. Homem configurado ao Senhor não só em virtude do sacramento batismal, mas também pela ordenação sacerdotal, que realiza nele uma identificação total com Cristo, Cabeça da Igreja. Podemos dizer que tal identificação é tão profunda, que já não existe uma alteridade perfeita entre Cristo e o sacerdote. Ele já não é somente um Alter Christus, mas Ipse Christus, o mesmíssimo Cristo.
Estritamente falando, só existe um Único Sacerdote: Jesus Cristo. Todos aqueles que recebemos o dom do sacerdócio por imposição das mãos dos Apóstolos e seus sucessores somos sacerdotes n’Ele, isto é, participamos do seu único e sempiterno sacerdócio.
O sacerdote perpetua a presença do Senhor na história dos homens de todos os tempos. Ele é chamado a fazer de sua voz, a voz de Seu Senhor; do seu olhar, o mesmo olhar amoroso do Mestre; de suas mãos, mãos que seguem curando e levantando aqueles que sofrem sob o peso de seus pecados. Parafraseando a Bem Aventurada Madre Teresa de Calcutá, podemos dizer, em uma palavra, que o sacerdote permite que Cristo siga amando através dele.
Por mais que quiséssemos, jamais conseguiríamos abarcar por completo este mistério na Igreja de Deus. O Santo Cura d’Ars dizia aos seus, que se entendêssemos o que é um sacerdote, morreríamos, não de susto, mas de amor. Afirmava também que só no Céu, o sacerdote entenderá bem a si mesmo.
A dignidade dos sacerdotes - a qual todos somos chamados a redescobrir neste Ano Sacerdotal - não consiste nas qualidades pessoais daqueles que são chamados a este ministério. Na verdade, parece que essas são inclusive bem escassas naqueles a quem o Senhor chama. Se Ele fosse seguir a lógica humana, certamente escolheria a outros. Há seguramente muito mais pessoas eloqüentes por aí, mais inteligentes, e até mesmo mais santas. Por certo, a criatura mais perfeita e bela que saiu das mãos de Deus, a Virgem Maria, não foi chamada ao sacerdócio. Aqui cai por terra a débil argumentação feminista, segundo a qual as mulheres deveriam ser também ordenadas, pois possuem a mesma dignidade que os homens. Em parte é verdade, mulheres e homens possuem a mesma dignidade diante de Deus, mas a dignidade do sacerdote - ignoram os feministas - não reside em que ele humanamente seja mais ou menos digno, mas no tesouro sobrenatural que ele porta, apesar do pobre vaso que é, na eleição que o próprio Deus fez dele.
O Senhor chama aqueles que Ele quis (Cf. Mc 3,13). Essa é a razão suprema do chamado sacerdotal: o querer libérrimo de Deus, totalmente independente das qualidades pessoais daquele que é chamado. A vocação sacerdotal é, por isso, dom totalmente gratuito. Ninguém tem “direito” a recebê-la.
A presença do sacerdote no mundo é absolutamente necessária para que a redenção alcance a todos os homens. A ação mais sublime que um homem pode realizar na terra - consagrar o Corpo e o Sangue do Senhor, e perdoar os pecados - só pode ser realizada por um sacerdote. “O padre possui a chave dos tesouros celestes: é ele que abre a porta; é o ecônomo do bom Deus; o administrador dos seus bens (…). Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas” (São João Maria Vianney).
Sem padre, não há Eucaristia, e, sem Eucaristia, não há Igreja. O teólogo francês, Henri de Lubac, afirmava que a “Eucaristia edifica a Igreja”. Podemos aqui acudir também a uma paráfrase e dizer que “o sacerdócio edifica a Igreja”. O caminho inverso, infelizmente, também é verdadeiro. Se alguém quiser desedificar a Igreja, tentará fazê-lo procurando destruir o sacerdócio. O demônio e os seus amigos sabem muito bem disso, e, como não tiram férias, tentam a todo o momento macular a imagem dos sacerdotes entre os homens.
Essa é a única razão pela qual os pecados dos ministros de Cristo são lançados aos quatro ventos, para que todos os contemplem e deixem de perceber o tesouro que escondem por detrás de suas fragilidades humanas. Não sejamos ingênuos: qual outra razão teriam em publicar em diversos meios de comunicação as misérias desses homens?
É verdade, lamentavelmente, que existem - sejamos realistas - sacerdotes que profanam o seu celibato com toda a espécie de corrupção sexual que a criatividade dos filhos de Adão pode imaginar, sacerdotes que se vendem por dinheiro, que desobedecem às normas da Igreja, enfim. Como afirmou o Papa Bento XVI, “nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss)”. É um dano inimaginável o que esses maus pastores podem causar às almas de quem eles deveriam salvar, sobretudo porque um sacerdote nunca se condena sozinho. Porém, devemos estar muito vigilantes para que jamais sejamos tomados de certo espírito pessimista, que nos leve a pensar que todos os sacerdotes estão corrompidos, que nos faça, enfim, deixar de contemplar a beleza do ministério sacerdotal, e maravilhosa ação que Deus prodigaliza por meio desses homens.
Diante de tantas sombras, temos que afirmar - também com realismo -, que a imensa maioria dos sacerdotes temos o desejo de sermos fiéis à nossa vocação. Ainda com toda nossa debilidade, que compartilhamos com os nossos irmãos homens, temos o anseio sincero de conversão, de santidade, e para isso, nos confessamos, buscamos uma direção espiritual, e aproveitamos todos os meios ascéticos para colaborar com a graça de Deus em nós. Quantos são os sacerdotes que se consomem diariamente, nos altares de distantes igrejas, no silêncio dos confessionários, nos hospitais, e em tantos outros lugares, para conduzir ao Céu aquelas almas que lhe são confiadas, ocultos aos olhos dos meios de comunicação?
Aproveitemos esta inspirada iniciativa do Santo Padre para fazer novamente brilhar o esplendor do sacerdócio na Igreja Católica. Esplendor que, nem sequer, a miséria dos pastores enfermos - não existem maus pastores, mas pastores doentes - poderão roubar da Santa Igreja. Resgatar práticas simples, mas carregadas de fé, como, por exemplo, pedir a bênção aos sacerdotes. Incentivá-los a que se vistam como padres. Rezar muito pela sua conversão. Fazer, de alguma forma, com que nós mesmos redescubramos o tesouro que recebemos em nossa ordenação e recuperemos nossa identidade diante da Igreja e do mundo.
Certa vez ouvi dizer que a sociedade civil é um reflexo da sociedade eclesiástica. Se isso é verdade, pense no que poderíamos fazer no mundo com um punhado de sacerdotes santos?
: Pe. Demétrio Gomes da Silva

17 agosto, 2009

A Mensagem nº 88 de 16 de Agosto de 2009







EVANGELHO – Jo 6,51-58




Naquele tempo, disse Jesus à multidão:
«Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é minha carne, que Eu darei pela vida do mundo». Os judeus discutiam entre si: «Como pode ele dar-nos a sua carne a comer?» E Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e eu nele.
Assim como o Pai, que vive, Me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim.
Este é o pão que desceu do Céu;
não é como o dos vossos pais, que o comeram e morreram:
quem comer deste pão viverá eternamente

Reflectindo

1. A LITURGIA MEDITADA AO LONGO DA SEMANA.
Ao longo dos dias da semana anterior ao 20º Domingo do Tempo Comum, procurar
meditar a Palavra de Deus deste domingo. Meditá-la pessoalmente, uma leitura em
cada dia, por exemplo… Escolher um dia da semana para a meditação comunitária da
Palavra: num grupo da paróquia, num grupo de padres, num grupo de movimentos
eclesiais, numa comunidade religiosa… Aproveitar, sobretudo, a semana para viver
em pleno a Palavra de Deus.
2. BILHETE DE EVANGELHO.
O conviva é aquele que “vive com” o tempo de uma refeição. Jesus faz continuamente
referência à relação que O une a seu Pai; eles vivem a convivência, Eu vivo pelo Pai”,
diz Jesus. Mas acrescenta: “também aquele que Me come viverá por Mim”. Em cada
Eucaristia, não estamos ao lado de Cristo ressuscitado, Ele vem morar em nós para
viver em nós. Temos de dizer, como São Paulo: “Não sou eu que vivo, é Cristo que
vive em mim”. É isso a comunhão, esta união total. É o momento de dizer: “Este
mistério é grande!” É grande, porque nunca acabaremos de nos maravilharmos e de
dar graças. Hoje, se Cristo vem habitar em nós, é para que nós habitemos n’Ele.
Vivamos as nossas Eucaristias verdadeiramente como um tempo de convivência.
página 10
3. À ESCUTA DA PALAVRA.
Jesus é insistente: não pára de repetir que os seus discípulos devem comer a sua
carne e beber o seu sangue! Ainda hoje, tal linguagem é chocante, inaceitável para a
nossa razão e para a nossa sensibilidade. Sabemos, é certo, que São João escreve
depois da Ressurreição e que as palavras de Jesus só se podem aceitar e
compreender a essa luz. Uma das palavras-chave do discurso de Jesus é “morar”:
aqui e em tantas passagens do Evangelho… Morar com alguém é entrar na sua
intimidade, para ficar juntos. É isso que Deus quer: “estar com” com os homens,
“Emanuel”, para que nós estejamos também com Ele. Não podemos aceder ao sentido
profundo das palavras de Jesus sobre a sua carne a comer e o seu sangue a beber se
não nos colocarmos no registo do amor que exige a presença, o “estar com” dos dois
seres que se amam. No amor, é tudo ou nada. O seu amor por nós é tal que Ele quer
dar-Se na totalidade do seu ser e quer que esse dom dure sempre. Esta experiência já
acontece humanamente: num momento de intensa comunhão com o ser amado,
desejamos ardentemente que isso dure sempre. Ao escolher o meio do banquete
eucarístico para colocar em nós a sua presença de Ressuscitado, Jesus quer enraizar-
Se em nós e alimentar o gérmen da Vida eterna que será doravante a sua. Eis porque
Ele pode afirmar: “quem comer deste pão viverá eternamente”. Participar na
Eucaristia, comungar do corpo e do sangue de Jesus ressuscitado, é oferecer-Lhe o
nosso “espaço humano” muito concreto, toda a nossa pessoa para que Ele venha
habitar em nós. Então podemos, desde agora, ser um com Ele: “já não sou Eu que
vivo, é Cristo que vive em mim!”.
( In página dos Dheonianos )

Para Meditar


A recompensa


Há muitos anos, houve uma grande fome na Alemanha, e os pobres sofriam muito.
Um homem rico, que amava crianças, chamou vinte delas e disse:Nesta cesta há um pão para cada um de vocês. Peguem e voltem todos osdias, até passar esta época de fome. Vou lhes dar um pão por dia. As crianças estavam esfomeadas. Atiraram-se para cima da cesta e lutaram para apanhar os maiores pães. Nem se lembraram de agradecer ao homem que tivera tanta bondade para com eles.
Após alguns minutos de luta e avanço nos pães, todos foram embora correndo, cada um com seu pão, exceto uma menina chamada Gretchen. Ela ficou lá sozinha, a pequena distância do homem.
Então, sorrindo, ela pegou o último pão, o menor de todos, e agradeceu do coração. No dia seguinte, as crianças voltaram e se comportaram pior do que nunca.Gretchen, que não entrava nos empurrões, ficou só com um pãozinho bem fininho, menos de metade do tamanho dos outros. Porém quando chegou em casa e a mãe foi cortar o pãozinho, caíram de dentro dele seis moedas bem brilhantes de prata.Oh, Gretchen! -- exclamou a mãe. Deve haver algum engano. Esse dinheiro não nos pertence. Corre o mais rápido que puderes e devolve-o ao cavalheiro!E Gretchen correu para devolver, mas, quando deu o recado da mãe, o senhordisse-lhe:
Não foi engano nenhum. Eu mandei cozinhar as moedas no menor dos pães, para te recompensar . Lembra-te sempre de que as pessoas que preferem contentar-se com o pedaço menor, em vez de lutar pelo maior, vão encontrar muitas bênçãos bem maiores do que dinheiro dentro da comida.

Com Interesse


Santo Cura d`Ars morreu há 150 anos


Data é celebrada em toda a Igreja com um Ano Sacerdotal
Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal - de 19 de Junho deste ano até 19 de Junho de 2010 - para celebrar os 150 anos da morte de S. João Maria Vianney.
Em Dardilly, perto de Lyon, (França) na casa que já pertencera aos seus avós, nasceu o futuro Santo Cura d´Ars a 8 de Maio de 1786. Ainda era criança e os vizinhos já comentavam a sua precoce piedade: "Vejam o gordinho, como se entretêm com o seu Anjo". Filho de Mateus e Maria Beluze, a sua infância foi marcada pelos acontecimentos da Revolução Francesa.
Com 11 anos de idade confessou-se pela primeira vez ao Pe. Groboz que viera, clandestinamente, visitar os seus pais e atendê-los espiritualmente. O exemplo deste sacerdote marcou profundamente a vida do jovem Vianney que recordou - até ao final da vida - a primeira confissão. No último ano do século XVIII recebe a primeira comunhão clandestinamente. De sua mãe recebe a instrução religiosa.
Dos seis filhos - o quarto deles foi João Maria -, desta família de camponeses a educação religiosa era essencial. João Maria aprendeu, em simultâneo, como Jesus tinha nascido e como nasce o trigo.
Uma tarde, Maria Beluze procurava o seu filho João e foi encontrá-lo no fundo do estábulo. Ajoelhado sobre a palha, João rezava com uma estatueta da Virgem nas suas mãos.
Por causa do seu ardente desejo de ser sacerdote, enfrentou uma dura luta para ter êxito nos estudos visto que tinha dificuldade nesta área. No Entanto, o amor às vezes consegue mais do que o talento. Era enorme o seu amor pelas almas.
A 13 de Agosto de 1815, depois de enormes dificuldades, que pareciam insuperáveis por causa dos obstáculos que havia encontrado nos estudos, foi ordenado sacerdote.
Antes de ser enviado para Ars, o Pe. Vianney passou três anos como coadjutor do idoso Pe. Balley, na paróquia de Écully. Quando foi nomeado pároco de Ars, o vigário geral disse-lhe: "É uma paróquia pequena, onde não há muito amor a Deus. Deverá levá-lo para lá". A casa paroquial daquela localidade foi a residência do Pe. Vianney durante 41 anos do seu ministério.
Em 1818, João Maria tinha 32 anos e os superiores, pela escassez de sacerdotes, confiaram-lhe a paróquia de Ars, um lugar afastado, onde nenhum sacerdote havia desejado ficar. Quando chegou lá - como um bom filho de São Francisco - humildemente, a pé, como um pobre entre os pobres, tentou logo conquistar aquelas almas.
Catarina Lassagne, filha de camponeses, foi a principal colaboradora do cura d´Ars e directora da «Providência», um orfanato criado por João Maria Vianney. O seu depoimento no processo de canonização foi o mais amplo e detalhado, e constitui até hoje a principal fonte de dados biográficos sobre o cura d´Ars.
No seu confessionário, onde s vezes sustentou lutas corpo a corpo com o inimigo, permanecia até 18 horas diárias, convertendo-se numa espécie de altar da misericórdia, onde começaram a acorrer pessoas de todas as partes da França e da Europa. O Santo Cura D'Ars nunca saiu ao átrio para chamar as pessoas, nem correu pelas ruas para agitar a indiferença dos paroquianos e nunca os reprovou. De joelhos diante do tabernáculo e da imagem da Virgem, permanecia longos tempos em oração, comendo apenas o necessário para viver, dormindo poucas horas durante a noite.
Ainda que distraídos e despreocupados, os paroquianos começaram a ajudar. Vendo o pároco ajoelhado, ajoelhavam-se também, e rezavam com ele. A localidade de Ars converteu-se num caminho de peregrinação de todas as partes da França e da Europa.
Os peregrinos acorriam desde o amanhecer à aquela igreja que trinta anos antes se encontrara vazia: "Diga-me onde está Ars, e eu lhe indicarei o caminho do céu", havia dito São João Maria a um pastorzinho antes de chegar à sua paróquia. João Maria Vianney morreu a 4 de Agosto de 1859, aos 73 anos.
Três anos depois, o bispo, Mons de Langalerie, deu início ao processo do Ordinário e recebeu setenta testemunhos. Em 1865, enviou-se uma cópia do processo a Roma. A 6 de Fevereiro do ano seguinte, o Papa Pio IX abriu o processo Apostólico, apesar da regra que exigia como mínimo um prazo de dez anos.
A 30 de Outubro de 1872, o Cura d´Ars foi declarado venerável e a 8 de Janeiro de 1905 foi beatificado e ficou o «patrono de todos os sacerdotes» pelo Papa Pio X que fora pároco como ele. No primeiro dia de Novembro de 1924, o Papa Pio XI canonizou-o na Praça de S. Pedro, na presença de duzentos bispos e 35 cardeais.
Luis Filipe Santos

A Mensagem nº 87 de 15 de Agosto de 2009


Dia da Assunção de Nossa Senhora




A Assunção de Nossa Senhora


A Assunção de Nossa Senhora


No dia 15 de Agosto a Igreja celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora. "Pensa em Santa Maria, a cheia de graça, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo: no seu Coração cabe a humanidade inteira sem diferenças nem discriminações. Cada um é seu filho, ou sua filha."(S. Josemaría, Sulco, 801)

Assumpta est Maria in coelum gaudent angeli! – Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para o Céu. E os Anjos rejubilam! Assim canta a Igreja. – E é assim, com este clamor de regozijo, que começamos a contemplação, desta dezena do Santo Rosário. Adormeceu a Mãe de Deus. – Em volta do seu leito encontram-se os doze Apóstolos. – Matias substituiu Judas. E nós, por graça que todos respeitam, estamos também a seu lado. Mas Jesus quer ter Sua Mãe, em corpo e alma, na Glória. – E a Corte celestial ostenta todo o seu esplendor, para receber a Senhora. – Tu e eu – crianças, afinal – pegamos na cauda do esplêndido manto azul da Virgem e assim podemos contemplar aquela maravilha. A Trindade Santíssima recebe e cumula de honras a Filha, Mãe e Esposa de Deus... – E é tamanha a majestade da Senhora, que os Anjos perguntam Quem é esta? Santo RosárioAssumpta est Maria, in coelum, gaudent angeli. Maria foi levada por Deus, em corpo e alma, para os Céus. Há alegria entre os anjos e os homens. Qual a razão desta satisfação íntima que descobrimos hoje, com o coração que parece querer saltar dentro do peito e a alma cheia de paz?. Celebramos a glorificação da nossa Mãe e é natural que nós, seus filhos, sintamos um júbilo especial ao ver como é honrada pela Trindade Beatíssima. Cristo, seu Filho Santíssimo, nosso irmão, deu-no-la por Mãe no Calvário, quando disse a S. João: eis aqui a tua Mãe. E nós recebêmo-la, com o discípulo amado, naquele momento de imenso desconsolo. Santa Maria acolheu-nos na dor, quando se cumpriu a antiga profecia: e uma espada trespassará a tua alma. Todos somos seus filhos; ela é Mãe de toda a Humanidade. E agora, a Humanidade comemora a sua inefável Assunção: Maria sobe aos céus, Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo. Mais do que Ela, só Deus. Cristo que passaA festa da Assunção de Nossa Senhora apresenta-nos a realidade dessa feliz esperança. Somos ainda peregrinos, mas a Nossa Mãe precedeu-nos e aponta-nos já o termo do caminho. Repete-nos que é possível lá chegar e que, se formos fiéis, lá chegaremos, pois a Santíssima Virgem não é só nosso exemplo, mas também auxílio dos cristãos. E perante a nossa petição – Monstra te esse Matrem, mostra que és Mãe – não pode nem quer negar-se a cuidar dos seus filhos com solicitude maternal. Cristo que passaQuando se dá a debandada dos Apóstolos, e o povo enraivecido rasga as gargantas em ódio a Cristo, Santa Maria segue de perto o seu Filho pelas ruas de Jerusalém. Não a arreda o clamor da multidão, nem deixa de acompanhar o Redentor enquanto todos os do cortejo, no anonimato, se fazem covardemente valentes para maltratar Cristo. Invoca-a com força – «Virgo fidelis!», Virgem fiel! – e roga-lhe que os que nos dizemos amigos de Deus o sejamos deveras e a toda a hora

Para meditar





O Rei Ricardo da Inglaterra, indo ao convento de Santo Emblay para entregar uma filha sua, enamorou-se de uma monja.Enviou-lhe muitos presentes e jóias, com a pretensão de vencer sua vontade. Mas como ela não se submetia, mandou avisar a abadessa que a entregasse, sob pena de destruir o convento.Enviou então uns homens, para que a trouxessem à força. Quando os homens chegaram ao mosteiro, ela lhes perguntou por que o príncipe se havia enamorado dela mais do que das outras monjas.Eles lhe responderam que era por causa da grande beleza de seus olhos. Ela então, com decisão, arrancou os próprios olhos, dizendo aos homens: "Soldados, levem os meus olhos, já que por eles o rei se enamorou. E deixem-me a mim, pois amo menos os meus olhos do que minha alma".E numa caixinha ela os mandou ao Rei.
Envergonhado, este dirigiu-se ao mosteiro, para pedir perdão. Pôs a caixa com os olhos sobre o altar da Virgem, dizendo-lhe que não se iria embora até que os restituísse à santa monja.O milagre fez-se, e a Virgem restituiu à monja os olhos mais formosos do que antes, fazendo-se o Rei devoto de Maria e protector do mosteiro.

10 agosto, 2009

A Mensagem nº 86 de 09 de Agosto de 2009







Evangelho Jo 6,41-51






— Naquele tempo, 41os judeus começaram a murmurar a respeito de Jesus, porque havia dito: “Eu sou o pão que desceu do céu”. 42Eles comentavam: “Não é este Jesus o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como pode então dizer que desceu do céu?”43Jesus respondeu: “Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai, e por ele foi instruído, vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.

Reflectindo


Comentário do EvangelhoJesus, pão da vida eternaDiante da proclamação da origem divina de Jesus, os judeus o rejeitam. A tradicional identificação de Deus com o "poder" impede que reconheçam a revelação de Deus nos pequenos e humildes. Contra Jesus, alegam sua condição humilde, conhecida por todos. Ele é o filho de José, e todos conhecem seu pai e sua mãe. Jesus e sua família são tipos comuns em sua terra, Nazaré, onde já vivem há cerca de trinta anos, sem que nada de extraordinário os destacasse dos demais. Esta condição de vida de Jesus, simples e comum, é salientada nos quatro Evangelhos. É o que Jesus quer indicar ao identificar-se com o "Filho do homem" inúmeras vezes nos Evangelhos. Por outro lado, as observações sobre a ordinária condição da vida de Jesus descartam a existência de alguma genealogia que o vinculasse a uma descendência davídica, o que certamente teria colocado sua família e ele em destaque entre os demais. A grande revelação de Jesus, que viu o Pai e foi enviado pelo Pai, é justamente a presença de Deus entre os pequenos e humildes. Esta revelação, no tempo de Jesus e posteriormente, sempre foi mal compreendida por muitos. Já os discípulos, equivocados, viam nele um messias davídico poderoso, e ao longo da história Jesus foi consagrado como Cristo Rei. O Pai revela seu amor em Jesus e por ele somos atraídos. O pão descido do céu é Jesus concebido no ventre de Maria, e que viveu, cerca de trinta anos, uma vida comum na sua cidade de origem; e, depois, cerca de três anos, em contato com as multidões revelando-lhes o Pai que o enviou. Doando-se a fim de comunicar a vida, consagrou-se à libertação de todos das opressões e da morte, levando a esperança de um mundo novo, pela prática do amor. Ser atraído por Jesus e crer nele é seguilo, na adesão concreta ao projeto de Deus. Alimentar-se de Jesus é contemplá-lo e seguir seus passos, como na prefiguração de Elias (primeira leitura). Na bondade, na compaixão e no perdão (segunda leitura), na fraternidade comunitária e na solidariedade social, na busca da justiça e da paz, entra-se em comunhão com Jesus, pão da vida eterna.
O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a canção do padre Zezinho,scj:


Esperar contra toda esperança

Partilhar com carinho da mesa

Onde Deus vem nos alimentar

Confiar como simples criança

Que não sabe talvez a resposta

Mas aceita do Pai a proposta

É meu jeito de crer e de amar


Todos os dias na Eucaristia

Minha alma confia

Que acontece um milagre impossível

Deus me alimenta de paz e de luz

No corpo e no sangue do Cristo Jesus


Na tormenta, saber que a bonança

Está perto e seguir confiante

E por mais que pareça distante

Perseguir o lugar que é só meu

Caminhar como quem não se cansa

Olhos fitos na meta escolhida

E apostar nesta meta uma vida

Eis a herança que o Mestre me deu


Todos os dias na Eucaristia

Minha alma confia

Que acontece um milagre impossível

Deus me alimenta de paz e de luz

No corpo e no sangue do Cristo Jesus

Para Meditar


Uma Linda História


Uma mulher ao sair de sua casa viu três homens com longas barbas brancas sentados em frente á sua porta do quintal. Ela não os conhecia, então disse:Acho que não os conheço, mas devem estar com fome. Por favor entrem e comam alguma coisaO homem da casa está? Perguntaram.Não, disse ela, está fora.Então não podemos entrar, responderam eles.Á noite quando o marido chegou, ela contou-lhe o que aconteceu.Vai diz que estou em casa e convida-os a entrar.A mulher saiu e convidou-os a entrar.Não podemos entrar juntos. Responderam.Por quê? Ela quis saber. Um dos velhos explicou-lhe:Seu nome é Fartura, disse ele apontando um dos seus amigos e apontando o outro, disse:Ele é o Sucesso e eu sou o Amor. Agora vá e discuta com o seu marido qual de nós vocês querem em vossa casa.A mulher entrou e contou ao marido o que lhe foi dito. Ele ficou espantado e disse:Que bom! Neste caso, vamos convidar o Fartura.
Deixa-o vir e encher nossa casa de fartura.A esposa discordou:Meu querido, por que não convidamos o Sucesso?A sobrinha deles ouvia no outro canto da casa, e deu a sua sugestão:Não seria melhor convidar o Amor? Nossa casa então estará cheia de amor.Se calhar tens razão, vamos optar pelo conselho da nossa sobrinha? disse o marido para a esposa .
Vai lá fora e chama o amor para ser nosso convidado.A mulher saiu e perguntou aos três homens:Qual de vocês é o amor?
Por favor entre e seja nosso convidado.O amor levantou-se e seguiu em direcção à casa, os outros dois levantaram-se e seguiram-no. A Senhora ficou surpresa e observou:Apenas convidei o Amor, por que vocês entraram também?Os velhos homens responderam juntos:Se você convidasse o Fartura ou o Sucesso, os outros dois esperariam aqui fora, mas se você convidar o Amor, onde ele for iremos com ele. Onde há Amor, há também Fartura e Sucesso!

Com Interesse


Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz)

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável, e muita obstinação. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu este título à doze mulheres na última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, se converteu e foi batizada, em 1922. Mas, a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em Instituições Católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por se recusar a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, ela realizou sua profissão solene e perpétua recebeu o definitivo hábito marrom das carmelitas, na época, sua mãe já havia falecido. A perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela neste Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não pode professar os votos religiosos, o momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial iniciou e a expansão nazista se alastrou pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein se dispersou, alguns emigram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa, para um outro na Suíça. Mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia se arrastou indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente os Bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã Rosa, do Carmelo de Echt. Neste dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do Regime Nazista à mensagem dos Bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no campo de Westerbork. Ali, Edith Stein, ou a "freira alemã" como a identificaram os sobreviventes, se diferenciou muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a Vontade de Deus, seu intenso sofrimento e dos demais. No dia 07 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças, foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 09 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A Irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo Papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. Esta solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosos, da Alemanha e Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo Sumo Pontífice declarou Santa Edith Stein "co-padroeira da Europa", junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena.

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável, e muita obstinação. Na adolescência viveu uma crise, abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu este título à doze mulheres na última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de Santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, se converteu e foi batizada, em 1922. Mas, a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em Instituições Católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por se recusar a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia. Quatro anos depois, ela realizou sua profissão solene e perpétua recebeu o definitivo hábito marrom das carmelitas, na época, sua mãe já havia falecido. A perseguição nazista aos judeus alemães se intensificou e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi se juntar a ela neste Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não pode professar os votos religiosos, o momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos. A Segunda Guerra Mundial iniciou e a expansão nazista se alastrou pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein se dispersou, alguns emigram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa, para um outro na Suíça. Mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia se arrastou indefinidamente. Em julho de 1942, publicamente os Bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã Rosa, do Carmelo de Echt. Neste dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do Regime Nazista à mensagem dos Bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda no campo de Westerbork. Ali, Edith Stein, ou a "freira alemã" como a identificaram os sobreviventes, se diferenciou muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a Vontade de Deus, seu intenso sofrimento e dos demais. No dia 07 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças, foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 09 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados. A Irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo Papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. Esta solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosos, da Alemanha e Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo Sumo Pontífice declarou Santa Edith Stein "co-padroeira da Europa", junto com Santa Brígida e Santa Catarina de Sena.

02 agosto, 2009

A Mensagem nº 85 de 02 de Agosto de 2009







Evangelho Jo 6,24-35






Quando viram que Jesus e os seus discípulos não estavam ali, subiram nos barcos e saíram para Cafarnaum a fim de procurá-lo. A multidão encontrou Jesus no lado oeste do lago, e perguntaram a ele: - Mestre, quando foi que o senhor chegou aqui? Jesus respondeu: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade. - O que é que Deus quer que a gente faça? - perguntaram eles. - Ele quer que vocês creiam naquele que ele enviou! - respondeu Jesus. Eles disseram: - Que milagre o senhor vai fazer para a gente ver e crer no senhor? O que é que o senhor pode fazer? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto, como dizem as Escrituras Sagradas: "Do céu ele deu pão para eles comerem." Jesus disse: - Eu afirmo a vocês que isto é verdade: não foi Moisés quem deu a vocês o pão do céu, pois quem dá o verdadeiro pão do céu é o meu Pai. Porque o pão que Deus dá é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

Padre Rosário

A Redacção de a Mensagem e toda a Comunidade de Medancelhe, sentem-se honrados por contarem com o Padre Rosário como membro desta comunidade, elevamos a Deus nossas preces para que O Senhor Nosso Pai e Rei do mundo Abençoe o Padre Rosário e esteja sempre presente em sua missão de anunciar a Palavra de Deus, nos tempos de hoje a palavra Missionário tem um valor acrescido, pois a missão é mais necessária que outrora.
Padre Rosário
Pelo que fez e pelo que ainda virá a fazer em nossa Comunidade
O Nosso muito Obrigado
Conte connosco
Nós também contamos consigo

A Redacção de A Mensagem

Laços de Comunidade






Ordenação Sacerdotal do padre José Rosário






▬ Foi na Catedral que D. António Carrilho, bispo da diocese do Funchal, presidiu, no passado dia 24 de Julho, à celebração da ordenação de três diáconos e do presbítero José Rosário Freitas Costa, dehoniano.Presente o bispo emérito do Funchal, D. Teodoro Faria e muitos sacerdotes diocesanos e religiosos. Em lugar de destaque o nosso Superior Provincial, padre Zeferino Policarpo. Presentes, igualmente os nossos seminaristas do Colégio Missionário S. Coração.Os pais do nosso neo-sacerdote ocupavam o primeiro banco dos fiéis. Logo atrás estavam as suas irmãs, com os respectivos maridos e filhos.Às 10h00 começou a festa. Grande festa diocesana, animada liturgicamente pelo coro Grupo SolMiCanto, da paróquia da Santa, freguesia do Porto Moniz, com bandolins, viola, saxofone, flauta e órgão.
O senhor bispo, na homilia falou sobre a importância do sacerdócio e da sua necessidade, não só na sua diocese, como em toda a Igreja. Fez referência, por ser o Ano Sacerdotal, ao Santo Cura de’Ars, citando as suas palavras: ‘O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus’. Sendo ‘dom por excelência’, ‘conscientes da grandeza da missão e da fragilidade humana, os sacerdotes aceitam alegremente o desafio da aventura evangélica. Eles devem testemunhar com a sua vida a Beleza do Rosto de Cristo e da Igreja…empenhem-se por isso, como recomenda S. Paulo a Timóteo, por “reavivar o dom de Deus” que cada um recebeu, com um coração indiviso, uma verdadeira caridade e solicitude pastoral para com todos’.Ao terminar a sua homilia, citou o padre José Rosário: ‘Tenho a firme consciência de que o caminho vocacional percorrido, até à Ordenação Sacerdotal, e o que espero percorrer, não foi nem será um percurso individual. Nesta caminhada, passaram muitos colegas, superiores, familiares, benfeitores e muitas outras pessoas que nem o nome conheço. A todos o meu obrigado’.Terminada a celebração na Sé, o neo-sacerdote subiu até ao Colégio Infante D. Henrique para o almoço. Acompanharam-no a família, os dehonianos, docentes e funcionários do Colégio Infante D. Henrique. A refeição foi esmeradamente preparada pelas funcionárias do Colégio. Bem preparado, não só a comida, mas também o ambiente. O padre José Augusto, superior e director do Colégio, com a professora Maria Arminda Marques, preparou os painéis: um à entrada do Colégio e dois nas salas de convívio. As professoras Ana Policarpo e Margarida Teixeira encarregaram-se das flores. Maria Agostinha Garcia coordenou os serviços da cozinha.E a sala dos convivas encheu-se…No momento de partir o bolo, o superior da comunidade, padre José Augusto Alves Cancela, foi o primeiro a falar, manifestando a alegria de ter recebido na sua comunidade o neo-sacerdote, padre José Rosário Freitas Costa. Agradeceu o trabalho do então prefeito José Rosário, formulando votos de um feliz e fecundo apostolado sacerdotal dehoniano. Recebeu uma grande salva de palmas, quando manifestou o desejo de ver o padre José Rosário a trabalhar com alegria e entusiasmo no Colégio Infante D. Henrique.O irmão Camacho, representante da comunidade do Seminário Missionário Padre Dehon, à qual pertence o padre José Rosário, tomou a palavra e em nome de todos os membros, saudou o sacerdote e a família e desejou as maiores felicidades e sucessos no seu trabalho apostólico. Falou, de seguida, o Superior Provincial, padre Zeferino Policarpo. Alegre e feliz por o Coração de Jesus ter concedido a graça de mais um sacerdote à Congregação e à Igreja. Agradeceu a família o dom do seu filho…– Obrigado senhores padres que o aturaram todo este tempo – respondeu mais que feliz a mãe do neo-sacerdote.O Superior Provincial terminou a sua intervenção, lendo a mensagem enviada pelo nosso Superior Geral, padre José de Ornelas Carvalho e entregou a ‘bênção papal’ ao sorridente e jovem sacerdote.Por último, falou o festejado, padre José Rosário Freitas Costa: Obrigado por tudo! Obrigado a todos.
Ferdinando Freitas, scj
(Pagina Dehonianos)






Missa Nova do padre José Rosário






▬ O padre José Rosário Costa, ordenado no dia 25 de Julho na Sá do Funchal, celebrou no passado dia 26, a primeira missa (Missa Nova) na sua terra natal, o Estreito de Câmara de Lobos, na Madeira.Na homilia, o novo sacerdote comentou o início do sexto capítulo do Evangelho de São João, dizendo que tal como Jesus quis que o povo judeu contribuísse para a multiplicação dos pães com uns tantos pães e outros tantos peixes, também agora Ele chama cada baptizado a contribuir com uma pequena parte para a edificação do Reino, conforme seja a sua vocação. A pequena parte do padre José Rosário é o Ministério Sacerdotal, vocação a que ele se sentiu chamado a abraçar quando ouviu certa homilia em que o pregador comparava a vida de uma rosa (com espinhos dolorosos mas também com uma bela flor) à vida do Homem e à vida de Cristo.Após a Eucaristia teve lugar a festa, preparada pela família no padre José Rosário. Estava presente um grande número de pessoas que foram brindadas com um caloroso acolhimento com foguetes, um apetitoso jantar, com a música de um grupo folclórico… Ainda que abalados pela notícia recente do falecimento de dois confrades, este acontecimento foi um momento de alegria para todos os Dehonianos assim como para os seus familiares e muitos amigos.» Emanuel Vítor, scj
(Página Dehonianos)



Com Interesse

Falecimento: Padre Angelo Caminati

O Padre Angelo Celebrou várias vezes na capela ABC e na Lapa, encontrava-se doente há bastante tempo e de há muito encontrava-se no Seminário do Padre Dehom na Portelinha, Elevemos nossas orações ao Senhor pela sua alma.


Santuário de Fátima
A Peregrinação Internacional de Agosto será presidida por D. Alessandro Carmelo Ruffinoni, Bispo Auxiliar de Porto Alegre, Brasil, e responsável pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior.
Terá como tema: "Tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação é o que deveis ter no pensamento"


Durante o mês de Agosto: "Casa do Jovem"um espaço para ti, no Santuário de Fátima
O projecto de pastoral juvenil "Casa do Jovem", dinamizado pelo Santuário de Fátima, é retomado, após alguns anos de interrupção, no próximo mês de Agosto.
Com a colaboração de várias instituições religiosas já habituadas a trabalhar com a juventude, a Casa do Jovem funcionará na Colunata Sul, na antiga Capela da Reconciliação.
Será um espaço de escuta e de diálogo, de oração e de reflexão.
Todos os fins-de-semana de Agosto, com o seguinte horário:
Sábado: 09:00 às 12:30; 15:00 às 19:00 e 20:30 às 24:00.
Domingo: 09:00 às 12:30 e 15:00 às 19:00.

Padre Álvaro
Como devem ter reparado, tivemos o Padre Álvaro entre nós, nesta comunidade a que pertenceu fisicamente e que hoje ainda pertence Espiritualmente, ficamos contentes com sua visita, e sentimo-nos honrados com os laços de amizade que criou aqui, e isso nota-se pois estando em Missão em Madagáscar sempre que vem a Portugal, Medancelhe está no seu Roteiro.
Bem haja, a comunidade de medancelhe deseja-lhe a continuidade de uma boa missão

30 julho, 2009

A Mensagem nº 84 de 26 de Julho de 2009







Evangelho Jo 6,1-15






Depois disso, Jesus atravessou o lago da Galiléia, que também é chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia porque eles tinham visto os milagres que Jesus tinha feito, curando os doentes. Ele subiu um monte e sentou-se ali com os seus discípulos. A Páscoa, a festa principal dos judeus, estava perto. Jesus olhou em volta de si e viu que uma grande multidão estava chegando perto dele. Então disse a Filipe: - Onde vamos comprar comida para toda esta gente? Ele sabia muito bem o que ia fazer, mas disse isso para ver qual seria a resposta de Filipe. Filipe respondeu assim: - Para cada pessoa poder receber um pouco de pão, nós precisaríamos gastar mais de duzentas moedas de prata. Então um dos discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse: - Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos. Mas o que é isso para tanta gente? Jesus disse: - Digam a todos que se sentem no chão. Então todos se sentaram. (Havia muita grama naquele lugar.) Estavam ali quase cinco mil homens. Em seguida Jesus pegou os pães, deu graças a Deus e os repartiu com todos; e fez o mesmo com os peixes. E todos comeram à vontade. Quando já estavam satisfeitos, ele disse aos discípulos: - Recolham os pedaços que sobraram a fim de que não se perca nada. Eles ajuntaram os pedaços e encheram doze cestos com o que sobrou dos cinco pães. Os que viram esse milagre de Jesus disseram: - De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo! Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.

Reflectindo

O Evangelho de João apresenta sete sinais de Jesus, que correspondem aos milagres nos sinóticos. Esta cena da partilha dos pães é o quarto sinal. Os três Evangelhos sinóticos, Marcos, Mateus e Lucas, também narram esta partilha dos pães. Nestes sinóticos, diante da grande multidão Jesus ensina e cura. Contudo, João se refere apenas à partilha dos pães e peixes, fazendo predominar na narrativa o seu caráter de sinal. O evangelista João, ao mencionar a Páscoa como "a festa dos judeus", coloca-se a si próprio, bem como a Jesus, fora desta celebração tradicional de Israel. Assim também, no Evangelho de João, a última ceia de Jesus, em Jerusalém, não é realizada no dia da Páscoa, mas na sua véspera.
Na Páscoa celebrava-se a morte dos egípcios e a saída do povo de Israel do Egito, para a invasão e o extermínio dos povos de Canaã. Contudo, Jesus revela o Deus da vida e do amor. Sempre no meio da multidão, ele comunica a vida. João, em seu Evangelho, não menciona a partilha dos pães por Jesus na última ceia. Este gesto de partilha se realiza neste momento de encontro com a grande multidão e tem um caráter universalista, pois aí estavam presentes gentios da Galiléia e de territórios vizinhos. Os evangelistas narram este episódio baseados na tradição das primeiras comunidades, a qual se inspirava na narrativa da partilha do pão feita pelo profeta Eliseu. Esta narrativa sobre Eliseu nos é apresentada hoje na primeira leitura.
A solução do problema da fome e das carências humanas não está na economia de mercado, no vender e no comprar em vista do lucro. É pela partilha dos bens deste mundo, do pão, da terra, da cultura, que se pode satisfazer a todos e ainda há de sobrar em abundância. É pela partilha que se chega à unidade desejada por Deus, superando-se a divisão entre ricos e pobres e formando-se um só corpo e um só Espírito, no vínculo da paz (segunda leitura).

Para Meditar


O Desejo de um egoísta
Numa pequena vila havia um homem muito devoto a Deus, mas também muito invejoso e egoísta.
Ele tinha uma rixa particular com seu vizinho e inimigo.
Um dia Deus apareceu em suas preces e lhe falou:
Meu filho, apesar do teu egoísmo, resolvi atender às tuas preces. Atenderei ao teu pedido, mas com uma condição. Eu darei ao teu vizinho o dobro do que pedires para ti.
O devoto pensou, pensou e pediu:
(Senhor, arranca-me um olho.)

O mestre chorava...
O mestre chorava e o discípulo perguntou:
- Mestre, por que choras?
O mestre respondeu:
- Choro porque estou a morrer e tenho medo de enfrentar o SENHOR!
- Mas mestre, você que sempre foi tão bom igual a São Francisco, tão sábio como Salomão, por que teme o SENHOR?
- É que nesta hora ELE não vai querer saber se fui São Francisco ou Salomão.
ELE vai saber se fui eu mesmo!!

O discípulo
O mestre vendo a meditação do seu discípulo perguntou-lhe:
Meu filho, Tu és muito devoto de Jesus. Tu sabes quem foi Jesus?
O discípulo respondeu:
Não importa quem Ele foi, mas o que Ele é.
E completou:
O importante é o que Ele desperta hoje no meu coração.
O mestre sorriu e compreendeu que o seu pequeno discípulo já era um grande mestre. A sua missão tinha sido concluída.

A fé...
Numa região muito seca o povo implorava por chuva. Pediram ao padre para rezar uma missa. O padre negou firmemente alegando que o povo não tinha fé.
Após muita pressão da comunidade o padre aceitou rezar a tal missa.
No dia e hora marcada, todos os habitantes compareceram na igreja. Porém, antes de iniciar a missa o padre passou entre os fiéis e voltando ao altar falou.
_ Não haverá missa, vocês não tem fé.
O político presidente da junta lá do sítio interpelando o padre dizendo:
_ Todos temos fé e como prova disso a igreja está cheia.

Então o padre respondeu:
_ Quem dentre vocês trouxe um guarda-chuva?!

Todos baixaram a cabeça.