06 julho, 2009

Com Interesse

AS CORES DOS PARAMENTOS LITÚRGICOS E SEU SIGNIFICADO

A liturgia sagrada da Igreja tem uma linguagem simbólica muito expressiva, através das cores. As cores propriamente litúrgicas são seis: branco, vermelho, verde, roxa, rosáceo e preto. Em alguns lugares, por privilégio, usa-se o azul celeste na festividade da Imaculada Conceição.
BRANCA - Resultado de todas as cores juntas, simboliza a pureza e a alegria. É usada em todas as festividades de Nosso Senhor (excetuadas as da Paixão), que é a Luz do mundo; nas festas de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos não-mártires.
VERDE - Simboliza a esperança. É adotada nos domingos que seguem a festa da Epifania, até à Setuagésima; e após o Pentecostes, até o Advento.
VERMELHA - Simboliza o fogo do amor, da caridade ou do martírio (lembrando o sangue dos Márties). É adotada nas festividades do Espírito Santo da Santa Cruz e dos Santos Mártires, bem como no Domigo da Paixão e Sexta-Feira Santa. (Antigamente, na Sexta-Feira Santa usava-se o preto, que hoje está em desuso
ROXA - Simboliza a penitência e a contrição. Usa-se no tempo da Quaresma e do Advento.

Trinta e oito Legionários de Cristo ordenados diáconos em Roma,
Provenientes de 9 países
na Capela do Centro de Estudos Superiores de Roma, realizou-se a celebração para a ordenação diaconal de 38 Legionários de Cristo. O rito foi presidido por Dom Mauro Piacenza, Secretário da Congregação para o Clero. Como concelebrantes, entre outros, o Padre Álvaro Corcuera, L.C., Diretor Geral dos Legionários de Cristo e do movimento Regnum Christi, e o seu Vigário Geral Padre Luis Garza, L.C.Os novos diáconos são provenientes de 9 Países: Brasil (2), Canadá (2), República Tcheca (1), Espanha (6), Itália (1), México (19), Estados Unidos (5), Venezuela (1) e Vietnã (1). Entre eles há dois médicos, três engenheiros, um jornalista, um doutor em Bioética e um especialista nas obras de Tolkien. Jiři Brabec será o primeiro diácono da Congregação dos Legionários de Cristo originário da República Tcheca. Outros Legionários de Cristo foram ordenados diáconos nas últimas semanas em várias cidades do México, dos Estados Unidos, da Espanha e da Alemanha. Em breve haverá outras ordenações diaconais também na França e na América do Sul. Atualmente, a Congregação dos Legionários di Cristo è presente in 22 Países, com 800 sacerdotes e 2600 seminaristas. Conta com 127 casas religiosas e dirige mais de 240 centros educativos. (S.L.) (Agência Fides 30/6/2009)

MAIS UM PASSO RUMO À BEATIFICAÇÃO DE JPII
Cidade do Vaticano, 03 jul (RV) - Uma comissão de teólogos aprovou na última terça-feira, a chamada ‘Positio super virtutibus' (posição sobre as virtudes do fiel) do Papa João Paulo II, o que representa mais um passo no processo de beatificação de Karol Wojtyla.

OBAMA: PAPA É MUITO MAIS QUE UM CHEFE DE ESTADO
Washington, 03 jul (RV) - "Bento XVI é muito mais que um chefe de Estado." Palavras do presidente norte-americano, Barak Obama, em entrevista concedida na Casa Branca a um restrito grupo de jornalistas, entre os quais uma correspondente da Rádio Vaticano.

29 junho, 2009

A Mensagem nº 80 de 28 de Junho de 2009







EVANGELHO – Mc 5, 21-24.35b-43






Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Entretanto, vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Riram-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talita Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: Levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a

Reflectindo


Breve meditação: Jesus, Fonte de Vida. Jesus passou à outra margem,
uma grande multidão reuniu-se à sua volta. Chega um chefe de sinagoga…
Para Ti, Senhor, a multidão não é uma massa anónima a quem se dirige uma
mensagem impessoal…Para Ti, Senhor, trata-se de pessoas concretas, com rostos
particulares. Chamas cada um pelo seu nome.
Tu sabes escutar, estar atento, permanecer disponível. Vens dizer a todos e a cada um:
Eu vim para que todos os homens tenham vida… em abundância.
As multidões reúnem-se à tua volta porque, talvez inconscientemente, encontraram em Ti
a verdadeira fonte de vida.
É o caso de Jairo: Vem impor-lhe as mãos para que ela viva!
É o caso da mulher: Se chegar a tocar-Lhe, serei salva!
Tu vais ajudá-los a crescer na fé…
A mulher, humanamente incurável: ousou violar a lei que a proibia de tocar alguém.
Ela quer ser curada a todo o custo.
Ao tocar as tuas vestes, é a fonte da vida que ela atinge. Desde então, está curada.
Mas Tu não és um mágico que faz prodígios sem o saber. Viras-Te para ela: queres
fazê-la progredir na sua fé. Ela, que esperava uma cura corporal, encontra em Ti a Salvação,
a Vida em plenitude.
Jairo acaba de saber da morte da sua filha.
Tu apoia-lo na sua caminhada: Não temas, crê somente! Segue-lo até à sua casa…
Aproximas-Te do seu filho inerte, toma-la pela mão: Levanta-te!
É a palavra da ressurreição… e a fonte de vida corre de novo nela: a jovem começou a andar.
Ele disse-lhes para lhe darem de comer.
Manténs os pés bem assentes na terra, Senhor!
Os pais, abalados, não pensavam que a sua filha tinha fome!
É a nós que Tu Te diriges também
convidando-nos para a tua Eucaristia:
Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo entregue por vós!
Quem me come viverá!
Na escuta da Palavra… Eis Jesus mergulhado no barulho e nos apertos da
multidão. Para mais, circula o rumor: Jesus vai fazer um milagre, curar a jovem filha de
Jairo! A multidão esmaga Jesus. E eis que uma mulher quer aproximar-se de Jesus, a
todo o custo, para tocar ao menos as suas vestes. Ela quer ser também beneficiária
do poder do homem de Deus, ser, enfim, curada da sua doença que dura há doze
anos. Ela chega por detrás, toca as suas vestes. Conhecemos o diálogo que se
segue… O mesmo acontece com Jairo que se aproxima… No meio da multidão, Jesus
está atento a estas pessoas concretas, manifesta uma disponibilidade extraordinária,
está extremamente atento à sua presença. No meio da multidão, Jesus está atento a
cada um. Ninguém fica anónimo aos olhos de Jesus. Está habitado pelo amor de Deus
para com os seus filhos. No Coração do Pai, Jesus é capaz de uma atenção extrema a
cada angústia do ser humano. Não interessa quem possa vir junto d’Ele, não interessa
qual é a situação: ele será sempre acolhido, Jesus dará sempre a sua atenção como
se cada um estivesse sozinho no mundo com Ele. Isto continua a ser verdadeiro,
agora que Jesus está na plenitude da glória do seu Pai. Se eu também começasse a
fazer silêncio em mim para melhor escutar Jesus, através da sua Palavra, se eu
tivesse tempo para a oração interior, para aprofundar o meu silêncio interior…
certamente ficaria mais disponível, mais atento aos outros. Senhor Jesus, dá-me a
graça do silêncio interior que escuta e que ama.
(In página dos Dehonianos )

Para Meditar


Dizem que o burro é o animal mais burro de todos, porém esta afirmação nem sempre foi verdade !
A história do Burro.
Um dia, o burro de um agricultor caiu em um poço seco. O animal chorava e urrava bem alto durante horas, enquanto que o seu dono procurava uma maneira para o retirar do buraco.
Como não conseguia solução o agricultor vendo que o burro já estava velho e o poço estava seco e precisava ser enterrado para não provocar outro acidente como este com um cavalo mais valioso, decidiu enterrar o poço com o burro dentro ainda vivo, já que o burro não valeria o esforço para resgatá-lo do buraco, pelo menos assim o bicho pararia de urrar.
Ele chamou todos os seus vizinhos para vir ajudar enterrar o poço. Cada um levou sua pá e começaram a encher o buraco de terra. O burro percebeu o que estava acontecendo e disparou a urrar e saltar dentro do poço. A terra caia em cima do burro e ele a sacudia e saltava, de forma que o poço se foi enchendo e o burro foi subindo, para surpresa de todos, depois de algumas pás de terra o burro calou-se e pensaram que ele tinha aceitado o seu destino insólito e decidira morrer em silêncio.
O agricultor olhou para o fundo do poço e foi surpreendido com o que viu… Com cada pá de terra atirada, o burro estava fazendo algo incrível: Ele sacudia a terra e dava um passo para cima da Terra. Em breve todos se ficaram surpresos quando o burro chegou à boca do poço, subiu acima do aro e saiu trotando satisfeito….
A vida vai atirar terra em cima de ti, todos os tipos de dificuldades… O truque para não te deixares enterrar é movendo-te,“virando-te como puderes” e usares as dificuldades para dar um passo para cima. Cada um dos nossos problemas deve ser um passo para cima. Não podemos deixar que os mais difíceis obstáculos nos impeçam de subir e nos livrar-mos das dificuldades…
Usa a terra que jogam em cima de ti para alcançar a vitória e a liberdade!

O Bicho pode até ser um burro, mas tem muita gente que demosntra menos inteligência se deixando vencer pelo mau e as dificuldades da vida, burrice mesmo é cometer um ato de desespero sem procurar primeiro a soluçaão naquele que é capaz de nos salvar de todos os problemas da vida.

Com Interesse


Um dia em peregrinação» em Fátima
Sem qualquer necessidade de marcação prévia por parte dos interessados em participar, decorre, a partir de 16 de Julho, no Santuário de Fátima, mais uma edição do programa "Um dia em peregrinação".
Trata-se de uma iniciativa desenvolvida pelo Serviço de Peregrinos através da secção Acolhimento e Informações, realizada entre o período de 16 de Julho e 15 de Setembro, de segunda a sábado, excepto dias 12, 13 e 15 de Agosto e 13 de Setembro.
Com início marcado para o "coração" do Santuário de Fátima, a Capelinha das Aparições, este programa assume-se como um convite aos peregrinos que pretendam conhecer de forma acompanhada os locais, a história e a mensagem de Fátima.
Este projecto de acolhimento, além da exibição de vídeos e da visita aos principais locais relacionados com as aparições, contempla também vários momentos de oração.
De Segunda a Sexta-feira
10:15 - Saudação a Nossa Senhora, na Capelinha.
10:30 - Encontro (junto à Azinheira Grande) e visita ao Santuário.
12:00 - Rosário, na Capelinha.
12:30 - Missa, na Capelinha.
15:00 - Vídeo (por baixo da Colunata Norte).
16:00 - Partida (frente ao Posto de Socorros), em autocarro; visita aos Valinhos e Aljustrel.
18:00 - Regresso, com passagem pela Rodoviária.
21:30 - Rosário, na Capelinha, e procissão de velas.
Sábado
10:00 - Rosário, na Capelinha.
11:00 - Missa internacional, na Igreja da Santíssima Trindade.
12:15 - Encontro (frente à porta principal da Igreja da Santíssima Trindade) e visita ao Santuário.
15:00 - Vídeo (por baixo da Colunata Norte).
16:00 - Partida (frente ao Posto de Socorros), em autocarro; visita aos Valinhos e Aljustrel.
18:00 - Regresso, com passagem pela Rodoviária.
21:30 - Rosário, na Capelinha, e procissão de velas.

Ano Sacerdotal é oportunidade e urgência para toda a Igreja
D. Manuel Clemente recorda obediência, celibato e desprendimento como verdades fundamentais do sacerdócio
Uma oportunidade e uma urgência. É assim que D. Manuel Clemente, bispo do Porto, reconhece o Ano sacerdotal, convocado por Bento XVI e que tem início esta Sexta-feira, dia 19.
Será uma oportunidade para reflectir "sobre o sentido sacerdotal da existência e o sacerdócio ministerial na Igreja" e uma urgência "como tudo o que é cristão, da Igreja para o mundo", indica o bispo numa mensagem sobre o Ano sacerdotal.
O ano sacerdotal chama para "avivar e aprofundar" as verdades "fundamentais e constitutivas da vida da Igreja e do seu serviço ao mundo". Verdades para os sacerdotes que D. Manuel indica serem a obediência, o celibato e desprendimento.
D. Manuel Clemente, desde a sua tomada de posse em 2007, ordenou apenas um padre secular e deixou de contar com "uma dezena, por morte ou outras causas". Em breve, a diocese do Porto vai assistir a três ordenações mas "contaremos previsivelmente com menos padres, dada a alta média etária do presbitério".
A diocese do Porto prevê a ordenação, dentro de dois anos, de mais diáconos permanentes, que irão permitir que os sacerdotes se "aplicarem com mais disponibilidade ao que lhes é próprio e definidor, sobretudo no acompanhamento espiritual das comunidades, em torno da Palavra, da Eucaristia, da Reconciliação e do acolhimento, retomando o exemplo de São João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, em quem este ano sacerdotal se inspira".

D. Jorge Ortiga pede maior escuta da Palavra
Os fiéis devem parar para escutar a Palavra de Deus e depois comunicá-la sem ter medo nem vergonha, tal como fez S. João Baptista. Esta foi a principal mensagem deixada ontem pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, na missa campal que decorreu de manhã em S. João da Ponte, no âmbito das solenidades religiosas em honra daquele santo.


( In Eclésia )

21 junho, 2009

A Mensagem nº 79 de 21 de Junho de 2009







Evangelho S. Marcos 4,35-41




35Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!”36Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava, na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?”39Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”41Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?”

A Palavra


ANO B – XII Domingo do Tempo Comum


«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?»
Deus preocupa-se com os dramas dos homens? Onde está Ele nos momentos de sofrimento e de dificuldade que enfrentamos ao longo da nossa vida? A liturgia do 12º Domingo do Tempo Comum diz-nos que, ao longo da sua caminhada pela terra, o homem não está perdido, sozinho, abandonado à sua sorte; mas Deus caminha ao seu lado, cuidando dele com amor de pai e oferecendo-lhe um caminho.
São tempos difíceis estes: as “tempestades” e as incompreensões inundam o ambiente. No mar da vida surge o perigo. A barca é frágil. Como será o futuro?
A fé de muitos naufraga diante das ameaças, dos problemas e das dificuldades da vida. Jesus navega com os seus e nele todos podemos encontrar alento para vencer todas as tempestades, porque vencedores na fé em Cristo, fortalecidos pela sua presença e o seu amor. Para nos questionarmos também hoje: quem é este homem que até o vento e o mar lhe obedecem?
Convivemos diariamente com realidades positivas e negativas, com “luzes” e “sombras”. Normalmente, as “sombras” marcam-nos muito e constituem uma fonte de preocupação e de inquietação… O terrorismo e a violência trazem-nos sofrimento e insegurança; as novas doenças geram medo e inquietação; as catástrofes naturais fazem-nos sentir impotentes e indefesos; as injustiças e arbitrariedades provocam revolta e descontentamento; o desmoronamento de velhas estruturas políticas e sociais provocam anarquia e caos; o fabrico e o comércio de armas de destruição em massa trazem-nos ansiosos e preocupados… Confusos e desorientados, viramo-nos para Deus… Por vezes, criticamos a sua indiferença face aos dramas do mundo; outras vezes, sentimos a tentação de Lhe mostrar, de forma clara e lógica, como é que Ele devia actuar para que o mundo fosse melhor… A leitura do Livro de Job que hoje nos é proposta convida-nos, antes de mais, a não nos pormos em bicos de pés e a não exigirmos a Deus que actue segundo as nossas lógicas humanas.
Levantou-se então uma grande tormenta e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água. Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada. Eles acordaram-n’O e disseram: «Mestre, não Te importas que pereçamos?».
O lago a que chamavam “mar” recebeu a tempestade da noite. Na fragilidade da situação recorrem ao Salvador que adormecido parece distante da realidade que vivem. Acordam-no e apresentam os seus temores: “não te importas que pereçamos”? Só o medo pode fazer dizer estas coisas... já que os discípulos eram pescadores experimentados. E pensar que essa barca é símbolo da comunidade nascente…
No contexto do evangelho de Marcos, a barca representa esta comunidade nascente desamparada por tantas situações de perseguição e angústia. E este adormecer de Jesus torna-se momento pedagógico de contemplação: é confiança profunda, é certeza do seu ser, é a verdade de Deus ali presente. Tantas vezes na barca da nossa vida qualquer tempestade parece afundar-nos quando longe andamos da verdade de Jesus e da sua presença. Porque não confiar? Porque não depositar tudo em Jesus para que seja solução connosco de tudo o que nos atormenta? Porque perder a calma, se Jesus está por nós?

ORAÇÃO
É tarde a noite por onde navegamos. Sós e desamparados nada somos. Só por ti somos capazes de esperança. Só por ti somos capazes de ir mais longe. Só por ti podemos vencer. Contigo nenhuma tempestade nos desalenta. Por isso, sê bonança do nosso ser e existir. Sê paz no nosso caminhar. Sê certeza na nossa dúvida. Força no nosso desalento. Sê, Senhor, tudo em nós.

Padre Amaro Jorge scj

Para Meditar


A Pressa ás vezes tem razão de ser


António, um pai de família, certo dia, quando voltava do trabalho, conduzindo num trânsito bastante congestionado, deparou-se com um senhor que conduzia apressadamente. Vinha ultrapassando todos os que seguiam á sua frente, quando se aproximou do carro de António, deu-lhe uma tremenda gaitada, já que precisava atravessar para a outra pista de rodagem. Naquele momento, a vontade de António foi de insulta-lo e impedir sua passagem, mas pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... se calhar está com algum problema sério e está precisando chegar depressa ao seu destino, pensando assim, foi diminuindo a velocidade e deixou-o passar. Quando chegou a casa, António recebeu a notícia de que seu filho de três anos tinha sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital pela sua esposa. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranquilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo. António, aliviado, pediu que sua esposa o levasse ao médico para lhe agradecer.
Qual não foi sua surpresa quando verificou que o médico era aquele senhor apressado a quem ele havia dado passagem!

Com Interesse


Como se vestir para ir à Santa Missa?

Muitos hoje se perguntam qual é a melhor forma de se vestirem para participar do Santo Sacrifício da Missa. Alguns procuram responder à estes afirmando que "tanto faz, pois o que importa é o coração". Mas o que dizem os documentos oficiais da nossa Santa Mãe Igreja à respeito disso?
O Catecismo da Igreja Católica (n. 1387) afirma, sobre o momento da Sagrada Comunhão: "A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede."
Para compreender o porquê o Catecismo afirma isto à respeito das vestes, é importante compreender o que é a Santa Missa: ela é a renovação do Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, que sendo verdadeiro Deus e verdadeiro homem, pagou pelos nossos pecados na cruz. Tal Sacrifício se torna presente na Santa Missa no momento em que o pão e vinho tornam-se verdadeiramente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor (Catecismo da Igreja Católica, 1373-1381). O Santo Sacrifício da Missa é incruento (ou seja, sem sofrimento nem derramamento de sangue), ou seja, é o mesmo e único Sacrifício do Calvário, tornando-se verdadeiramente presente na Santa Missa para que possamos receber os seus frutos e nos alimentar da Carne e do Sangue de Nosso Senhor. Por isso o Sagrado Magistério nos ensina que "o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício." (Catecismo da Igreja Católica, 1367)
É preciso evitar, então, primeiramente as roupas que expõe o corpo de forma escandalosa, como decotes profundos, shorts curtos ou blusas que mostrem a barriga. Mas convém que se evite também tudo o que contraria, como afirma o Catecismo, a alegria, a solenidade e o respeito - isto é, banaliza o momento sagrado.
O bom senso nos mostra, por exemplo, que partindo do princípio da solenidade, é melhor que se use uma calça do que uma bermuda. Ora, na nossa cultura, não se vai a um encontro social solene usando uma bermuda!
O bom senso nos mostra também que, partindo do princípio do respeito e da não-banalização do sagrado, é melhor que se evite roupas que chamam atenção para o corpo ou para elementos não relacionados com a Sagrada Liturgia. É melhor que uma mulher, por exemplo, utilize uma blusa com mangas do que uma blusa de alcinha; é melhor que utilize uma calça discreta, saia ou vestido do que uma calça estilo "mulher-gato" (isto é, apertadíssima); também é melhor que se utilize, por exemplo, uma camisa ou camiseta discreta do que uma camiseta do Internacional ou do Grêmio.
A questão se reveste de uma seriedade ainda maior quando se trata daqueles que exercem funções litúrgicas, tais como os leitores e músicos. Pois estes, além de normalmente estarem mais expostos ao público que os demais, acabam por serem também modelos.
É de acordo com este senso que até a pouco tempo atrás era comum se utilizar a expressão popular "roupa de Missa" ou "roupa de Domingo" como sinônimo da melhor roupa que se tinha. Quanto bem faria aos católicos se esta expressão fosse restaurada!
Quanto aos que afirmam que "o que importa é o coração", vale lembrar que aqui não cabe a aplicação deste princípio, pois isso implicaria colocar-se em contraposição com grandes parte das normas litúrgicas da Santa Igreja, bem como com os diversos sinais e símbolos litúrgicos (paramentos, velas, incenso, gestos do corpo, etc), que partem da necessidade de se manifestar com sinais externos a fé católica à respeito que acontece no Santo Sacrifício da Missa, bem como manifestar externamente a honra devida a Deus. A atitude interna é fundamental, mas desprezar as atitudes externas é um erro.
A este respeito, escreveu o saudoso Papa João Paulo II: "De modo particular torna-se necessário cultivar, tanto na celebração da Missa como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da Presença Real de Cristo, tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o comportamento no seu todo. (...) Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo." (Mane Nobiscum Domine, 18)
Concluímos com as palavras de São Josemaria Escrivá em uma de suas fantásticas homilias, recordando seus tempos de infância: "Lembro-me de como as pessoas se preparavam para comungar: havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor." Afirma ainda: "Quando na terra se recebem pessoas investidas em autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira não devemos preparar-nos?" ("Homilias sobre a Eucaristia", Ed. Quadrante)

13 junho, 2009

A Mensagem nº 78 de 14 de Junho de 2009




Caminhar em Comunidade







Evangelho S.Marcos (4,26-34)



Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam com­preender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.

A Palavra


A liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum convida-nos a olhar para a vida e para o mundo com confiança e esperança. Deus, fiel ao seu plano de salvação, continua, hoje como sempre, a conduzir a história humana para uma meta de vida plena e de felicidade sem fim.
A referência – mil vezes repetida ao longo da Bíblia – à tal “estranha lógica” de Deus, que se serve do que é débil e frágil para concretizar os seus projectos de salvação, convida-nos a mudar os nossos critérios de avaliação e a nossa atitude face ao mundo e face aos que nos rodeiam. Por um lado, ensina-nos a valorizar aquilo e aquelas pessoas que o mundo, por vezes, marginaliza ou despreza; ensina-nos, por outro lado, que as grandes realizações de Deus não estão dependentes das grandes capacidades dos homens, mas antes da vontade amorosa de Deus; ensina-nos ainda que o fundamental, para sermos agentes de Deus, não é possuir brilhantes qualidades humanas, mas uma atitude de disponibilidade humilde que nos leve a acolher os apelos e desafios de Deus.
A cultura actual é uma cultura do provisório, que dá prioridade ao que é efémero sobre as realidades perenes com a marca da eternidade: propõe que se viva ao sabor do imediato e do momento, e subalterniza as opções definitivas e os valores duradouros. É também uma cultura do bem-estar material: ao seduzir os homens com o brilho dos bens perecíveis, ao potenciar o reinado do “ter” sobre o “ser”, escraviza o homem e relativiza a sua busca de eternidade. É ainda uma cultura da facilidade, que ensina a evitar tudo o que exige esforço, sofrimento e luta: produz pessoas incapazes de lutar por objectivos exigentes e por realizar projectos que exijam esforço, fidelidade, compromisso, sacrifício. Neste contexto, a palavra de Paulo aos cristãos de Corinto soa a desafio profético: é necessário que tenhamos sempre diante dos olhos a nossa condição de “peregrinos” nesta terra e que aprendamos a dar valor àquilo que tem a marca da eternidade. É nos valores duradouros – e não nos valores efémeros e passageiros – que encontramos a vida plena. O fim último da nossa existência não está nesta terra; o nosso horizonte e as nossas apostas devem apontar sempre para o mais além, para a vida plena e definitiva.


Padre Amaro Jorge SCJ

Para Meditar


Escuta, filhinho.

Esta noite, vendo-te adormecer com a mãozinha no rosto e os cachos espalhados pela fronte, sinto-me horrivelmente envergonhado. Por isso é que fugi para o teu quarto, para estarmos sozinhos, os dois... Ainda há pouco eu estava a ler o jornal na sala, quando de repente me senti sacudido por uma espécie de remorso, e vim, como um criminoso, para aqui, perto da tua cama. Sabes o que pensava, meu bem? Em todas essas coisas que hoje me irritaram tanto. Esta manhã, quando tu te preparavas para a escola, eu te repreendi severamente porque tu lavaras o rosto como um gato. Depois, eu te pus de joelhos porque não tinhas engraxado os sapatos. E fiz um escândalo porque derrubas-te no chão qualquer coisa... Na hora do almoço, ainda encontrei alguma coisa para te censurar: "Tu vais entornar o copo de leite... Não ponhas os cotovelos na mesa... Estás a por muita manteiga no pão..." Pouco depois, quando eu entrava no carro, tu, da porta, abanas-te a mãozinha, dizendo: "Até logo, pai!" E eu soube dizer-te: "Fica com os ombros direito. assim acabas corcunda!" E a coisa continuou. Pois de tarde, vendo-te jogar bola com os companheiros no pátio, olhei os teus joelhos: Tu tinhas rasgado as calças! Aproveitei a oportunidade para te humilhar diante dos amiguinhos, ordenando-te que fosses andando na minha frente, para casa.”“ Roupa custa caro... Se tivesses de pagá-las, terias mais cuidado...”Imagina, meu bem, da parte de um pai, que lógica mais estúpida. E esta noite ( lembras-te?), enquanto eu estava lendo, apareces-te, timidamente, na porta da sala, com uma carinha triste... Eu levantei os olhos do jornal, aborrecido por me interromperem. Tu hesitas-te um instante.” O que é que ainda queres comigo?”Resmunguei. Tu respondes-te:” Nada, pai!”E então te atiras-te para meu colo, e passas-te os bracinhos em torno do meu pescoço, e me beijas-te uma, duas, três vezes... não sei mais... com um amor que só Deus te podia ter posto no coração, e que só teu coraçãozinho seria capaz de o fazer com tamanha ternura. E logo te foste, escada acima. Pois bem, meu filho, só alguns minutos mais tarde foi que o jornal me caiu das mãos, e senti aquele arrepio no coração, e tomei consciência do meu terrível egoísmo. Que foi que o hábito fez de mim? O mau hábito de queixar-me, de reclamar, de repreender, e tudo isso porque tu és apenas uma criança! No entanto, não era por falta de amor; mas porque eu esperava demais da tua idade! Eu te media com a escala da minha, e estou bem triste comigo, podes crer.
Eu te prometo que, a partir de amanhã, nem minha impaciência, nem meu nervosismo, nem meus aborrecimentos, virão mudar todo o amor que eu te tenho.


Perdão, filhinho. Boa noite, meu bem.

Com Interesse

OBJETOS LITÚRGICOS




O Altar
- É a mesa onde se celebra o Santo Sacrifício da Missa. É "a mesa do Senhor". (1 Cor. 10,21). O altar representa Nosso Senhor Jesus Cristo, pedra fundamental da Igreja. No centro do altar há uma pequena cavidade, onde se coloca uma pedra, comumente de mármore, denominada Pedra d'ara, que encerra dentro de si relíquias de santos mártires, recordando o costume primitivo cristão de celebrar o Santo Sacrifício sobre o túmulo dos mártires e suas preciosas relíquias. Durante a Missa, o cálice e a Hóstia devem pousar sobre a pedra d'ara. As toalhas do altar são três, feitas de linho ou de cânhamo, devendo ser bentas pelo Sr. Bispo ou por um sacerdote por ele delegado. As toalhas do altar simbolizam os lençóis com que foi amortalhado o Corpo de Jesus.
O Sacrário - É o lugar onde se guardam as Hóstias Consagradas, posicionado na parte anterior e central em relação ao altar.
O Missal - É o livro litúrgico oficial da Igreja. Contém normais gerais sobre o cerimonial litúrgico, bem como as leituras e orações apropriadas para a Santa Missa de todos os dias e festas do ano litúrgico. O Missal Romano é obrigatório para toda a Igreja Latina. A Santa Sé, entretanto, respeitando antiquíssimas tradições peculiares e algumas Ordens Religiosas ou regiões, permite algumas exceções quanto às orações e cerimonial.
Cálice - Usado por Jesus Cristo na última ceia , a primeira Missa, o cálice é um dos mais santos objetos sagrados. Deve ser consagrado pelo Bispo, a fim de poder receber o Sangue divino de Jesus. Se não for possível que o cálice todo, ou a copa, sejam de ouro ou de prata, pelo menos o interior da copa deve ser dourado.
O Sanguíneo - ou purificador, é uma toalhinha de Linho, com o qual o sacerdote limpa os dedos, os lábios, a patena e o cálice, depois de comungar o Corpo e o Sangue de Jesus.
Patena - Toda de ouro, ou dourada em sua parte côncava, a Patena é um pratinho redondo, em que o sacerdote coloca a Hóstia. Serve também para recolher as partículas de Hóstia consagrada que ficarem sobre o corporal, após a comunhão do celebrante.
A Pala - É uma toalhinha branca, quadrada ou redonda, de linho engomado e duro. Serve para cobrir o cálice e resguardar a hóstia.
O Corporal - É uma toalhinha branca de linho engomado, que o sacerdote estende sobre a pedra d'ara, no centro do altar, já desde o início da Missa, e sobre a qual coloca o Cálice e a Hóstia. Recordando o sudário em que foi envolvido o corpo de Jesus.
O Véu do Cálice - É um pano da mesma cor e tecido que a casula, com o qual o sacerdote cobre o cálice, desde o início da Santa Missa até o Ofertório, e, novamente, depois da comunhão.
A Bolsa dos Corporais - É feita de papelão recoberto de pano da mesma cor e tecido que a casula. Serve para guardar os corporais, que o sacerdote há de estender sobre o altar, no início da Missa.
Estante - Serve para acomodar o Missal e é colocado sobre o Altar em posição de leitura.
Galhetas - Servem para se ministrar o vinho e a água destinados ao santo Sacrifício.
Píxide - Conhecida também com os nomes de âmbula ou cibório, é destinada a guardar o "Pão da Vida" - as Hóstias consagradas, dentro do Sacrário. Na forma atual, existe desde o século XIII.
Custódia - ou Ostensório destina-se a expor aos fiéis a Santa Hóstia, nas bênção solenes do Santíssimo Sacramento. A Hóstia, em tamanho maior, é vista através do vidro redondo, no centro da Custódia, estando numa pecinha de duas lâminas, de ouro ou prata, em forma de duas meias-luas, chamada "luneta".
Sineta - Objeto contendo pequenos sinos de uso manual destinado a anunciar o transporte da Hóstia consagrada e, durante a Missa, alertar aos cristãos a se ajoelharem no momento da consagração e durante a elevação da Hóstia e Cálice consagrados.
Matraca - Instrumento de madeira firmado por tabuinhas movediças que se agitam manualmente durante as cerimônias quaresmais.
Umbela - Espécie de pálio redondo, semelhante a um guarda-sol destinado a cobrir o sacerdote que, em procissão, leva o sacramento da Eucaristia de um ponto a outro, dentro das igrejas e outros recintos, e que é conduzido por uma só pessoa.
Turíbulo- Utensílio próprio para incensar, também designado incensário ou incensório, utilizado em celebrações solenes da Igreja.

11 junho, 2009

A Mensagem nº 78-A de 11 de Junho de 2009


Caminhar em Comunidade




Evangelho (S. Marcos 14,12-16.22-26)






12No primeiro dia dos Ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”13Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o 14e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’ 15Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Aí fareis os preparativos para nós!”16Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e prepararam a Páscoa. 22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. 23Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes, e todos beberam dele. 24Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”. 26Depois de ter cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras.

Com Interesse

Corpo de Deus
A Igreja celebra Corpus Christi (Corpo de Deus) como festa de contemplação, adoração e exaltação, onde os fiéis se unem em torno de sua herança mais preciosa deixada por Cristo, o Sacramento da sua própria presença.
A solenidade do Corpo de Deus remonta o século XII, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV em 1264, através da bula “Transiturus”, que prescreveu esta solenidade para toda a Igreja Universal.
A origem da festa deu-se por um fato extraordinário ocorrido ao ano de 1247, na Diocese de Liége – Bélgica. Santa Juliana de Cornillon, uma monja agostiniana, teve consecutivas visões de um astro semelhante à lua, totalmente brilhante, porém com uma incisão escura. O próprio Jesus Cristo a ela revelou que a lua significava a Igreja, a sua claridade as festas e, a mancha, sinal da ausência de uma data dedicada ao Corpo de Cristo. Santa Juliana levou o caso ao bispo local que, em 1258, acabou instituindo a festa em sua Diocese.
O fato, na época, havia sido levado também ao conhecimento do bispo Jacques de Pantaleón que, quase duas décadas mais tarde, viria a ser eleito Papa (Urbano IV), ou seja, ele próprio viria a estender a solenidade a toda a Igreja Universal. O fator, que deflagrou a decisão do Papa, e que viria como que a confirmar a antiga visão de Santa Juliana, deu-se por um grande milagre ocorrido no segundo ano de seu pontificado: O milagre eucarístico de Bolsena, no Lácio, onde um sacerdote tcheco, Padre Pietro de Praga, colocando dúvidas na presença real de Cristo na Eucaristia durante a celebração da santa Missa, viu brotar sangue da hóstia consagrada. (Semelhante ao milagre de Lanciano, ocorrido no início do Século VIII). O fato foi levado ao Papa Urbano IV, que encarregou o bispo de Orvietro a levar-lhe as alfaias litúrgicas embebidas com o Sangue de Cristo. Instituída para toda a Igreja, desde então, a data foi marcada por concentrações, procissões e outras práticas religiosas, de acordo com o modo de ser e de viver de cada país, de cada localidade.
. Lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com o maná no deserto e hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a missa, o celebrante consagra duas hóstias, sendo uma consumida e a outra apresentada aos fiéis para adoração, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja

Para Reflectir

Os católicos tem plena convicção da presença real de Cristo na Eucaristia. Jesus está verdadeiramente presente, de dia e de noite, em todos os Sacrários do mundo inteiro. Contudo, nos parece que esta certeza já não reside com tanta intensidade no coração do homem moderno. O maior Tesouro que existe sobre a terra, "que possui o valor do próprio Deus", a Eucaristia, Cristo a deixou para os homens .... de graça! Se mesmo na condição de pecadores, assombramo-nos com o descaso a tão valioso Sacramento, impossível assimilar o sentimento de Deus ante a indiferença dos homens com a Eucaristia.
Ao contrário do que se imagina, a Igreja está mais preocupada em pregar e difundir a Sã Doutrina, do que com o número de ovelhas em seu aprisco. A Igreja não trabalha baseada em dados estatísticos, mas com a difusão do Evangelho. Nesse sentido, lembremos que houve debandada geral da turba quando Jesus revelou publicamente: "Minha carne é verdadeiramente comida e meu Sangue, verdadeiramente bebida". Ao ouvir isto, o povo escandalizado deu as costas à Jesus; todos evadiram-se, restando apenas doze. Jesus não deu maiores explicações, nem correu atrás da multidão desolada, pelo contrário, simplesmente perguntou aos doze: "Quereis vós também retirar-vos?". No que São Pedro respondeu: "A quem iríamos nós, Senhor? Só Tu tens palavras de vida eterna" (Cf. Jo 6, 52 - 68). Portanto, é absolutamente claro que: "Jesus não depende das multidões, as multidões é que dependem d'Ele", assim como "A Igreja de Cristo não depende dos fiéis, os fiéis é que dependem dela para chegarem a Cristo" (Livro Oriente)
Ao aproximarmo-nos do Santo Sacrário, tenhamos a confiança de dizer "Meu Senhor e meu Deus", certos de que Ele está ali, Vivo, Real e Verdadeiro a ouvir nossas preces e a contemplar nossa fé. E esta fé, é uma formidável bem-aventurança que recebemos de Jesus, por intermédio das dúvidas levantadas por São Tomé, a quem o Mestre disse: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 21, 29)
"Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé"
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Convocado pelo papa, ano sacerdotal terá como tema “fidelidade de cristo, fidelidade do sacerdote”
A partir do próximo dia 19 até junho de 2010, a Igreja no mundo celebra o Ano Sacerdotal convocado pelo papa Bento XVI. Com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, a convocação acontece por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, hoje padroeiro dos párocos, e a partir do dia 19, proclamado pelo papa, padroeiro dos sacerdotes de todo o mundo.

Para a abertura, no dia 19, está prevista uma celebração, em Roma, presidida pelo papa Bento XVI. Neste dia a Igreja comemora a solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal.

Maditando


Caminhar em Comunidade
Caminhar em comunidade, como já devem ter reparado a nossa (A Mensagem) mudou um pouco sua cara, mas os objectivos continuam a ser os mesmos (A união das pessoas da nossa comunidade).
Se repararem a palavra comunidade tem sido sempre uma constante em nossas mensagens, sim porque somos uma comunidade cristã, mesmo que um pequeno ramo da comunidade da Paróquia de Rio Tinto, que por sua vez é ramo da Diocese, esta do Patriarcado que é ramo de Roma, e todos juntos formamos uma grande comunidade de Cristãos.
Claro que não devemos pensar em tamanho pequeno, ou seja limitarmo-nos á comunidade de medancelhe e isolarmo-nos do resto da comunidade Cristã no mundo, isso seria egoísta e não seguia de maneira nenhuma os ensinamentos que recebemos de Jesus através dos apóstolos e seus descendentes, mas pergunto muitas vezes a mim próprio: como podemos estar unidos mundialmente á comunidade cristã se em nossa pequena comunidade quase não nos conhecemos, somos (Irmãos em Cristo), mas: Irmãos que não se conhecem, que não sabem nem partilham os problemas uns dos outros, muitas das vezes nem o nome conhecem, como pode uma comunidade destas se chamar (Cristã?).
Queridos irmão é necessário rever-mos nossa posição em relação às nossas atitudes como cristãos na comunidade, todos nós fomos chamados a ser missionários a dar testemunho de nossa vida cristã, e por onde começar?
1. Família =
· como somos em Família?, conhecemos bem nossos Filhos? nossos Pais?, nosso Conjugue ? sabemos dos problemas deles? ou pensamos que conhecemos?
2. Comunidade Cristã =
· como vivemos na comunidade? conhecemos pelo menos os que frequentam as nossas capelas?, conhecemos seus problemas? sabemos se precisam de ajuda? Procuramos ajudar? ou estamos á espera que nos procurem? se formos á eucaristia, ao terço e ás manifestações de fé que se efectuem, mas se não fazemos nada para conhecer nosso irmão de comunidade , que ás vezes até mora no mesmo prédio, e que apenas dizemos bom dia ou boa tarde, como podemos ajudar ?. Estaremos a ser Cristãos ? estaremos a Caminhar em Comunidade?
A Nossa folhinha Dominical passa a partir de hoje a ter além do titulo ( A Mensagem) o Sub titulo (Caminhar em Comunidade), será que nos vai tirar do marasmo do Deixa andar? Se alguns de nós começarmos a caminhar em comunidade mesmo que sejamos poucos, já valeu a pena.


Eu vou tentar e tu ?

06 junho, 2009

A Mensagem nº 77 de 07 de Junho de 2009









Evangelho Mt 28, 16-20

Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n´O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes:
“Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e fazei discípulos todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”.

A Palavra

A Trindade
A festa da TRINDADE convida-nos a refletir sobre o Mistério de Deus que se revela como família, comunidade perfeita que é a fonte transbordante do Amor. Deus revela-se como Pai, Filho e Espírito Santo. Deus, que conduz nossa história, nos faz seus filhos e está conosco para sempre.
A 1ª Leitura convida Israel a contemplar a história e o contínuo empenho do Senhor no sentido de oferecer ao seu povo a Vida e a Salvação. E dá pistas para reconhecer o verdadeiro rosto de Deus.
É um Deus que estabelece COMUNHÃO e familiaridade com seu Povo. Vem ao encontro dos homens, fala com eles, indica-lhes caminhos seguros de liberdade e de vida, está sempre atento aos problemas dos homens, intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.

Na 2ª Leitura, S. Paulo ressalta que mediante o Espírito podemos chamar Deus de "Abba", "PAI".
No Evangelho, Jesus envia os discípulos em Missão para pregar o Evangelho e Batizar em nome da TRINDADE. Ser baptizado é estabelecer uma relação pessoal com a comunidade trinitária.
Os discípulos recebem a missão de introduzir todos os homens na família de Deus.
A celebração da festa da Trindade não é um convite para decifrar o Mistério de um Deus em três pessoas, mas um convite para contemplar Deus que é AMOR e vive em comunhão de pessoas e nos convida a participar da vida íntima de Deus.
Por que é Cristo nos revelou esse Mistério?
Porque Deus nos ama e quer que participemos ainda mais de perto de sua vida de amor.
O próprio Cristo nos apontou o modo:
"Se alguém me ama, guardará as minhas palavras;
e meu Pai o amará e nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada..."

Cada um de nós é Templo da Trindade...
- Em nós está o PAI, que nos chamou do nada, insuflou-nos o sopro da vida, deu-nos um nome, confiou-nos uma missão.
- Em nós está o FILHO, que entregou sua vida por nós, imagem do Filho de Deus a ser imitada e reproduzida por todos nós.
- Em nós está o ESPÍRITO SANTO, que nos ilumina e fortalece nos caminhos de Deus.

+ A Santíssima Trindade é a melhor Comunidade.
Nela somos chamados a renovar o nosso compromisso baptismal, sinais de comunhão, partilha e esperança, num mundo tão dividido, individualista e desesperado.
Crer na Trindade é viver a fé profundamente e experimentar pessoalmente o Amor do Pai. Quem crê na Trindade é também solidário com todos os homens.


Que todos quantos nos encontrarem nesta semana, após este nosso encontro com Deus nesta celebração, possam ver em nós, alguém que também se encontrou com o seu Deus...

Padre Amaro Jorge SCJ

Com Interesse



PARAMENTOS OU VESTES LITÚRGICAS

Amito - É um lenço de linho, branco, que recobre as costas, os ombros e o pescoço do sacerdote. Era a peça do vestuário que os povos antigos usavam para cobrir a cabeça, quando saíam ao ar livre. Recorda o pano com que os soldados vendaram os olhos de Jesus, para melhor ludibriarem-No. Simboliza o capacete da fé, com o qual venceremos os nossos inimigos. Ao vesti-la, o sacerdote faz a seguinte oração: "Colocai, Senhor, sobre a minha cabeça, o capacete da salvação, para que eu possa resistir às ciladas do demônio".
Alva - Esta palavra vem do vocábulo "albus", que significa branco. É uma túnica talar, de linho branco, que recobre todo o corpo. Era usada pelos nobres gregos e romanos, e também pelos povos de climas quentes, como se vê, ainda hoje, em alguns países do Oriente tropical. Recorda a túnica branca de escárnio com que Herodes mandou vestir Jesus. Simboliza a pureza do coração. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Fazei-me puro, Senhor, e santificai o meu coração, para que , purificado com o Sangue do Cordeiro, mereça fruir as alegrias eternas".
Cíngulo - É um cordão branco ou da cor dos paramentos, de seda, linho ou algodão, com que o sacerdote se cinge à cintura. Os antigos o usavam para maior comodidade, a fim de que a alva, comprida, não os estorvasse nos trabalhos ou nas longas caminhadas. Recorda as cordas com que Jesus foi atado pelos algozes. Simboliza o combate às paixões e a pureza do coração. Ao cingir-se com o cíngulo, o sacerdote reza: "Cingi-me, Senhor, com o cíngulo da pureza e extingui em meu coração o fogo da concupiscência, para que floresça em meu coração a virtude da caridade".
Manípulo - É uma faixa de pano, do mesmo tecido e cor da casula. Tem uns 40 cm de comprimento e uns 12 de largura. É preso ao braço esquerdo. Antigamente, servia para limpar o pó ou suor da fronte durante as caminhadas e trabalhos, ou ainda, com suas dobras, fazia-se as vezes de algibeira. Recorda as cordas com que Jesus foi manietado. Simboliza o amor ao trabalho, ao sacrifício e às boas obras. Ao acomodá-la ao braço, o sacerdote reza: "Que eu mereça, Senhor, trazer este manípulo de dor e penitência, para que possa, com alegria, receber os prêmios dos meus trabalhos".
Estola - É uma faixa de pano, do mesmo tecido e cor da casula e do manípulo. Mede uns oito palmos de comprimento e uns 12 cm de largura. Dá a volta ao pescoço, cruzando ao peito e passando sob o cíngulo, à altura da cintura. Os antigos a usavam como sudário ou como símbolo de autoridade e condecoração honorífica. Recorda as cordas com que Jesus foi puxado ao Calvário. Simboliza o poder espiritual do sacerdote, bem como a nossa dignidade de cristão e penhor de imortalidade. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Restituí-me, Senhor, a estola da imortalidade que perdi pelo pecado dos nossos primeiros pais; e ainda que eu seja indigno de acercar-me aos vossos Santos Mistérios, possa, contudo, merecer a felicidade eterna.
Casula - É a última veste que o sacerdote usa, por cima de todas as outras. Tem, geralmente, atrás, uma grande Cruz. Os antigos a usavam como uma capa, nas estações chuvosas. Casula, em latim, significa "pequena casa". Recorda a túnica inconsútil de Nosso Senhor, tecida, segundo a tradição, por Nossa Senhora. No Calvário, os soldados não quiseram retalhá-la, mas sortearam-na entre si. Simboliza o suave jugo da Lei de Deus que devemos levar, e que se torna leve para as almas generosas. Ao vesti-la, o sacerdote reza: "Ó Senhor, que dissestes: ' o meu jugo é suave e o meu fardo é leve' (Mt 11, 30); fazei que eu possa levar a minha cruz de tal modo que possa merecer a vossa graça".
Dalmática - É uma túnica originária da Dalmácia. É usada pelo diácono nas Missas solenes. O subdiácono usa, nas Missas solenes, a tunicela, bastante parecida com a dalmática, mas que deve ser um pouco mais curta e menos adornada que esta.
Pluvial - É uma capa comprida, usada pelos antigos em tempos de chuva, como indica o seu mesmo nome. Atrás, em cima. há uma dobra ou capucho, com que os antigos se cobriam a cabeça, à semelhança de algumas capas impermeáveis modernas. O sacerdote a usa nas Bênçãos do Santíssimo Sacramento, nas procissões e outras funções litúrgicas solenes.
Batina ou hábito- Veste talar dos abades, padres e religiosos, cujo uso diário é aconselhado pelo Vaticano. Alguns sacerdotes fazem o uso do Clerical ou "Clericman" como meio de identificação, sendo esta uma peça única de vestuário, ou seja, um colarinho circular que envolve o pescoço com uma pequena faixa branca central.
Tonsura - Corte circular, rente, do cabelo, na parte mais alta e posterior da cabeça, que se faz nos clérigos, também denominado cercilho ou coroa, em desuso. A "Prima Tonsura" consiste em cerimônia religiosa em que o prelado, conferindo ao ordinando o primeiro grau de clericato, lhe dá a tonsura.

Para Meditar

As três peneiras.
Olavo foi transferido para novo serviço. Logo no primeiro dia, para fazer bonito com o chefe, saiu-se com esta:Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...Nem chegou a terminar a frase, o chefe interrompeu:Espera um pouco, Olavo. O que me vais contar já passou pelo crivo das três peneiras?Peneiras? Que peneiras, chefe?A primeira, Olavo, é a da VERDADE. tens certeza de que esse facto é absolutamente verdadeiro?Não. Não tenho não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. - Então sua história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que me vais contar, gostarias que os outros também dissessem a teu respeito?Claro que não! Nem pensar, Chefe.Então, tua história vazou a segunda peneira.
Vamos ver a terceira peneira que é a NECESSIDADE.
Achas mesmo necessário contar-me esse facto?Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que iria contar.Pois é Olavo. Já pensaste como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe sorrindo e continua: - Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submete-o ao crivo dessas três peneiras: VERDADE, BONDADE, NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:

PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS;
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS;
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS.

Pela Comunidade




RECONHECIMENTO

Na Vida existem datas extremamente importantes, o Nascimento é a primeira data pois dá inicia a nossa vida, depois para nós católicos são os SACRAMENTOS, começando no Baptismo, o mais importante de todos não tirando importância aos outros, este é o que nos faz nascer para a vida Cristã, é a partir daqui que somos chamados a ser Santos, a aprender e a divulgar os ensinamentos de Jesus Nosso Mestre, depois seguem-se os outros mas antes que chegue o último ( Extrema Unção)
Chega um sacramento que é importante por várias razões, primeiro porque é uma opção que tomamos, a de constituir família, com todas as obrigações Cristãs que isso obriga, um passo muito importante em nossa vida, mas que marca muito pela certeza de que estamos a dar continuidade ao Mandamento de Deus, ( Dar continuidade á Família de Nazaré )
A Manuela que esteve muito tempo ao serviço desta mensagem desde a origem,


Vai Casar
Por tudo o que fez com amor nesta comunidade, pelo que é , pela sua maneira de ser sempre disponível para os outros.
A Redacção de A Mensagem, deseja-lhe as maiores bênções do CÉU
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Capela de Nª Srª da Lapa
Nos Meses de JULHO E AGOSTO , não haverá celebração da Eucaristia ( Missa)

02 junho, 2009

A Mensagem nº 76 A de 31 de Maio de 2009


EVANGELHO Jo 20, 19-

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo:
«A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».

Para Meditar




Testemunho de Arlindo Leonardo Chaves

Fui chamado para terminar a construção da capela de Nossa Senhora da Piedade, no Vale da Imaculada Conceição.
Foi um trabalho diferente de todos os outros que eu havia realizado, pois sentia a presença de Deus do começo ao fim do trabalho.
Uma das primeiras coisas que me tocaram quando cheguei ao Vale da Imaculada, foi que recebi de Deus a força e a coragem para o trabalho, pois me encontrava doente e sem forças para a lida do dia a dia, e também o fato de saber que ali era um lugar escolhido por Deus, com uma Comunidade formada por Ele, a exemplo de Jesus, guiada pelo Espírito Santo, através da Virgem Maria.
Assim assumi a minha missão de pedreiro e, embora muitas vezes tivesse de trabalhar sozinho, fazendo massa e levando-a para cima, eu estava feliz por trabalhar na Casa de Deus.
Já estávamos no término da Capela quando Nossa Senhora foi abençoá-la. Ainda havia restos de material espalhados, andaimes erguidos e retoques a serem feitos.
No momento desta primeira mensagem, pensando no engradamento, encostei-me na parede e olhei de baixo para cima o andaime que muitas vezes subi e desci. Neste momento notei bem no alto, próximo ao andaime, uma pessoa ajoelhada, olhando para baixo. Ainda sem entender comecei a chorar e as lágrimas se tornaram incontroláveis.
Notando minha emoção, muitos me olhavam, e uma senhora perguntou-me se eu estava bem, ou se via alguma coisa. Com voz trêmula respondi-lhe: Eu estou vendo uma pessoa lá em cima do andaime! Jesus não pode ser, porque aparenta mais idade e é meio calvo, veste uma túnica comprida e marrom!
Tomada pelo Espírito Santo, a mesma senhora me disse confiante: É SÃO JOSÉ!!! Porque São José foi um operário e agora ele acompanhou Nossa Senhora, e veio abençoá-lo.
No silêncio, meu coração confirmava: É São José realmente! Ele veio com Nossa Senhora!
A mensagem chegou ao fim. E São José se foi, não o vi mais. Afirmo com toda sinceridade, com toda fé, com toda minha alma: Eu vi São José abençoar a Capela, na primeira mensagem que lá foi dada.
Nos dois últimos dias fiz pequenos acabamentos na Capela. Tocou o sino para a refeição. Pedi a um dos companheiros que tirasse minha marmita, que eu ficaria terminando o restinho do serviço. Fiquei sozinho na Capela. Lá em cima, bem no alto do andaime, fui surpreendido por uma voz que disse: "Desça daí!"
Olhei em todas as direções e não vi ninguém. Mas a voz suave repetiu: "Desça que está na hora!"
Um pouco assustado, obedeci. Quando cheguei no primeiro degrau do andaime, minha cabeça rodou, fiquei tonto e senti faltarem as minhas forças. Vagarosamente fui para a primeira casa que avistei, a do Sr. Zico, deitei-me e adormeci.
Ao meditar em tudo que me aconteceu, refleti que só podia ter sido Nossa Senhora que me disse para descer. Se eu ficasse tonto lá em cima do andaime, iria cair e certamente morrer. Eu estava humanamente sozinho e sem socorro. A voz tão doce e meiga levou-me a obedecer.
Refletindo, depois, cheguei à conclusão de que não estamos sozinhos.
A voz angelical era sobrenatural, e compreendi que era a Mãe do Céu a me proteger. Por isso, consagro minha vida e minha alma de todo coração a Nossa Senhora da Piedade. Ela salvou a minha vida.
No começo guardei tudo em meu coração, sem coragem de testemunhar o que vi e ouvi, com receio das críticas, calúnias e perseguições. Mas hoje, bem mais fortalecido e preparado, afirmo com toda sinceridade e honestidade: Vi São José, no momento da mensagem de Nossa Senhora na nova capela, que hoje é consagrada a Jesus, Maria e José. E ouvi a voz angelical da Mãe do Céu, cheia de cuidados, me protegendo das ciladas do inimigo.
No Vale de Nossa Senhora, Deus plantou a fé em meu coração. Aprendi a viver e dar testemunho de Deus para os irmãos. Vim a este Vale servir e servido por Deus eu fui, ouvindo suas Palavras de Salvação trazidas por Nossa Senhora. Ela nos fala a verdade e nos leva a ser o que Deus quer que sejamos, filhos fiéis ao seu amor.
Já construí outras igrejas, mas esta foi totalmente diferente das outras. Em cada tijolo, um pouco de amor. A cada dia a alegria e a paz aumentavam.
Neste Vale da Imaculada Conceição - em Piedade dos Gerais - fui libertado, acabaram-se os sofrimentos exagerados, os pecados que carregava. Acabou o ódio, a inveja, e nada me falta. Procuro levar uma vida simples e santa, feliz com Deus e com os irmãos.
Quando parti o meu maior cuidado foi conservar este tesouro em meu coração. Graças a Deus, depois disso nada me faltou.
Não é de se estranhar, mas ao término da Capela não tive mais vontade de voltar para Barbacena. Mas, graças a Deus, tenho uma bela família para cuidar e queria levar meu testemunho a todos, para que este acontecimento em Piedade dos Gerais pudesse mudar a vida de todos e os levasse a amarem mais a Deus, pois as mensagens de Nossa Senhora nos falam deste amor, do grande amor de Deus por seus filhos, e o amor se fazendo presente no meio de nós.
Como uma criança desmamada, fui embora chorando, com a lembrança de todos que lá vivem, da acolhida e do carinho recebido de cada um que se fez irmão, das mensagens trazidas pela Mãezinha do Céu. Mas fui com o coração sereno, cheio de paz e todo transformado.
Outro fato interessante aconteceu pouco tempo depois que voltei para minha cidade de Barbacena. Num belo dia, eu estava como de costume indo trabalhar. Adoentado, sem ânimo, sentindo a caminhada longa e um peso exagerado das ferramentas.
Apareceu uma pessoa em uma escada, no barranco em que eu ia atravessando e esta pessoa falou assim: “Moço, espere aí! “
Coloquei as ferramentas no chão e esperei. Voltando-se para mim, perguntou: “Onde você vai tão cansado, tão esgotado? E o que vai fazer? Volte, vá descansar!”
Respondi: Preciso trabalhar para ganhar um trocadinho. E o Senhor, perguntei curioso: O senhor trabalha?
Ele disse: “Trabalho! Muito! “
Como eu nunca tinha visto aquela pessoa antes (e nem tornei a vê-la) ousei fazer outra pergunta: O senhor mora por aqui?
“Não.” Respondeu ele sereno e sem se ofender, e prosseguiu:
“Eu moro lá em cima e trabalho lá em cima.” (apontando o dedo indicador para o infinito)
Confesso que fiquei meio admirado naquele momento e pensei: Como pode? Eu não o conheço e ele sabe tudo que se passa comigo? Como pode ser isso? Só pode ser um enviado de Deus.
E continuei meu trajeto, porém, minhas ferramentas ficaram leves e a caminhada menos penosa.
Costumeiramente, ao chegar no trabalho fiz minhas orações, e, começando a trabalhar, não senti mais nada. Tudo que eu estava sentido de cansaço desapareceu. Quem era? Quem foi? Reafirmo que depois que conheci o Vale da Imaculada Conceição nada me faltou.
Por ser vicentino, senti vontade de partilhar este acontecimento com meus irmãos de caminhada. E todos permaneceram em silêncio, mudos diante das maravilhas que Deus opera a cada dia.
Piedade dos Gerais tem um tesouro escondido, um Vale. Um Vale da Fé e da Espiritualidade, um Vale que vai crescendo. É de onde se leva ao mundo o tesouro que é a Palavra de Deus. Um tesouro que vai crescendo e crescendo, e nunca vai se acabar. Porque é dando que se recebe, e uma obra de Deus não tem fim! Lá no meio dos montes, longe do progresso, é o caminho para se chegar à salvação.
Sou muito vivido e viajado. Nunca vi em toda minha vida, ao longo dos meus 64 anos, um lugar santo, que bem mais que as grandezas do mundo se busca a simplicidade de Deus, formando com Maria, a Mãe de Jesus, o povo escolhido.
Nos seus pedidos se encontram os segredos da santidade, reafirmando os sacramentos deixados por Jesus. Mesmo havendo muitos que não acreditam nesta verdade, Deus fala com seu povo, por meio da sua serva Maria. Eu creio e afirmo que é a verdade bendita no meio de nós. E só não a enxergam os piores cegos: os cegos que não querem ver!
Faço um apelo a Deus, por meio de São José, que tire esta cegueira dos homens, principalmente dos sacerdotes, para que no Vale tenhamos o complemento das riquezas celestes: A Eucaristia.
Lá vivem muitas crianças que foram abandonadas pelo mundo, muitos jovens que buscam a Deus com sede de santidade e muitas famílias que lutam pela paz. Mas é preciso que a Igreja Católica Apostólica Romana abrace esses filhos. Jesus veio ao mundo para todos! Muitos peregrinos sentem necessidade de confissão, de absolvição e só por meio dos sacerdotes esta conversão poderá crescer e acontecer. As muitas conversões que a cada dia aumentam no Vale carecem de um acompanhamento da Igreja Católica para que perseverem.
Padres, por amor a Deus, tomem esta responsabilidade de viverem como Cristo viveu, acolhendo sem distinção a todos os filhos de Deus.
E vocês, que ainda não conhecem esta fonte de água viva, não deixem mais faltar a verdadeira paz em seus corações. Vão até o Vale da Imaculada Conceição se fartarem das Divinas Bênçãos. Tenho certeza de que lá é um coração sempre aberto, uma fonte cristalina que jorra sem cessar! É um vale de Paz.
Arlindo Leonardo ChavesVale Da Imaculada Conceição, 29 De Dezembro De 1997.

A Mensagem nº76 de 30 de Maio de 2009


Cada nação possui na sua história uma qualquer referência histórica a Maria. Não há povo que não tenha recebido uma graça pelas mãos de Nossa Senhora. E Santuários, Catedrais, Igrejas, Capelas, locais das aparições ou de devoção a Maria cobrem toda a superfície terrestre, nos cinco continentes.A história de Portugal é profundamente marcada pela vivência mariana. O santuário de Nossa Senhora de Nazaré, é sem dúvida, o mais antigo santuário Mariano português, que existe desde bem antes da fundação do reino; a estátua de Maria, lá existente, remonta à época da passagem dos Espanhóis pela região, ainda antes da invasão árabe.A devoção de Portugal à Maria foi acentuada no momento da fundação da nacionalidade, quando D. Afonso Henriques, fundador do reino e primeiro Rei de Portugal, coloca o país sob a protecção de Nossa Senhora, por meio de uma promessa solene, feita com o consentimento de seus vassalos e assinada na Catedral de Lamego, no dia 28 de Abril de 1142. Esta data é considerada como a do baptismo de Portugal, que a partir deste dia passa a ser chamado de "Terra de Santa Maria".Todas as conquistas do rei-fundador foram realizadas sob os auspícios de Maria e em cada cidade recuperada do domínio Mouro, a Virgem passa a ser entronizada como Padroeira e o povo constrói uma igreja com o seu nome: disso são exemplo as mais antigas igrejas de Lisboa, entre outras, Nossa Senhora dos Mártires e Nossa Senhora da Enfermaria, o Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, construído em agradecimento pela reconquista da cidade de Santarém aos Mouros.Na Batalha, já no século XIV, em sinal de reconhecimento por parte de Portugal, o rei D. João I mandou construir uma igreja imensa dedicada a Maria, sob o vocábulo de Nossa Senhora das Vitórias, comemorando a grande batalha ganha contra o invasor espanhol, em 14 de Agosto de 1385.Em 25 de Março de 1646, um decreto do rei D. João IV, ratificou a decisão das Cortes de Lisboa de 1645-1646 e coroou Nossa Senhora da Imaculada Conceição como Rainha e Protectora de Portugal, em agradecimento à independência da nação conquista em 8 de Dezembro de 1640, data em que terminou o domínio da Dinastia Filipina. Desde então, aproximadamente dois séculos antes da proclamação do Dogma pela Igreja, todas as grandes instituições portuguesas, incluindo as universidades, decidiram defender o dogma da Imaculada Conceição. A devoção à Mãe de Deus, sob o título de Imaculada Conceição, entrou profundamente na devoção popular em todo o país. O Solar da Padroeira, como é chamado o santuário de Vila Viçosa, continua a ser um local de peregrinação, sobretudo no dia 8 de Dezembro, tendo inclusivamente sido visitado pelo Papa João Paulo II, que no dia 14 de Maio de 1982 peregrinou até Vila Viçosa e se ajoelhou em oração diante da veneranda imagem da Padroeira.Na actualmente, e após as aparições do início do Século XX, o santuário de Nossa Senhora de Fátima é o centro de atracção mariano mais célebre e mais frequentada do país. Santuário de renome mundial, nele a Santíssima Virgem solicitou essencialmente três coisas: a devoção ao seu Coração Imaculado para preservar os pecadores do inferno e para a paz; a consagração ao seu Imaculado Coração para a conversão da Rússia; a comunhão reparadora no primeiro sábado de cada mês. Os acontecimentos de Fátima provocaram o fervor Mariano da nação! Todos os guias espirituais de Portugal reconhecem que graças à protecção milagrosa de Maria e à profunda piedade mariana de seus filhos portugueses, a nação ficou fora da última guerra mundial causadora de tantos estragos no resto da Europa cristã!Em 1946, o Papa Pio XII coroou a estátua de Nossa Senhora de Fátima, e afirmou: "A guerra mais terrível que devastou o mundo esteve, durante quatro longos anos, rondando vossas fronteiras, sem jamais conseguir atravessá-las; vos deveis este milagre a Nossa Senhora, que, de seu trono de misericórdia [...], situado em Fátima, no centro de vosso país, velava por vós e por vossos governantes..."Por ocasião destas festas da coroação de Nossa senhora de Fátima, a Virgem peregrina esteve em todas as paróquias do país durante 32 dias e grandes multidões vinham aclamá-la ao longo das estradas: "Dir-se-ia que o país inteiro tinha-se transformado numa imensa catedral sem muralhas que limitassem a assistência. Literalmente, as cidades e aldeias, para estar diante da Virgem Peregrina, se despojavam com um mesmo elã", escreveu o Padre José de Oliveira Dias, SJ. E continuou: "Era, geralmente, nas câmaras municipais que a Virgem era acolhida e lá passava a noite. Fazia-se, então, a vigília eucarística, durante a qual as autoridades civis se habituaram, com frequência, [...] a consagrar, solenemente, suas autarquias ao Coração Imaculado de Maria."Após este acontecimento, Lúcia, vidente de Fátima, concebeu o projecto de organizar a caminhada de Nossa Senhora pelo mundo inteiro, e, desde 1947 esta peregrinação mundial tem acontecido. Em toda a Europa e em todos os continentes da Terra, um sem-número de paróquias acolheram a Imaculada Virgem de Fátima! João Paulo II, visitou Portugal, pela primeira vez, de 12 a 15 de Maio de 1982, visita essa que ocorreu um ano após o atentado de que foi vítima em 13 de Maio de 1981. Nesta visita o Papa João Paulo II depositou a bala do atentado sofrido no ano anterior em plena Praça de São Pedro no altar da Nossa Senhora de Fátima. Esta bala hoje encontra-se na coroa de Nossa Senhora de Fátima no Santuário de Fátima.Em 14 de Maio de 1982, por ocasião da sua segunda visita a Portugal, deslocou-se ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, em Vila Viçosa, tendo no dia 15 de Maio de 1982 visitado o Santuário de Nossa Senhora do Sameiro em Braga.Em 12 e 13 de Maio de 2000, o Papa João Paulo II deslocou-se a Portugal, tendo beatificado os videntes de Fátima.fonte:MSM

Em Honra de Nossa Senhora


HINO A NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Em transportes de amor e de gozo,das cidades, da serra e do vale,todo o povo aqui vem pressuroso,vosso povo fiel – Portugal Aos pastores, a Virgem Maria quis rasgar dos Mistérios o véue, hoje, em Fátima, a Cova da Iriaé um lindo cantinho do Céu.Aqui vimos, ó doce Maria,terno preito render-vos de amor,suspirando, de noite e de dia,refrigério na mágoa e na dor. Aqui vimos com alma contrita,suplicar ao Divino Jesuso perdão para a culpa maldita,mil tesouros de graça e de luz.O romeiro debalde procuraentre os homens a paz descobrir:nossos almas só acham venturanesse vosso tão meigo sorrir.



MARIA Ó consolo na desdita,ó dos órfãos Mãe bendita,dos aflitos lenitivo,dos enfermos medicina,de todos conforto e luz,rogamos-Te, ó Mãe amável,com fervor insuperável,sejas sempre um facho vivoque nos guie, qual luz divina,sem perigo ao teu Jesus.Ámen.

Para Meditar




Eis um fato ocorrido em 1894, narrado por Mons. Bruguière, vigário apostólico de Tchen-Ting-Fu. Na sua simplicidade, o fato aterrador é prova da bondade de Maria.Ia eu crismar numa aldeia do meu vicariato. À minha chegada, os poucos cristãos prestavam-me todas as honras possíveis: "É o grande chefe dos cristãos, é o excelso mandarim que passa" ─ murmuravam os habitantes. Ao meio dia, no momento de tomar uma parca refeição, chegou correndo uma mulher pagã. Apresentou-se de repente, inclinando-se até o chão e cumprimentando-me com os títulos pomposos de grande homem, grande mandarim.Conhecendo perfeitamente o pouco valor dessas demonstrações exageradas da civilidade chinesa, fiquei desconfiado:─ Que queres? ─ perguntei-lhe, com semblante severo.─ Grande chefe, peço-vos o favor de ser admitida na catequese dos cristãos.─ O que te levou a tomar esta decisão?─ Gastaria muito tempo para contar-vos ─ Respondi.─ Não faz mal. Tenho muito tempo para escutar-te.A mulher, de compleição doentia, tinha por marido um sujeito brutal, que estava resolvido a deixá-la morrer, apesar de tudo quanto pudesse acontecer. Abandonou-a, vindo apenas de longe em longe para ver os progressos da doença. A mulher ficou na cama, e acabados os mantimentos e remédios, à sua fraqueza juntou-se o tormento da fome, e aos sofrimentos um isolamento duro e cruel.Descorçoada e nas portas da morte, amaldiçoou a sua sorte, seu marido e até seus próprios pais. Uma cristã da aldeia levou-lhe um dia uns docinhos e algumas palavras de consolo:─ Amiga, se ao menos você fosse cristã. Veja, a dor não pode desanimar-nos, pois sabemos que Deus vê nossos padecimentos e nos recompensará. Também podemos recorrer à Santíssima Virgem, dizendo-lhe: Santíssima Virgem, socorrei-me; Vós, que tanto padecestes, tende dó de mim.A doente repetiu essas palavras. A caridosa vizinha, antes de voltar para casa, como penhor de amizade, dependurou-lhe ao pescoço o bentinho que trazia:─ Olhe, guarde isto. É o vestido de Nossa Senhora, e há de atrair sobre você graças e proteção.Ficando sozinha, a doente repetia com freqüência: "Santíssima Virgem, socorrei-me". De repente, uma Senhora vestida de branco apareceu-lhe na pobre choupana, servindo-lhe de enfermeira. Voltou seguidamente vários dias, para prestar-lhe serviços e sem dar-se a conhecer. Seus cuidados, sua bondade, seu brando sorriso reanimaram pouco a pouco a alma e o corpo da infeliz mulher. Restabelecida a doente, a Senhora despediu-se, dizendo:─ Vou deixar-te, porque um negócio urgentíssimo me chama à cidade. Toma este remédio, e quando sarares de todo, vem ter comigo. Encontrar-me-ás na igreja da matriz.A doente tomou o remédio e sarou logo. Era o dia 5 de janeiro, dia da minha chegada à aldeia. Esta mulher pagã falava-me de um modo tão sincero, que não duvidei de suas palavras e aceitei-a na catequese da cidade. Não tinha sossego, tão aflita estava por tornar a ver a sua bela benfeitora. No Sábado de Aleluia, os catecúmenos foram introduzidos na Igreja. Acabava eu de rezar o Gloria in excelsis Deo, os sinos repicavam com alegria, e as imagens já estavam descobertas.─ Ei-la! Ei-la! ─ gritou uma mulher, adiantando-se de braços erguidos. ─ Eis a Senhora que me curou.Os vizinhos lhe disseram:─ Você não pode entrar no santuário. Pare aí.De mãos postas e olhos fitos na imagem, ela ajoelhou-se, soluçando de alegria. Hoje é uma das mais fervorosas devotas de Nossa Senhora.("Maria ensinada à mocidade" - Livraria Francisco Alves, 1915)

23 maio, 2009

A Mensagem nº 75 de 24 de Maio de 2009


EVANGELHO Mc 16, 15-20


Naquele tempo, Jesus apareceu aos Doze e disse-lhes:
«Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem:
expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados».
E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam.

Para Meditar


Amor de Mãe

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus: Dizem-me que estou sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?E Deus disse:
Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para ti. Estará te esperando e tomará conta de ti.Criança: Mas diz-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?Deus: Teu anjo cantará e sorrirá para ti... a cada dia, a cada instante, tu sentirás o amor do teu anjo e serás feliz.Criança:Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?Deus: Com muita paciência e carinho, teu anjo te ensinará a falar.Criança:E o que farei quando eu quiser falar contigo?Deus:Teu anjo juntará tuas mãos e te ensinará a rezar.Criança:Eu ouvi dizer que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?Deus:Teu anjo te defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.Criança:Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.Deus:Teu anjo sempre te falará sobre Mim, te ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de ti.Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas. A criança apressada, pediu suavemente:Oh Deus se eu estiver quase a ir agora, diz-me por favor, o nome do meu anjo.E Deus respondeu:-


Tu chamarás a teu anjo.....MÃE